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História Tesouro de Ídris - Capítulo 5


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Capítulo 5 - V - Makoto


Makoto 誠 

Sinceridade,  

Veracidade 

 

‘’Porque Jaehyun não quer!’’ Yuta acompanhou as palavras deixarem os lábios do tritão repletas em dor. Havia fúria e havia firmeza. Entretanto, acima de tudo, havia dor. Tanto sofrimento que foi inevitável não travar seus braços no caminho, antes de conseguir tocá-lo. Antes de tentar puxar o ser para si. Lhe faltou coragem. 

Ele estava emergido em dor e Yuta não queria arrancá-lo mais dores.  

— Jaehyun. — Yuta chamou, fraco. Vendo Jaehyun negar, balançando a cabeça e afastando-se mais.  

Em um rompante de sentimentos confusos, a cauda do tritão bateu, transparecendo as emoções contra a água. E elas, furiosas, encaminharam-se na direção do samurai que instantaneamente ergueu os braços, protegendo-se. Muito porém, não se incomodou de se molhar.  

Acompanhando com atenção como Jaehyun, trêmulo, o encarou com os olhos arregalados em surpresa. E, em seguida, descendo os mesmos olhares em direção as suas mãos e cauda.  

— Samurai não entende! — Dissera. Parecia com raiva. Porém, não do samurai. Parecia com raiva de si mesmo. Tinha raiva e inveja por não possuir pernas, como os humanos. Por não poder sair andando para longe. Por não ser um humano. Acima de tudo, parecia pela a primeira vez com raiva de sua espécie. — Jaehyun não pode. — Sua voz falhou conforme as palavras o deixavam e Jaehyun continuava encarando sua bela cauda. Ao ponto de o seu maxilar travar. — Tritão não pode. Tritão precisa proteger Ídris. Ele precisa ficar. — Repetiu e repetiu. 

Yuta compreendeu.  

Repleto em dor, o samurai compreendeu. Assim como compreendera que jamais obrigaria Jaehyun a fazer nada, nunca. Nunca mais gostaria de ver tal expressão em seu rosto tão belo. Yuta queria que ele entendesse que aquela era a salvação dele. E o faria enxergar isso, contudo de forma que ele tivesse autonomia em sua decisão.  

Pois Yuta entendera que Jaehyun estava preso aquela gruta. E ele não sairia dali da mesma forma que a adentrou. Preso. Não sairia jamais por uma decisão que não coubesse a ele.  

Yuta, porém, não podia cruzar seus braços e permanecer ali, o vendo definhar em seu próprio poder. E se ele não houvesse chegado à gruta? Sequer gostaria de pensar em tal hipótese.  

— Jaehyun, eu jamais te levarei comigo sem sua autorização. Jamais. — Disse-lhe com cuidado em suas palavras. Queria muito que ele o olhasse agora, mas, Jaehyun permanecia fuzilando sua própria cauda com o olhar. Não dando atenção ao samurai.  

Yuta parou. Observando sem fôlego e incapaz de respirar quando água, diante o mínimo movimento de olhar de Jaehyun, o obedecendo, amontoou-se com esplendor ao redor de sua cauda. Girando-o em um estado que era incapaz observar enquanto ela mergulhava. Os olhos de Jaehyun brilhavam em dourado até que não sobrasse cauda ali. Até que... Pernas dessem lugar. Pernas humanas, como as do samurai.  

Erguendo com relutância os olhos na direção de Yuta, Jaehyun respirou fundo. Ao ponto de fechar seus olhos e passar segundos assim, sentindo-se. Sentindo as pernas que agora possuía.  

— O que você fez? — Yuta questionou preocupado. Tentando então mover-se para se aproximar dele, temendo que aquilo houvesse doído. Todavia, a água ainda o prendia ali como uma barreira. — Me solte. Jaehyun, você se machucou? — Yuta odiava como estava frágil com a percepção da criatura machucada. Dando-se conta que ele era seu ponto frágil.  

Nas artes marciais, era ensinado o controle sob seus pontos indefesos. Sob os pontos que, uma vez acertados, poderiam ser fatais. Era necessário fortalecer. Necessário defendê-lo e manter seus adversários longes.  

Yuta gostaria de protegê-lo. Embora, soubesse que Jaehyun era completamente capaz de defender-se e o defender se necessário.  

Entretanto, havia uma prisão. Jaehyun estava enclausurado e Yuta não o deixaria viver assim. Não mais.  

— Tritão não se machucou. Ele se adapta. — Jaehyun limitou-se a dizer baixinho, com os olhos fixos para a água abaixo dele. Fixos em suas pernas e o corpo que agora tinha.  

Dando passos à frente, Yuta sentiu quando a barreira cedeu e se viu livre. Livre o suficiente para se encaminhar na mesma direção que o tritão vinha. E livre o suficiente para erguer sua mão buscando agarrar um dos pulsos de Jaehyun, puxando os braços dele para si e os aproximando com mais rapidez.  

Com a outra mão, tocando com a ponta de seus dedos o queixo de Jaehyun e o erguendo. Para que seus olhos se encontrassem vividamente. Havia muitas coisas vivas naqueles olhos dourados. Lágrimas que brotavam nos cantos, relutantes em deixar-se saírem.  

— Você chora. — Yuta foi incapaz de guardar para si a constatação. Constatação de que a cada segundo que passava próximo a criatura, descobria o quão humano ele era.  

O samurai sentiu a garganta trancar, as emoções passeavam por seu sangue com adrenalina o percorrendo.  

Jaehyun sorriu fraco, assentindo. Deixando uma lágrima, a primeira, escorrer livremente pelo o rosto. Ela ardia, ele pensou.  

—  A primeira vez que isso aconteceu com tritão, foi quando ele foi jogado a gruta. Quando ele se viu sozinho. Sem o mar, sua casa. — Ele disse com melancolia, ofegando antes que pudesse finalizar a palavra casa. Naquele momento, não conseguiria falar sem engasgar em um choro sofrido. Exatamente como o de anos atrás.  

Yuta fitou intensamente o brilho das lágrimas inundando as írises douradas, como um mar de ouro derretido. As lágrimas, como Yuta acompanhou seu percurso, caíam sob as águas formando ouro. Um tesouro. Aquela era a razão pelas as riquezas. Aquele tritão era a fonte dos tesouros e riquezas dos homens livres lá fora. Mesmo que ele estivesse ali preso para isso. 

Engoliu em seco, sentindo-se subitamente emocionado. Pela a primeira vez talvez a emoção de alguém o arrancava tais sentimentos. Um sentimento de impotência e agonia. Sentimento de raiva por não ter chegado aquela maldita gruta o quanto antes.  

Mesmo que não soubesse.  

— Me deixa te levar para casa. Me deixa te ajudar. — Yuta pediu-lhe. Tomado pela a preocupação e angústia.  

Tomando pela a constatação que estava em pouco tempo encantado demais e completamente apegado aquele ser.  

De uma maneira que jamais achou que o faria um dia.  

Jaehyun pressionou os lábios com força, apertando também os olhos ao fechá-los. As lágrimas exigiam liberdade, seu corpo e coração exigiam. Mas havia medo. Tanto medo.  

— Não pode. Jaehyun não pode. — Murmurou balançando a cabeça.  

— Jaehyun pode. Jaehyun é poderoso o suficiente para destruir essa prisão. Para proteger sua casa. Eles precisam de você lá.  

— Jaehyun sente-se tão perdido e com medo. Ele está perdido. Samurai não pode compreender. — O tritão falou em um murmúrio, a voz embargada.  

— Então me deixa compreender. Só... me deixe lhe compreender Jaehyun.  

Jaehyun o olhou, os olhos estreitos e receosos. Mordendo o lábio pensativo. Porém, era apenas mirar os olhos escuros e brilhantes de Yuta que ele sabia que poderia confiar. Que poderia o mostrar.  

E o fez.  

Com as mãos firmes nos ombros do samurai, o fizera sentar-se novamente na borda da água cristalina ao redor deles. Apoiando as costas dele também naquela borda da piscina do riacho da gruta, e tomando espaço para sentar-se sob o colo do samurai.  

Yuta encarou estarrecido as pernas circulando-o e ele acomodando-se. Não se permitiu pensar muito sobre a sensação e a beleza que a cena foi. Ou sobre como as pernas pareciam perfeitas no corpo de Jaehyun, mostrando o quão belo ele era de todas as formas. O perguntar ia sobre o que aquilo tratava-se, mas o olhar ameno, bem como as mãos se encaminhando na direção de sua cabeça. E o indicador e do meio pressionando as têmporas o fizeram calar-se e fechar os olhos instantaneamente.  

Como se caísse em um sono profundo, mas ele sabia que estava acordado. Como se estivesse meditando, como os mestres o ensinavam. Compreendendo então por que Jaehyun sentara-se sob ele e por que cruzava as pernas agora por cima dele.  

Era uma energia que lhe passava, uma energia incrível e anestesiante. 

 

Como se estivesse sendo erguido e voando sob uma linha, ele se viu sob os olhos de Jaehyun. Sendo um menino, sentindo o corpo leve enquanto embaixo da água.  

‘’Yuno não pode ficar aqui.'' 

Yuno. Este seria seu nome? Encarou o dono da voz. Outro, como ele. Uma criança, mergulhada em mar. Uma criança metade humano e metade peixe. Assim como ele era agora.  

‘’Só um pouco. Não fará mal. Eles não vão ver.’’ Pediu-lhe Jaehyun.  

O menino engoliu em seco, assentindo e virando os olhos igualmente curiosos na direção do imenso ser que se aproximava. Já tinham escutado a palavra antes. Navio.  

O imenso ser monstruoso denominado navio.  

Eles carregavam outros seres estranhos que há muito habitavam, através deles, os mares. Seres humanos. Com pernas.  

“Yuno, embora.” O garotinho tritão o pediu, os olhos brilhantes amedrontados pelo o monstro se aproximar e Yuno relutar em ir embora. Encantado e curioso com ele. Com seu funcionamento e tamanho. Com as risadas que vinham o acompanhando.  

“Pode ir. Yuno fica.” Empurrou com delicadeza o amigo pelos os ombros.  

O garotinho o olhou, temeroso. Então, apenas dando-se conta de que um adulto poderia ajudá-lo. Mergulhando para encontrar alguém forte o bastante para tirar Yuno com toda sua teimosia da superfície perigosa.  

Enquanto isso, Yuno tinha seu olhar fixo e afiado sob o sorriso de um humano em sua direção. Haviam alguns deles no convés, o olhando estancados e perplexos. Bobos. Porém, um deles tinha sua mente trabalhando rápido demais em percepção do que aquilo tratava-se. Do quão real era.  

Uma rede foi jogada e Yuno sorriu ao vê-la. Curioso, mas com arrogância. Afinal, uma rede? Para que ela servia?  

Ela se aproximava e o menino em toda sua teimosia a encarava com desdém, parado. Até mãos o puxarem e colocarem-se a sua frente.  

“Vá embora” O tritão macho o ordenou, a voz altiva e grossa, o assustando e despertando-o por segundos.  

Todavia, era tarde demais quando a rede enroscou-se. O macho mordiscou-a e a rasgou. Porém, lanças desciam em sua direção. Machucando a cauda e o fazendo gritar pela a dor alucinante, as caudas eram extremamente sensíveis. Yuno se assustou e correu na direção dele, puxando-lhe a corda com raiva.  

Era tarde demais quando o puxavam com facilidade, já que a dor assombrosa o impossibilitou de livrar-se do restante da rede. Yuno não o deixaria para trás e tampouco conseguiria chamar por ajuda. Estava sozinho, mas ia ajudá-lo.  

Então, sentiu outra rede jogada contra si o prender até que estivesse apenas subindo. Yuno não relutou. Não quando precisava se aproximar do macho e ajudá-lo.  

 Aquilo foi como um prato cheio para o Imperador que os prendeu em aquários até que parassem no local mais próximo.  

Os homens do navio, que outrora riam e o provocavam com ameaças, foram brutalmente assassinados até que poucos tripulantes restassem. E Yuno viu o Imperador se aproximar, com um sorriso bondoso, e lhe dizer “Não vou deixá-los o machucar, filhote”  

Yuta, preso aquele corpo, porém, sabia que o Imperador apenas estava apagando provas da existência daqueles seres. 

Yuno, no entanto, não sabia.  

Foram carregados em direção a caverna e a gruta em seu interior.  

Até que o imediato do Imperador, e aquele por quem Yuno tinha seus maiores pesadelos, o olhava com um brilho estranho em seus olhos. Um brilho que Yuta conhecia muito bem. Um brilho sádico.  

Yuta, preso em apenas um corpo de garotinho, viu por horas uma tortura se iniciar enquanto mantido preso ali. Uma tortura com o tritão macho que teve suas caudas dilaceradas na frente do pequeno, que chorava e gritava e tentava mordê-los. Lembrava-se de sentir gosto de carne humana quando Yuno mordeu um dos poucos guardas que restaram ali e estavam o prendendo para ver a cena de tortura.  

O curioso foi quando ouro se fez a cada lágrima que escorria dos olhos dourados e brilhantes. E foi o que chamou a atenção do imediato e imperador.  

Foi como o Imperador conseguiu reerguer sua dinastia quebrada pela a Guerra. Foi como manteve-o ali somente para si. Notando o quão poderoso o filhote era e que ele, preso, poderia aperfeiçoar e o enriquecer.  

Então mentiu. Dizendo saber exatamente onde estavam os outro. Onde os capturaria e fariam tudo que fizeram com o macho que tentara o salvar. Como acabariam com todos. E com ele.  

Por dias, Yuno foi obrigado a ver o corpo do tritão macho que tentara o ajudar sendo torturado. Não restava cauda, não restava mais nada. O corpo foi preso por dias, o assustando. Como um aviso. Do que aconteceria a ele. E aos outros. 

Yuta viu uma passagem de tempo enquanto o tritão crescia em meio a solidão, sozinho. A culpa o consumindo.  

As visitas do Imperador enquanto cresciam eram constantes. O homem coletava o ouro de suas lágrimas, as primeiras já que Yuno nunca derramava uma lágrima enquanto estava em sua casa, Ídris.  

Jaehyun não escutou mais seu nome, não fazia questão e não tinha mais um. Nunca o contou ao Imperador, mas curiosamente, ao longo dos anos com as visitas constantes foi se afeiçoando ao homem que o tratava bem, conforme o tempo passava e conforme a hostilidade não existia mais no corpo do tritão.  

O Imperador o ensinava algumas palavras, o dizia que ele precisava proteger-se, que ele era poderoso e especial e que o Imperador, enquanto ele estivesse na gruta, não deixaria ninguém o machucar ou aqueles de sua espécie.  

Era um segredo deles. Era o que repetia.  

Yuta queria gritar no corpo de Yuno, porém, para sua angústia, mais e mais ele ficava calado. Mais e mais se fechava.  

Para o mínimo alívio de Yuta, ele notou que o Imperador jamais tocou Jaehyun. E Jaehyun jamais o mostrou conseguir transformar sua cauda em perna e adaptar-se.  

Era seu segredo.  

Tinha medo que eles voltassem e arrancassem sua cauda e pernas como fizeram por dias com o macho tritão.  

Viu Jaehyun construir a gruta. Viu ele moldurar as estátuas e espadas que elas possuíam. Viu ele tentar ao máximo transformar em um ambiente que o trouxesse paz. O corpo do tritão macho já não estava mais ali e ao longo do tempo, uma confiança se fez para que nenhum guarda ali adentrasse. Somente o Imperador. Foi um combinado. O imperador era esperto e sabia que o tritão tinha se afeiçoado o bastante para não conseguir matá-lo. Sabia que ele estava solitário e fraco e o mínimo carinho o fizera afeiçoar-se a ele. A seu sequestrador.  

Yuta estava agoniado. Por noites e dias que Yuno passava chorando sozinho. Yuta pouco se importava com o amontoado de ouro a cada lágrima. Nada disso o importava. Só queria devolver-lhe alguma paz.  

Acompanhou com nojo o homem aparecer em seus quimonos caros, em seu sorriso falso. Lhe dava agonia estar em um corpo passivo. Ver Jaehyun aperfeiçoando seus poderes fortes o bastante para matá-lo e, no entanto, quando tentava, desistia antes de fazê-lo.  

Quando pensava em cantar, quebrava-se ao medo. Agarrava-se ao medo e pena. E nada falava. 

‘’Eu tenho uma prova de meu carinho por você e que não o machucarei enquanto você continua sendo tão bom para mim.’’ O homem dissera, carregando algo.  

O corpo de Yuno tremeu ao ver uma mão. A mão do imediato que passara dias torturando o macho tritão e perturbando o filhote de tritão. O corpo dele tremeu, mas seu semblante não esboçou qualquer sentimento. Mesmo alívio. Somente o Imperador podia entrar na gruta. E não o Imediato ou guarda. Jaehyun fizera o suficiente para manter o ambiente preso, escondido aos olhos humanos. Excetos o dele.  

O imperador usou de abordagens de conversa, manipulação. Yuno no fundo sabia, mas ele já não conhecia mais nada. Foi mantido preso desde que era um filhote.  

 

Sentiu algo puxar-lhe daquela mente, agarrando seu braço e suas roupas e o tirando de dentro da mente. Tirando-lhe o fôlego e o fazendo ofegar alto enquanto abria seus olhos.  

— Você se chama Yuno? — Indagou surpreso quando após segundos em silêncio soube retornar para si. Encarando os olhos dourados que o observavam com pesar. Yuta ainda assimilando a tudo que acabara de viver.  

Jaehyun moveu a cabeça negativamente.  

— Não. Não chame Jaehyun assim, por favor. — O tritão pediu. — Jaehyun não pode. Jaehyun... — Um soluço escapou-lhe por entre os lábios úmidos. As mãos que desceram do rosto do samurai, agarraram com força a barra do kimono aberto dele por toda a força da água. O tecido encharcado era puxado e a visão embaçada do peitoral do samurai era bem melhor que os olhos que acabaram de ver toda sua existência.  

Ergueu então os olhos assustados e arregalados na direção do samurai, dando-se subitamente conta do que acabara de fazer. Contou a alguém tudo que viveu, todos os pesadelos.  

Compartilhou toda a angústia que passava a alguém e ele não queria arrastar o samurai com ele. Definitivamente não queria. Porém, tinha a necessidade de colocar tudo para fora. De simplesmente compartilhar o caos que sentia por anos.  

— Jaehyun... — Yuta murmurou. Sentia-se bastante impactado por tudo que viu, pelas as palavras e o olhar agora tão amedrontado.  

Seu coração disparava, como lâminas travando uma batalha. E mesmo o mais frio dos samurais, naquele momento deixou lágrimas escapar-lhe. Completamente emocionado e empático com o outro.  

Naquele momento, Yuta gostaria muito de conseguir dizer-lhe algo. De, assim como sua mãe, ter palavras bonitas. Como seu pai, ensinamentos e sábios conselhos. Queria somente falar qualquer coisa para tirar aquela dor do peito do ser.  

Entretanto, tudo que passava pela a mente do samurai naquele momento era o quão forte aquele tritão permaneceu por tanto tempo e o quão encantado pela a honra dele em permanecer sofrendo ali para que outros não sofressem.  

Por achar que merecia aquela punição pelo o tritão macho. Por achar que era sua prisão por um erro cometido por uma criança.  

Só conseguia pensar em o quanto queria protegê-lo. Em como queria mantê-lo longe do Imperador, do Xogum e de todos. Até mesmo dele mesmo. Embora, seu pensamento também fosse de como precisava abraçá-lo naquele momento, como queria manter ele em seus braços e o beijar. Beijar cada lágrima ardente.  

— Tritão sente algo tão forte aqui. — Jaehyun puxou uma das mãos de Yuta, colocando sob seu peito descompassado. — Ele sente-se tão cheio perto do samurai. Ele sente vontade de sair dessa gruta.  

— Jaehyun. — Yuta murmurou, o chamando. Seus olhos presos ao peitoral do tritão subiram para encontrar seus olhos. A outra mão livre foi direcionada ao rosto alheio, o segurando enquanto o polegar limpava suas lágrimas. Uma a uma.  

O tritão franziu o cenho com o contato, sentindo-se tão bem após colocar tudo para fora. Sentia o peito cheio de sentimentos e confusões, mas sentia um alívio na garganta. Uma vontade de sorrir, mesmo em meio a lágrimas.  

Encontrando os olhos de Yuta, Jaehyun sorriu. O rosto queimando, bem como o corpo arrepiado diante seu olhar, diante o carinho. Um carinho diferente. Nele Jaehyun podia sentir sua sinceridade.  

Uma mão do tritão percorreu seu caminho para tocar a mão de Yuta em seu rosto. Sentindo-se aquecer enquanto fechava seus olhos e sentia toda a energia lhe passando. A energia leve e repleta em sentimentos bons, sinceros.  

Sentimentos que o tritão compreendia finalmente serem tão divergentes daquele que sentia do imperador. Era diferente. E somente agora ele podia sentir. Sentir novamente aquele sentimento do qual o macho tritão o olhou, mandando-o fugir enquanto o salvava.  

Jaehyun queria abraçá-lo. Era uma sensação estranha de querer enterrar-se naqueles braços. Yuta pareceu compreender, pois abaixou as duas mãos, segurando com delicadeza as pernas cruzadas em cima de seu colo e as afastando. De modo que Jaehyun tinha agora um joelho em cada lado da cintura de Yuta, as pernas tocando as laterais das pernas do samurai. O quimono estava todo arregaçado, então quando Yuta puxou-lhe pela a cintura o abraçando com força, foi possível sentir um calor chocar-se entre eles. Sentir as respirações descompassadas e os batimentos altos ecoarem. Era engraçado como sentia-se nervoso diante o outro.  

Jaehyun fechou seus olhos, aspirando o cheiro tão humano que lhe vinha. E Yuta engoliu o seco, os lábios úmidos tocando o ombro tão próximo carinhosamente.  

— Eu também sinto algo. Você sabe, não é? Você pode sentir como sentiu minha espada. Então sente o quanto quero proteger e esmagar cada um que lhe arrancou uma lágrima indesejada. — Yuta sussurrou rente a orelha tão próxima de seus lábios. Arrepiando cada centímetro do corpo do tritão que sentia suas pernas trêmulas.  

As pernas não lhe eram estranhas. Yuta viu o tritão conjurá-las inúmeras vezes, tentando andar pela a gruta e fugir mesmo que soubesse que estava preso em sua própria mente.  

Contudo, era estranho os arrepios que percorriam elas.  

Jaehyun afastou-se, desejoso em encarar Yuta.  

Os olhares encontraram-se, intensos. As mãos de Yuta escorreram para suas coxas, e Jaehyun sentiu o quão pesadas e tensas elas estavam ali. Espalhando através da palma de suas mãos um calor absurdo, como leves choques de água por todo o corpo, o arrepiando e lhe esquentando cada parte do corpo.  

O calor concentrando-se nas bochechas de Jaehyun. Deixando-o ainda mais lindo enquanto ruborizado sob a visão de Yuta, que respirava fundo, esforçando-se para segurar os instintos e os lábios agora tão secos e atraídos como um ímã.  

Entretanto, não queria aproveitar-se. Não importava o quanto desejava extrair cada lágrima com os lábios. O quanto queria acompanhar as gotas de água que lhe percorriam o pescoço. 

As mãos consequentemente apertaram as coxas do tritão com força, constatando que agora ele realmente tinha pernas e vendo deleitoso quando Jaehyun teve sua respiração tão entrecortada quanto o samurai. O peito movendo-se conforme o ar faltava a eles, como a água parecia tão morna os aquecendo.  

Os olhos de Yuta escureceram, semicerrados enquanto mais um aperto contra a pele foi emitido, fazendo Jaehyun arfar contra seu rosto, fechando os olhos por segundos. Ao abri-los ele brilhava. Tensão espalhando-se pelos os corpos, pela a gruta.  

Com ferocidade, Jaehyun atacou. Quebrando aquele espaço que já o irritava. Pressionando os corpos e os lábios.  

Yuta soltou um ofego surpreso contra os lábios que lhe pediam passagem, como ele fizera com ele outrora. No fim, cerrando seus olhos e levando uma das mãos que estavam na coxa para as costas de Jaehyun. Pressionando-o mais contra seu corpo enquanto entreabria os lábios, buscando pela a língua do tritão. Enroscando-a na dele, faminto querendo provar mais de Jaehyun, mais de seu gosto.  

As pernas apertaram-se contra as laterais de sua perna e Jaehyun agarrou a nuca do samurai, sugando a língua dele e, em seguida, chupando o lábio inferior.  

— Jaehyun sente. — O tritão afirmou, ofegante ao encostar a testa contra a dele. Sorrindo de canto e não dando espaço para uma resposta do samurai ao colar novamente os lábios aos dele.  

Sentindo o corpo derreter a cada toque.  

 

 


Notas Finais


Faltam apenas dois capítulos para nos despedirmos de Tesouro <3

Enquanto isso, vocês também podem ficar com minha nova história de ação, uma au yujae e noren:

''A maioria da população estudantil e trabalhadora estava naquele horário usando o expresso que tinha sua linha ligando Seul a Busan. Afinal, há conveniência quanto ao baixo custo e a enorme segurança prometida ao levá-los a cidades próximas.
E entre tantas linhas de trens, aquela foi a escolhida por 5 pessoas cujo teriam suas vidas completamente modificadas no momento que as portas do vagão se fechassem, com um aviso específico que os aterrorizariam por horas de viagem, o trem na qual eles estavam foi sequestrado.''

Link de Sequestro sobre trilhos:
https://www.spiritfanfiction.com/historia/sequestro-sobre-trilhos-19947513

Trailer dela:
https://www.youtube.com/watch?v=kWOyKRNDGBY

Agora links sobre essa fic e outras:
Grupo no wpp para minhas leitoras:
https://chat.whatsapp.com/FlsTmIYbVKB9KQeKpIwuvT

Trailer de Tesouro - Feito por @bossrenjun:
https://www.youtube.com/watch?v=rLtMa4IkHNE

Eu tenho outras três fanfics finalizadas Yujae por que amo, e de outros casais também, como norenmin e jaeyong. Quem estiver interessado, só dar uma olhada que estão todas em meu perfil! Até o próximo capítulo.


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