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História Tesouro Maldito (ATEEZ) - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Oioi pessoas, eu nunca sei ao certo o que dizer no primeiro cap de uma fic q eu inicio, então, peço apenas que favoritem e não deixem de comentar o que acharam no fim do mesmo.

É isto, uma boa leitura ~

Capítulo 2 - I. Pirate King - Kim Hongjoong.


Fanfic / Fanfiction Tesouro Maldito (ATEEZ) - Capítulo 2 - I. Pirate King - Kim Hongjoong.

Vamos embora para longe. 

Está nos chamando, meu tesouro.

Vamos rapidamente, vamos encontrá-lo

Oh todos os dias, todas as noites.

Treasure - ATEEZ



◇•◇•◇•◇


O pôr-do-sol fazia-se presente naquele dia, logo a escuridão da noite consumiria tudo. 

O mar, que costuma ser sempre tão agitado, estava calmo com ondas ritmadas e sopros do vento que partiam do horizonte e dissipavam-se ao nada. Estava frio, fazendo com que a respiração do homem fosse uma pequena rajada de fumaça que escapava por sua boca e nariz. 

O marinheiro mexia os remos e os mesmos agitavam as águas de forma violenta, porém, devagar. O pequeno bote em que estava parecia tão pequeno comparado à imensidão do oceano que engolia enormes navios que carregavam todas as histórias e glórias de homens do mar. 

 Apesar de saber a respeito de lendas sobre sereias habitarem aquelas redondezas, o homem não se importava e continuava a fazer com que o pequeno barco se aproximasse ainda mais da Ilha Negra, que possuía tal nome devido a coloração das árvores serem desta cor. 

Olhou para trás e vislumbrou o navio ancorado um pouco longe da praia para que pudesse continuar o caminho apenas com o pequeno barco. Não iria se arriscar a perdê-lo caso precisasse fugir e para não denunciar a sua chegada até a praia da ilha, visando por sua segurança. 

Havia escutado os rumores algumas semanas atrás e, consumido pela a ganância, decidiu partir sem sua tripulação com o intuito de obter o tesouro somente para si, mesmo sabendo sobre a maldição que repousava em tal tesouro e decidiu ir até a ilha durante o fim da tarde para despistar os oficiais da marinha, já que a pirataria não era algo permitido e a punição para tal coisa era a forca ou o corpo empalado em uma estaca e fixada sobre os portos de navios. Trágico, de um jeito ou de outro. 

Saltou sobre a areia da praia e segurou a corda que estava presa ao pequeno bote, arrastando-o para fixar o mesmo sobre a beirada da areia e adentrou a floresta escura daquela ilha. 


(...) 


A chama queimava efetivamente a ponta inflamável daquela tocha que o marujo havia acendido, usando-a para iluminar o caminho qual estava ficando impossível de visualizar  para onde iria devido a noite ter chegado e a escuridão ter se instalado ao redor, dificultando sua visão. 

Não faltava muito para chegar ao seu destino e de acordo com o mapa que possuía, precisava apenas atravessar uma velha ponte que encontraria o local onde estaria a chave que precisaria para poder abrir o baú de tesouro amaldiçoado de Henry Bilfgard.

Deparou-se com a ponte e aproximou-se da mesma, mirando os olhos para baixo e vislumbrou a distância abrupta em que estava do chão. Era deveras perigoso, mas se quisesse todo aquele ouro e riqueza teria que atravessar e chegar ao outro lado.  Guardou o pergaminho do mapa no cós da calça e segurou sobre as cordas que sustentavam a ponte de tábuas que estavam desgatadas e quebradas devido ao passar dos anos. Segurava a tocha com a mão esquerda e com a direita o homem segurava firmemente na corda enquanto movia os pés sobre as tábuas sucessivamente, tomando o completo cuidado de não pisar nas quebradas para que assim não caísse penhasco a baixo e resultasse em sua morte iminente e dolorosa. Respirou aliviado assim que posicionou o pé para o fim da ponte e chegou seguro ao outro lado, prosseguindo com o seu caminho até a chave. 


(...)


Segurava o objeto de prata que possuía o formato de uma caveira enquanto sorria orgulhoso e chegava até o pequeno bote que havia deixado sobre a praia. Empurrou o mesmo para a água e subiu em seguida, começando a remar com mais força e rapidez. Mal esperava para prosseguir com a viagem a fim de chegar até a Ilha da Caveira, onde estava escondido o tesouro. 

Agarrou-se firmemente a escada, presa ao casco do navio, e subiu se deparando com o convés do mesmo. Puxou a escada novamente para dentro do barco. 

 — Feliz com o êxito de sua missão? — Escutou dizer e logo se virou rapidamente para o dono da voz. 

— O que você faz aqui? Como descobriu que eu estava aqui? — Indagou o marujo deparando com quem menos esperava naquele momento, que estava acompanhado de seus sete leais companheiros. 

— Você acha mesmo que conseguiria me roubar, me enganar e eu não descobriria onde um mero rato como você estaria? É, realmente, você não tem medo de morrer. — Respondeu. 

— E-eu sinto muito, mas eu precisava do tesouro! — Justificou o homem enquanto esfregava ambas as mãos em forma de súplica. 

— Deixe-me te perguntar uma coisa, qual o terceiro código de conduta dos piratas? — Questionou ele, causando pavor e temor no homem à sua frente. 

— Não, não! Por favor, eu o imploro! — Gritava e suplicava repetidamente. 

— Se alguém roubar alguma coisa de seu capitão, ele deve ser abandonado numa ilha deserta com uma pistola contendo uma única bala. — Disse ele — Mas é claro que está é a conduta dos outros piratas, pois, de acordo com as minhas, aquele que ousar me roubar e me trair... — Se aproximou do homem, segurando no rosto do mesmo e sorria maldosamente. — A punição é ser amarrado pelos os pés com correntes junto com uma bala de canhão e jogado sobre o mar. Veremos quanto tempo levará para que a pressão do mar lhe esmague! 

— Não, por favor, Hongjoong... — Pediu completamente desesperado para o seu, agora, ex-capitão; Kim Hongjoong, o rei pirata. 

— Homem ao mar, senhores! — Exclamou o impiedoso pirata e logo o homem fora arrastado para longe de sua visão, mas não antes de terem pegado a chave que repousava na mão do homem. 

— Aqui está, capitão. — Disse o segundo comandante, Park Seonghwa, entregando o objeto para o seu superior. — O que faremos, agora? Estamos com um homem a menos na tripulação. 

— Não se preocupe, meu caro amigo. Sei o lugar perfeito para recrutarmos novos tripulantes. — Disse ele dando uma pequena batidinha sobre o lado direito do rosto de seu amigo. — Uh, vamos, não quero perder isto! — Exclamou ao ver trazerem novamente o homem de antes, agora com correntes enlaçadas por seu corpo e se unindo ao redor dos tornozelos com uma enorme bola de canhão presa à ele. Viu o pavor no olhar do homem que estava amordaçado e que tentava suplicar através do pano. — Podem jogá-lo! — Ditou por fim e viu o pegarem e o arremessarem em direção ao mar. O corpo desapareceu segundos depois. — Pois bem, cavalheiros, traçam o curso em direção à La Tortuga. 


[•••]


— Peguem-na! Ladra! — Gritava o dono da bancada de frutas em meio à multidão enquanto a moça corria, esbarrando vez ou outra em algumas das pessoas que ali transitavam. 

Carregava, em ambas as mãos, frutas de derivados tipos e como La Tortuga era uma terra sem lei, roubar era algo comumente normal, assim como ser apanhado e ter sua própria justiça também era. 

Depois de ter derrubado uma das bancadas, dos vendedores da feira, sobre quem a perseguia, a garota conseguiu depistá-lo e se escondeu por entre um dos becos enquanto recobrava a respiração que estava ofegante e sorriu contente com a quantidade que havia conseguido, mas o sorriso sumiu rapidamente assim que a mesma sentiu um puxão em seu braço, arrastando-a para dentro de uma das portas dos bares que havia ali. 

— Roubando de novo? — Escutou perguntarem e se deparou com Lestat, seu grande amigo e também conhecido como Comodoro. — Sabe que não me agrada quando você faz isso. 

— Sim, como você também já sabe que nem todo mundo tem um cargo como o seu. — Retrucou a jovem, sentando-se sobre um dos bancos de madeira. O bar estava vazio e o dono do estabelecimento sempre deixava uma cópia reserva de sua chave dentro de um dos jarros ao lado da porta. 

— Eu entendo perfeitamente isto, mas o que você acha que sua mãe pensa a respeito disso? — Indagou ele, retirando o chapéu e a peruca branca deixando visível suas madeixas castanhas. 

— Bem, creio eu que se ela passasse mais tempo sóbria e não transando com vários homens, talvez ela pensaria a respeito do que eu faço ou deixo de fazer. — Respondeu, apoiando o queixo sobre uma das mãos que estavam apoiadas sobre a mesa redonda feita também de madeira. 

— E por quê você não aceita a minha proposta? Case-se comigo, Jessie! — Disse ele, trazendo a tona o assunto que a deixava balanceada, mas não tentada a aceitar. Não o amava e tal casamento não seria bem visto sob o olhar da sociedade. 

— Eu não sirvo como esposa, você sabe muito bem disso e você só estaria se casando comigo por pena. — Disse quase inaudível e com um pesar no tom de voz.

— Você realmente acha isso de mim? — Questionou ele. 

— Sim, afinal, se me amasse de verdade, faria àquilo por mim! — Disse ela e logo viu o homem a sua frente se levantar rapidamente, com raiva. 

— Pelo os céus, de novo este assunto? Já não bastou eu ter te ensinado a manusear uma espada, ainda assim, queres um navio? — Questinonou ele, irritadiço. 

— Sabe que é o meu sonho ser uma pirata e encontrar o meu pai! 

— Seu pai está morto e sua morte foi por causa disto que você está querendo se tornar. — Disse ele,  lembrando-a do passado obscuro. — Não entende o risco que está correndo? 

— Você não sabe a verdade da morte dele e sim eu entendo o risco, mas não se preocupe. Eu conseguirei um navio com ou sem a sua ajuda! — Exclamou ela, se levantando e partindo para fora daquele lugar. 

Adentrou ao estabelecimento, empurrando as portas duplas de madeira, deparando-se com o interior do mesmo e sentindo o cheiro fétido de bebidas e de cachimbos que predominavam o ambiente, tais características comuns de um bordel

Transitavam por ali mulheres com maquiagem em demasiado e vestidos que lhes ressaltava o decote e a lateral das pernas, tudo isso para atrair o máximo de homens que houvesse para lhes tirar algum proveito e certa quantia de moedas de ouro. Sendo uma cidade conhecida pela a sua total falta de regras e pudor, La Tortuga era o lugar onde piratas atracavam para gastar os ganhos de um sucessível roubo ou, se tiver uma sorte ainda maior, de um tesouro recém encontrado. 

Desta maneira, vários navios encontravam-se sobre os portos da cidade enquanto as ruas eram envoltas de rum e cantigas antigas com instrumentos da época. 

— Jessie, querida! — Virou-se para a dona da voz e deparou-se com sua mãe, esta que estava abraçada à um homem que mal parecia poder se manter de pé. — O que faz vestida dessa forma? Nunca encontrará um marido se não optar em trocar de vestimentas. — Exclamou a mais velha, julgando os trajes da filha que se tratavam de uma calça de couro, camisa larga da cor branca e sapatos de um couro já desgatado. — Por quê não usa alguns de meus vestidos? 

— E ser confundida com uma prostituta? Não, obrigada. Estou bem com as minhas roupas. — Retrucou a morena. 

— Sempre com uma resposta na ponta da língua, igual ao seu pai. — Mencionou a mulher com um sorriso de escárnio. — Tome cuidado, querida. Não vai querer acabar como ele, certo? — Indagou ela, fazendo Jessie mirá-la com olhos semicerrados e um sorriso ladino. 

— Ah, então agora você quer falar dele? Não vai mudar de assunto e fingir que não escutou eu perguntar dele? — Disse Jessie. — Tome cuidado, mamãe, quem sabe se o seu acompanhante de hoje não gosta de ouvir você falando de outros homens, ou será que ele já está acostumado em você ser uma vadia que dorme com vários? — Falou e sentiu a parte direita  do seu rosto arder e virar para o lado com a força exercida no tapa, tal coisa que atraiu o olhar de todos ali presentes para a cena que acontecia. — Não aguenta a verdade, não é mesmo? — Disse ela, por fim e saindo dali, rumando para longe. 


(...)


Estava sentada sobre uma pequena ponte onde alguns navios mercantes traziam suas mercadorias e atracavam. Como já era tarde da noite, não havia ninguém ali, somente os enormes barcos com detalhes minimalistas desenhados sobre a madeira rígida. Simplesmente magnífico. 

A morena segurava em mãos uma pequena bússola deixada por seu pai que raramente sua mãe, quando não estava bêbada e nem era uma megera infeliz, lhe contava que o objeto funcionava sempre quando a pessoa possuía aquilo que mais desejasse no mundo todo que a bússola apontaria em direção para onde deveria ir. 

À abriu e viu o ponteiro girar repetidas vezes, como se estivesse confuso sem saber ao certo para onde apontar assim como o coração e pensamentos da jovem Jessie. Alisou lentamente, enquanto suspirava fracamente, o nome grifado sobre o objeto de madeira e oco; J. Sparrow. 

Seu rosto logo mudou de sereno para surpreso e confuso, pois a seta do ponteiro parou de girar e se fixou em uma única direção, fazendo com que a mesma olhasse para onde ele apontava, se deparando com um enorme navio que se aproximava. Possuía dois enormes mastros, velas de colorações negras e um enorme esqueleto de pirata esculpido na proa do mesmo. Era nítido.

 Se tratava do navio do Rei Pirata. O perverso e tenebroso; Kim Hongjoong. 




Notas Finais


Obrigada se leu até aqui e não deixem de comentar a sua opinião, nos vemos no próximo. Kissus ~


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