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História Tesouro Maldito (ATEEZ) - Capítulo 3


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Notas do Autor


Oioi pessoas, como vão? Eu espero que bem, não quero enrolar muito aqui e quero apenas lembrá-los de comentarem e favoritarem a fic e de não esquecerem de lavarem as mãos, usarem álcool em gel e evitarem aglomerações. Fiquem em casa e saudáveis ~

É isto, boa leitura

Capítulo 3 - II. New Aventures


Fanfic / Fanfiction Tesouro Maldito (ATEEZ) - Capítulo 3 - II. New Aventures

No céu seco que queima no mar transparente, está florescendo ou é uma névoa?

Agarrando nossos remos, vamos apreciar a vista soberba e as ondas.

— Horizon - ATEEZ. 



◇•◇•◇•◇


Acordou assim que sentiu os raios solares atingirem sua face e com eles, uma ansiedade lhe abrangeu junto com uma sensação de que algo estava por vir. 

Apanhou, quase como um receio, a bússola de antes e a abriu vendo a indicar novamente para uma direção e tomou uma expressão confusa. O objeto nunca pareceu funcionar antes e agora continuava a apontar para uma direção, quase como se quisesse lhe guiar para alguma coisa. 

Saiu de sua cama e rumou, com a bússola ainda em mãos, até a sua janela e vislumbrando, do alto de sua casa, a paisagem do mar e do enorme navio que continuava atracado no porto. Ainda estava lá, o magnífico e esplendoroso automóvel não motorizado, com suas inúmeras velas negras, estrutura ampla e mastros tão enormes que pareciam alcançar as nuvens. Segurou a bússola até a altura do rosto e viu o ponteiro de metal, vermelho, apontando para o navio e estranhou. 

O que estava acontecendo com aquela bússola? 

Tratou de ignorar o objeto e seguiu até onde guardava suas vestimentas, escolhendo uma blusa azul escuro, uma calça de couro que se ajustava ao seu escultural corpo e nos pés as costumeiras botas desgastadas. Apanhou tudo em mãos e rumou para o banheiro que ficava no andar de baixo de onde estava, seu quarto ficava no sótão e foi arrumado de uma forma que ficasse adaptável pela a jovem moça. 


(...)


Trajada de suas vestes rotineiras, Jessie seguiu até a cozinha e deparou-se com a mesma vazia assim como o restante da casa. Sua mãe, obviamente, já estaria no bordel e a jovem estava acostumada com a ausência da mulher que nem se importava mais. 

Andou até a mesa e apanhou uma das frutas, que havia conseguido no dia anterior, mordendo-a sucessivamente e enquanto comia a fruta, lembrou-se de como havia tratado Lestat e de como as coisas haviam se sucedido após aquela discussão. O melhor a se fazer era ir até ele e tentar conversar com o mesmo, não queria perder a amizade deste, pois ele era muito importante para Jessie e era o único que havia ficado ao seu lado por todo esse tempo. Conforme se lembrava, lhe veio a mente que hoje seria o dia que o mesmo voltaria para a Inglaterra e temendo que Lestat já tivesse partido, para a cidade onde trabalhava, Jessie se apressou a sair de sua casa e seguir até ao bar onde se falaram no dia anterior, onde também se sucedeu a briga de ambos. 

Escutou burburinhos e falações assim que chegou à praça, vislumbrando uma pequena multidão se formando perto do porto de navios. Se aproximou e viu vários homens formando uma enorme fila para se aproximarem de um outro homem sentado sobre um cadeira de madeira e uma mesa posta em sua frente, também de madeira rústica. Estava tentando entender o que passava por ali, mas seus olhares captaram uma figura estranha em meio à multidão. Se tratava de uma pessoa com uma enorme capa negra e chapéu também da mesma cor. Ficou em estado de alerta. 

— O que está acontecendo? — Indagou a morena para uma das mulheres ali presentes, mas sem deixar de vigiar o suspeito desconhecido. 

— Pelo o que eu ouvi, o capitão Hongjoong está recrutando novos membros para sua tripulação. Homens de toda La Tortuga vieram para tentar participar do recrutamento. — Respondeu a mesma.

— Isso é uma estupidez, quem iria querer viajar com esses bárbaros? Não souberam a respeito do que o Rei Pirata fez com um de seus tripulantes? — Indagou um homem próximo à Jessie e a mulher. 

— Se refere aquele que traiu e roubou algo do capitão? Creio eu que ele só teve o que mereceu, isto é fato. — Retrucou Jessie, escutando uma risadinha ecoar atrás de si e vislumbrou o estranho de antes. — De toda forma, foi algo trágico, admito. Hongjoong sabe ser impiedoso. — Disse por fim e visualizou o homem com a capa se distanciar de si, caminhando para um local que Jessie se sentiu tentada à seguí-lo, mas sua atenção fora atraída por dois senhores que viam reclamando entre si; 

Quem esse reizinho pensa que é, hein? Está se achando demais para alguém que só possuí uma peça do enigma para encontrar o tesouro de Bilfgard. 

Interessou-se completamente pelo o assunto dos mais velhos e logo caminhou até eles. 

— Sobre o que falam, nobres senhores? — Disse com a voz mais aguçada que o normal, tentando parecer sedutora. 

— Ah, nada de mais, minha querida. Apenas sobre o quão arrogante é este Rei Pirata que acha que sabe mais sobre os mares do que nós. — Disse o de aparência mais rechonchuda. 

— De fato, eles não devem saber nada a respeito disso, tal como o tesouro de Bilfgard, mas é claro que marujos que nem vocês sabem mais, não é mesmo? Gostariam de falar mais sobre para esta garota aqui? — Continuava com sua jogada a fim de extrair informações dos mesmos. 

— Mas é claro, sobre o que quer saber? 

— Sobre as peças necessárias para decifrar o enigma de Bilfgard. — Disse sem rodeios, causando surpresas nos homens à sua frente. 

— Isso é muito perigoso, tem certeza que quer saber? — Jessie apenas confirmou com a cabeça, ansiosa. — Se aproxime e escute bem. — Assim ela o fez. — Succincti auferam in horizon, quod indicat directionem et mihi carmina in corde meo per. (Escondido no horizonte, indica-me a direção e através de suas canções acho o meu coração.) 

Eu não entendi, o que isto quer dizer? Indagou Jessie, confusa. 

Isto que é o bom nos enigmas, eles foram feitos para serem decifrados. Certo? Disse ele e seguiu seu caminho junto com o seu amigo, deixando Jessie ainda mais perdida que antes. 

Estava tão focada no tesouro que acabou se esquecendo completamente de Lestat que assim que se recordou passou a correr até onde o amigo estaria, torcendo para que este ainda não tivesse ido. 

Lestat! Gritou em plenos pulmões ao se deparar com o rapaz prestes a adentrar ao navio que partiria em poucos minutos. 

Jessie, o que faz aqui? Indagou ele para a morena que tentava recobrar a respiração enquanto o via fazer um breve aceno para o encarregado de levantar as escadas de madeira para assim o navio poder partir. 

Eu tinha que me desculpar com você antes de partir e agradecer por tudo o que me tem feito durante esse tempo. Disse firme, mesmo com a voz vacilando devido o ofêgo. 

Fico feliz que chegou à tempo, pois, certamente esta seria sua única oportunidade de se despedir. Confessou Lestat com um pesar na voz.

Como assim, o que está querendo dizer com isso?  Perguntou, preocupada.

Eu não vou mais voltar a La Tortuga, a única coisa que me mantinha aqui era a minha esperança de fazer com que você aceitasse se casar comigo, mas eu não ficarei entre você e o seu sonho mesmo eu sendo totalmente contra esta idéia, entretanto, eu a amo demais para impedí-la. Disse ele vendo lágrimas solenes escorrerem pela a face da morena que mesmo nesta situação continuava belissíma. 

E-eu sinto muito por não ter correspondido aos seus sentimentos mais ainda por não corresponder agora, mas quero lhe dar isto, para que nunca se esqueça de mim. Disse ela e aproximou o seu rosto enquanto aproximava o do rapaz para si e de forma casta, selou os lábios em um singelo beijo que não passou de um simples selinho, mas que carregaria consigo todo a gratidão que Jessie sentia por ele. — Adeus, Lestat. Disse assim que se afastou e em seguida o viu se virar e caminhar para dentro do navio que se soltou de suas amarras, partindo para longe levando consigo o fim de uma amizade e deixando uma pessoa desesperada, o que ela faria agora sem aquele quem mais confiava e a ajudava?

De repente, uma idéia lhe surgiu a mente, mas sabia que esta seria perigosa demais para se arriscar, porém, o que tinha a perder? Nada lhe impedia e tampouco prendia naquela cidadezinha meia boca. 

Tratou de fazer o caminho reverso, pôndo em prática o seu plano. 


[...] 


Qual o seu nome, jovem rapaz? Questionou para o rapaz que surgira em sua frente, com vestes largas demais para o seu tamanho e um chapéu marrom que lhe cobria  metade de seu rosto. 

John Sparrow, caro senhor. Respondeu Jessie com a voz mais grossa e trajada com roupas que faziam com que duvidassem se tratar de uma mulher. 

Por que quer fazer parte da tripulação, garoto? Indagou o responsável do recrutamento da tripulação para si, este que possuía várias tatuagens espalhadas por seu rosto, que se estendia de sua mandíbula e terminavam no alto de sua cabeça. Já o conhecia, se tratava de Jenks, o encarregado  de tudo que chegava no porto. 

Porque eu sou o melhor. Respondeu a garota, cheia de extrema confiança o que fez Jenks rir de sua resposta. 

Admiro a sua coragem, mas saiba que não durará um minuto a bordo com essa sua arrogância. Disse Jenkis, enquanto a mirava com desdém. 

Deve ser por isso que você não foi aceito e que, ainda pior, ficou encarregado de só anotar os nomes daqueles que vão e só você ficando nessa mesmice? Retrucou a garota o que fez com que o homem se levantasse e tirasse a sua espada de seu cinto. 

Você não tem medo de morrer não, mulequeJessie riu por dentro ao vê-lo perder a paciência não com um moleque, como havia dito, mas sim por uma mulher, o que, numa época dominada por homens machistas, era o cúmulo do ridículo, infelizmente, não poderia entregar sua verdadeira aparência e identidade. 

— MAS O QUE PORR* ESTÁ ACONTECENDO AQUI? Escutaram gritar e os curiosos, que já presenciavam a cena, pareceram aumentar ainda mais ao visualizarem, finalmente, o capitão Hongjoong e sua sombria tripulação apareceram no alto da escada de madeira que servia como ponte para subirem ao convés do navio. 

Sr. Rei Pirata, a culpa é toda deste muleque arrogante que não sabe onde está se metendo. Justificou-se Jenkis, temendo a ira de Hongjoong. 

Qual o seu nome, rapaz? Perguntou o capitão enquanto descia e se aproximava dos mesmos. Jessie parecia que havia perdido a voz diante dele. Era tão absurdamente belo que era quase impossível não admirá-lo. Tinha madeixas tingidas de azul, com alguns de seus fios da nuca trançados e um xis marcado em sua sombrancelha, que lhe dava um ar perigoso e rude. Sua áurea era poderosa e tudo nele parecia ter sido feito para atrair a atenção de todos, seja com sua aparência encantadora ou o seu jeito de andar. 

John, senhor! Respondeu a garota depois de ter recobrado a razão e evitando olhar nos olhos dele. 

Certo, de acordo com Jenkis, você é um rapaz audacioso. Diga-me, quer mesmo participar desta aventura? Questionou ele enquanto arrodeava-a, analisando-a minunciosamente o que a deixou desconfortável com tal situação, parecia que a mesma estava nua. 

Sim, senhor! Respondeu prontamente, ignorando a inspeção. 

Okay, você entrará em minha tripulação... Jessie sorriu de alegria, que logo se desmanchou — ... se conseguir me vencer em uma luta de espadas! 

Pelas as barbas de Pérola Negra, onde havia se metido? 


Notas Finais


Não esqueçam de comentar o que estão achando. Amo muito todas vocês e nos vemos no próximo, kissus ~


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