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História Teste 2 - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Cap. 5


- Me deixe viver, por favor!

...

Naquele dia eu havia acordado assustado por conta de um sonho que tive, um sonho que parecia real como nenhum outro. Como se eu já tivesse passado por aquilo. Era assustador, mas curioso, não era a primeira vez que eu tinha aquele tipo de sonho. Alguém me pedindo misericórdia, como se estivesse com a vida em minhas mãos.

Olhei em volta e Seungyoun estava segurando a minha mão, estava com a cabeça sobre o colchão ao lado da minha perna. Ele havia passado a noite ali? E como eu vim parar ali? Eu estava com ele no jardim. Seria melhor eu perguntá-lo.

- Er... Luizy! Você pode me dizer como viemos parar aqui? É que.. eu não lembro de nada. - falei coçando a cabeça. Eu não sei se foi uma boa decisão falar aquilo, já que Seungyoun me olhou com uma cara estranha.

- Você realmente não se lembra de nada, Wooseok?

Droga! Será que eu tinha feito alguma besteira e não me lembrava? Detestava essa sensação de nervosismo me corroendo.

- Não... - Porra, devia ter sido mais firme.

- Não tem problema. Na verdade, ontem você passou mal e desmaiou, então eu te trouxe até aqui.

Agora ele me dizia aquilo tudo sorrindo? O quê havia acontecido com ele? Estava enlouquecendo?

- Ah, entendo. Me desculpe pelo incômodo, Luizy. E também, muito obrigado por ter me trazido até aqui.

Era muito estranho toda aquela tensão por um simples desmaio. O que realmente houve? Devia estar criando paranóias.

Ficamos nos olhando por alguns segundos, até ele abrir mais um daqueles sorrisos, se despedir e sair pela porta para cuidar dos outros pacientes. Confesso que nessas horas eu sentia um pouco de receio em relação a forma que eu enxergava Seungyoun, porque a cada momento meu coração batia mais forte em cada gesto feito por ele.

...

Já estava anoitecendo, e eu estava esperando Seungyoun como nos outros dias. E no mesmo horário de sempre, antes do pôr do sol, ele chegou. Ele chegou para consolar minhas frustrações, chegou para me proteger do mal e me guiar no escuro.

A chegada dele me fez pensar em várias coisas, inclusive, em nós dois. Ele sentia o mesmo? Porque em alguns momentos ele parecia me olhar com pena? Bem, aquilo era um tanto desconfortável.

Me doía saber que eu estava fazendo isso com Seungwoo, que provavelmente estava me esperando lá fora... ou talvez ele já tivesse se esquecido de mim.

- Wooseok... faz um tempo que eu quero te dizer algo. E não sei por onde começar...

Era agora? Ele iria confessar seus sentimentos por mim? O que eu iria fazer? Certo! Falaria tudo de uma vez. Diria que eu também sentia o mesmo.

- E-eu também... gosto de você, Luizy. - falei alto para ele, depois percebi a merda que havia feito. Ele não tinha dito nada ainda.

- O quê? Não era isso que eu ia dizer.

- Não? - onde eu ia enfiar minha cara agora?

- Não.

- Ah... brincadeira!!! - tentei recorrer pra brincadeira mas acho que não deu muito certo.

- O que eu ia te dizer era que, você precisa fazer mais uns exames para poder ter um tratamento mais adequado aqui. Para algum dia, poder sair daqui.

- Luizy, eu já te falei. Eu não estou doente. Você não acredita?

- Claro que eu acredito. - ele fez uma cara meio estranha, não parecia estar sendo totalmente sincero. - Mas o que eu quero dizer é que você precisa meio que provar para a instituição que não é esquizofrênico, entende?

- Eu sei.

- Ah, e mais uma coisa.

- E o que seria?

- Eu gosto de você.



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