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História Teste de gravidez - Capítulo 2


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Notas do Autor


irra, voltei.
eu fique muito surpresa com os comentários e favoritos, tipo... uAU CARAS, OBRIGADA MESMO E VIVA KYUNGYEON!

Capítulo 2 - Sobre caixinhas de testes e dúvidas.


Fanfic / Fanfiction Teste de gravidez - Capítulo 2 - Sobre caixinhas de testes e dúvidas.

ERA MUITO CEDO quando Nayeon perdeu o sono.

Podia sentir o friozinho da manhã, o sol ainda com preguiça de dar as caras e o modo que sua cama lhe deixava muito confortável sob os cobertores. Era uma sensação boa.

A primeira coisa que ela fez, foi rolar os olhos até o namorado.

Kyungsoo estava de costas, o tronco exposto se mexia milímetros quando respirava solenemente. A garota era terrivelmente apaixonada com o modo tão neutro que o Do ficava quando dormia, sequer parecia o rapaz que mal conseguia manter-se quieto quando estava acordado; sua hiperatividade era mais comum pela manhã.

Ela então abaixou a cabeça até a própria barriga. Retirou o cobertor sobre si, movendo suas mãos até a parte do corpo quente que estava sob o pijama, tocando a epiderme ainda sem qualquer saliência. Por enquanto.

Era um pedacinho seu e de Kyungsoo. Um bebê que teria os traços dos dois, que daqui a nove meses estaria em seus braços, sorriria para eles e em mais alguns anos, estaria correndo pelo apartamento. O bebê deles.

Nayeon sorriu sozinha, erguendo o queixo e fitando o teto. Estava feliz, isto era fato. O lar deles seria preenchido com mais amor. 

Se recordava do modo que demorou para se adaptar no apartamento. O jeito que, assim que deixou a casa dos pais e mudou-se para aquele prédio pacato e simples, chorou como uma garotinha. Ela precisava de um lugar que lhe deixasse estudar à vontade. Que não perdesse atenção com outras coisas, ou que seus ouvidos focassem no barulho que seu pai fazia quando trabalhava – trabalho este que ocupou o lugar da tediosa aposentadoria. Porém demorou para se adaptar com a ausência das pessoas que viveram consigo desde sempre, como era ela que limpava a casa agora, fazia a compra do mês e que tinha todas as outras responsabilidades. 

Mas então ela se acostumou. Após semanas que tornaram-se meses, se adaptou e passou a apreciar o silêncio que lhe era permitido, a liberdade para escolher fosse o que fosse e, também, como tinha se tornado uma adulta responsável.

E aí Kyungsoo apareceu em sua vida, balançou o seu coração e mexeu com o seu pensamento de que estava feliz morando sozinha.

A questão, era que o Do tinha bagunçado totalmente a ideia dela de começar a namorar quando terminasse a faculdade. Eles se conheceram e logo rotularam o envolvimento, optando em adaptar o relacionamento com um pé mais a frente, depois de tantas idas e vindas em razão do ciúmes e da falta de experiência amorosa por parte dela. 

Nayeon se remexeu na cama, ainda sonolenta. Choramingou quando o despertador começou a tocar. Suas mãos foram até o celular, desligado o alarme antes que o namorado acordasse. 

Kyungsoo estava trabalhando muito desde que havia conseguido o emprego. Ela sabia que o rapaz não lhe diria para que não a preocupasse, no entanto era notório pela fisionomia exausta, pelo modo que pegava no sono rapidamente quando se deitava e, também, pela sua indisposição para sair quando tinha folga.

Nayeon estava preocupada. 

— O que vamos fazer? — Sussurrou, dedilhando até as madeixas escuras do companheiro. Seus dígitos tocaram de um modo delicado, sorrindo no processo. — Eu estou com medo, Soo...

Do sequer moveu. Ele permaneceu na mesma posição, enquanto ela tomava coragem para levantar. Suspirou lentamente, deixando um rápido selar na têmpora do moreno, para então sair da cama em murmúrios. Precisava agir antes de sair atrasada.

Nayeon se espreguiçou, alongando os braços quando se moveu até o armário em busca de uma roupa simples. Não era necessário se arrumar tão formalmente, tendo em mente que iria para uma festa de criança e, assim que chegasse no endereço que tinha sido fornecido a ela, trocaria as peças por uma fantasia de palhaço. Era tudo. 

Assim que escolheu a roupa, caminhou até o banheiro para se apressar em um banho no intuito de acordar completamente. 

Ela realmente estaria animada, com o humor contagiante ao saber que, assim que terminasse o trabalho, ao chegar em casa ficaria com Kyungsoo como há muito tempo não ficava. O rapaz, antes de conseguir o emprego no fast-food, ficava mais tempo fora de casa entregando currículo, do que com ela tentando no mínimo trocar o clima de tensão, por algo mais leve "faremos dar certo". 

Mas ali estava ela, sabendo que, assim que voltasse para casa, diria que estava grávida. Em um momento tão delicado para eles como um casal e adultos, estava grávida.

Grávida.

Nayeon se olhou no espelho, assim que terminou o banho. Ela agora estava vestida com uma calça simples e uma camiseta laranja de mangas longas, a escova de dentes na boca e o cabelo molhado. 

"Vamos lá, vocês conseguirão criar uma criança!"

O tanto que seus pais haviam dito a ela que era difícil criar um filho fizera a garota ficar traumatizada e receosa com a responsabilidade. Mas bem... ela também pensava seriamente que a culpa era de si mesma; tantas e tantas conversas constrangedoras com sua mãe sobre os cuidados para não engravidar, que agora era até complicado se encarar no espelho sem a imensa vontade de se bater. 

Não que não quisesse ser mãe - não era isso. Mas naquele momento em que ela e Kyungsoo estavam, mal conseguindo pagar as contas e comprar tudo que precisavam no mercado... um filho era atirar no próprio pé. 

Ok, se acalme. Se concentre no agora.

Saiu do banheiro, indo até a cozinha para comer algo rápido e pouco elaborado, aceitando de imediato o simples e prático cereal. 

O apartamento silencioso lhe deixava mais encucada, o que era péssimo, afinal, o que mais queria era parar de pensar nas suas complicações.

 Quando ela abriu a porta que dividia a cozinha com a lavanderia, sorriu com o sol que apareceu na janela, mesmo que ainda fosse pouco. 

Voltou à cozinha, arrumando o seu café da manhã, ficando em pé com as costas apoiada na pia enquanto comia. Faria algo para Kyungsoo caso tivesse tempo, mas ela mesma já precisava sair; estava sendo teimosa em comer em casa ao invés no caminho.

Nayeon levou mais uma colher de cereal à boca, ainda encarando o armário embutido na parede enquanto comia lentamente o alimento colorido afogado no leite.

Estava sozinha na cozinha, totalmente atormentada e somente ela sabia o porquê.

Precisava contar logo.

Era óbvio que sabia que não podia esconder por mais tempo. Também não deveria estar com medo, então... por que a demora? Vinha em culpa da insegurança, de como Kyungsoo iria se preocupar com as contas para pagar, o alguel para quitar e as compras mensais para fazer (que agora passaria a pesar mais).

Nayeon estava englobando seu temor.

— Amor, você está bem?

Rolando os olhos em direção da porta aberta, notou o namorado parado no batente, meio sonolento, curioso e totalmente amassado por ter acordado agora. O vocativo lhe atraiu um pouco de bom humor.

Ela remexeu sua cabeça em um sinal positivo, fazendo o cabelo úmido pelo recente banho dançar em seus ombros.

— Acordou cedo em um dia de folga? - desconversou, ficando de costas ao Do quando colocou a tigela no balcão, se movendo até que se sentasse no banco presente. — Por quê?

Embora tivesse entendido que ficou sem resposta, ele fingiu não notar, caminhando até a geladeira em busca de algo para beber. No percurso ele depositou um breve beijo no topo da cabeça dela, tocando os ombros dela e murmurando "bom dia."

— Me senti culpado em estar na cama enquanto você se preparava para sair, então resolvi levantar para fazer nosso café da manhã. — Ele bateu a porta da geladeira, virando para encará-la com um ovo na mão. — Mas você já está comendo, então sobra só eu...

A castanha sorriu em um pedido silencioso de desculpa. Eles sempre tomavam café da manhã juntos, era um ritual que haviam jurado jamais quebrar.

Mas na folga era uma exceção, Nayeon pensou.

— Eu combinei com o Junmyeon dele aparecer aqui mais tarde — O moreno comentou, agora parado perto do fogão enquanto executava sua missão em preparar seu alimento. Normalmente comiam ovo cozido, era fácil e prático, mas lá estava ele brigando com a frigideira e a quantidade suficiente de óleo para fazer um mexido bem elaborado.  — A gente vai assistir um jogo de beisebol e depois comer algo fora. Você pode nos encontrar naquela pizzaria que sempre vamos quando sobra dinheiro. Que tal? Podemos beber um pouco, relaxar e também conhecer a nova ficante dele...

Fazia um bocado de tempo que eles não saíam para comer fora; ou a grana estava pouca, ou um deles estavam sem ânimo para farrear no meio da semana.

"Beber um pouco..."

Nayeon afastou a colher, colocando-a na tigela com o leite agora com coloração em razão do cereal colorido.

Ela não podia mais beber e explicar isto ao rapaz que sabia o quão gostava de vinho era quase uma piada.

Conte para ele agora.

— Oppa...

Kyungsoo virou o tronco para encarar a namorada.

Então Nayeon hesitou. Iria trabalhar e não podia simplesmente jogar a bomba e sair. Era algo que precisava ser dito com toda a calma para um casal segurar a barra.

— Preciso ir — disse.

Ele ficou confuso.

— Mas sobre o que eu falei? Esses dias tem me cobrado um passeio, e então?

A castanha levou a tigela até a pia, ficando ao lado do companheiro.

— Tudo bem. Encontro com vocês lá.

Ele sorriu empolgado, virando para encarar a mulher. Do ergueu as mãos e colocou nos ombros alheios para então chacoalhar a namorada, recebendo em troca murmúrios.

— Boa sorte no trabalho, Bunny.

Quando Kyungsoo abaixou a cabeça para beijá-la e ela fechou os olhos para receber o agrado, por breves segundos se permitiu esquecer sua preocupação, percorrendo as mãos nas costas do mais velho.

Os labios cheinhos do namorado tocaram brevemente nos da garota, o contato sendo totalmente aceito por ela, que abraçou a cintura dele. Reconheceu o tão comum olor da pasta bucal acompanhado do sabonete líquido que Kyungsoo usava para lavar o rosto pela manhã. Ela sentiu o estômago revirar por culpa do enjoos que estavam lhe castigando naquela semana, no entanto tentou se concentrar em outra coisa, pedindo silenciosamente que o cereal ficasse onde estava. 

— Eu amo você — Nayeon assumiu, ainda de olhos fechados quando ele afastou a cabeça. As palavras eram tão sinceras que ela podia sentir a mesma coisa que sentiu na primeira vez que dissera ao rapaz.

O moreno sorriu em resposta, seus dedinhos inquietos dançando até as bochechas dela.

— Você normalmente diz isso quando está muito feliz, mas porque hoje parece tão séria? — ele questionou, deixando transparecer sua preocupação. 

Ela praguejou. Estava deixando tão evidente assim sua apreensão? Caramba, nunca foi boa em esconder as coisas, sua mãe vivia lhe dizendo isto.

Antes que soltasse alguma desculpa, ela sentiu o cheiro forte de algo queimando e assim que rolou os olhos até o fogão, controlou a risada para dizer:

— E lá se vai o seu café da manhã,

Kyungsoo se afastou dela, xingando enquanto apagava o fogo e tentava acabar com a fumaça antes que a casa ficasse castigada com o seu desastre. 

Foi a brecha perfeita para Nayeon prestar condolências enquanto colocava o sapato e saia do apartamento com sua mochila.

[...]

Kyungsoo suspirou chateado assim que perdeu mais uma vez a partida de luta com Junmyeon. 

Os dois não saberiam responder caso alguém perguntasse quanto tempo estavam jogando video game e talvez, até mesmo perderiam o horário que encontrariam a ficante do Kim na pizzaria caso a garota não ligasse. 

Naquele momento, Junmyeon abria a porta do apartamento à companheira. 

E Kyungsoo se surpreendeu ao dar de cara com uma antiga amiga da Im.

— Sana?

A japonesa sorria largamente, os braços abertos para um abraço.

Minatozaki Sana tinha cursado a mesma faculdade que Nayeon ainda fazia, elas eram bem grudadas, mas então a japonesa precisou voltar ao Japão por problemas pessoais, precisando interromper o estudo. 

Mas agora ela estava ali, bem na frente do namorado da antiga melhor amiga.

— Kyung! — Ela envolveu o rapaz. — Muito surpreso?

Em toda ação, Junmyeon estava ao lado da porta com as mãos enfiadas nos bolsos do casaco, a cabeça baixa e o rosto rubro. Ele estava constrangido por ter escondido isso dele? Uau.

— Bunny vai dar pulos de alegria quando ver você. 

Foi quando a garota olhou ao redor, se apertando mais na jaqueta de couro. 

— Quem vai fazer isso vai ser eu! — Sana riu mais. — Onde ela está?

Do olhou o horário no seu celular. Nayeon estava demorando mais do que o esperado. Para ser somente uma festa, oito da noite ela já tinha que estar em casa há horas. 

Ele estava preocupado. 

— Trabalhando, mas acho que já saiu e passou na casa da Jeongyeon. Vou ligar para ela.

O coreano se apressou em ir ao quarto que dividia com a namorada, ligando para ela na sequência.  

Caixa postal. 

Ele franziu o cenho, sem entender.

Tentou novamente.

Caixa postal. 

Kyungsoo sentiu o peito apertar. Ela estava atrasada e não atendia sua ligação. Era algo que nunca acontecia. Nunca.

Meio encucado, sentou-se na cama, batendo os pés no chão à medida em que pensava em algum motivo para Nayeon não o atender, no entanto nada vinha em mente e isto era o estopim para cessar qualquer felicidade em sair com os amigos. Afinal, ela estava escondendo algo. 

Aí lembrou-se também que no dia anterior a namorada tinha passado mal. Seu coração gelou, tamanha era sua preocupação. Ela tinha ficado mal mesmo, e se na festa ela tenha ficado ruim?

— Bunny, sua idiota... — ele choramingou, deitando-se na cama com as mãos no rosto — Não devia ter ido trabalhar depois de um mal-estar.

Jeongyeon.

Foi como uma lâmpada em sua cabeça que se acendeu. Yoo trabalhava com Nayeon, ela com certeza atenderia a ligação.

Ele procurou o telefonema da amiga no celular, ficando irritado ao lembrar que não tinha o número. De imediato saiu do quarto atrás de Junmyeon porque sabia que ele tinha o número, afinal, era primo da coreana.

—  E aí, conseguiu falar com ela? —  Sana perguntou com um sorriso fofo no rosto.

—  Eu preciso do número da Jeong... Nayeon não atende, então... —  Do tentou não esboçar preocupação para não preocupa-los, mas era difícil. —  Me passa o número dela?

O Kim levantou-se do sofá, pegando o celular do bolso e entregando ao amigo.

— O número dela é o primeiro. Boa sorte, cara.

Kyungsoo voltou ao quarto, o celular na orelha enquanto tocava.

Uma... duas... três.

— Junmyeon-oppa, o que foi?

O garoto, tamanho era seu desespero naquele momento, mal esperou Jeongyeon terminar de falar:

— Nayeon está com você?!

Não queria parecer assustado ou que passasse o papel de namorado grudento (até mesmo possessivo), porém o baixinho era tão medroso quando se tratava da namorada; ele estava pensando o pior e isto era o suficiente para preocupa-lo das pontinhas dos dedos do pé, até o ultimo fio de cabelo.

Nayeon era seu bem maior. Era a mulher da sua vida e quem fazia sua vida caminhar para frente. Pensar que algo tivesse acontecido com ela em relação do dia passado fazia-o sentir-se mal por não ter batido o pé e não ter obrigado ela a ir no hospital com ele.

Oh, Kyungsoo-oppa... — ouve alguns murmúrios na ligação que ele não pôde compreender, acompanhado de um longo silêncio. — Sim, ela está.

Do respirou fundo, fechando os olhos de alívio.

Então ele ficou irritado.

— Eu posso falar com ela? É importante.

Mais murmúrios.

— Jeongyeon... — ele suspirou. — O que está havendo?

Foi então quando ele escutou a voz de Nayeon:

Soo, eu estou bem.

Não, ela não estava. Ele conhecia aquela garota mais do que qualquer um. Sabia quando ela estava fingindo uma voz animada somente para não preocupar e aquele momento estava fazendo exatamente isto.

— Por que o seu celular está desligado? — ele caminhou até a suíte, sabendo que do modo que tinha se alterado, tanto Sana quanto Junmyeon podiam escutá-lo e aquela conversa era pessoal. — E por que você está mentindo para mim?

O quê? Eu não estou mentindo! — Ela ficou ofendida. — Meu celular descarregou. Estou na casa da Jeong. Eu só vim vê-la. Por que você está me acusando?

Kyungsoo pressionou os lábios para não deixar mais uma acusação escapar. Eles não iriam discutir pelo celular. Se observou pelo espelho do pequeno armário do banheiro.

— Me desculpa — disse.

Nayeon suspirou na outra linha, acompanhado de um fungar. Ela estava quase chorando por culpa dele.

Eu... já estou indo para casa.

Então desligou.

Do se sentiu péssimo por ter iniciado uma discussão. Mas o fato da namorada estar mentindo para ele, causava um rebuliço. Não era uma droga de suposição de que ela estava lhe traindo ou coisa do tipo. Mas sim o fato de que Nayeon estava mal por alguma coisa e não queria contar para ele, quem deveria ajudá-la fosse o que fosse.

Ele não sentiu mais vontade de sair com os amigos, o humor péssimo não traria nenhuma coisa boa. 

Mas Sana queria sair e passar um tempo com a antiga amiga, isto era fato.

Erguendo a cabeça novamente ao espelho, ele pediu silenciosamente a si mesmo que ficasse calmo.

Foi quando escutou batidas tímidas na porta do quarto. Saiu do banheiro e caminhou até a porta, abrindo e dando de cara com Sana.

— Você está bem, oppa? Se quiser, podemos marcar para outro dia caso você e Nayeon-unnie estejam e-

— Ela está a caminho. Precisou passar na casa de uma amiga, mas já está vindo.

O sorriso da japonesa surgiu, ela estufando o peito e dando alguns pulinhos.

— Oh, que bom! Então vamos encontrar com ela na pizzaria, certo?

Kyungsoo deu o celular do Kim à garota e informou que precisava apenas pegar um casaco eles poderiam ir.

Imaginou que Nayeon também precisaria de um porque ela tinha saído do apartamento somente com uma blusa fina que seria insuficiente para apartar o frio nas corriqueiras noites de Seul. Com isso em mente, caminhou até o lado dela do armário, abrindo e ficando indeciso de qual era mais quente.

Por fim, deu de ombros e escolheu o que ela era mais apegada. No entanto, na ação de tirar do cabide, o peso do agasalho fez com que algo que estava embaixo, cair em um baque surdo no piso de madeira.

Meio apressado, Kyungsoo jogou o moletom no ombro e se abaixou para pegar fosse o que fosse da namorada, querendo logo sair antes que Junmyeon puxasse sua orelha pela demora.

Mas então ele parou no lugar.

Seu coração errou uma batida, ele arregalou os olhos e quase caiu duro.

A caixinha era rosa, um nome que ele jamais tinha ouvido falar, mas a foto deixou totalmente explícito do que era.

Um teste de gravidez.

Kyungsoo segurou a embalagem, se assustando mais ao notá-la vazia.

Nayeon estava com dúvida de que estava grávida?

o... não podia ser verdade.

Ele ergueu a cabeça em direção do armário, erguendo algumas blusas da namorada em busca de mais alguma suposição. Ele quase teve um treco quando se deparou com mais duas caixinhas; eram marcas diferentes, mas ele pôde observar serem também de testes de gravidez.

A única coisa que podia pensar naquele momento tão novo para ele, era: onde está o teste, afinal?

Até aquele horário do campeonato, não se tinha a certeza de nada. Mas também, se não fosse uma dúvida muito séria, Nayeon não teria tantas caixinhas de teste como ela tinha ali no armário.

Grávida? Sua Nayeon estava grávida? A Nayeon que nunca tinha falado nada sobre ter filhos?

Caramba...

Kyungsoo não sabia o que falar, não sabia como reagir e tampouco se era para fingir ter visto aquilo.

Ele sentou-se no chão, a caixinha em suas mãos trêmulas e o sorriso bobo nos lábios roliços.

Mas então ele ficou preocupado.

Então era isso que ela não queria contar a ele? Por isso estava tão estranha? O mal-estar era por culpa da gravidez? Ou ela tinha ficado ruim por culpa da comida que eles tinham comprado e ela, em razão dos vômitos e enjoos, supôs uma gravidez?

Do cerrou os olhos. Era tudo tão confuso para ele e absorver todas as informações o fazia sentir o maior friozinho na barriga.

— Kyungsoo, cara a gente vai ficar sem mesa lá na pizzaria.

O baixinho se levantou em um pulo, jogou as caixinhas no lugar que estavam e então se apressou até a porta do cômodo, saindo do quarto com o agasalho de Nayeon em suas mãos e com a mente a mil.

Certo... teria que tirar as dúvidas com a garota, afinal.


Notas Finais


KJKSJS ELE DESCOBRIU


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