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História Teus vícios - Capítulo 3


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Notas do Autor


é, eu demorei
desanimei e tô enrolando de novo :D perdão

SEXTOU

Capítulo 3 - Capítulo 3: O cara das cantadas ruins


Fanfic / Fanfiction Teus vícios - Capítulo 3 - Capítulo 3: O cara das cantadas ruins

CAPÍTULO 3

Sakura Haruno era uma mulher extremamente deplorável. Havia fumado tantos cigarros durante o fim da noite que poderia facilmente dizer que, sozinha, se divertia com um maço em um único dia, mesmo dizendo para Sasuke que, pelo menos, se esforçaria em tentar parar. Tentara porra nenhuma, sequer havia sentido vontade ou necessidade em fumar após o primeiro longo cigarro, mas seu autocontrole nunca fora o suficiente para nada.

Deitara por volta das três horas da manhã sentindo a cabeça latejar, completamente esquecida de tudo o que lhe envolvia no dia seguinte e, com o toque do celular, acordara por volta das dez. Arrumou-se em uma correria que tanto detestava e saiu do apartamento com o pé esquerdo, disposta a xingar Deus e o mundo naquele momento. Sasuke era Deus e sua ligação era o mundo.

Com fúria, a morena abrira a porta da cafeteria, atraindo a atenção horrorizada de todos os clientes sentados em mesas afastadas. Ao adentrar o vestiário, Sakura pudera suspirar prendendo os fios negros em um rabo de cavalo, guardando a pequena mochila sob o banco. Sequer havia trabalhado, mas já pensava na hora em que voltaria para casa e se jogaria na cama para ver algum filme. Só queria isso: ver um filme. Sozinha.

– Bom dia – a cumprimentou, mostrando o sorriso mais calmo do mundo – como vai a minha bela dama?

– Prestes a cometer um assassinato – contra você, ela terminou mentalmente, o olhando pelos cantos dos olhos – e vê se para de me chamar assim, ou eu preciso dar um soco na sua cara pra que isso aconteça?

Toneri deu de ombros, vestindo o avental e cobrindo os cabelos curtos com a touca de tom claro. “Não posso perder uma oportunidade”, ele rebateu, ganhando um soco no antebraço esquerdo como resposta. Desistente e com a mão direita no local recém-machucado, deixara a Haruno sozinha no balcão de pedidos, fazendo-a fechar as pálpebras de alívio. Ele enchia o saco, mesmo sabendo que a garota namorava.

Sakura, apesar de impaciente e raivosa, atendera os clientes de forma calma e serena, sempre ignorando os comentários do jovem de cabelos brancos quando precisava lhe passar o pedido. Os dias de segunda e terça-feira nunca foram tão sufocantes depois que Toneri Otsutsuki começara a trabalhar na cafeteria como barista há três semanas. De fato, o garoto sabia fazer um ótimo café para tentar suprir sua péssima personalidade. E, para algumas mulheres, até que a tática funcionava. Mas, apesar de tudo, era um bom companheiro de trabalho.



Às duas da tarde, Sakura Haruno precisava almoçar. Trocara de lugar com Tenten e apanhara a mochila no vestiário, pronta para sair do estabelecimento quando encontrara Sasuke com os vidros do carro abaixados a encarando. Que homem!

– Oi – ele dissera após a Haruno abrir a porta do passageiro e se sentar – não vou poder vir tomar café mais tarde, então resolvi compensar no seu horário de almoço.

– Tanto faz.

Sasuke revirou os olhos, sabia que tê-la acordado com uma ligação a deixaria daquela forma, tão emburrada e puta da vida. A tocou pelo ombro esquerdo, subindo os dedos para a nuca, onde aproximara o rosto da garota o suficiente para depositar um beijo em sua testa e olha-la nos olhos como um pedido de desculpa. Ela sabia que o moreno apenas queria ajudar, já que havia se atrasado para o trabalho, mas, mesmo assim, amava ver o lado atencioso de Sasuke Uchiha e se aproveitava disso sempre que as oportunidades lhe surgiam. Ela beijou-lhe os lábios, esquecendo de toda a calmaria que possuiu atrás daquele caixa no momento em que o outro tocara a língua na sua.

– Toneri me encheu o saco – Sakura informou após o beijo, abrindo a calça do namorado e se curvando – preciso relaxar ou vou perder meu emprego.

Apesar de envergonhado, Sasuke subira os vidros e a ajudara a encontrar uma posição confortável o bastante para não machucá-la. A Haruno tocou-lhe na base e o acariciou no sexo, se empenhando na intenção de excita-lo o suficiente e, quando obteve sucesso, causara o tremor que tanto adorava no Uchiha quando o abocanhou com pressa, mas com carinho.

– Sakura, espera...

Ela o encarou, passando a língua em torno da glande, e, ao ter uma visão tão perfeita no momento em que encontrou com o par de olhos negros o suficiente para apagar todos os outros pares de olhos do mundo, a Haruno sorriu travessa e fora ali que Sasuke caíra na real para se lembrar do ponto crucial daquela história.

– Quem é Toneri?



O moreno se sentou de frente para ela após ter balançado seu almoço, franzindo o cenho com o pouco que a namorada tinha o prato. Era o suficiente para somente bater no estômago e sumir. Sakura, na terceira garfada de macarrão, o encarou. Ele havia quebrado todo o clima que ela tentava construir no carro, mas, apesar de tudo, explicou quem e desde quando sobre Toneri. Sasuke o conhecia de vista. E pensar que seu nome poderia ser mais feio que ele próprio. Ela riu da cara que o Uchiha fizera ao se lembrar das cantadas que Toneri Otsutsuki costumava usar.

– Ele não entende que quando você é bom, não precisa cantar ninguém. Por exemplo, bastou eu falar um “oi linda” pra você e você já se derreteu todinha pra mim.

– Abaixa a bola, Sasuke. Você correu atrás de mim por dois anos e só me ofereceu um bom sexo.

– Você não me daria uma chance de te mostrar isso se não amolecesse esse coração de gelo. Nem as chamas mais quentes do inferno derreteriam esse coraçãozinho em dois anos.

– Por isso você é o Diabo.

– Sim, sempre te fazendo pegar fogo – ele sorriu, bebendo do refrigerante.

Sakura revirou os olhos, infelizmente arrumara um namorado com respostas na ponta da língua.

No decorrer do almoço, a morena pudera recuperar a sanidade em cada mínimo riso que o Uchiha soltava, suspirando entre todos os intervalos das conversas na refeição. Sasuke apanhou o papel da quantia das balanças sobre a mesa, deu o último gole na lata de refrigerante e se levantou junto a Haruno, seguindo para o caixa. Ela se sentou no banco fora do estabelecimento e acariciou os braços. Odiava climas úmidos e frios quando precisava pôr os pés para fora de casa. Encarou as nuvens carregadas passeando na imensidão cinza do céu, tateando a bolsa e retirando o maço de cigarro junto ao isqueiro. Ao colocar a ponta do seu vício entre os lábios, avistara Sasuke saindo do restaurante enquanto guardava a carteira no bolso da calça e, em um ímpeto, jogara o isqueiro para dentro da bolsa de novo.

– Escondeu o isqueiro, mas o cigarro continuou na boca – ele avisou, sabendo das intenções da namorada – é uma péssima mulher pra disfarces.

Sakura rolou os olhos, dando de ombros ao tempo em que se levantava do assento e o seguia, voltando a se sentar no banco do passageiro do carro. Sasuke suspirou, lhe chamando, parcialmente, a atenção.

– O que foi? – ela perguntou.

– Não vou poder te ver mais tarde.

– Sabe que pode passar lá em casa de noite.

– Minato está me testando, então mandou eu revisar alguns trechos pra amanhã – o moreno explicou, dando partida – não posso ir.

– Então... a gente se fala por ligação.

– Que clichê?! Você nem gosta de atender telefonemas.

– Só queria te oferecer opções, não é como se eu quisesse te ligar – Sakura revirou os olhos, cruzando os braços sobre a porta do carro.

– Você só se entrega.

– Vai sonhando, Uchiha, me erra!

Sasuke gargalhou, fazendo a namorada bufar, e dera partida, ligando o rádio. Sabia que não haveria mais papo e que, assim, a morena lhe pediria uma música qualquer. Apesar de se sentirem confortáveis e mais próximos no silêncio, amavam relaxar juntos com uma música dentro do carro. Independente da decisão, desfrutavam da companhia um do outro na maioria das vezes, quando Sakura não estava emburrada por algo, ou quando não haviam discutido por qualquer motivo, seja ele importante ou não.

And darling, it will be alright – Sakura cantarolava para fora do carro com as sobrancelhas franzidas – if I have to, i'll live in the afterglow...

O moreno a encarou brevemente, sorrindo de canto e voltando a olhar para a rua. Uma incógnita sentimental de mulher. Sempre que ouviam Headlights, ele podia vê-la cantar de forma tão tranquila e serena, capaz de apaziguar a pior das guerras que o interior de Sasuke Uchiha poderia criar. Apesar de tudo, Sakura o acalmava. Era a mulher que conseguia fazê-lo ter um pico de estresse para um declínio de calmaria, seguido de mais um pico, mas de tesão. Era a segunda coisa que o moreno desejou durante toda a sua vida com tanto fervor e, em momento algum, se arrependera dos mil e um foras que havia levado daquela mulher anjo-demoníaca, até, finalmente, poder levá-la ao parque de diversões. Fora onde descobrira que Sakura Haruno, a grande mulher estressada e desinteressada, se mijava por medo de um palhaço oferecendo abraços, balões ou sorrisos. Ou simplesmente existindo. Dos poucos medos que Sasuke imaginava, palhaços não era, definitivamente, um deles, mas faria sentido: ela o havia rejeitado por dois longos anos.

Ele tinha muito o que contar para os pais e, sempre que pensava sobre, acabava em lágrimas e uma dúzia de cervejas em lata. Itachi também ficaria feliz em vê-lo daquela forma, tão aberto a tudo, justamente só para poder ficar com Sakura Haruno. Por ela, Sasuke apagava o inferno e secava todos os mares ao mesmo tempo. E ela sabia disso, mesmo sendo tão orgulhosa e, às vezes, mesquinha sentimentalmente. Queria poder sentar numa praça com sua antiga família e suspirar, pronto para voltar a ser criança e poder cagar e mijar nas fraldas, só para vê-los se importarem consigo mais uma vez.

Sabia do passado de Sakura, mas mesmo assim, era tudo e mais um pouco para ele. Motivos o suficiente para ama-la durante todos os segundos da vida e jamais deixar de cuidar dela, acima de qualquer coisa. Se aquilo tudo era uma prova de fogo, Sasuke Uchiha já era o campeão dos campeões.

Ao estacionar na frente da cafeteria e desligar o rádio, ele voltou a pôr as mãos sobre o volante, esperando uma despedida da outra.

– Nos vemos – ela disse simplista, soltando o cinto e abrindo a porta.

– Vou te ligar quando puder – lhe chamou a atenção bruscamente – relaxa, não vou te obrigar a atender, nem hackear seu celular.

– Idiota, otário!

Com um breve selar nos lábios, Sakura saíra do carro, batendo a porta. Não poderia perder o costume de quebrar o momento de carícias com uma grosseria.

– Não tem geladeira em casa? – Sasuke gritara, a olhando – na próxima eu bato assim na tua bunda, também – vendo o dedo do meio e a indiferença da namorada, ele pudera se divertir.

Ela bufou empurrando a porta, Sasuke Uchiha era, sem dúvidas, um cara de pau. Ao vê-la, Tenten soltou o ar dos pulmões de forma pesada, erguendo aos mãos ao tempo em que olhava para o teto com um brilho no olhar, como se agradecesse aos deuses pela presença da colega de trabalho. Sakura, após guardar a bolsa no vestiário e ir de encontro a mulher, desculpou-se pela demora de seu almoço com o namorado.

– Comida – Tenten exclamou, sugando o lábio inferior para dentro da boca – finalmente!

– Eu perdi a hora, foi mal.

A Mitsashi balançou ambas as mãos no ar, desculpando-a de modo silencioso pois apreciava a relação que havia entre Sasuke e sua colega. Apesar de tudo, formavam um lindo casal.

– Tudo bem, aproveitar o tempo com quem a gente ama é mais importante – piscou, mostrando um joinha com o dedo polegar – vou almoçar!

Sakura rolou os olhos, encarando as mesas parcialmente ocupadas e balançou a cabeça em concordância na direção de Tenten. Alegre e saltitante, Tenten Mitashi finalmente podia ter o seu horário de almoço, mesmo que às 15hrs28min da tarde.

– Pensei que o namorado da minha namorada tinha sequestrado ela – Toneri disse em um tom alto o suficiente para que Sakura, no balcão do caixa, pudesse escutar e soltar fumaça pelos ouvidos.

Sakura Haruno respirou fundo, observando a porta de entrada do estabelecimento e pensando em pontos aleatórios, queria ir embora de uma vez. Ela bocejou, se preparando para atender o jovem rapaz que adentrara a cafeteria.



Toneri lhe ofereceu companhia até o prédio, mas Sakura sequer ligava para companhia, ainda mais a dele. Pudera sair às 21hrs28min, praticamente em cima do horário de fechamento. As segundas-feiras eram sempre muito movimentadas, todos precisavam da energia de uma cafeína para aguentar mais uma longa semana, então a morena estava sempre preparada para o fluxo.

Ela apoiou a bolsa nas costas, despediu-se friamente dos restantes presentes na cozinha e saíra, sentindo o vento frio o suficiente para congelar seu rosto no primeiro contato. Por conta da correria mais cedo, sequer tivera tempo de pegar algo além da sua roupa de trabalho, o que lhe causava ainda mais raiva de Sasuke Uchiha. Mas, por outro lado, esteve pensando, durante todo o momento, que ele apenas queria ajudá-la, o que a fazia ficar intacta na corda bamba. Foda-se, Sasuke Uchiha lhe acordara com uma ligação e desligara meio minuto depois, não é o suficiente?! Sakura, mais uma vez, esfregou as mãos nos braços, andando como se houvesse esquecido a filha, a irmã caçula, o cachorro, o papagaio, o periquito, a tartaruga e o gato em casa, já que apenas queria chegar de uma vez por todas naquele prédio maldito que parecia se afastar mais a cada segundo. Não que morasse longe, na verdade morava consideravelmente perto de seu trabalho, mas, é o que dizem: quanto mais pressa, mais longe fica.

Sakura observou os postes de luzes e se agarrou na alça da bolsa, seus pés pareciam dois sacos de cimento, mesmo que praticamente estivesse os arrastando pela calçada. Pegara o celular do bolso, colocara os fones nos ouvidos e abrira o Spotify, pronta para ouvir seu Falling in Reverse. Amava Popular Monster, era a música que a fazia se sentir em casa, mesmo não estando. Estava cansada, queria tanto tomar um banho quente e deitar desde que pisara para fora de casa. E que saco.

Após tanto caminhar com pedras nas roupas, Sakura atravessou a entrada do prédio, ganhando energia o suficiente para subir as escadas e destrancar a porta de casa em um piscar de olhos. Ela depositou a bolsa sobre o sofá, colocou o celular para carregar e caminhara rumo ao tão esperado banho quente. Vestiu-se com o pijama e fora até a cozinha na intenção de molhar a boca. A morena bufou após tomar meio litro de água e trancou a porta antes de, finalmente, poder esticar o corpo sobre a cama. Sequer lembrara do filme que tanto queria ver.


Notas Finais


headlights: https://open.spotify.com/track/4b4OCywsWPYupRr4e6mOAm?si=YIsaIUAhRAawJn60FNc42A

popular monster: https://open.spotify.com/track/4GssB27iJeqmfGxS94Tfij?si=OOrZe62jRG-471ilAHCunQ

capítulo retrasado eu esqueci de linkar a música que citei, então tá aqui: https://open.spotify.com/track/3vUtZfjgmQWrlXebjZhmcJ?si=gUjZaOs8Q8mhlcOEjDMPUw

bom, gente, é isso. sim, o sasuke é muito boiola por ela e vocês não fazem ideia disso ainda.
desculpa pela demora. como eu ainda tô escrevendo, fico impaciente, ansiosa e pessimista com os capítulos e isso acaba me atrapalhando xD
AVISO IMPORTANTE: quero antecipar que o próximo capítulo vem pesado, então quem não se sente confortável, pode pular uma parte. vou deixar avisado quando postar, é só um pré-aviso.
é isso :( deixa o feedback :( beijos


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