História Tevinter - Capítulo 5


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Armin, Castiel, Kentin, Lysandre, Nathaniel, Personagens Originais
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Palavras 1.872
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Harem, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá Olá
Venho aqui com mais um capítulo para os senhoritos e senhoritas
Boa leitura!

Capítulo 5 - V


Fanfic / Fanfiction Tevinter - Capítulo 5 - V

Point Of View Kentin Lavander Dupont

É incrível como as coisas mudam.

Quando eu ainda era um garotinho, só não sofria com xingamentos e zombarias por ser um príncipe. Quero dizer, ninguém nunca disse nada em minha presença, mas pelas minhas costas já é outra história.

Eu era baixinho, mesmo quando ainda tinha meus quatorze anos. Era magro demais, apesar dos banquetes enormes os quais participava. Era sensível e indefeso demais.

Até que meu pai finalmente prestou um pouco de atenção em mim e notou que eu era ridicularizado ao extremo, não apenas pelos nobres da corte, mas também por plebeus.

Ah, como isso o deixou irado...

A fim de não passar uma imagem ruim para seu reino, ele resolveu dar “o seu jeito” em mim. O que significou quatro longos anos em uma espécie de acampamento na costa sul do reino, em um lugar completamente desabitado e isolado.

Os treinos eram pesados, e eu de forma alguma era tratado como príncipe ali.

Vivi como um aprendiz de soldado nesses quatro anos, onde o chefe do local escondia minha identidade real dos outros rapazes que treinavam ali, então fui finalmente xingado e ridicularizado, mas dessa vez, na minha frente.

Ninguém ali escondia o quanto eu era ridículo de mim. Ninguém fingia ou dava seu melhor sorriso ao meu lado só porque eu era um príncipe e minha amizade poderia trazer benefícios.

Admito que não foram anos fáceis, os dois primeiros que eu o diga, mas os outros dois até que foram bem suportáveis.

Nós treinávamos arduamente ali, dias e noites treinando combate, uso de armas e afins. No começo, eu pensava que era um inferno, mas ao me ver sendo tachado de inútil pelos outros me motivou a continuar firme e provar não só a eles, mas também a mim, que eu conseguiria chegar onde quisesse.

No fim desses quatro anos, eu era o melhor aluno daquela academia de aprendizes.

Havia passado pela puberdade, crescido e tomado forma. Mantinha uma dieta de carboidratos e vitaminas e tinha uma saúde impecável.

Já sai de lá como homem com meus dezoito anos, mas ainda não estava satisfeito para voltar para casa. Eu não via a prova da minha mudança concreta, a prova de que eu havia mudado mais do que a minha aparência, de que agora eu era um homem com coragem e honra, e não um garotinho sensível que gosta da primavera por suas belas flores.

Depois disso, com ou não a aprovação de meu pai, viajei para o exterior com ajuda dos amigos que fiz ao longo dos anos na academia. Convenci o instrutor a dizer ao meu pai que seu filho ainda não havia acabado suas provações e que só voltaria para casa quando se provasse digno.

Nada específico, claro, se dissessem a ele que fui passar mais alguns tempos em meio à camponeses de uma vila enorme porém precária de Clarabela ele certamente faria um escândalo.

Eu fiquei dois anos por lá. Ajudei como pude em tudo.

Construções de casas, trabalhava com meus companheiros em trabalhos mais pesados para os camponeses dali, resolvia alguns conflitos internos daquele reino tão despreocupado com seu povo de menor renda.

Aprendi muito sobre uma vida simples naqueles dois longos e gratificantes anos, quando finalmente me senti satisfeito para voltar para casa e me dizer um homem com honra e caráter.

A minha chegada em casa foi uma enorme celebração. Na verdade, no começo não, porque como não tinham notícias minhas a um tempo, não tinham a mínima ideia de como eu mudei nesses anos.

Depois de ser detido por alguns guardas no portão de minha própria casa, tive que me virar e entrar pelas passagens subterrâneas que ninguém além da família real e alguns nobres conheciam.

Isso mesmo, tive que invadir.

Depois de lá dentro e de ter explicado ao meu pai quem eu era, ele se encheu de orgulho e Enelf teve uma semana de festa pela chegada do príncipe herdeiro.

E logo com meus vinte anos, dois meses depois de voltar para casa, recebo a notícia da proposta de Tevinter que nenhum dos reinos ousou recusar, afinal, a maior quantia de terras, além de mais rica também, queria uma aliança com algum reino, e qual seria este dependia única e exclusivamente da princesa de Tevinter.

Eu sei muito bem que é uma proposta irrecusável, mas não pude deixar de me sentir desapontado.

Depois desses seis anos fora, reconheci de perto o quanto os nobres são esnobes. Nem todos eles, claro, mas a boa maioria era.

As mulheres principalmente.

As ladys de Enelf pelo menos eram tão mimadas que só suas companhias já me traziam ânsia, e pensar que daqui a algumas horas eu conhecerei uma dama que tem ainda mais motivos para ser esnobe e mimada, e que pode fazer da minha vida um inferno tão rapidamente me da arrepios.

Não posso deixar de pensar no meu povo e nos benefícios que o mesmo teria caso ela me escolhesse como marido, as minas de joias de Tevinter eram seu grande ganha pão, além de o mesmo ter uma terra extremamente fértil e um enorme porto para exportações, já que era banhado pelas águas calmas e azuladas dos mares de cristal.

Tevinter era exclusivamente conhecida pelos campos de algodão e fabricação de seda, minas de joias e por ser o porto de exportação para todos os cantos do mundo. Realmente, uma terra abençoada por Criação e sua Herdeira.

Mas, com um reino tão rico e próspero, não consigo deixar de pensar que este deve ser o maior fator para alimentar o narcisismo da princesa desta terra.

Com meus anos fora, sei muito bem as lendas contadas sobre ela. A maneira como todos que a viram quando criança diziam que era uma criatura abençoada com a mais bela pele branca como porcelana, os olhos azuis claros como gelo e cabelos castanhos longos caindo por suas costas como uma cascata de chocolate. Todos que um dia a viram dizem que é a imagem e semelhança de um anjo andando sobre a terra, mas, por mais que eu não duvide que ela seja realmente uma belíssima dama (acho as descrições um pouco exageradas na verdade, ela não deve ser a moça mais bonita do mundo), eu temo que essa beleza a qual todos falam não se aplique ao seu interior, o que me traria grandes problemas.

Point Of View Armin Stefan Riviere

Desde de que me entendo por gente me interesso muito sobre magias, histórias dos seres sobrenaturais que existiam nessas terras tempos atrás.

Sou um viciado em livros de histórias antigas e lendas, além de teorias e boatos suspeitos.

Sendo um príncipe como sou, não é difícil conseguir informações mais enterradas sob os lençóis, o que facilita muito nas minhas pesquisas.

Meu irmão se irrita bastante com esse meu vício no sobrenatural, mas isso se deve mais ao fato de que ele fica bastante preocupado com minhas longas saídas do castelo para pesquisa. A última vez que saí fiquei seis meses fora vagando de vilarejo em vilarejo, ouvindo lendas e histórias que os mais velhos repassavam para seus filhos, as fazendo seguir de geração em geração.

 

Por mais que eu saiba que ele me ama e tudo mais, nem mesmo meus pais se preocupam tanto assim comigo, afinal, eles sabem o filho que tem, e como herdeiro ao trono eu sei muito bem de minhas responsabilidades.

 

Na verdade, eu acho que meus pais pensam isso, mas também pode ser por que eles já tentaram me prender em casa, e só por isso eu sai (burlando todo o sistema de seguranças e guardas plantados ao meu redor que eu sei que meu pai teve o maior cuidado para armar) e fiquei nove meses fora. Sim, por pura pirraça.

 

No tempo que passo fora eu viajo de ponta a ponta todo o meu reino. Tenho muitas vezes abrigo dos camponeses que simpatizam muito comigo, por conta de toda atenção que eu dou aos costumes típicos do meu reino e também ao povo nele presente. Sempre fui um príncipe muito carismático e sei que meu povo me ama, porque eu também amo ele.

 

Desde criança eu adquiri um senso de direção muito bom, além de que consigo me lembrar com perfeição digna de detalhes de todos os lugares que já passei, ou seja, conheço o meu reino como a palma de minha mão.

 

Eu também tenho um senso explorador muito bom e sou muito curioso, o que pode ou não ser um defeito. No meu caso, eu acho que é uma qualidade.

 

Descobri acidentalmente algumas minas cobertas de minérios no meu reino que o tornaram o segundo maior em quesito de riquezas por minérios, mas claro que ainda sim perdemos para Tevinter.

 

Sim, falando nesse reino enorme, foi só voltar da minha mais recente viagem e já recebi a notícia de que vou para um reino completamente diferente do nada, por uma proposta de casamento arranjado.

 

Bom, eu de forma alguma estou reclamando, sempre quis explorar o tal reino misterioso.

 

A morte do rei e da rainha de Tevinter sempre foram um mistério para mim.

 

Ah, eu sou um fanático por mistério e suspense também, e talvez apenas um pouco paranóico.

 

Ouvi histórias sobre a herdeira de Tevinter, princesa Artemísia Eleonor D’Argent. Pessoas dizendo que quando era criança era a garotinha mais bela que algum dia pisou na terra.

Que era doce e amável, com um sorriso capaz de aquecer o coração.

 

Muitas das pessoas que se lembram dela dizem que não imaginam como a garota deve ter ficado em relação à morte dos pais, já que era aparentemente muito apegada a eles. As histórias sobre como se passou aquele “atentado terrorista” são bem parecidas, como se houvesse apenas uma versão dos fatos e fosse cruel demais mentir sobre eles.

 

Em todas elas, quando a rainha e o rei estavam no quarto da princesa parabenizando-a pelo aniversário, vários homens entraram pelas janelas e nocautearam os guardas próximos. Eles prenderam o rei e então, bateram e estupraram a rainha na frente da filha dela e de seu marido, obrigando os dois a assistir a cena e depois mataram o rei ea rainha na frente da princesa, e quando tentaram fazer o mesmo com ela, os guardas passando por ali indo fazer outras coisas se alarmaram com os gritos agudos e doloridos da princesinha, entrando logo em seguida e matando os agressores.

 

Sim, eu sei, mais horrível impossível.

 

Eu nem imagino como ela está hoje em dia depois de tudo que presenciou, ainda mais que tudo aconteceu no dia de seu aniversário.

 

Se essa história realmente for verdadeira e não apenas um boato sobre os fatos, eu espero poder ajudar a princesa Artemísia.

 

Eu sequer consigo imaginar passar por tal cena, e olha que como imagem pública eu já deveria ter divagado sobre que eu poderia ser submetido a situações parecidas, mas eu realmente não consigo.

 

Tudo o que ela deve ter sentido, toda a angústia e dor, talvez até mesmo culpa por ver tudo e não poder fazer nada. Isso me corroeria por dentro nos dias atuais, então o que deve ter feito com uma garotinha pura como todos diziam que ela era…

 

Bom, não quero pensar muito nisso.


Notas Finais




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