História Textos de Sábado - Capítulo 2


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Categorias As Crônicas de Amor e Ódio
Tags Amor, Contos, Felicidade, Poesia, Tristeza, Vida
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Palavras 657
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Poesias

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Razão


_ Repete, o que vocês vão fazer mesmo? - Ela perguntou aquilo com inocência coberta de malícia. 

 

_ Eu finalmente vou sair com ele. - Só de repetir aquelas palavras meu coração chegava a acelerar e um sorriso bobo quase que involuntário se abria.

 

_ Me conta a história de você! - Eu estava tão embriagado na minha felicidade que não parei para pensar se era um interesse genuíno ou não. Pensar que tudo estava dando certo era lindo e assustador. 

 

_ Eu e ele nos conhecemos na escola, desde o primeiro dia nos demos consideravelmente bem, mas foi nos falando nas férias que começou o meu interesse. Não sei explicar de verdade como aconteceu ou quando aconteceu. Só rolou. Demorou muito para eu contar para ele por medo de isso pudesse destruir nossa amizade, mas achava que algo podia acontecer( talvez porque eu me iluda fácil) pelo modo que ele me tratava( sim eu me iludo muito fácil). - Ri um pouco só de lembrar de como era. _ Pensava que fosse tudo da minha cabeça então mantive para mim por muito tempo, até que um dia em um súbito momento de coragem eu só, contei tudo que sentia a tanto tempo. 

 

_ E como ele reagiu? 

 

_ Ele olhou no fundo dos meus olhos, com aquele olhar que me fazia ficar hipnotizada sabe? E disse que aquela era a oportunidade perfeita para ele contar que sentia o mesmo. 

 

Soltei um suspiro que ao mesmo tempo era satisfação era de êxtase, eu queria aquilo por tanto tempo que viver aquilo( ou estar próximo daquilo) ao mesmo tempo que era lindo fazia minha barriga gelar. 

 

_ Quanto tempo? - Perguntou ela atenta. 

 

_ Até eu dizer pra ele? Sete meses mais ou menos. - Dizer aquilo me fez pensar em quanto tempo já estava dentro daquilo. 

 

_ Meu Deus, é muito tempo. Ele não ficou com ninguém nesse tempo? - Ela dizia aquilo como se saboreasse cada palavra. 

 

_ AH sim ele teve alguns casinhos, nada que durasse muito tempo. - Por que minha voz tinha saído meio tremula ao dizer aquilo? Não sabia. 

 

_ Você ficou? - Aquela pergunta era simples,direta e dolorosa 

 

_ Não. - Por que uma única palavra poderia soar tão ríspida? 

 

_ Se ele já gostava de você a tanto tempo, por que ele ficou com outras pessoas? - Ela perguntava aquilo como se a cada instante quisesse me torturar.  

 

_ Bom, não sei, talvez ele estivesse confuso. - Se ele estava confuso naquela época poderia agora mesmo estar também.Quem saberia? 

 

_ O que garante que ele goste agora? - Ela não pestanejou ao dizer aquilo. 

 

_ Bom, eu… Eu…- Pela primeira vez não consegui terminar. 

 

_ Temos que entender né, por que ele tão bonito e inteligente iria querer você? 

 

Eu pensava aquilo, ela abrirá uma ferida que já era minha, uma ferida que só precisava de uma pequena oportunidade de escapar. 

 

_ Você nem é tão bonita assim! Ele conseguiria coisa melhor. 

 

Era verdade. Tinha uma beleza tão razoável de fato que não entendi o que ele tinha visto em mim. 

 

_ Você é tão comum, tão qualquer sabe? E ele tão grandioso. 

 

Lágrimas brotavam dos meus olhos tão fortemente que eu não conseguia conter, só queria libertá las. 

 

_ Mas ele me chamou, ele disse que queria sair comigo. - Minhas lágrimas ainda estavam ali saindo vigorosamente como se nunca fosse acabar. 

 

_ Ele disse a mesma coisa para as outras também não foi? 

 

O silêncio era mortal e ameaçador, só era possível ouvir os pequenos soluços que eu dava enquanto eu chorava. Era algo que parecia me destruir de dentro para fora a cada segundo. O telefone começou a tocar desesperadamente, era ele, estava na hora de sairmos e eu só não conseguia atender. Meu corpo estava paralisado, congelado em um momento quase que infinito onde só sabia chorar. Eu não conseguia, não sabia o que fazer. 

 



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