História Textos e Frases De Uma Moça - Capítulo 38


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Tags Original, Textos
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LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Poesias, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hoje eu estava assistindo um vídeo da Sabrina Benaim (https://youtu.be/uyUJWMSwqEI) onde ela tenta explicar pra mãe sobre a depressão. E logo em seguida eu decidi colocar tudo no papel e o resultado foi esse texto.

Capítulo 38 - Um pouco de dor em cada estrofe


Parece mais fácil observar a vida das pessoas pela janela, do que sair detrás das vidraças e viver junto com o resto do mundo.

Parece mais fácil viver dormindo, porque ao fechar os meus olhos eu consigo viver a vida que mais me agrada. Nela eu imagino abraços, sorrisos, palavras bonitas, momentos bons e toda a felicidade que eu não tenho depois que me retiro da cama.

Parece mais fácil a vida de quem está fora do meu corpo, porque pra todos as coisas fluem com mais facilidade. E eu me pergunto, qual foi o meu maior erro pra me tornar um ser falho que não encontra sucesso nos seus desejos?

Me retirar de mim já foi meu maior sonho, porque pra mim, o meu corpo é a minha casa, e eu não quero ser o meu lar. Mas não existe nada que eu possa fazer, porque dessa casa eu sou moradora e a data de entrega é a minha morte. E não, não penso em devolver a casa que sou obrigada a morar pra poder me desfazer de mim, porque sei que algo ainda me diz que coisas boas podem acontecer, mas as vezes, eu me esqueço disso e me permito chorar e dizer que odeio cada segundo da minha vida. Parece egoísmo demais com as pessoas que não tem nem um terço do que tenho, mas dizer que estou feliz seria mentir pra mim e mentir tem sido a coisa que mais faço nos últimos meses.

Eu me sinto doente, mas a Medicina me diz que está tudo bem comigo. Oh quem dera isso fosse verdade. Olhe meus sintomas, desejo minha cama e quando consigo, permaneço nela até enjoar e mesmo enjoada eu permaneço nela pelo fato de não querer me levantar pra viver. Minha garganta dói e sinto que a qualquer momento posso desmoronar de tanto chorar, mas não posso cair, tenho que mentir pras pessoas dizendo que não estou ferida, que nada me dói e que já me acostumei com a minha dor. Mas olha, não creia nas palavras que saem da minha boca, olhe nos meus olhos quando eu disser tais mentiras e vc verá que a cada frase cuspida mais meus olhos brilham com vontade de chover. Pare pra reparar no meu grito silencioso, acha que meus textos não carregam dores demais pra quem nem fez 20 anos ainda?

Minhas costas doem e não é só por causa da postura errada, mas porque minha dor está nos meus ombros e eles me encurvam para o chão. Elas me levam pra baixo e a cada dia eu sinto que posso tocar o solo, mas eu não quero o solo, eu quero tocar o céu. Mas como tocar o céu se no lugar de asas eu tenho enormes feridas que não param de sangrar?

Eu já não sei sonhar, já nem penso em coisas boas no meu futuro, porque qualquer sinal de felicidade é motivo pra vida me jogar no chão e me dizer que ficar de pé atrapalha o sucesso dos outros. "Não se levante da cadeira, garota. Deixe os outros enxergarem a luz que está na frente." "Abaixe a droga da cabeça e permaneça quieta, vc não faz diferença, então não tente marcar presença."

Eu já tentei ligar minhas lanternas e iluminar minha escuridão, mas o clarão nos meus olhos me cega e eu permaneço no escuro.

Desculpe se parece drama, mas já tem sido difícil forçar um riso pra parecer que a cidade dentro de mim não está morta. 


Notas Finais


É isso. Espero que vocês não tenham se identificado.


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