História Thank You, Destiny - Capítulo 22


Escrita por:

Postado
Categorias Girls' Generation
Personagens Personagens Originais, Taeyeon, Tiffany
Tags Bae Joohyun, Byun Baekhyun, Jungkook, Kim Seolhyun, Kim Taeyeon, Nichkhun, Original Characters, Sungjae, Tiffany, Vernon
Visualizações 7
Palavras 6.068
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 22 - Intolerável


Fanfic / Fanfiction Thank You, Destiny - Capítulo 22 - Intolerável

"Como você já sabe, a biblioteca fecha às 22h. Como assistente, o seu trabalho é basicamente o mesmo que o meu, o que inclui registrar a numeração de livros no sistema da biblioteca, organizá-los nas seções corretas, ajudar as pessoas a encontrarem algum título, usando um dos terminais de consulta atrás do balcão onde a Sra. Jong fica e levar de volta às estantes, os livros que as pessoas usam e deixam naquele carrinho ali." Eu expliquei, apontando para o mesmo, em um canto da biblioteca. "Creio que a Sra. Jong também já mostrou a sala dos armários dos funcionários, visto que você já está sem seus pertences e seu casaco."

Ela assentiu, ainda calada.

"Depois eu mostro a você, como acessar o sistema e procurar por algum livro, fazer registros de empréstimos, cadastros, etc. Como é o seu primeiro dia, é melhor que comece com o básico, então me siga e se atente a como as coisas funcionam por aqui."

E assim ela fez. Taeyeon me seguia por tudo quanto era canto, atenta ao que eu fazia e fazendo suas anotações mentais. Eu pacientemente expliquei como trabalhar com o sistema da biblioteca, tirando suas dúvidas sempre que ela tinha alguma. Taeyeon aprendia rápido, o que facilitou bastante. Ela até me ajudou a organizar os livros do carrinho nos corredores corretos.

Quando chegou o horário do almoço, eu e ela fomos à loja de conveniência mais próxima e compramos dois sanduíches e duas latas de refrigerante. De repente eu lembrei do encontro com Baekhyun na tarde anterior. Não era como se fosse problema meu e eu também não estava nem aí para o namoro deles dois, mas se estivéssemos em posições invertidas, eu iria gostar de saber que minha confiança estava sendo traída.

"Você confia no seu namorado?"

"Ne?" Ela olhou para mim, confusa. Provavelmente porque aquela era a primeira vez em que eu dirigia a palavra à ela, sem que fosse algo relacionado ao trabalho ou que fosse para responder a alguma pergunta que ela havia feito.

"Você confia no seu namorado?" Eu repeti.

"Uhh, é claro. Por que eu não confiaria?"

"Porque não deveria."

"O que faz você pensar que assim?"

"Nunca se perguntou o porquê de ele ter estado tão ocupado, recentemente?"

"Você tá insinuando que ele tá me traindo?!" Ela franziu a testa.

"Se a carapuça serviu."

"E como você pode ter tanta certeza?!"

"Não creio que ele iria levar ao cinema, uma amiga com a qual ele andasse de mãos dadas."

"Como você sabe que ela não é irmã dele?"

"Ela tava no acampamento. Estuda Artes Cênicas e seu nome é Bae Suji." Eu disse, ainda focado no meu sanduíche.

"Eu sei que você não gosta dele, mas tentar jogá-lo contra mim com qualquer desculpa, é baixo até mesmo pra você." Taeyeon proferiu abruptamente.

Eu apenas dei de ombros. "Eu tentei avisar."

"Muito obrigada pela consideração." Ela levantou-se e saiu da loja. Eu continuei comendo tranquilamente. Como eu disse... Estágio 3.

Durante o resto da tarde, Taeyeon ignorou minha presença e só falou comigo quando a Sra. Jong a obrigava a pedir minha ajuda. 22h, eu já estava sozinho com Taeyeon na biblioteca, enquanto terminávamos de organizar tudo. De repente eu escutei um barulho alto, como se algo tivesse caído no chão, de uma altura considerável. Ao chegar no corredor de onde o barulho havia vindo, encontrei Taeyeon ajoelhada enquanto recolhia os vários livros que estavam no chão. Eu suspirei e me pus sobre um joelho, à sua frente, para ajudá-la.

"Tentou carregá-los de uma vez só?" Eu perguntei.

"Não preciso da sua ajuda." Ela disse.

"Eu também trabalho aqui e não posso ir embora enquanto tudo não estiver no devido lugar."

"Que seja." Ela pôs-se de pé e começou a organizar os livros que tinha, nas prateleiras das estantes daquele corredor. Ela tentava encaixar um dos livros numa parte mais alta, a qual ela não alcançava, mesmo pondo-se na ponta dos pés e esticando o braço.

"Tem um motivo pra existir uma escada enganchada em cada estante." Eu a informei, mas ela simplesmente fez como se não houvesse me escutado.

Vendo a dificuldade, eu apenas o tirei de sua mão e estiquei o braço, colocando o livro no espaço vazio.

Eu estava atrás de Taeyeon quando fiz isso e quando ela virou, só o que nos separava, eram os livros que ela segurava contra o peito. Em circunstâncias diferentes, eu poderia sentir o suor na palma das minhas mãos, a estranha sensação no meu estômago e a palpitação do meu coração. Mas ao olhar nos olhos dela, eu não conseguia pensar em mais nada, além daquelas três coisas que meus pesadelos repetiam todas as noites. Elas eram como um lembrete que me fazia querer ficar longe de qualquer sofrimento.

Eu estava quase dando-lhe as costas quando ela me segurou pelo braço. De dentro do bolso do avental, ela retirou um caderno cuja capa era familiar e o entregou a mim. "Você o esqueceu no jardim."

Eu a agradeci e nós resumimos nossa tarefa. Ao sairmos da biblioteca, eu ia em direção ao ponto de ônibus com ela, quando escutei o estômago dela reclamar de fome.

"Vamos." Eu disse, pegando-a pelo pulso antes que ela pudesse dizer alguma coisa.

Eu e Taeyeon fomos a um dos restaurantes especializados em Bibimbap, no distrito Jung. Nós pegamos uma mesa e fizemos nosso pedido.

"Por que me trouxe aqui?" Ela perguntou.

"Porque eu tô com fome."

"Você poderia ter ido pra casa, então."

"Eu queria Bibimbap. Não dava pra esperar até chegar em casa."

Ela ficou quieta ao desviar o olhar, jogando as costas contra o encosto do assento e cruzando os braços.

"É melhor você começar a levar algo pra comer, quando der fome depois do almoço."

"E você se importa?" Ela perguntou.

"É só uma dica. Entre o almoço e o horário em que a biblioteca fecha, é um longo intervalo de tempo." Eu respondi, a tempo de chegarem à nossa mesa com a nossa refeição. Sem hesitar eu comecei a comer, encerrando ali aquela curta conversa.

Durante todo o jantar, nós comemos em silêncio e quando terminamos, eu paguei a conta e voltamos ao ônibus. Como eu sairia depois que ela, peguei o assento mais próximo à janela, enquanto Taeyeon sentou-se no lado próximo ao corredor. Tirei meu livro da mochila e comecei a ler de onde havia parado. Não muito tempo depois, eu me cansei de ler e ao fechar o livro, percebi que Taeyeon havia adormecido enquanto escutava música em seus fones de ouvido. Peguei o celular de seu colo e apertei no 'pause', antes de tirar seus fones e guardar tudo dentro da sua bolsa. Foi então que o ônibus parou bruscamente, me fazendo proteger Taeyeon de uma colisão com o encosto do banco da frente, colocando meu braço esquerdo à sua frente, como um cinto de segurança. Ela logo acordou assustada, olhando repetidamente para meu braço e meus olhos.

"Acho que o ônibus quase bateu em alguma coisa." Eu disse, retraindo meu braço de volta ao meu colo. Eu apertei o botão perto da janela, solicitando que o motorista parasse no próximo ponto. "Sua parada é a próxima."

"A-ah. Boa noite e... obrigada." Ela disse, levantando-se do banco e indo para a porta traseira do ônibus.

"Boa noite."

~~~

"Anda hyung, vem com a gente... Vai ser legal!"

"Hoje é sábado. Eu quero ficar em casa, comer salgadinho e tomar sorvete enquanto assisto filmes de terror." Eu disse, ainda recusando o convite.

Seungkyung e Tiffany tinham combinado de ir à uma boate com alguns amigos dela e ele insistia para que eu fosse junto, dizendo que seria menos estranho se ele tivesse uma companhia que conhecesse, além da Tiffany. No meu atual estado, eu não tinha a mínima vontade de interagir com o resto da sociedade e preferia ficar em casa com o único ser que sempre retribuiria amor com amor... Meu cachorro.

"Hyung, por favor~~" A tentativa de aegyo dele, já começava a me irritar.

"Aish! Tsk... Tá! Mas eu vou logo avisando que não vou ficar por muito tempo." Eu me levantei e fui trocar de roupa.

Música alta. Pessoas conversando e dançando por todo o lugar. Conversas e risadas. Luz negra e outros feixes de luz em diferentes cores que se movimentavam de acordo com a música, iluminavam o interior da boate. Como aquilo poderia ser melhor do que meu pacote de Doritos, meu Ben & Jerry's de baunilha, meu cobertor e um bom filme de terror?! Lá se vai meu sábado perfeito.

Levou um tempo para encontrarmos Tiffany, no meio daquela gente toda. Ela estava em uma das mesas com assentos estufados ao fundo da boate, cercada por alguns amigos e amigas. Quando avistou a nós dois, ela logo abriu um grande sorriso, quase fechando os olhos com seu eye smile e se levantou.

"Seunggie!" Ela exclamou, colocando os braços em volta do pescoço de Seungkyung.

"Oi, amor." Ele sorriu, dando um beijo em sua bochecha.

"Oppa, que bom que veio!" Ela disse, virando-se para mim.

"O aegyo dele é insuportável." Eu apontei com o polegar para meu irmão mais novo. Tiffany riu e Seungkyung apenas deu de ombros com um sorriso vitorioso.

Ela nos levou até a mesa em que estava e nos apresentou às pessoas que lá sentavam. "Pessoal, estes são Jung Seungkyung e Jung Joonhwa." Ela gesticulou para cada um de nós dois. "Seunggie, oppa... estes são Henry Lao, Kim Heechul, Yoon Bora e Goo Hara."

"Annyeonghasaeyeo." Eu levemente me inclinei para a frente e Seungkyung fizera o mesmo. Eles deram espaço que para que nós três pudéssemos nos sentar. Logo, o grupo começou a conversar e pude perceber que Henry e Heechul eram tão animados quanto a Tiffany. Todos eram amigáveis e receberam bem, o Seungkyung. Eles pareciam já estar conversando como se fossem bons amigos e ainda tentavam puxar assunto comigo, mas eu não estava no clima para isso. Eu disse a Seungkyung que iria ao bar, tomar alguma coisa e ele apenas assentiu, antes de voltar a conversar com Heechul e Henry.

Desviando das pessoas no meu caminho, sentei-me em um dos bancos em frente ao balcão e pedi uma água ao barman. Depois que ele levou minha garrafa, eu paguei a ele e voltei à mesa. Algum tempo depois, duas outras pessoas chegaram à mesa, de mãos dadas.

"Taetae!" Tiffany disse, da mesma forma animada a qual usou quando Seungkyung chegou.

"Oi pessoal." Ela acenou para o resto das pessoas na mesa, antes de me avistar, fazendo o sorriso do seu rosto, desaparecer de imediato.

"Yah Kim Taeyeon, por que demorou tanto?! Nós já estávamos quase indo embora, achando que você não viria. E você, Baekhyun-ah? Onde vocês dois se enfiaram?"

"Mianhae, hyung. Estávamos em um encontro." Baekhyun respondeu sorrindo, indo sentar-se ao lado de Heechul, levando Taeyeon junto com ele.

Em sequência estávamos eu, Seungkyung, Tiffany, Hara, Bora, Henry, Heechul, Baekhyun e Taeyeon. Eles continuaram com a conversa, agora ainda mais alta, com a presença de Baekhyun. Eu só queria ir para casa e aproveitar o resto da minha noite como eu havia planejado. Todos quiseram ir dançar um pouco e eu fiquei na mesa, entretido com o lenço de papel que eu havia pego para fazer um origami.

Um tempo depois, eu estava quase finalizando o pequeno pássaro de papel, quando senti encostarem a cabeça no meu colo. Quando olhei para baixo, encontrei uma Taeyeon de olhos fechados e possivelmente bêbada.

"Yah, o que você tá fazendo?" Eu perguntei.

"Shhh, deixa eu dormir um pouco." Ela pediu, fazendo sinal de silêncio com o dedo indicador sobre os lábios.

"Se você quer dormir, vai pra casa. Eu não sou travesseiro."

Ela colocou o braço sobre o rosto, cobrindo os olhos. "Por que você é tão mau? Pra onde você levou o Joon que eu conhecia?"

Eu suspirei frustrado com a situação. "Aish, pra onde o seu namorado inútil foi?" Eu procurava em volta e não encontrava o imbecil de duas caras em lugar algum.

"Ótimo! Uma garota bêbada, desmaiada no meu colo, cujo namorado deve estar provavelmente com outra por aí, sem dar a mínima pra ela... Que ótimo jeito de terminar a noite." Eu falava sozinho.

Taeyeon resmungou algo que eu não consegui entender e se virou de lado, tentando encontrar uma posição mais confortável para o seu cochilo. Heechul voltou à mesa e viu Taeyeon dormindo no meu colo.

"Ela continua sendo fraca com o álcool." Ele riu, sacudindo a cabeça em reprovação, enquanto sentava-se ao meu lado. "Então, qual é a relação entre vocês dois?"

"Nenhuma."

"Não foi o que a Tiffany me disse."

"Eu e Taeyeon não somos nada. Na verdade, nós nunca fomos."

"Escuta... Ela é como minha irmã mais nova e eu zelo pelo bem e pela felicidade dela. Preciso ter certeza de que posso confiar nas pessoas ao redor dela. Taeyeon é uma garota incrível e eu não quero vê-la sofrer." Ele parou e olhou para a garota adormecida no meu colo. "Eu e Baekhyun somos próximos. Eu sei o que ele tá fazendo e sei que isso vai machucá-la demais, quando ela descobrir. Ela vai precisar de apoio, não só meu, não só da Tiffany ou de qualquer outro amigo dela... Mas o seu." Ele disse, apontando para mim.

"Por quê, o meu?"

"Porque Tiffany me falou sobre o modo como você costumava cuidar dela. Como se preocupava com a felicidade dela e como fazia ela bem. Eu não sei o que aconteceu entre vocês pra você se afastar desse jeito e sei que não tenho direito de te pedir isso, sendo que você mal me conhece mas por favor, não a abandone quando ela mais precisar." Ele estava sério porém calmo, me fazendo acreditar que seu pedido era importante.

Aquilo me deixou pensando por um tempo. Por que eu ainda me preocupava com fato de ela estar com fome? Por que me incomodava o fato de ela não acreditar em mim, quando eu contei sobre o namorado hipócrita dela? Por quê que naquele mesmo instante eu não conseguia simplesmente deixá-la lá com seu amigo e ir embora para casa?

"Heechul-ssi, se importa em avisar meu irmão que eu vou embora mais cedo? Não acho que ela esteja em qualquer condição de continuar aqui." Eu pedi, levantando Taeyeon com a ajuda dele e colocando-a nas minhas costas.

"Pode deixar..." Heechul disse enquanto eu ia em direção à saída da boate, antes de ele me chamar, me fazendo virar.

"Sim?"

"Obrigado." Ele sorriu e eu apenas assenti.

Do lado de fora da boate, eu chamei um táxi e coloquei Taeyeon no banco traseiro, antes de me sentar ao lado dela. Dei o endereço ao taxista e ele nos levou até a casa dela. No meio do caminho, Taeyeon começou a tremer de frio e eu tirei meu casaco, cobrindo-a com o mesmo. Ela continuava resmungando sobre alguma coisa e eu simplesmente ignorei, já que não conseguia entender nada. De antemão, tirei suas chaves de dentro da bolsa que ela carregava, para não ter trabalho quando chegássemos. Percebi que seu chaveiro ainda era o mesmo que eu havia comprado quando fomos ao parque Namsan. Ela também ainda usava o colar que eu havia lhe dado quando ela fora aceita na universidade. A pulseira azul púrpura continua em seu pulso e tudo aquilo, não fazia sentido algum para mim.

Quando chegamos, eu coloquei um dos seus braços sobre o meu ombro, enquanto meu braço estava em volta de sua cintura. Em frente ao portão, eu usei a mão que não segurava sua cintura para abrir o portão. Ao alcançarmos seu quarto, eu tirei seus sapatos, seu casaco e a deitei em sua cama, protegendo-a do frio com seu cobertor, logo em seguida.

Voltei à porta da frente, para trancar tudo. No caminho até o quarto dela, parei na cozinha para pegar um copo de água e em seguida, no banheiro para procurar por analgésicos para uma possível dor de cabeça no dia seguinte. Deixei o copo e o medicamento na mesinha de cabeceira dela e fui dormir na sala.

Como esperado, no meio da noite eu já estava com dificuldades para respirar, meu cabelo molhado caindo sobre minha testa de tanto suor e o espanto tomando conta de mim, quando eu acordei. Esses sonhos já haviam se tornado parte da minha rotina. A última vez em que consegui ter uma boa noite de sono, foi quando passei quase o tempo todo com Taeyeon, no primeiro dia do acampamento. Desde então, era sempre a mesma coisa.

Quando consegui dormir novamente, não demorou mais do que algumas horas para que eu fosse acordado com lambidas no meu rosto. Ao abrir um dos olhos encontrei o culpado por perturbar meu sono, me encarando enquanto ele apoiava duas patas contra o sofá, ficando de pé.

"Bom dia pra você também, Ginger."

Quando me sentei, percebi que havia dormido de mal jeito por conta da dor nas costas que me matava.

Tomei a liberdade de usar o banheiro e encontrei a escova de dentes que Taeyeon havia comprado para mim, quando passei a noite na casa dela, ainda junto à dela. Depois que escovei os dentes e lavei o rosto, fui verificar se ela ainda estava dormindo. Bati na porta e depois de alguns minutos sem resposta, eu a abri e encontrei Taeyeon ainda dormindo profundamente. Ela já estava quase que completamente descoberta, então eu a cobri novamente antes de deixar o cômodo. Fui à cozinha e preparei o café da manhã. Quando terminei, preparei tudo numa bandeja e voltei ao quarto. Deixei a bandeja na mesinha ao lado de sua cama e me sentei na beira da mesma.

"Taeyeon." Eu a chacoalhava pelo ombro.

"Taeyeon, acorda."

"Mmm, silh-eo... Me deixa dormir." Ela resmungava, se cobrindo por completo com seu cobertor.

"Você tá de estômago vazio, precisa se alimentar."

Ela se descobriu e manteve um dos olhos fechado, enquanto o outro piscava repetidamente tentando se ajustar à claridade do dia. "O que você faz aqui?" Ela perguntou, coçando os olhos.

"Um favor pro seu amigo. Se sente."

Taeyeon fez como eu pedi e apoiou as costas no espelho da cama. Peguei o copo de água e entreguei a ela. "Tome um pouco."

Ela continuou fazendo como eu pedia, sem questionar nada. Taeyeon me entregou o copo e eu o retornei ao criado-mudo.

"Aqui..." Eu disse, colocando a bandeja sobre seu colo. "Coma e tome bastante líquido pra tirar o álcool do seu organismo. Se você sentir dor de cabeça, tome esse analgésico que logo se sentirá melhor."

"Pra onde você vai?" Ela perguntou, quando eu levantei.

"Pra casa."

"Ah..."

Antes de sair, eu parei no batente da porta, ainda de costas para ela. "Se o seu namorado não cuida de você, então seja mais responsável." Meu tom de voz ainda era indiferente, mas eu me sentia superficialmente irritado com a negligência de Baekhyun quanto a zelar pela segurança e bem-estar de Taeyeon.


~~~


Os dias foram se passando e tudo continuava estático. Meus estudos seguiam bem. Eu continuava saudável. Apetite não era um problema para mim. Era uma pena que eu ainda não conseguisse ter uma noite de sono completa, devido aos meus pesadelos, mas cochilos durante o dia me mantinham vivo até o final dele. Na biblioteca tudo ainda ia bem. Taeyeon já não insistia mais tanto, em tentar conversar comigo, o que me levava a acreditar que ela começava a desistir de aproximar-se de mim. Acho que ela já tinha se acostumado com o novo Joonhwa e era melhor que fosse assim. Eu não ia mudar para arriscar cair em depressão novamente.

No horário de almoço, já havia virado um costume, nós sempre pegarmos dois sanduíches de atum e duas latas de Coca-Cola e nos sentarmos ao lado de fora da loja de conveniência, enquanto observávamos o movimento de carros. E era justamente o que fazíamos naquele instante. Eu escutei ela limpar a garganta, antes que abrisse a boca, dando início a uma conversa.

"Eu não tive a chance de dizer isso, antes de você ir embora naquele dia, mas... obrigada. Por cuidar de mim."

Eu dei de ombros, como se não tivesse sido grande coisa. "Um-hm."

"Uhm..."

"Mwo?" Eu perguntei à ela, enquanto mastigava um pedaço do meu sanduíche.

"É que..." Ela passava a ponta do dedo indicador no canto da própria boca. Eu ainda não havia entendido então ela simplesmente pegou um lenço e se aproximou do meu rosto, esfregando suavemente o canto da minha boca. "Tem um pouco de pasta de atum aqui."

Depois que ela me limpou, ela desviou seu foco para os meus olhos e eu percebi a garganta dela se movimentar, quando ela engoliu em seco. Eu sabia que Taeyeon estava nervosa e se eu não estivesse fazendo de tudo para me afastar dela, eu a provocaria mais um pouco. Mas arriscar fazer isso e acabar como o patético apaixonado que era louco por ela, só me faria mal. Ela logo retraiu sua mão e voltou sua atenção para o seu lanche.

Eu terminava de comer meu sanduíche quando escutei a voz do namorado de Taeyeon, chamando-a.

"Baek? O que você faz aqui?" Ela perguntou.

"Eu... Err... Tava... só comprando algumas coisas aqui perto." Ele olhava para todos os lados, coçando a parte trás da cabeça e sorrindo nervosamente. Típico comportamento de quem mente.

Eu continuei tomando o resto do meu refrigerante, nem um pouco interessado na presença dele.

"Mm? E o que você comprou? Não vejo nenhuma sacola..." Taeyeon olhava em volta de Baekhyun, que não segurava nada além da cara de pau dele.

"Uhh, e-eu na verdade procurava por algumas coisas e acabei não encontrando." Ele continuava inquieto e dessa vez eu tive que abafar um riso sarcástico por entre dentes. Ele logo olhou para mim, deixando o nervosismo de lado, me encarando com ódio nos olhos. "Tá rindo do quê, idiota?"

"Do quão cínico você consegue ser." Eu respondi, ao me levantar e ficar frente a frente com ele. Eu era mais alto que Baekhyun por alguns centímetros e, por conta dos esportes que eu pratiquei além do judô, eu também era um pouco mais fisicamente estruturado do que ele.

"Yah, o que você faz aqui com a minha namorada?"

"Não é óbvio? Tô ganhando ela de volta." Taeyeon logo virou a cabeça na minha direção enquanto eu sorria sugestivamente olhando para como a expressão de ódio no rosto dele só se intensificava à medida que ele cerrava os punhos.

Eu poderia simplesmente ter dito a verdade e para tirá-lo do meu pé mas pensei melhor e resolvi atiçar a irritação dele, fazendo-o ficar de cabeça quente. O que eu tinha a perder ao fazer isso, afinal?

Exato! Nada.

"Você é patético, sabia? Acha mesmo que vai conseguir fazê-la se apaixonar por você, ao me deixar irritado?" Ele soltou um riso convencido quando a expressão em seu rosto suavizou.

"Eu não tô tentando fazer nada. Já te disse uma vez... cada ação tem sua consequência." Eu respondi naturalmente.

"Parem com isso, vocês dois! Eu não sou nenhum prêmio a ser disputado." Taeyeon interferiu, ao se levantar e ficar entre nós dois.

"Por que você não tenta responder olhando nos olhos dela? Ou sua mentira tão grande que não o deixa fazer isso?" Eu o questionei, ignorando-a. "Você já percebeu que toda vez que tenta me afastar da Taeyeon, só me deixa mais perto dela?" Eu continuei.

"Mworago-yo?!?"

"Por que você não desiste logo, antes que eu me case com ela?" Eu sorria, ao provocá-lo. Ele finalmente estava provando do próprio veneno e para falar a verdade, eu estava gostando de vê-lo irritado.

"Yah--"

"Não perca mais o seu tempo, amigão." Eu o impedi de continuar, batendo de leve em seu ombro, antes de me virar e sair de lá.

Eu escutei passos se aproximando de mim e já sabia que ele tentaria alguma coisa. Quando ele me puxou pelo ombro, eu virei e me esquivei habilmente da tentativa dele de acertar um soco no meu rosto, pegando seu braço, torcendo-o e pressionando o mesmo em suas costas. Com a sola do meu pé, eu pisei na parte de trás do joelho dele, fazendo-o se ajoelhar.

"Cuidado amigão, você pode acabar se machucando." Eu disse a ele, enquanto ele apenas gemia e fazia caretas de dor.

"Joonhwa, pára! Solta ele!" Taeyeon correu até mim, tentando fazer com que eu soltasse do braço dele. Quando eu o soltei, ela se ajoelhou ao lado dele, me ignorando completamente e dando a deixa para eu ir embora e foi o que eu fiz.

A biblioteca estava vazia quando eu voltei e não tinha nenhum livro para ser devolvido às estantes. Sra. Jong me pediu para levar algumas caixas que estavam atrás do balcão e levá-las ao depósito e assim eu fiz. Quando eu estava na metade das caixas, Taeyeon voltou para a biblioteca e começou a carregar as caixas comigo. Ela levava a última delas para o depósito quando eu voltava de lá de dentro e acabou esbarrando em mim, fazendo-a derrubar a caixa em cima do próprio pé. Os livros de dentro da caixa eram pesados, o que a fizeram exclamar em dor.

Sem hesitar, eu a carreguei em estilo nupcial até a sala dos funcionários e a sentei em um dos bancos por lá. Pedi que ela retirasse o sapato enquanto eu ia buscar algo. Voltei até Taeyeon, com uma bolsa de gelo e me ajoelhei em frente a ela. Havia um grande hematoma no peito do pé dela.

Com uma mão, eu segurei seu calcanhar e com a outra, eu suavemente encostei a bolsa de gelo sobre a área machucada. Taeyeon fez careta e encolheu os ombros assim que a bolsa fez contato com a superfície do seu pé.

"Pode ligar pra alguém vir buscar você?" Eu perguntei, ainda de olho no que eu fazia.

"Ne? W-wae?"

"Você não vai conseguir sair daqui sozinha, do jeito que o seu pé está. Precisa ir ao hospital e fazer um exame de raio-X."

"Não preciso, eu consigo andar." Taeyeon disse, ao se levantar do banco usando o pé bom mas quando tentou pisar no chão com o outro, ela gemeu em dor e perdeu o equilíbrio do corpo. Por sorte eu estava perto e pude segurá-la, pondo meus braços em volta de sua cintura. Ela segurou meus ombros com medo de cair.

"Senta." Eu disse, ao levá-la de volta ao banco. Tirei meu casaco de dentro do armário, o dobrei e coloquei o pé dela em cima dele, sobre o banco, enquanto a bolsa de gelo ainda fazia sua parte. "Eu já volto."

Fui ao balcão e conversei com a Sra. Jong sobre o acidente de Taeyeon. Eu a informei que precisaríamos sair mais cedo, para que eu pudesse acompanhar Taeyeon no hospital, e ela compreendeu sem qualquer reclamação. Quando voltei à sala dos funcionários, Taeyeon ainda esperava sentada olhando para o pé machucado. Depois que eu peguei meus pertences e os dela, coloquei Taeyeon sobre minhas costas e saímos de lá. Chamei um táxi e fomos ao hospital.

Durante a viagem, nós não trocamos uma palavra. Eu olhava pela janela do meu lado do carro e ela, pela janela do lado dela. Estávamos na metade de junho. O clima era agradável e os ventos fortes que balançavam as árvores, faziam com que as folhas de cerejeira caíssem sobre as calçadas e ruas da cidade.

Depois que Taeyeon fez os exames que precisava, o médico nos informou que ela havia apenas sofrido uma lesão sem gerar complicações para outras estruturas do membro. Ele explicou que o pé dela, levaria entre alguns dias ou semanas para se recuperar e que o tratamento básico seria à base de gelo, repouso, compressas e analgésicos caso ela não suportasse a dor. Taeyeon também precisaria usar muletas para evitar fazer esforço com o pé machucado. Eu prestei atenção em toda a explicação do médico para que pudesse informar à Tiffany depois. Após a enfermeira cuidar do curativo no machucado de Taeyeon e providenciar as muletas à ela, nós pegamos um táxi de volta à casa dela.

Quando chegamos, eu ia acompanhando Taeyeon de perto enquanto ela entrava em casa em passos lentos com a ajuda das muletas. Ao finalmente entrar no seu quarto, ela se jogou em cima da cama, exausta. Eu fui até o armário e retirei um travesseiro, ajustando-o de baixo do pé dela. Foi recomendação do médico deixar sua perna elevada e assim eu fiz. Eu a ajudei a sentar, posicionando um outro travesseiro em suas costas para que ela ficasse mais confortável. Fui à cozinha e voltei com uma outra bolsa de gelo e cobri seu pé com a mesma novamente.

"Por que você tá fazendo tudo isso?" Ela perguntou.

"Você se contundiu pela minha falta de atenção. É meu dever cuidar pra que você se recupere logo." Eu dei de ombros, com os olhos na compressa.

"A Tiffany pode me ajudar com isso."

"Eu sei que ela pode..." Eu respondi antes de levantar a cabeça e olhar diretamente nos olhos dela. "Mas eu também posso."

Taeyeon logo desviou o olhar quando a tela do seu celular acendeu com uma nova mensagem de Baekhyun.

"Ele ao menos sabe que você trabalha na biblioteca?" Eu a perguntei.

"Eu já disse, mas acho que ele esqueceu." Ela respondeu, pegando o celular e digitando uma resposta a ele. Antes que eu pudesse perguntar mais alguma coisa, o celular dela começou a tocar, indicando uma ligação dele. Eu já havia feito a compressa por um tempo então resolvi deixá-la em paz e fui à cozinha levando comigo, o saco de gelo.

Depois que tomei um pouco de água, me sentei em frente ao balcão. Não muito depois, escutei patinhas se aproximarem de mim até que Ginger apareceu e sentou-se perto do meu pé.

"E aí, amiguinho."

Ele soltou um único latido, em forma de réplica. Eu me levantei e fui até o sofá da sala, onde Ginger sentou-se ao meu lado.

"Sabe, às vezes é difícil saber se você consegue enxergar ou não. Tem tanto pêlo cobrindo seus olhos que eu não consigo saber se eles existem mesmo." Eu brincava com ele, tentando afastar o pêlo dos olhos dele. Depois de algum tempo acariciando sua cabeça, eu suspirei e me joguei contra o encosto do sofá, olhando para o teto enquanto eu sentia Ginger descansar a cabeça sobre a minha coxa.

"Por que é tão difícil deixar pra lá, Ginger? Por quê que mesmo sofrendo desse jeito, eu não consigo apagar de vez a sua dona da minha cabeça?" Eu olhei para ele enquanto Ginger apenas inclinou a cabeça para o lado, como se não soubesse a resposta para as minhas perguntas. Eu comecei a rir da situação.

"Que ótimo, agora eu falo com cães. Pelo menos você não vai me julgar, vai?" Eu perguntei a ele, sorrindo. "Acho que ela já deve ter terminado de falar com ele, você não acha?"

Novamente, Ginger deu um único latido. Eu entendi isso como um 'sim' e fui até o quarto dela. Depois que bati na porta e não recebi resposta, eu entrei e a vi dormindo, agarrada com a vagem de pelúcia que eu havia dado à ela no dia em fui ao shopping com Seolhyun. Eu a cobri com seu cobertor e apaguei a luz na saída do quarto.

Voltando para a sala, eu comecei a assistir TV no sofá da sala, até que acabei pegando no sono também. Ao que parece terem sido algumas horas depois, o som de algo batendo contra o chão me acordou. Quando olhei para o rumo de onde o som vinha, encontrei Taeyeon se dirigindo à cozinha. Ela pareceu não ter notado minha presença, quando passou pela sala. Eu apenas a segui até a cozinha e lá, fiquei sentado no banco atrás do balcão, observando-a tomar água.

"Você deveria estar descansando." Eu disse. Taeyeon se assustou com o som da minha voz e virou-se para mim como se eu fosse um fantasma.

"O-o que você ainda faz aqui?"

"Tô te ajudando." Eu respondi, me levantando e indo até ela.

"E-eu achei q-que você já tivesse ido embora..." Taeyeon baixou a cabeça para o copo que ela segurava.

"Já terminou?"

"O que?" Ela perguntou.

"A água."

"A-ah... já."

"Ótimo, agora volta pro quarto. Você precisa evitar se movimentar muito."

"Mas me deram as muletas pra isso." Ela tentou insistir.

"Caso você precisasse. Se tem alguém cuidando de você e providenciando o que você precisa, então não há necessidade de sair da cama."

"Mas--"

Eu suspirei irritado com a teimosia dela e apenas a carreguei com um braço na parte de trás dos seus joelhos e a outra mão em suas costas e a levei de volta para o quarto.

"Yah, eu consigo andar sozinha!"

"Você é turrona demais. Nem eu consigo ser insistente assim."

Eu a coloquei sobre a cama e novamente ajustei os travesseiros atrás de suas costas e sob seu pé.

"Quando precisar de alguma coisa, me chama. Não fique andando por aí... sua perna precisa ficar em repouso." Eu a informei com as mãos no quadril. "O que quer comer?"

"Uh? A-ah, a Fany sempre trás o meu jantar com ela quando ela chega do trabalho. Você pode ir pra casa. Ela não vai demorar muito pra chegar e eu não preciso de nada, agora."

"Vou mandar mensagem pra ela, dizendo que eu vou fazer a janta. Você, fica aqui. Se precisar de alguma coisa, me manda mensagem que eu trago. Só não fica saindo da cama o tempo todo."

"E se eu precisar ir ao banheiro?" Ela perguntou.

"Toma cuidado." Eu disse, ao sair do quarto.

Depois que saí do quarto, eu fiquei na cozinha decidindo o que cozinhar. Mandei mensagem para Seungkyung avisando que eu demoraria para chegar em casa e ele respondeu dizendo que levaria Tiffany para jantar e que depois iriam assistir filme em casa. Deixei o celular em cima do balcão e comecei a tirar algumas panelas e outros utensílios que eu precisaria para fazer o jantar.

Não muito tempo depois, eu voltei a escutar o barulho das muletas da Taeyeon pelo corredor. Logo ela apareceu na cozinha, sentando-se atrás do balcão e deixando as muletas ao seu lado. Deixei que meu suspiro alto e dramático fizesse ela entender que eu estava frustrado com a persistência dela em não fazer o que eu dizia.

"Seu celular ficou sem bateria?"

"Não."

"Quis ir ao banheiro?"

"Também não."

"E por que se levantou?"

Ela deu de ombros. "Tava chato lá dentro. Pelo menos aqui, eu tenho companhia."

Eu novamente suspirei, balançando a cabeça em desaprovação e fui à sala. Voltei para a cozinha com uma almofada do sofá e a coloquei no outro banco atrás do balcão, sustentando a perna de Taeyeon no mesmo.

"O que você tá cozinhando?"

"Kimchi."

"Quem ensinou você a cozinhar?"

"Appa."

"Ele trabalha com isso, em Busan?"

"Não, ele é dono de uma empresa de investimentos financeiros. Gastronomia é só a paixão que a eomma nunca deixou ele levar em diante."

"E a sua mãe? Trabalha com ele?"

"Não. Ela diz que não gosta de se estressar com os negócios dele. Ela é dona de casa e passa a maior parte do tempo lendo e tomando chá ou cuidando do jardim que ela tem em casa."

"Já sei pra quem você puxou, então." Taeyeon riu e eu apenas continuei cozinhando.

Ela ficou quieta por um tempo, o que foi até bom porque eu pude me concentrar no que eu fazia. Mas é claro, não demorou para que ela quebrasse o silêncio.

"Por que você o odeia tanto?"

"Quem?"

"Baekhyun."

"Odiar é uma palavra muito forte. Eu não fantasio sobre machucá-lo ou humilhá-lo. Eu não poderia me importar menos com ele."

"E por que você o provoca tanto? Por que te incomoda tanto quando ele tá perto?"

"Me irrita o modo como ele te trata."

De novo, eu não deveria estar dizendo isso. Era como se o meu cérebro fosse incapaz de raciocinar direito toda vez que Taeyeon resolvia testar meus limites. Eu não suportava como ela conseguia desafiar minha paciência. Como ela fazia de tudo para me contrariar e como a teimosia dela conseguia ganhar da minha e como eu não conseguia fazer nada a respeito. Mas o que eu mais detestava era que eu não conseguia me obrigar a deixar de amá-la.



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