História Thank You, Destiny - Capítulo 23


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Categorias Girls' Generation
Personagens Personagens Originais, Taeyeon, Tiffany
Tags Bae Joohyun, Byun Baekhyun, Jungkook, Kim Seolhyun, Kim Taeyeon, Nichkhun, Original Characters, Sungjae, Tiffany, Vernon
Visualizações 7
Palavras 4.090
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 23 - Despertar


Fanfic / Fanfiction Thank You, Destiny - Capítulo 23 - Despertar

"Argh~~~ finalmente!" Seungkyung exclamou ao se espreguiçar.

Nós havíamos acabado de sair da sala de aula. Era a última das provas finais do semestre e estávamos oficialmente de férias. Agora eu poderia passar um mês apenas com meus salgadinhos, meus filmes e meus livros sem ter que me preocupar com mais nada. Exceto é claro, pelo meu emprego.

Seungkyung disse que passaria as férias em Busan e que Tiffany iria com ele, porque ele queria apresentá-la aos nossos pais. Eu já previa a euforia/desespero da eomma por ele levar uma namorada (na verdade, a primeira) para casa. Eu ainda não sabia se voltaria lá no período das férias, porque halmeoni e halabeoji poderiam precisar de ajuda.

"... hein hyung?"

"Uh?"

"Você está ao menos escutando?" Seungkyung perguntou enquanto saíamos do campus.

"Desculpa, eu me distraí. Do que você estava falando?"

"Amanhã, a Fany disse que iria com a Taeyeon noona a Myeong-dong e me pediu pra ir com elas. Elas vão procurar por alguns cosméticos ou algo do tipo."

"Na verdade, eu já planejava começar meu plano de férias."

"Ah hyung, qual é? Você vai ter as férias inteiras pra aproveitar seu estado vegetativo no sofá de casa mas por favor... não me deixa sofrer sozinho numa tarde de compras com elas duas." Ele falava no mesmo tom de voz infantil e irritante que ele usava toda vez que queria me convencer a fazer alguma coisa.

Antes que eu ficasse com dor de cabeça ou que eu desse um soco nele, eu apenas concordei em ir e fomos embora.

Como era quase julho e o período de aulas já havia terminado em muitas escolas, a biblioteca estava vazia. Taeyeon conversava com a Sra. Jong e eu, sem ter o que fazer, resolvi sentar em uma das mesas perto da janela e escutar um pouco de música, olhando para o movimento dos carros e pessoas do lado de fora.

Falando na Taeyeon, demoraram apenas alguns dias para que o pé dela melhorasse. Eu me certificava de passar todos os dias com ela, obrigando-a a ficar na cama e fazia anotações à parte para ela, sobre conteúdo que ela perdia na faculdade. Eu queria me convencer de que eu apenas estava fazendo tudo aquilo porque foi minha culpa não ter prestado atenção por onde eu andava, mas acho que só estaria enganando a mim mesmo. Eu ainda tentava agir indiferentemente, sem dar muita importância para o fato de ela continuar acreditando nas mentiras do idiota que ela chamava de namorado, mas era difícil.

E mais uma vez, eu me lembrava de que a vida era dela. As escolhas eram dela. Se o que ela sentia por ele era tão forte que confiava tão plenamente nele, então não tinha nada que eu pudesse fazer. Nunca teve nada que eu pudesse fazer. Eu era só o estúpido covarde que não teve coragem de lutar por ela.

De repente a música que eu escutava parou me tirando dos meus pensamentos e ao olhar para a tela do meu celular, sobre a mesa, vi que estava no 'pause'. Taeyeon estava sentada do meu lado com os braços cruzados sobre a mesa, me olhando com um pequeno sorriso no rosto.

"O que foi?" Eu perguntei, tirando meus fones.

"Eu queria comer algo diferente no almoço hoje."

"E?"

"Não consigo decidir entre pizza e Chikin." Ela olhava para cima, com o dedo indicador no queixo como se fosse dilema da sua vida.

"Por que não come um pouco de cada um, então?"

"Geurae! Você tem razão!" Ela bateu as palmas uma na outra e arregalou os olhos, animada com a sugestão. Logo, ela fez careta e pôs uma mão sobre a barriga. "Ah, agora eu tô com fome. Será que a Sra. Jong não pode liberar a gente mais cedo pro almoço?"

Eu apenas suspirei, revirando os olhos e balançando a cabeça de um lado para o outro. Eu me levantei e fui para o balcão antes que Taeyeon visse o pequeno sorriso que invadia meu rosto contra a minha vontade. Perguntei à nossa chefe se ela precisava que fizéssemos algo e ela apenas negou, dizendo que poderíamos sair para almoçar se quiséssemos. Taeyeon sorria de orelha a orelha ao me pegar pelo pulso e me arrastar para fora da biblioteca.

Fomos até a loja de conveniência que sempre íamos e enquanto ela comprava as bebidas, eu pedi a pizza e o frango que ela queria.

Esperamos por alguns minutos até que entregassem os pedidos que eu fiz. Sem hesitar, Taeyeon começou a comer a comida pela qual ela tanto ansiava, com um pouco de pressa como se estivessem a perseguindo.

"Você tava com tanta fome assim?!" Eu a questionei, erguendo uma das sobrancelhas. Ela apenas assentiu sem nem olhar para mim, ocupada demais com a comida.

"Se continuar comendo tão rápido, vai acabar tendo uma indigestão." Eu a avisei.

"Gwaenchanha~" Ela disse enquanto dava mais uma mordida na fatia de pizza que ela havia pego.

Depois que terminamos de comer, havia acontecido com ela exatamente o que eu previa. Taeyeon descansava a testa sobre a mesa, fazendo careta com a mão na barriga assim como estava antes de sairmos para almoçar.

"Viu? Você devia ter me escutado."

Ela não respondeu. Apenas continuou gemendo, tentando massagear a barriga. Eu suspirei e fui até a loja. Comprei um sachê de chá e o preparei com um pouco de água fervente num copo. Voltei até a mesa onde Taeyeon estava e coloquei o copo na frente do seu rosto.

"Beba enquanto ainda tá quente." Eu a instruí.

"O que é isso?" Ela a cabeça e começou a examinar o conteúdo do copo.

"Chá de ervas. Vai ajudar com a indigestão." Eu respondi, tirando um pirulito do bolso.

"Gomawo." Ela pegou o copo com ambas as mãos e o levou até a boca, soprando o líquido antes de tomar um pouco, cautelosamente.

Diante daquela cena, eu tive que desviar o olhar mas não consegui conter o sorriso dessa vez. E ela percebeu.

"Heol~ você tá sorrindo!" Ela apontava para o meu rosto, com seu sorriso dork.

"Não, não tô." Eu limpei a garganta e desviei o olhar, tentando parecer sério novamente.

"Tá, você tá sim." Ela cruzou os braços, ainda sorrindo.

"Aish, tsk-- Termina logo esse chá! Eu quero voltar." Eu disse, irritado.

"Yah Jung Joonhwa-ssi, admita..."

"Admitir o quê?"

"Que você não consegue resistir aos efeitos de Kim Taeyeon." Ela sorria sugestivamente, com uma das sobrancelhas, levantada.

Deixei uma risada irônica escapar. "Tem certeza de que sou eu quem não resiste aos seus efeitos?" Eu a indaguei, já com uma ideia em mente.

"O quê?" O sorriso em seu rosto, fora substituído pela expressão de dúvida.

Eu me levantei e me inclinei sobre a cadeira dela, apoiando minhas mãos em cada braço de sua cadeira, prendendo Taeyeon no meio. "Tem certeza de que não é você que não consegue ficar longe de mim?" Eu continuava perguntando, com um sorriso sugestivo no rosto.

"D-do que v-você tá falando?" Ela evitava olhar em meus olhos, se inclinando para trás.

"Por que quis se aproximar tanto de mim, desde que eu voltei? Por que não continuou me ignorando como fazia antes de eu ir pra Busan? Por acaso ainda sente algo por mim?"

"E-eu não sei do que você t-tá falando..." Ela respondeu nervosamente, engolindo em seco.

"Tem certeza disso? Porque parece que você vem se importando bastante comigo, esses tempos." Eu continuava provocando-a, gostando de vê-la tão nervosa.

"I-isso não tem nada a ver c-com eu ainda gostar ou não de você."

"Mmmm, não acho que seja verdade..." Eu me aproximei mais dela, o suficiente para sussurrar em seu ouvido. "Sabe, se você continuar tão perto, não vou ter outra escolha a não ser te roubar pra mim." 

Quando me afastei, notei que Taeyeon havia congelado e que suas bochechas estavam intensamente coradas, o que me fez abafar o riso por entre dentes do meu sorriso divertido.

"Seu chá vai esfriar." Eu disse, colocando meu pirulito na boca antes de pôr as mãos nos meus bolsos e voltar para a biblioteca.


~~~


Myeong-dong é um importante centro comercial e financeiro de Seoul e sendo um dos principais pontos turísticos da cidade, é uma das atrações mais populares para estrangeiros ou visitantes locais. Especialmente naquele dia, parecia que a população coreana inteira, havia decidido ir até lá.

Tiffany fazia questão de parar em frente à vitrine de cada loja pela qual passávamos, comentando com Taeyeon sobre o que viam. Seungkyung se distraía com as barracas de comida as quais nós encontrávamos. Ele já havia provado de tudo da culinária coreana naquela tarde e agora, tinha uma pequena bandeja de Kimbap em mãos. Para o meu desprazer, Baekhyun também estava presente. Pelo menos, ele parecia ocupado demais digitando no celular para dar atenção a qualquer um de nós... principalmente à namorada.

Tiffany quis comprar algo para beber, pois no meio da multidão e com o atual clima, algo gelado cairia bem. Taeyeon disse que queria ir à uma loja de cosméticos pela qual nós havíamos passado e Baekhyun foi com ela. Nós combinamos de esperar por eles no Starbucks onde Tiffany queria ir.

Depois de algum tempo sem notícias dos dois, eu, Seungkyung e Tiffany, resolvemos ir atrás deles. Já no caminho por onde Taeyeon e Baekhyun haviam ido, encontramos com ele voltando sozinho, com as mãos nos bolsos da calça.

"Baekhyun-ah, cadê a Taetae?" Tiffany perguntou.

"Hm? Molla... Ela deve estar por aí." Ele respondeu, dando de ombros sem dar muita importância, como se estivesse entediado.

Foi como se um interruptor tivesse ligado dentro de mim trazendo de volta, o antigo Joonhwa que estava aprisionado atrás de tanto medo e frieza, me fazendo arregalar os olhos e virar minha cabeça para Baekhyun, tão brusca e rapidamente que me surpreendeu não ter quebrado o pescoço. Raiva começava a crescer dentro de mim, quando eu o peguei pela gola da camisa, a apertando com meus punhos. "Seu idiota! Como você pode ser tão displicente?!?" Eu gritava com Baekhyun.

Seungkyung teve que me afastar dele, antes que maior confusão se instalasse. "Hyung, calma... Por que você ficou tão stressado de repente? Qual é o problema?"

"Esse lugar tá lotado e ela... Ela... ARGH! Sai da minha frente!" Eu exclamei furioso ao empurrar Seungkyung e correr na direção de onde Baekhyun havia vindo.

Taeyeon odiava multidões e se sentia sufocada no meio de muitas pessoas, já que não era alta e por conta da sua estrutura física, aparentava ser bastante frágil. Quando nós saíamos, eu evitava lugares muito cheios por causa dela. Ela não gostava muito de sair de casa e eu estava inclinado a acreditar que era por causa desse motivo. Toda vez que nos deparávamos com locais onde havia muita gente, ela logo segurava na ponta da minha camisa como um sinal dizendo que ela estava com medo. Eu não sabia se ela tinha agorafobia (medo de extremo de lugares lotados) porque como eu disse antes, ela era boa em esconder o que sentia, mas sabia que tinha que protegê-la. Uma das vezes em que não conseguimos escapar de uma multidão, ela perdeu a sustentação nas pernas e começou a chorar, sentada no chão. Foi a primeira vez em que ela chorou na minha frente e aquilo triturou o meu coração.

Mas acho que não tanto quanto a cena com a qual eu me deparei, ao finalmente encontrá-la. Cerca de 5 ou 6 imbecis nojentos haviam cercado Taeyeon. O sangue nas minhas veias começou a ferver de raiva quando eu vi que eles tocavam em partes do corpo dela e riam entre si. Vê-la sofrendo assédio sexual daquele jeito e ainda mais ter pessoas em volta, testemunhando aquilo sem coragem de fazer qualquer coisa para impedi-los, como se um crime daqueles fosse uma banalidade, me deixou revoltado.

Naquela hora, tudo o que me mantinha ainda raciocinando como um ser humano, sofreu um black-out e agora eu já estava em cima de um deles, socando seu rosto sem parar, até que outro me puxou e me jogou no chão. Dor começava a me incomodar, por conta do chute que eu levei nas costelas. Mas eu não tive tempo de reclamar. Me pus de pé e nessa hora eu agradeci pelas aulas de judô que meu pai me obrigou a fazer. Mesmo sendo faixa roxa, aquilo não me salvou de levar mais alguns chutes nas pernas e socos no estômago e no rosto. Nenhum deles parecia sóbrio, o que facilitou um pouco as coisas para mim. Só me acertavam quando dois deles conseguiam me segurar. Já era difícil conseguir enxergar com o sangue caindo sobre meus olhos, devido ao corte em cada sobrancelha, mas eu continuei de pé. Eu tinha que proteger Taeyeon e nem que quebrassem meus braços e minhas pernas, eu sairia do seu lado.

Taeyeon parecia estar em choque e ao olhar rapidamente para ela, percebi que ela não parava de encarar o chão com os olhos cheios de pavor e suas mãos trêmulas. Aquilo foi o que eu precisava para ignorar todos os machucados no meu corpo e partir para cima daqueles idiotas.

Dessa vez, eu já não agia por impulsão. Taeyeon era minha prioridade e eu precisava de energia para tirá-la de lá. Eu já tinha dado a alguns deles, um braço quebrado, uma fratura no joelho e um nariz quebrado, quando a segurança finalmente resolveu aparecer e apartar a confusão. Quando expulsaram os que não haviam fugido, quiseram me levar junto mas eu expliquei a situação e quando os convenci a me soltarem, eu cambeleei até Taeyeon e me ajoelhei à sua frente.

"Tae?" Eu perguntei, tentando alcançar sua mão.

"... Não toque em mim... Por favor... Não..." Ela implorava quase inaudível, rapidamente retraindo a mão. Seu rosto já estava molhado de lágrimas e ela soluçava sem parar.

"Tae, sou eu... Eu não vou te machucar." Eu a assegurei, mas era inútil. Seu olhar era vazio e aquilo me preocupava. Eu esperei por um tempo, até que ela se acalmasse um pouco antes de levantar sua cabeça com o meu indicador e fazê-la olhar em meus olhos.

"Tá tudo bem agora, peixinho... Eu tô aqui." Eu sorri levemente e fui pego de surpresa quando ela me abraçou, se acabando em lágrimas.

Mesmo com toda a dor que eu voltava a sentir em diferentes por todo o meu corpo, eu sabia que tinha que resistir mais um pouco, pelo bem dela. O sangue que eu perdi, já fazia falta e eu começava a sentir fraqueza. Depois de algum tempo, nós nos levantamos e pegamos um táxi de volta para a casa dela.

Durante a viagem toda, ela tinha os braços em volta da minha cintura, enquanto descansava a cabeça no meu peito. Eu tinha medo de pôr meu braço em volta dela e fazer com que ela se apavorasse novamente, então apenas o descansei no topo do assento. Com dificuldades de tirar o celular do bolso por conta das dores no meu punho, eu liguei para Tiffany e pedi para que ela voltasse para casa urgentemente.

Quando chegamos em frente ao portão familiar, eu interfonei para que Tiffany o abrisse. Quando ela apareceu, ficou espantada, cobrindo a boca em choque, ao ver o estado em que eu havia ficado. Acho que sobrancelhas e lábios cortados, juntas das mãos inchadas e cortadas como se eu tivesse acabado de sair de um treino pesado de Muay Thai sem bandagem, um olho roxo e hematomas em algumas partes dos braços não eram um colírio para os olhos de alguém.

"Só toma conta dela... Eu preciso de um hospital." Eu ri levemente antes de deixar Taeyeon com a colega de dormitório e ir embora.

Ao chegar ao Gangnam Severance Hospital, consegui andar até a recepção antes de desmoronar de cara no chão, desmaiando em exaustão.


~~~


Quando recuperei a consciência, eu já estava deitado na cama, em um dos quartos do hospital. A luz do sol invadia o ambiente, pela grande janela de vidro que dava vista à cidade. De onde eu estava, só o que eu conseguia ver, era o topo de alguns edifícios mais baixos e alguns poucos pássaros que de vez em quando voavam lá por perto.

Meu olho direito estava tão inchado, que eu só conseguia abrir o esquerdo. Minha bochecha direita também estava inchada e era impossível, conseguir falar apropriadamente naquelas condições. Respirar fundo era um desafio porque minhas costelas doíam. Meus punhos estavam enfaixados e ao tocar minha coxa esquerda, percebi que ela se encontrava no mesmo estado.

"Sabe, se você continuar vindo parar no hospital, vou pedir pra deixarem um quarto vago pra você, hyung." Seungkyung disse, sorrindo para mim, sentado na cadeira ao lado da minha cama. "Como se sente? Consegue falar?"

Eu levemente sacudi a cabeça em negação.

"Tudo bem, não se esforce."

"T... T-Tae...?" Foi o que eu consegui perguntar, mesmo que um lado inteiro do meu rosto doesse.

"Ela tá bem, hyung." Seungkyung me assegurou e um suspiro de alívio deixou minha boca. "A Fany disse que vem aqui com ela, depois."

Em resposta, eu apenas dei-lhe um sorriso de canto e assenti.

Quando meu almoço chegou, Seungkyung me ajudou a sentar na cama e a comer. Eu tentava me mexer o mínimo que fosse, por conta da insuportável dor que eu sentia nas costelas. Eu terminava a minha refeição quando ouvi o som da porta se abrindo, direcionando meu olhar para o rumo da mesma.

Tiffany foi a primeira a entrar. Logo atrás dela, Taeyeon vinha com um bouquet de flores e cabeça baixa. Eu queria poder olhar para ela com os dois olhos, mas isso era meio impossível nas atuais condições. Tiffany pôs-se ao lado de Seungkyung enquanto Taeyeon ficou ao lado direito da cama.

"Olá, oppa." Tiffany disse e eu pude responder somente com um breve sorriso de canto.

"O rosto dele dói, se ele tentar falar." Seungkyung explicou.

Me virei para Taeyeon que tinha os olhos fixos nas flores que ela tinha em mãos. Olhei rapidamente para Seungkyung e Tiffany e eles entenderam, dizendo que sairiam para comer alguma coisa deixando a mim e Taeyeon no quarto. Eu alcancei o bouquet e o retirei de suas mãos, colocando-o sobre o meu colo.

"Como você está?" Eu perguntei, nem me importando com a dor no rosto. Taeyeon finalmente voltou seu olhar para mim e eu pude perceber tristeza e ainda medo em seus olhos. Peguei uma de suas mãos, que descansavam sobre a grade de proteção da cama e a apertei gentilmente. "Ninguém mais vai machucar você, eu prometo."

"J-Joon?" Ela perguntou, engolindo em seco. Já fazia tempo desde a última vez em que ela me chamou só pelo primeiro nome.

"O que foi, peixinho?" Eu sorri.

"Você voltou!" Ela exclamou ao baixar a grade de proteção e invadir meu espaço pessoal, dando-me um abraço sufocante e dolorido.

"Tae, tá doendo... Cuidado." Eu pedi rindo, mesmo sofrendo de dor.

"Desculpa." Ela timidamente se afastou, franzindo a testa e voltando a encarar suas mãos sobre a cama.

"Gwaenchanha, só me abrace com menos força da próxima vez." Eu brinquei, bagunçando seu cabelo.

"Por onde esse Joonhwa estava durante esse tempo todo?"

"Dormindo. Mas Kim Taeyeon só se mete em confusão então ele precisou voltar à ativa."

"Que bom, porque eu não vou deixar que ele vá embora de novo." Ela assegurou, segurando minha mão.

"Vem cá." Eu gesticulei para ela se aproximar de mim e assim, Taeyeon fez. Ela ainda esperava que eu dissesse alguma coisa, mas eu só pedi que ela chegasse mais perto. Quando fiquei satisfeito com a curta distância entre nós dois, eu segurei ambos os lados de seu rosto e encostei meus lábios delicadamente em sua testa. Ao se afastar, Taeyeon olhava para mim com os olhos arregalados e uma expressão confusa no rosto, me fazendo sorrir. "Mian..."

"A-ani!" Ela exclamou um pouco alto demais, antes de limpar a garganta e continuar. "Q-quer dizer, n-não foi nada demais, certo?" Taeyeon perguntou, com a cabeça baixa.

"É claro que não. Você tem namorado e isso foi só pra... agradecer pelas flores." Eu brinquei. "São lindas, a propósito. Tem um vaso na mesa ali do canto... Se importa em colocá-las nele?"

Taeyeon apenas sacudiu a cabeça em negação e as tirou da minha não, indo até o canto do quarto perto da janela, onde a mesa ficava ao lado de uma cadeira. Quando ela voltou, sentou-se ao meu lado, levando consigo a mesma expressão triste de quando havia entrado no quarto.

"Me desculpa, Joon."

"Wae?"

"Você tá desse jeito por minha causa."

"Ei, não precisa se desculpar por nada, Tae. Eu faria qualquer coisa pela sua segurança." Eu a garanti, segurando um dos lados de seu rosto.

Taeyeon sorriu ao pôr sua mão sobre a minha. "Já tava sentindo falta de ouvir você me chamar assim."

"Me desculpa por não ter chego mais cedo." Eu franzi a testa, decepcionado comigo mesmo.

Taeyeon arregalou os olhos, segurando minha mão. "O quê?! Não, não. Você esteve lá pra me ajudar. Foi culpa minha, ter saído da loja sozinha."

"Mas Tae, por que o Baekhyun voltou sozinho? Ele não tinha ido com você?"

Ela suspirou. "Ele disse que iria esperar do lado de fora da loja. Quando eu saí, comecei a procurar por ele e acabei ficando sufocada pela multidão."

Quando ouvi a última parte, meu sangue já começava a ferver novamente e eu apertava os punhos, tentando controlar minha raiva.

"Ei, tá tudo bem... Eu tô bem agora, por sua causa." Ela tentou me acalmar.

"Não Tae, não tá tudo bem! Você não vê o mal que esse cara tá te fazendo?!?"

"Ele já pediu desculpas, Joon... tá tudo bem agora. Ele disse que ia tentar ser melhor pra mim."

Revirei os olhos. "Meu Deus, eu não sei como você ainda consegue ver algo bom naquele cara. Ele não cuida de você quando deveria, te abandona quando você mais precisa e ainda trai a sua confiança..."

Taeyeon ficou quieta, de cabeça baixa.

"Você o ama tanto assim pra continuar dando chances pra ele mudar?" Eu precisava e não precisava de uma resposta para aquela pergunta. Era como se ela fosse jogar uma moeda para o alto e eu esperasse que o lado que caísse para cima, fosse o 'não'.

"Joon, você tem que entender que--"

"Que o quê? Que você tá bem e que já passou da hora de eu seguir em frente?! Que não adianta continuar esperando, porque você nunca vai sentir por mim o que sente por ele?! Por isso continua tentando fazer o namoro com ele, dar certo?!" Com a voz trêmula, eu mordia o lábio inferior, tentando esconder minhas lágrimas.

"Todo mundo pode mudar. Todo mundo merece uma segunda chance..."

"E por que eu não tive a minha?" Eu perguntei, desviando o olhar. Foi uma questão simples mas que a deixou refletindo por algum tempo.

"Você precisa desistir de mim." Foi o que eu pensei ter ouvido da boca dela.

"Mwo?"

"Você é um garoto incrível, Joon. A gentileza, a generosidade, o carinho e o amor que você tem pelas pessoas que ama, fazem de você uma pessoa excepcional e é por isso que você precisa de alguém que te dê tudo o que você merece. Precisa de alguém que te faça verdadeiramente feliz..." Ela parou, soltando da minha mão e se afastando da minha cama.

"E você acha que esse alguém não é você, certo...?"

"Eu não tenho nada em especial. Não sou capaz de retribuir nem metade das coisas que você já fez por mim. Você precisa de alguém que faça isso." Taeyeon tentou controlar a voz, mordendo o lábio inferior como eu fazia.

Eu assenti, enxugando minha lágrimas da bochecha esquerda, na longas mangas da camisa que eu usava.

"Joon, eu sin--"

"Eu tô um pouco cansado. Pode me ajudar a deitar? Os botões ficam ao lado da cama e eu não os alcanço." Eu pedi, evitando olhar nos olhos dela.

"A-ah, c-claro... sem problemas."

Eu deitei de lado, dando as costas à Taeyeon como um sinal para que ela me deixasse sozinho. Fiz isso porque mais um pouco, e eu estaria implorando à ela para que voltasse para mim, como um desesperado que nunca esqueceu o primeiro amor e ainda tentava de tudo para conquistá-la de volta. Eu também tinha o meu orgulho e precisava protegê-lo.

Escutei um suspiro, seguido de passos que ficavam cada vez mais baixos à medida que ela se afastava de mim. A porta abriu e se fechou. Agora eu estava sozinho... mais uma vez.



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