História Thank You, Destiny - Capítulo 26


Escrita por: ~

Postado
Categorias Girls' Generation
Personagens Personagens Originais, Taeyeon, Tiffany
Tags Bae Joohyun, Byun Baekhyun, Jungkook, Kim Seolhyun, Kim Taeyeon, Nichkhun, Original Characters, Sungjae, Tiffany, Vernon
Visualizações 4
Palavras 2.383
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 26 - Meu lugar especial Pt.2


Fanfic / Fanfiction Thank You, Destiny - Capítulo 26 - Meu lugar especial Pt.2

Depois da conversa com minha mãe, todos sentaram-se para almoçar e após a refeição, levei Taeyeon à praia e ficamos andando pela extensão da mesma, descalços com nossos sapatos em mãos. Ainda não era época de férias, então o local estava relativamente vazio.

"Todo mundo aqui parece tão amigável, tão... feliz." Ela dissera.

Eu soltei uma breve risada, ainda olhando para a frente.

"É sério. Seus amigos, seus pais, até seus vizinhos... todos eles me trataram como se eu tivesse crescido aqui." Pelo tom de voz dela, Taeyeon parecia um pouco surpresa com a hospitalidade.

"Deve ter sido por conta da minha mãe ter gostado tanto de você, que espalhou pra vizinhança inteira o quão incrível a Taeyeonie é." Eu brinquei, fazendo-a gargalhar.

"Babo." Ela bateu no meu ombro.

Nós andamos por mais um tempo, até que ela quebrou o silêncio que havia se instalado. "Uwa~ que dia bonito!" Taeyeon olhou para o céu sem qualquer nuvem e eu fiz o mesmo. "Queria ter trazido alguma roupa de banho."

"Quem disse que precisa?" Eu perguntei, soltando meus sapatos na areia e tirando os dela de suas mãos, jogando-os ao lado dos meus, antes de carregá-la até a água.

"Yah! Jung Joonhwa! Hajima! Me põe no chão! Eu não trouxe outras roupas!" Ela batia nas minhas costas e balançava as pernas inutilmente.

Quando chegamos a água, eu finalmente a soltei, a arremessando centímetros a minha frente e mergulhei logo em seguida. Ao emergimos, ela tirou o cabelo da frente do rosto e tossia por ter engolido um pouco enquanto eu, só conseguia rir.

"Yah! Você acha que eu sou um saco de farinha, pra me jogar desse jeito?!?"

Eu não conseguia responder, por ainda estar rindo.

"Ah, você tá achando engraçado?! Vamos ver se você vai rir, quando eu fizer você engoli um peixe." Ela veio até mim e tentou empurrar minha cabeça para baixo d'água mas eu era mais forte que ela, então continuava resistindo... Até que ela surpreendentemente conseguiu me afundar.

Ao levantar, vi que ela estava rindo de mim assim como eu estava rindo dela, alguns segundos antes.

"Você vai ver só!" Eu disse, começando a jogar água nela.

Ela fez o mesmo e começamos uma pequena guerra de água. Quando nos cansamos, nós voltamos até onde eu havia largado nossos sapatos.

"Ahh, eu queria viver assim todo dia." Eu disse, me deitando sobre a areia com as mãos atrás da cabeça.

"Como?"

"Sem preocupações. Sem provas finais, sem ter que pensar no meu futuro, sem ficar tão apreensivo quanto à falhar e decepcionar as pessoas que têm expectativas sobre mim. Sem nada disso." Eu respondi, olhando para o céu.

"Então quer viver como um buda?" Ela brincou.

"Aposto que ele nunca tem dor de cabeça." Eu retruquei sorrindo porém, de olhos fechados. "Acho que vou sentir falta de momentos como esse, por um tempo."

"Do que você tá falando?"

Dei à ela um pequeno sorriso, mas não respondi. Não queria dizer à ela que eu teria que ir embora por um tempo, porque não conseguia esquecê-la. Ela provavelmente se sentiria culpada e eu não queria isso.

Não demorou muito para que o sol começasse a se pôr e ficamos olhando para o mesmo parecer tocar o mar ao longe, na parte mais distante do imenso horizonte à nossa frente.

"Acho melhor irmos logo, temos que voltar pra Seoul." Eu disse, me levantando e pegamos meus sapatos.

Ela fez o mesmo e voltamos para casa. Chegando lá, fomos ao meu quarto e depois de pegar uma muda de roupa para mim, falei para ela escolher qualquer roupa do meu armário e tomar um banho se quisesse. Eu fui para o outro banheiro no outro canto do corredor do segundo andar, enquanto ela ia ao que ficava mais próximo aos quartos. Depois que terminei meu banho, me troquei e ao sair do banheiro, Taeyeon ia saindo do outro coincidentemente na mesma hora. Ela sorriu ao me ver, no entanto, nem isso eu consegui fazer. Taeyeon havia vestido uma calça moletom cinza, enrolando a bainha para que não arrastasse pelo chão e um moletom vermelho sem zíper. Agora eu tinha certeza de que não conseguiria me apaixonar por mais ninguém que ficasse tão perfeita usando minhas roupas, quanto Kim Taeyeon ficava.

Quando ela se aproximou de mim com as mãos no bolso do casaco, meu coração começou a palpitar.

"Acho que vou parar de comprar roupas e começar a usar as que tem no seu armário." Ela disse, abafando a risada por entre seu sorriso. Eu tentava falar, mas nem um único som saía da minha boca.

"Algo errado?"

"Uhh..."

Ela ergueu as sobrancelhas, ainda esperando por uma resposta.

Eu suspirei. "Como você pode ser tão perfeita?"

"O quê?"

"Uh? A-ah, desculpa. Não... não era pra isso ter saído da minha boca." Eu desviei o olhar e me estapeei mentalmente por ter dito aquilo.

"Você está corando, Jung Joonhwa?!" Ela perguntou, com uma risadinha provocante e a cada passo que ela dava para a frente, era um que eu dava para trás.

"A-aniyo! E-eu só peguei muito sol lá na praia e fiquei com o rosto vermelho." Tentei me justificar e nem sabia o motivo.

"É mesmo? Porque eu poderia jurar que te deixo nervoso..."

Eu não conseguia mais me distanciar dela, quando minhas costas já estavam contra a porta do banheiro. Taeyeon apoiou suas mãos na parede, me prendendo no espaço entre elas.

"Y-yah, o que você tá fazendo?!?"

"Tô fazendo seu coração bater mais rápido... Tá funcionando, não tá?" Ela mantivera aquele sorriso convencido estampado em seu rosto, enquanto o aproximava lentamente do meu.

Eu engoli em seco, sem conseguir olhar diretamente para ela. Limpei a garganta, tentando fazer com que minha voz não falhasse ao dizer algo, por conta do nervosismo ao qual ela estava me submetendo. "P-por que você tá fazendo isso?"

"Só tô me certificando de que ainda tenho os mesmos efeitos sobre você." Ela simplesmente respondeu.

"No intuito de quê? Se o seu namorado visse você assim, tão perto de mim, ele não ia gostar nada."

"Por que? Eu não tô fazendo nada de errado."

"Mas eu posso fazer." Eu disse, invertendo nossas posições e colocando-a contra a parede. "Me diz..."

"Dizer o quê?"

"O que eu faço pra esquecer você."

"É o que você quer?" Ela franziu a testa, como se não tivesse gostado do que eu disse.

"É o que eu preciso. Meu coração já aguentou o que podia e eu já não suporto mais te ver com ele."

"Eu tô te machucando tanto assim?"

"Eu tentei. Tentei apagar sua imagem da minha cabeça toda vez que eu fechava os olhos e tentei o possível e o impossível pra te manter longe mas no final das contas, foi inútil porque você sempre deu um jeito de chegar no meu coração. Foi tudo inútil porque a cada vez que eu te olhava, tudo o que eu sentia só se intensificava e agora cheguei ao ponto de querer tanto você que o meu peito dói porque não posso."

"Joonhwa..." Ela segurou ambos os lados do meu rosto.

Dei-lhe um sorriso fraco, antes de tirar suas mãos de mim. "Eu só tenho mais uma carta e acho que chegou a hora de usá-la." Baguncei seu cabelo ainda molhado.

"Como assim? O que você quis dizer com isso?"

"Vamos, o caminho é longo até a capital e é melhor não chegarmos muito tarde." Eu desconversei, me afastando dela e voltando ao quarto para pegar minha mochila.

"Joon, espe--"

"Por que não pega suas coisas e me espera lá em baixo? Não vou demorar." Eu pedi, fechando a porta antes que ela pudesse entrar.

Sentado contra a porta do meu quarto, eu comecei a me questionar sobre a escolha que eu havia feito. Era melhor assim. Eu não tinha mais alternativas. Meus planos A, B, C e o alfabeto inteiro haviam falhado. Tentar enxergá-la como uma amiga, tentar sair com outra pessoa... tudo dava errado. E se morar longe dela também não desse certo, então eu estaria sem saída.

Depois que peguei minhas coisas, desci e vi meus pais e Taeyeon sentados no sofá da sala. Mamãe insistia para que ela ficássemos mais alguns dias, mas eu expliquei que ainda tínhamos que trabalhar. Ela relutantemente desistiu e após nos despedimos dela e do meu pai, eu e Taeyeon seguimos de volta para Seoul.

Enquanto eu dirigia, Taeyeon ia olhando pela janela e na viagem inteira, não dissemos uma palavra. Nada além do essencial, é claro. Passaram-se algumas horas, e a única coisa que eu escutava, era o som do rádio.

"Gwaenchanha-yo?" Eu a perguntei, desviando os olhos da estrada brevemente, para olhar para ela.

"Hm? Ah, só um pouco cansada, eu acho... Dia cheio." Ela me deu um sorriso fraco, antes de sustentar a cabeça no braço que estava apoiado na porta do carro e voltar a olhar pela janela. Taeyeon também tinha encolhido as pernas para cima do banco.

"Por que não tira um cochilo? Ainda vai demorar algum tempo pra chegarmos à cidade. Eu te acordo quando chegarmos à sua casa." Eu sugeri.

"Ani, gwaenchanha."

Eu apenas dei de ombros e voltei a ficar quieto. Após mais um breve momento de silêncio, eu voltei a quebrá-lo, com algo que ainda me incomodava desde o dia anterior e que eu tinha que perguntar. "Taeyeon-ah..."

"Hm?"

"Gomawo."

"Pelo quê?"

"Por ter ido atrás de mim. Era um tempo que eu precisava sozinho, mas passar ele com você, foi bem melhor do que eu esperava." Dei um sorriso sincero à ela.

"Não faz muito tempo que você perdeu um ente querido. Eu não achei que seria uma boa ideia, ficar sozinho. Em momentos de dor, as pessoas precisam ter o apoio daqueles que as fazem bem."

"Seung chegou a te contar o motivo de eu ir lá uma vez ao ano?"

Ela apenas continuava olhando para mim, esperando que eu respondesse a pergunta.

"É sempre na mesma época em que eu vi o rosto do meu avô pela última vez. Aquele lugar me fazia esquecer de tudo. Do arrependimento que me mata, da saudade que eu sinto dele ou qualquer outra coisa que me perturbe."

"Fazia?"

"Eu fui lá dessa vez porque queria te tirar da minha cabeça pelo menos por algumas horas. Mas a única coisa em que eu pensava era te levar lá e ficar vendo aquele pôr-do-sol com você, segurando sua mão enquanto a luz do Sol ainda era refletida nos seus olhos." Eu soltei uma breve risada ao perceber o quão fundo, Taeyeon havia ido dentro do meu coração. "Agora aquele farol, é só mais um lugar no qual eu vou lembrar de Kim Taeyeon."

Depois disso, eu não tinha mais nada a dizer. Taeyeon também fazia questão de iniciar uma conversa então seguimos o resto da viagem calados, até chegar à casa dela. Quando chegamos, eu estacionei o carro dentro da garagem e antes que eu saísse do veículo, ela segurou minha mão me fazendo virar para ela.

"Ninguém fica bem sozinho, Joonhwa. Não se isole quando você mais precisar de alguém pra confortar você." Ela disse, antes de me abraçar.

Eu apertei meu punho, surpreso com o ato inesperado dela, no entanto, não demorou muito para pôr meus braços em volta dela e retribuir o gesto. Eu queria aproveitar cada segundo do que poderia ser o último abraço dela, em um bom tempo.

"Deixa eu ser..." Ela disse.

"O quê?"

Ela se soltou de mim e segurando minha mão, ficou olhando nos meus olhos. "Eu quero ser esse alguém que vai te trazer paz e que vai ser sempre seu porto seguro. Quando você se sentir perdido e sem saber pra onde ir, deixa eu ser a luz a guiar você até mim."

*Você sempre foi.*

"Como eu queria que isso fosse o suficiente..."

"E por que não é?"

"Se isso significasse que eu te teria só pra mim, então eu não pensaria duas vezes. Mas não posso deixar você ocupar um lugar tão importante na minha vida, somente como uma amiga especial, considerando tudo o que eu sinto por você e sabendo que outra pessoa já preenche o único lugar que eu queria na sua."

Eu saí do carro e saí pelo portão menor, mas antes que eu pudesse me afastar da casa dela, ela me puxou pelo braço.

"Então é isso?! Você vai simplesmente voltar a me ignorar e jogar fora todas as coisas que já me disse?!?"

"O que você quer que eu faça, então? Que eu continue gostando de você, mas que seja só seu amigo? Por acaso isso é algum jogo pra você?! Estar com ele e ainda me querer por perto, mesmo ciente do que eu sinto?!"

"Eu quero você por perto, porque você me faz bem. Como pode achar que eu brincaria com os seus sentimentos?!?" Ela franziu a testa e me encarava com os olhos semicerrados, como se o que eu estivesse dizendo fosse um absurdo.

"Porque é exatamente o que parece. Não consegue perceber o quão egoísta você tá sendo ao me pedir isso?!

Tive que respirar fundo para evitar dizer coisas das quais eu me arrependesse depois. "Eu me importo com a sua felicidade. Mas passei a me importar com a minha também, por isso prefiro ter que lutar contra o meu coração e esquecer você, do que viver machucado por trás de falsos sorrisos, estando ao seu lado e tendo que aguentar ver você sorrir nos braços de outra pessoa que nem ao menos merece você."

Dei as costas à ela e comecei a andar, mas depois de dar alguns passos, eu dei meia volta e retornei para perto dela.

"Você ao menos pensaria em mim se eu te pedisse pra escolher entre eu e ele?!"

Ela ficou quieta por um tempo, com a cabeça baixa antes de murmurar um 'não'.

Por que eu continuava sendo burro o suficiente para continuar aguentando ser rejeitado por ela, mesmo sabendo que sua resposta não mudaria? Vai ver era o que eu esperava que acontecesse. No entanto, se o coração dela não conseguia me aceitar, eu tinha apenas duas opções. Era como se deparar com uma encruzilhada, onde haviam dois caminhos. Mas não importava qual deles eu escolhesse, eu tinha certeza de que sofreria do mesmo jeito.

"Até mais, Taeyeon."



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