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História Thank You for The Music - Destiel - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Symphony 1


Quando Castiel se sentou ao piano fechou os olhos e respirou fundo antes de dedilhar as primeiras notas. Ainda com os olhos minimamente fechados fez suas mãos percorrem pelo piano começando a toca-lo com tamanha maestria. A sua volta o barulho havia cessado – e havia muito dele -, mas quando tocava não escutava mais nada além de si mesmo.


Quando tocou a última nota soltou a respiração e uma salva de palmas preencheu sua audição, ele se levantou e sorriu cordialmente para os convidados de sua mãe. 

Havia uma enorme variedade de pessoas presentes, quase todos figurões e de alta classe.


Para sua mãe ele saber tocar piano era só por status, para poder dizer que o filho é um grande pianista – ela chegava a chamá-lo de Beethoven da nova geração, o que era ridículo na sua opinião. Ninguém se igualaria a ele. – mas em vez de fazer uma careta sorria e agradecia pelo elogio. 


Quando se levantou decidido a ir para seu quarto sua mãe lhe chamou animada. Já imaginando que talvez ela fosse o apresentar para mais uma garota. 


– Querido, essa é a Anastácia. – Que nome de velha Castiel pensou sozinho e segurou a risada. 


– Prazer, Ana. – Sorriu falsamente. – Vou falar com Gabe. – se virou de costas para a mãe e a garota e com os olhos procurou por Gabriel.


O avistou mais no canto soltando risadinhas com algumas mulheres e se aproximou. Assim que seu irmão o viu se afastou das meninas rapidamente. 


– Castiel. – Gabe sorriu animado com um copo de champanhe na mão. – Não vai tocar mais uma? 


– Por que se eles não prestam atenção? – Respondeu cruzando os braços. – Quero sair daqui. 


– De novo? É o terceiro jantar que você escapa. 


– E você me culpa por isso? Ninguém aqui sabe manter uma conversa sem segundas intenções. 


– Um dia você vai entender. – Gabriel sorriu, porém Castiel tinha um olhar triste em seu rosto. – Tudo bem, vou te dar cobertura, só dessa vez. 


– Obrigado. – Sibilou e observou seu irmão ir até sua mãe e começar uma conversa com a tal da Anastácia e beijar sua mão como um belo cavalheiro que era. Revirou os olhos e lentamente foi se afastando da multidão. 


Caminhou diretamente para a cozinha e se pudesse ficaria a noite toda lá com Mary. Assim que adentrou no cômodo acabou chamando a atenção da loira que lhe lançou um sorriso sincero - único que ele viu naquela noite – e o retribuiu. 


– Você tocou lindamente. – Mary comentou colocando um prato de comida a sua frente. 


– Obrigado. – Castiel sorriu animado. – Quase ninguém presta atenção. 


– Nem todos apreciam uma boa música, querido. Meu filho mais novo gosta um pouco desse tipo de música. – Disse um pouco envergonhada por não saber tanto como Castiel. – Muitos figurões na casa? 


Não sabia como Castiel podia chamar aquilo de casa, sendo que na realidade parecia mais uma mansão para, havia mais funcionários que familiares morando naquela casa. 


– Alguns. – Respondeu. – Não sei qual a necessidade dela fazer isso quase todo mês.


– É eu também não sei. – Mary riu acompanhada pelo garoto. – Bom, já está no meu horário.


– Você me dá uma carona? – Castiel perguntou deixando o prato de lado. – Quero ir até o teatro.


– Claro. – Mary concordou já acostumada com as caronas que dava a Castiel. – Vamos então? 


Castiel concordou rapidamente e saltou da cadeira e acompanhou a mulher para fora da casa. Após algumas fileiras de carros de luxo, finalmente chegaram ao carro da mulher sendo ele um Impala preto que ele já conhecia. 


– Como vai voltar embora? – Perguntou a loira saindo da propriedade. 


– Gabriel. – Castiel respondeu e a mulher concordou. 


Quando ela o deixou na frente do teatro, Castiel adentrou pelos fundos com a chave que tinha. Com a lanterna do celular iluminou um pouco o local até achar o interruptor e acender todas as luzes. Ao centro no palco estava o piano em que já podia considerar seu amigo de longa data. 


Novamente sua cabeça foi para longe quando tocou a primeira nota e as notas subsequentes. Não tinha o barulho incômodo, não tinha as vozes altas, não tinha as risadas e principalmente não tinha sua mãe e a pressão que ela lhe causava. 


*********** 



Do outro lado da cidade Dean observava o pequeno público que havia no bar pelas cortinas enquanto ajustava as cordas do seu violão e a banda também se posicionava em seus devidos lugares. Não era seu primeiro show, mas sempre parecia ser. A sensação de estar no palco sempre o deixava em êxtase. 


– Então vamos começar com Sweet home Alabama? – Ben o baixista perguntou observando a tracklist. 


– Sim. – Roger o baterista respondeu olhando para o amigo.


– Não devíamos começar com algo mais animado? – Indagou Ben olhando para Dean que negou com a cabeça. 


– É um pub. O pessoal não vai levantar e pular. – Dean deu de ombros. – “Bora lá então. – Dean se levantou e se posicionou a frente do microfone.


Quando as cortinas se abriram, algumas pessoas bateram palmas e outras levantaram seus drinks. 


– Somos a Radio Company * e esperamos que gostem do show. – Ben apresentou a banda a plateia que bateu palmas.


Dean começou a dedilhar as primeiras notas da música – um tanto já conhecida – pelos demais,  o restante da banda o acompanhou e quando Dean começou a cantar sentiu que todos a sua volta prestavam atenção em si. 


Sua voz não era a mais diferente do mundo, mas havia nela uma calmaria que não se encontrava em qualquer cantor. 


* Radio Company é a banda do Jensen pra que não conhece, eu recomendo e muito. 





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