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História Thanks, baby - Jon Bon Jovi Fanfiction - Capítulo 33


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Notas do Autor


O encontro entre Claes e Danna. Ela se sente livre, mas não é.

Capítulo 33 - You say true love its suicide - parte 2


Fanfic / Fanfiction Thanks, baby - Jon Bon Jovi Fanfiction - Capítulo 33 - You say true love its suicide - parte 2


Olhei para o espelho. Sorri. Observei a maquiagem, fiz um último retoque, nada pesado. Um pouco de blush, batom, rímel. 


Dei uma última olhada no vestido preto e simples, joguei um casaco e calcei as botas. Estava bonita. E queria mesmo isso.


Me sentia feliz, confiante, já tinha algum tempo que essa boa sensação não aparecia. Cansada da montanha russa que estava presa. Altos e baixos fulminantes.

Jon me ligava constantemente desde que coloquei um fim na relação, eu atendia, mas sempre desviava para questões profissionais. Ele ficava possesso. Tudo tinha que ser do seu jeito.
O documentário avançara bastante, a fase do roteiro pronta, agora era a produção, fase que eu participaria ativamente e, para meu alívio, me deixaria fora do escritório por um tempo, evitando encontrar Jon fisicamente. Precisava disso. Resistir a Jon, mesmo ele continuando não prometendo nada, não era fácil. Ele era absolutamente controlador. Mas eu decidi que não teria mais campo, jogo, bola...


Me despedi de Maya e fui encontrar Claes num bistrô a 12 quadras do meu apartamento. Estava ansiosa, um pouco preocupada, mas contente por sair. Fui andando, vento nos cabelos, livre.


Durante o trajeto uma ligação de Jon, atendo com a voz de quem está caminhando com alguma pressa:

- você está onde? Parece ofegante. - ele pergunta já inquieto.

- estou caminhando.

- onde você está? - insiste.

- precisa de algo agora? - uso os meus desvios.

- preciso saber onde você está, estou na porta do seu prédio. - a voz já era a própria impaciência.

- lamento, tenho compromisso, não posso voltar. - digo secamente.

Fico intrigada que justamente hoje, neste exato momento, ele resolva me procurar.

- Maya ficou sozinha? Que irresponsável!

- como todos os dias que vou trabalhar, ela fica sozinha. Quando eu viajar para o documentário, a Ellen se ofereceu para cuidar dela. - nao dei chance para começar uma discussão.

- ela é nossa. Nossa responsabilidade. Você sabe, pequena.

- sinta-se a vontade para levá-la com você enquanto viajo. - provoco.

- não entendo porque está fazendo isso comigo. Tudo o que a gente tinha.

- de novo isso? Quem causou essa situação foi você. E saiu de casa sem permissão? Olha que ela vai notar - bufei.

- onde você está? - insistiu.

- você está me atrasando. Não posso falar mais. Até amanhã no escritório.- me despedi rapidamente.


Cheguei ao bistrô levemente atrasada. Claes esperava a mesa e abriu um sorriso iluminado ao me ver entrar. Retribui o sorriso e logo sentei.

- não acredito que conseguimos realmente ter um jantar. Fiquei tão feliz quando você ligou que assim que desligou, eu nem sabia onde estava. Fiquei que nem um doido perdido na minha própria casa. - e abriu mais um sorriso.

O cabelo preto com um pequeno topete tinha uns fios que caiam sob seus olhos. Não resisti e arrumei, tocando também no seu rosto. Claes devolveu com um pequeno toque na minha mão. Na mesma hora percorreu um frio gostoso pela espinha. Ele mexia comigo. E eu gostei.


Pedimos a entrada e bebemos um vinho. Claro que eu me lembrava da turnê e dos jantares com Jon e os meninos. Mas aí que está, eu não tive momentos assim só com ele, por razões óbvias, e por mais que eu entendesse, soubesse e aceitasse a situação, percebi agora, com Claes, que eu me ressentia e sentia sim falta disso. Queria isso. Queria ser um casal. Queria não precisar esconder nada.

Conversamos muito. Ele me ouvia com atenção. Contou sobre sua carreira na atuação, a falta de ambição em relação a Hollywood, os tipos de Nova York, a solidão. O que mais gostava em Claes era a naturalidade e zero afetação. Ele não era pretensioso, não reclamava, era uma pessoa genuinamente gentil.


Já na segunda garrafa, sinto uma velha angustia conhecida. Meu coração apertou, calafrios por todo corpo, um peso. Sabia que não era coisa da minha cabeça, conhecia minha intuição. E juntando as peças com o óbvio, Jon e sua ligação na porta do meu prédio. O controle.

Olho por todo o lugar já sabendo o que encontrar. Vejo Jon seguindo em direção a nossa mesa. Eu estou gelada, a minha respiração deve ter parado por alguns segundos. Meu corpo todo pesa. Sinto que vou cair.

- mas vejam só, que coisa, não? - Jon me segura ao ver meu estado.

Claes se levanta e vai a minha direção para também me ajudar. Jon olha para ele. E claro, o ator entendeu tudo. Tudo isso numa fração de minutos. Me senti envergonhada. Ele saber de tudo desta maneira.

Não poderia me libertar de Jon tão facilmente. Eu não conseguiria. Parecia uma traição. Senti sua falta. E naquele momento, só queria estar nos seus braços. Me repreendi por isso. Não poderia deixar ele me manipular assim.

Quando já perdia as esperanças, Claes também olhou para Jon e disse baixo, discreto, mas ameaçador:

- tenho certeza que você sabe suas limitações aqui. Eu vou levá-la para casa. Pode sair. Prazer em conhecê-lo, Jon Bon Jovi. - e estendeu a mão para ele.

Jon ficou atônito, a situação era nova para ele. Foi desafiado e não podia sequer retrucar, pelo menos não publicamente.

Claes pagou a conta e me pegou delicadamente pelo braço. Jon nos acompanhava pelo olhar. Saímos do bistrô ainda sob seus olhos. O azul parecia marejado. E eu senti aquilo como uma estocada. Caminhei até a rua e chamei um taxi, Claes fez menção em dizer algo:

- por favor, não consigo falar sobre isso hoje. Podemos conversar amanhã?

- claro, eu entendo, gostaria de levá-la até em casa. Mas compreendo que prefira assim. Obrigado pela noite.

- eu gostei de sairmos e da nossa conversa, Claes. E eu quero esclarecer tudo com você. Obrigada! Boa noite!

- boa noite! - beijou minha mão e sorriu timidamente.

Devolvi o sorriso e entrei no carro. Minha cabeça latejava. A montanha russa de sempre.

Na porta do meu prédio, desço do taxi e lá estava ele. Eu sabia. Os olhos azuis decepcionados. Parei a sua frente.

Nunca me senti tão perdida e frágil. O poder que ele tinha sobre mim parecia um feitiço. Na verdade, era uma prisão que eu mesma me coloquei. 


/I guess this time you're really leaving
I heard your suitcase say goodbye
And as my broken heart lies bleeding
You say true love it's suicide/









Notas Finais


Obrigada por acompanharem.
Mesmo devagar. Não é desânimo, eu juro! Até o próximo capítulo


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