História Thanks For The Memories - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, V
Tags 2shot, Relacionamento Abusivo, Taeseok, Vhope
Visualizações 13
Palavras 1.676
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu gosto mais desse capítulo do que do outro.

Ele é narrado pelo Hoseok.

Capítulo 2 - Well find


O sol que batia em minha face estava começando a incomodar. Eu havia de novo dormido na sala, com as roupas de ontem e uma garrafa de vodka na mão. Depois de mergulhar de cabeça na vida de Taehyung, precisava de doses e mais doses para poder esquecer as consequências que tive por um momento. Isto sempre acabava me alavancando dias com dores no corpo, porém, já não conseguia mais dormir no meu quarto sem ele, sem suas mãos em minha cintura e sua respiração batendo em meu pescoço. Meus lençóis tinham o cheiro dele e eu me recusava a dormir sem sua presença lá, era uma tortura.

Confesso que me apeguei a ele mais do que planejava, meu instinto de proteção era sempre maior. No entanto não me arrependo tê-lo trazido para dentro do meu apartamento e da minha vida, ele me fazia feliz mesmo quando não era sua intenção. Só o simples fato de estar ali, vivo, já me acalmava a alma.

Tomei um banho demorado, já que se passava um pouco do meio dia permiti este momento a mim mesmo, para depois me jogar no sofá, esperando a chegada do Tae. Só que ele não apareceu, já eram quase 18h e comecei a ficar um tanto quanto preocupado. Peguei meu celular para discar seu número quando ouvi a campainha e senti um pequeno alívio. 


- Senhor Jung Hoseok? - Um policial disse com uma expressão que eu não conseguia decidir se era de pena ou frustração, quando atendi a porta. De repente um pequeno desespero começou a crescer dentro de mim.

- Sim, sou eu mesmo, aconteceu alguma coisa?

- Eu sou o oficial Kim Namjoon, do Distrito 47, e esse é meu parceiro Kim SeokJin - apontou para o homem pálido atrás de si e que apenas fez um cumprimento rápido. - Podemos entrar?

- Sim, claro, entrem - dei espaço para que passassem e os dois permaneceram estáticos no meio da sala, tendo uma conversa muda entre si - Então? O que traz vocês aqui?

- Sinto muito lhe informar isto senhor mas... - Kim SeokJin começou - Bom, os pais nos mandaram vir aqui já que não conseguiriam.

- Pais? Pais de quem? - meu coração estava acelerado, já nem conseguia raciocinar corretamente.

- Os pais de Kim Taehyung - ele explicou.

- O que aconteceu com o Tae? - meus olhos já começavam a lacrimejar e ele me olhou com pena.

- Ele foi encontrado morto, tudo indica ter sido um suicídio, senhor - Kim Namjoon falou por fim - Foi nessa madrugada, o corpo estava localizado no parque perto do centro, no lago do mesmo. Eu sinto muito.

Minha cabeça rodou e eu fiquei longos minutos apenas olhando para o homem na minha frente, tentando digerir o que ele tinha acabado de me dizer.

- Senhor? O senhor está bem? Quer que chame alguém? Lhe encaminhe até um hospital? - O oficial perguntava analisando meu estado.

- Não... - falei meio perdido - eu... - As lágrimas começaram a cair sem eu perceber - Porque ele fez isso? - Perguntei mais a mim mesmo do que a eles.

- Senhor - o outro rapaz se pronunciou - Achamos essa carta na bicicleta dele, tem seu nome no envelope.

Peguei o agradecendo.

- Então.. se não precisa de nada, nós já vamos. - assenti e os dois foram embora, me deixando sozinho com aquela última lembrança de Tae e um coração mais partido do que nunca.

                          °°°

Por meses eu não li a carta, por meses também não vivi, apenas chorava agarrado ao travesseiro que tinha o cheiro dele. Não queria aceitar, para mim era impossível acreditar que Taehyung houvesse partido assim. Era surreal demais. Não me sentia capaz de seguir minha vida. Não conseguia deixar ele ir.

Foi em uma tarde de agosto que minha campainha foi apertada novamente, depois de muito tempo. Me arrastei para abrir a porta e me surpreendi assim que terminei o ato.

- Oi, Hoseok - Era Min Yoongi. Nunca havia tido muito contato com o mesmo, ainda mais depois de tudo o que aconteceu. Tê-lo em minha frente fez com que eu caísse no choro novamente. Era como ter uma parte do Tae bem ali comigo. Ele esperou até que eu parasse de chorar para lhe dar espaço, assim adentrando o apartamento finalmente.

- Quanto tempo não é? Exatamente 11 meses. Você parece tão acabado. - disse enquanto se sentava no sofá.

- O que você esperava? - suspirei em frustração e me sentei ao seu lado.

- Esperava que você pelo menos tomasse banho, trocasse de roupa e comesse alguma coisa. Até parece que quem morreu foi você. - Disse meio irritado e eu não entendia qual o sentido daquilo. 

- Eu não tenho forças pra isso, dói demais toda vez que eu abro meus olhos quando acordo. É uma dor que me persegue. Às vezes ouço a voz dele me chamando ou acho que vejo ele andando pelo quarto.

- Que mórbido. Hoseok, você leu a carta que ele deixou? Era pra ela ter te ajudado a seguir em frente, foi o que a minha fez. Claro que me sinto triste mas não é como antes.

- Ele te escreveu uma também? - Olhei para ele.

- Sim e nela me pediu pra cuidar de você e garantir que lesse a sua carta. Então vamos. - Ele levantou.

-  Pra onde? - Perguntei desanimado, não sentia vontade nenhuma de sair dali.

- Você vai tomar um banho, trocar de roupa enquanto eu vou fazer algo pra você comer. Vai. - Me puxou pelo braço e me levou até a porta do banheiro - Eu não tenho o dia todo, Hoseok.

Me dei por vencido e entrei no banheiro, tomei banho e sai, logo sentindo cheiro de comida vindo da cozinha. Coloquei um conjunto de moletom e segui até lá.

- Toma, come, vamos sair depois - Yoongi empurrou o prato com kimchi e arroz frito. Comi sem reclamar e depois acabei chorando de novo, veio a lembrança de quando eu e Tae cozinhavamos juntos.

- Pare de chorar e vamos. - Ele me entregou um guardanapo.

- Pra onde? - Limpei meu rosto e o olhei com confusão.

- Ler sua carta - ele saiu da cozinha - VAMOS!

Segui o garoto, vendo o pegar o envelope ainda lacrado que estava na mesinha de centro desde quando recebi e depois indo abrir a porta, parou e se virou focando seus olhos em mim.

- A gente não vai ler aqui? - indaguei.

- Óbvio que não, Hoseok - Revirou os orbes castanhos.

Descemos até a garagem do meu prédio, onde na vaga de visitante, estava seu carro. Ele destravou e eu entrei.

- Coloque o cinto - Olhei pra ele como uma expressão de "sério?" - Vai logo. - o fiz, repousando minha cabeça no encosto e fechando os olhos em seguido. Senti quando o veículo foi ligado nos levando para fora do prédio, era estranho sentir os raios solares em minha face depois de tanto tempo.

A viagem não foi longa mas quando vi onde estávamos entrei em desespero.

- Não, não, não, aqui não - falei.

- Hoseok você tem que superar - Yoongi colocou a mão no meu braço, tentando me acalmar.

- Eu não consigo, não dá, é muito recente.

- Fazem 11 meses, Hoseok, 11 meses e você está quase perdendo seu emprego então vamos com isso. - Saiu do carro e me tirou de dentro também. Eu não ia trabalhar a meses, sempre fazendo o que podia em casa para não ter que passar por aquele lugar, meu período de luto estava extenso demais e meu desempenho decaia a cada relatório mal feito que me era solicitado.

Andei a passos lentos pelo parque, as lagrimas queriam escorrer mas eu não queria chorar, quando chegamos em frente ao lago, eu senti minhas pernas fraquejarem e meu corpo cair de joelhos, foi impossível não deixar as lagrimas caírem.

- Tae, Tae.. - repetia baixinho

- Toma, leia. - ele me cutucou, olhei pra cima, limpando as lágrimas e respirando fundo para em seguida pegar a carta em minhas mãos trêmulas.

" Oi, Hobi ah..."

Comecei a chorar de novo.

"Naquele dia o que você faria se eu insistisse que eu queria desesperadamente fugir disso tudo, de simplesmente esquecer que eu existo? Provavelmente choraria, não é? E eu me renderia a você outra vez.. Mas hyung, me entenda apenas dessa vez, eu constantemente vivia nesse caminho estreito, cheio de buracos e cada passo meu, me levava a cair neles, mesmo que não quisesse. Ficava constantemente sentindo as dores que acolhiam meu corpo como um velho amigo. Sentir dor era um sinal de que ainda estava consciente, que ainda estava propício a fazer as coisas darem errado e isso era o que eu não queria. Fazia anos que eu não me sentia eu, que via como era errado estar vivendo. Não tinha como ignorar isso, as aflições, os medos que estavam na minha cabeça me lembrando o tempo todo das minhas incapacidades. Eu nem lembrava mais como era me sentir feliz mas.. não fique triste por mim. 

Nesse momento você já deve ter recebido a notícia de que eu morri, não se assuste, era só um corpo vazio como antes. Eu estava morto por dentro, hyung. Se serve de consolo, todos os momentos que tive com você foram únicos e me fizeram sentir que havia valido a pena viver essa vida miserável. Você era meu escape. Obrigado por tudo. Agora é hora de dar adeus e prossiguir, não se culpe, lamente ou finja que nunca me conheceu, assim a dor será menor. É melhor pra você fazer isso. Afinal, quando você me encontrou eu já estava no meu fim de qualquer forma, você só adicionou dias bons no meu curto prazo. Foi minha alegria, então não pense que fracassou, eu que fracassei com você então me desculpe mas precisava disso, não aguentava mais então saiba que agora eu estou bem, finalmente em paz.

E.. Hobi, eu sempre vou te amar"

Suspirei. Limpando as lágrimas, sentindo uma dor e uma paz misturada.

- Eu também sempre vou te amar, Tae.


Notas Finais


E isso é tudo.
Obrigado para você que leu e não se mate.


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