História Thanks for the memories - Capítulo 2


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Categorias Fairy Tail
Tags Fairy Tail, Gajevy, Gale
Visualizações 168
Palavras 2.203
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Quase 1 ano depois kkk é uma fic com poucos leitores, mas estou postando porque quero terminar! Não gosto de deixar incompleto, espero voltar com um novo logo! Vai ter mais um cap e fim!

Capítulo 2 - Convite


- É verdade. - Ele disse ainda recostado na cadeira olhando para o próprio copo chamando a atenção de volta para a conversa com ele. - Sobre você ser meu tipo.

Levy sentiu um arrepio no corpo das pontas dos dedos dos pés até seu último fio de cabelo. Com os cotovelos sobre a mesa se abraçou um pouco erguendo os ombros, ficando um pouco debruçada demonstrando estar sem graça. Ele se ajeitou também colocando os cotovelos sobre a mesa rapidamente, se debruçando como ela, mas não em sinal de desconforto e sim para ficar mais perto dela. Tudo muito rápido, ela apenas ficou parada ao sentir ele perto, até mesmo um pouco ansiosa pelo que ele diria. Apesar do barulho do lugar ele falou um pouco mais baixo, só para ela, seu tom grave contribuía muito para que ela se sentisse ainda mais arrebatada.

- Eu não esperava encontrar alguém como você hoje, por isso não pude tirar meus olhos de você e acho que você também não conseguiu tirar de mim - Levy sentiu seu estômago se contrair - Me diga, o que estava pensando? Em como eu sou assustador? Em como posso ser perigoso? Que deveria se afastar? - Ela sabia que ele lhe encarava diretamente, mas já tinha algum tempinho que ela olhava para outra direção, porém toda sua atenção estava nas palavras dele - Ou isso te atraiu?

Ele ficou em silêncio esperando por sua resposta. Ao redor tudo era um borrão, a música agora era apenas barulho e parecia muito mais baixa do que realmente estava. Levy aos poucos foi deslizando seus olhos até o cantinho, apenas para ter ainda mais certeza de que ele lhe encarava fulminantemente. Engoliu em seco, não poderia amolecer ali.

- O que te faz pensar que eu estava te olhando?

- Seus olhos - Respondeu imediatamente - Gihi… Você sabe, cada vez que seus olhos encontravam os meus era um pequeno susto.

Ele estava notando cada movimento dela, se sentiu envergonhada.

- Eu sei disso, porque eu também estava olhando você garota. Isso diz algo para você? Se também estava me olhando não há motivo para ficar envergonhada - Era óbvio que ele estava vendo como ela estava agora e agia ainda mais intimidante, ele gostava disso. Ergueu a mão mexendo com leveza em uma mecha de seu cabelo azul - Se estávamos nos olhando, quer dizer que temos algo aqui, porém quero saber se o motivo dos seus olhares sãos os mesmos dos meus. Devo me afastar ou me aproximar mais?

- Qual o motivo dos seus olhares? - Se esgueirou da pergunta.

O sorriso pontiagudo dele se abriu.

- Estou afim de você. - Falou e esperou, viu ela respirar fundo olhando para qualquer lado, menos para ele, via seu rosto corado, via seu nervosismo e achava aquilo tudo muito bonito. Ela havia sido bem óbvia desde início, em julgá-lo da pior maneira, em continuar estudando cada movimento dele, em chegar a conclusão de que queria que ele soubesse que ela era sim muito forte e em se surpreender sobre quem na verdade ele era selando o interesse que estava tendo nele. - E você?

Ela parecia estar completamente travada, suas mãos sobre a mesa estavam inquietas.

- Se quiser que eu te beije é só me olhar - Resolveu “ajudar” - Se não quiser apenas continue olhando pro lado e eu prometo que vou me desculpar e fingir que não disse nada.

Mais uma vez ele esperou, quando percebeu que ela não olharia foi saindo da sua posição de cotovelos sobre a mesa e ela se virou para olhá-lo, lhe deixando em dúvida. Era um sinal verde? Ou era apenas curiosidade por sua movimentação? Ela lhe olhava nos olhos, mal piscava, parecia decidida por um impulso, a movimentação de seu peito indicava que seus batimentos deviam estar um pouco alterados. Ele resolveu que iria arriscar, porém não foi rápido. Primeiro, devagar voltou a se apoiar sobre a mesa próximo a ela, sem interromper o contato visual, depois foi aproximando seu rosto do dela observando se ela iria se afastar, mas ela estava imóvel. Deixou que ela sentisse sua respiração próxima de sua boca, molhou seu lábios e tocou os dela com toda delicadeza, não queria assustá-la.

Um simples toque de um selinho delicado, ainda vendo os olhos dela bem abertos e vidrados. Devagar pegou seu lábio inferior, lentamente, apenas para ver se ela estava mesmo disposta. Os braços deles permaneciam cruzados sobre a mesa, assim como os dela, ele se inclinava um pouco mesmo sentado devido a diferença de altura entre os dois. Soltou o lábio dela, afastando-se apenas um centésimo de segundo e voltou para beijá-la dessa vez de verdade, mas ainda assim, sem qualquer pressa ou “força”. Gajeel fechou os olhos, mesmo ainda vendo que ela estava de olhos bem abertos, ela parecia não acreditar no que estava acontecendo. Se concentrou em sentir que ela o correspondia com muita timidez. Aquilo era legal, fez até mesmo ele sentir um pouquinho de calor em seu estômago. 

Ela era pequena, e tinha gestos leves. Em pouco tempo percebeu que já não era ele quem conduzia o beijo, ele queria sentir o frescor que ela emanava. Teve a curiosidade de espiar e viu que ela já estava de olhos fechados, envolvida pelo beijo cálido. Ele voltou a se concentrar nela esquecendo que se beijavam no meio de uma balada com som alto, pessoas rindo, bebendo e cantando sem darem a mínima importância para o que estavam fazendo. Estavam no meio de todos, mas ao mesmo tempo pareciam estar num espaço reservadíssimo. Sentiu sua mão pequena em seu rosto e como resposta ele aproximou mais seu rosto do dela. Ainda não havia mexido seus braços, não queria dominar a situação, queria ser levado por ela.

Eles pararam porque não poderiam ficar se beijando pra sempre ali, uma hora voltaram a si. Se encararam bem de pertinho e sorriram um pouco desconcertados um para o outro. 

- Isso foi muito bom - Falou exatamente o que estava pensando sem muitas delongas.

- Obrigada? - Ela respondeu já desviando o olhar e rindo.

Dessa vez ele iria agir um pouco mais conforme o momento, aproximou sua cadeira da dela e passou o braço por sua cintura, aproximando o nariz de seu pescoço sentindo seu cheiro. Eles estavam mesmo ficando e se curtindo agora. Ela se encolheu um pouco diante do arrepio, mas não se afastou demais. Olhou para ele novamente com um sorriso tímido nos lábios e recebeu um selinho rápido.

- Acho que daqui a pouco o pessoal vai voltar - Ela disse, tomando atitude para tocar na mão esquerda dele que estava sobre a mesa se envolvendo um pouco mais na vibe do “fica”.

- É um convite?

- Como assim?

- Quer ir para outro lugar?

Ela arregalou um pouco os olhos diante da sugestão e riu movendo a cabeça como se não acreditasse no que ele dizia.

- O que foi? - Ele mesmo ria agora.

- Você é bem atrevido né?

- Não pareço ser? - Ele colocou o queixo no ombro dela - E você? Qual o seu jeito? As vezes te acho tímida, as vezes acho que está de boa. Como está agora?

- Estou de boa - Por dentro estava com um calorzinho bom e um pouco de adrenalina corria por suas veias, daquele jeito era a primeira vez para ela - Geralmente, demoro um pouco mais a ficar com alguém, mas é legal inovar um pouco.

- Quer dizer que nunca ficou com alguém assim que conheceu? - Ela moveu a cabeça dizendo que não e dando um sorriso de canto - Me sinto lisonjeado, ainda por cima aposto que nunca ficou com ninguém como eu, não estou me achando, você entendeu.

- Nunca mesmo - Respondeu entendendo - Geralmente são pessoas bem alinhadas e com a pele menos riscada.

- Gihi… E sem piercing na língua - Ele se aproximou e deu uma leve chupada em seu lábio superior - O que achou?

- Ah por favor… Quer que eu faça uma avaliação sua tentando se vangloriar?

- Só estou curioso!

- E porque essa história de gostar de garotas pequenas e fofas?

- São o meu oposto, me atraem. - Ele disse cheirando o ombro dela lhe causando um arrepio - Gosto de ver o susto e o interesse - Falou aproximando os lábios de sua orelha.

- Que porra é essa? - Natsu apareceu com Lucy ao lado, estava de olhos arregalados encarando os dois de boca aberta, fazendo Gajeel se afastar para olhar o primo.

- Natsu! - Lucy colocou a mão no peito, mas também estava surpresa, porém interessada.

Levy ficou imediatamente corada, havia reclamado e falado tanto antes de chegar ali sobre o novato. Achou ele estranho e tudo mais, além de que era constrangedor ser flagrada ficando com um cara! Mas, sua primeira ação instintiva era de dar um grito diante da indiscrição de Natsu, mas parou ao ouvir a voz descontraída de Gajeel.

- Não enche o saco Natsu... - Sentiu ele se aproximar novamente, estava relaxado, nem ligava para a cara de Natsu de quem estava prestes a falar um monte de loucura em alto e bom som. O polegar dele pegou seu queixo com leveza e a fez olhar para ele, ainda estava irritada, porém ele já tinha toda a sua atenção - Esquece esse maluco - Falou só para ela com aquela voz grave sedutora enquanto fechava os olhos e lhe beijava.

Foi completamente efetivo, ela esqueceu mesmo que estava sendo encarada pelos amigos. Não viu quando Lucy rindo puxou Natsu para longe dali, já pensando em contar para as outras e a zoeira que seria depois dali.

Gajeel era quem lhe beijava agora, gradativamente com mais empenho. A mão que segurava seu queixo já apertava sua coxa, a respiração de ambos estava um pouco mais forte. Tudo parecia estar ficando cada vez mais acelerado. Levy colocou as duas mãos em seu rosto o trazendo mais para perto, seu corpo estava ficando mais quente e uma sensação conhecida de desejo começava a se apossar de seu corpo. Ainda conseguia pensar o quanto era louca de estar começando a cogitar algumas safadezas, mas tudo estava sendo de momento e de um momento tão bom que estava sentindo muita vontade de deixar rolar de acordo com o que fosse vindo à sua mente.

- Caham - Alguém pigarreou alto com a intenção de chamar a atenção deles. Ao olharem com os olhinhos pequenos, por não querem abrí-los viram Mirajane sentada do outro lado da mesa com o queixo apoiado sobre a mão - Seu safado - Ela disse olhando para Gajeel, mas logo se virou para Levy. - Posso falar com você? - Se levantou antes que ela respondesse indo para o seu lado e a pegando pelo braço. Levy já estava novamente querendo se enterrar, realmente a ideia de irem pra um lugar mais reservado parecia muito boa agora. - Levy-chan né?

Elas não estavam muitos passos distante de onde Gajeel estava curioso por não poder ouví-las.

- Sim - Ela queria dar algum tipo de alerta sobre ele? Estava deixando preocupada.

- Tome - Ela mostrou uma chave - É do meu apartamento.

- O que? Porque isso?

- Estou deixando a escolha nas suas mãos. Te dando um lugar reservado - Disse sorrindo - Vocês precisam muito de um quarto, Gajeel está na casa do primo dele, não sei se você teria um lugar bom e estou oferecendo de graça, melhor que pagar não é? Acho que não voltarei para casa tão cedo amanhã de manhã, então vocês podem ficar à vontade. Não fique com vergonha! - Falou já vendo a cara que a garota fazia - É natural - Deu uma piscada - Gajeel é um ótimo cara, sei que você não me conhece e talvez eu esteja sendo maluca de dar assim a chave do meu apartamento, eu deveria estar dando pra ele, mas achei melhor deixar a escolha nas suas mãos. Se não usar amanhã eu dou um jeito de pegar essa chave com você. - Mirajane deu mais uma piscadela e se afastou dando tchauzinho, mas não sem antes franzir o olhar para o amigo.

- O que ela disse? - Perguntou assim que a pequena voltou, mas não se sentou, continuou em pé. Ela se aproximou ficando entre as pernas dele e colocando as mãos em seu peito, segurando a chave, mas ele não via, pois olhava para o seu rosto.

Era como ela esperava, peito duro e macio ao mesmo tempo. Ela deslizou descaradamente e ele deixou sem se incomodar. Levy olhou para cima puxando a sua camisa para mais um beijo. Oh sim… Era constrangedor receber a chave de alguém assim, obviamente dizendo “Vão, transem”, mas ao mesmo tempo era tão excitante. Esse cara, ele era completamente chamativo e lhe acendia um fogo de curiosidade e diversão. Como seria tê-lo por cima de si? Lhe agarrando, lhe apertando…

- Vamos pra outro lugar - Disse quando parou de beijá-lo, ainda segurando sua camisa fazendo-o olhar um pouco para baixo - É um convite.

 


Notas Finais


Gihi


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