História That Girl - Capítulo 40


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Categorias Nisekoi
Personagens Chitoge Kirisaki, Kosaki Onodera, Maiko Shuu, Marika Tachibana, Raku Ichijo, Ruri Myiamoto, Tsugumi Seishirou
Tags Chitoge, Nisekoi, Raku, Romance
Visualizações 33
Palavras 3.721
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Ecchi, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


YOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO galerinha que eu não vejo faz um MEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEES...
Tártaro, seguinte... Meu PC deu pau, começou a pifar e inverteu as letras do meu teclado e impediu de eu poder usar sinais corretamente (já tinha acontecido a alguns anos atrás), por isso fiquei esse tempo todo sem escrever e responder comentários.
O título do capítulo é claro que é o nome de uma música da banda Nx Zero, mas eu não coloquei música nenhuma deles no capítulo, sorry.
Perdoem minha demora e apreciem o capítulo.
Nos vemos nas notas finais.

Capítulo 40 - Razões e Emoções


- BORA ACORDAR! – gritou Shuu super animado batendo panela.

Caí da cama com tamanho barulho. Quando saí do meu quarto o encontrei descendo as escadas com panelas em mãos.

- Calma aí, cara. Por que tanta animação? Ainda são seis da manhã! – falei coçando os olhos.

- Café-da-manhã. Vamos lá, pessoal. Vamos fazer desse dia o mais divertido. – falou o loiro sorrindo.

Descendo as escadas pude ver uma mesa cheia e bem preparada. Arregalei os olhos surpreso, pensei que eu era o único que sabia cozinhar nessa bagaça.

- Uau. – disse Tsugumi também de olhos arregalados para a mesa.

- Incríveeeeel. – gritou Marika eufórica.

- Olha, esse não é seu aniversário, Shuu, mas tá de parabéns. – disse Chitoge sorrindo.

- Eu sei, eu sei. Não mereço palmas, mereço o Tocantins inteiro. – Shuu falou se gabando e eu não entendi a comparação dele.

Dando uma olhada melhor percebi que ele estava todo sujo de comida. Claro que notei também um livro de receitas em cima da mesa quando olhei para a cozinha. Ele obviamente não conseguiu fazer tudo aquilo de primeira, deve ter tentado várias e várias vezes, fracassado e se sujado até conseguir. Haja esforço, mas valeu a pena.

- Você tá todo sujo de comida. Não quer tomar um banho? – perguntei.

- Claro que não. Tô de boa… Mas se vocês quiserem que eu vá tomar banho.

- Não me importo. – disseram todos juntos.

- Então comerei assim mesmo. Hahaha.

- Então… não vai nos dizer pra quê tanta animação? – perguntou Chitoge trazendo a atenção de todos para Shuu.

- Então, lembram daquele violino super caro que eu queria, mas tava sem grana então decidi juntar de pouquinho em pouquinho?

- Err… sim. – disseram Ruri, Kosaki, Chitoge e Tsugumi. Eu e Marika ficamos aéreos na conversa.

- Eu consegui dinheiro suficiente pra comprá-lo! – Kosaki e Tsugumi ficaram feliz e começaram a aplaudir, Chitoge sorriu e Ruri parecia não se importar. – Vou comprar amanhã, então não se preocupem comigo.

- Se você diz…

- Até porque não devemos nos preocupar com você e sim com as mulheres que você pode atacar no caminho. – disse Ruri.

- Q-Que cruel, Ruri-chan.

- Não use o onorífico. – gritou a baixinha jogando uma tigela no loiro enquanto todo mundo ria.

Depois de terminarmos de comer eu joguei as costas contra a cadeira para relaxar.

- Ah, comi demais. Isso foi muito bom.

- Já que o Shuu fez o café, eu lavo a louça. – disse Tsugumi já juntando os pratos.

- Hey, Raku. – olhei para o lado e era Shuu me chamando. – Precisamos conversar.

- Ah, pode falar.

- Na verdade, eu…

- Ah, Raku. Pode me ajudar aqui? – pediu Ruri.

- Claro. Licença, parceiro. – me despedi do Shuu e fui até Ruri na garagem. – O que foi, Ruri?

- Preciso que me ajude a colocar essas caixas no carro da Chitoge. Elas são peças novas para nossos instrumentos, além de algumas letras de músicas boas que o Shuu escreveu e disse que deveríamos testar. Vamos levar para a gravadora e preparar tudo lá.

- Entendi. Então vamos colocar tudo no banco de trás?

- Sim, você vai colocar tudo no banco de trás, depois a Chitoge irá levar para a gravadora, você aproveita e pega uma carona com ela.

- Espera aí, eu? Sozinho?

- Sim. Algum problema?

- Pensei que era pra te ajudar.

- Mas é pra me ajudar. Você ajeita as caixas enquanto eu cuido da papelada. Até mais. – e sem mudar seu semblante de “tanto faz quanto fez” ela se foi me deixando com uma parede de caixas cheias de papel e pedaços de instrumentos.

- Aaaaaaah… Onde foi que eu amarrei meu burro? – reclamei sozinho. Vendo que ninguém escutou minha reclamação suspirei e comecei a trabalhar porque infelizmente aquelas caixas não entrariam no carro sozinhas. Depois de finalmente empilhar todas fui até a cozinha beber um copo com água.

- Meio cansado, Raku? – quase me afoguei com o susto. Olhei para trás e era apenas o Shuu.

- Imagine, primeiro a Ruri me faz de escravo, depois eu quase morro afogado. Mas tirando isso eu tô de boa.

Ele riu.

- Hoje vai ser muito divertido. Ainda vamos testar as músicas que eu trouxe do Brasil. Tinhas as perdido mas milagrosamente as encontrei. Incrível não.

- Sim, mas sabe. Eu sou seu amigo, te conheço e sei que essa felicidade toda não é só por causa de um violino. Tem algo a mais.

Shuu deu um sorriso nervoso.

- Okay. Eu vou te contar já que confio bastante em você.

- Beleza. – me preparei para escutar outra história incrível dele ou outro plano falho de bagunçar com as garotas.

- Eu queria te dizer que a…

Escutei o barulho de buzina.

- Rápido, Raku. Vai perder a carona. – escutei Chitoge falar.

- Eita… EU JÁ TÔ INDO! – gritei para ela. – Tenho que ir, amigão. Me fala quando tivermos na gravadora.

- Ah, tá bom… – ele não pareceu ficar muito feliz com isso, mas tudo bem. Quando chegarmos na gravadora ele me fala.

Corri até o carro da Chitoge e pulei no banco do passageiro enquanto ela lentamente tirava o carro da garagem. Depois de sairmos ela acelerou com tudo. Enquanto íamos embora eu olhava para a casa de onde saímos.

- Algum problema? – perguntou-me Chitoge.

- Não, nada não.

Alguns segundos de silêncio até que a loira o quebrou.

- Eu percebi que tem alguma coisa de errado com o Shuu hoje, e eu sei que você sabe!

Arregalei os olhos.

- Como você…

- Qual é, Raku? Eu sou loira, não burra. Óbvio que eu notei.

Olhei para ela por alguns segundos.

- Olha, nem eu sei o que tá acontecendo com ele. Ele me disse que isso tudo é por causa de um violino super caro que ele queria faz tempo, mas sinto que é algo a mais.

- Poderia ser que ele reuniu coragem pra se declarar pra Ruri. – sugeriu.

- Sim, talvez poderia s… Pera aí, COMO CÊ SABE?

- Cê realmente tá tirando uma com a minha cara, né?! Isso é tão óbvio que todo mundo já deve ter percebido, até a Marika que chegou por último. Acho que os únicos que não perceberam foram…

- Eles mesmos. – falei e a Chitoge sorriu.

- Na lata.

- Eu não tinha pensado nisso antes, mas… Não, não é isso.

- Você acha?

- Ele faz muito rodeio quando o assunto é a Ruri. Não acho que ele agiria estanho por causa disso. Eu conheço o Shuu, ele não faria tanta bagunça por causa disso, ele seria direto, diferente de como ele é! Se ele está agindo assim deve ser outra coisa e eu vou descobrir!

- Chegamos. – Chitoge desligou o carro e pulou pra fora. Antes de entrar ela olhou para mim com o dedo indicador para cima. – Olha, eu acho bom você descobrir mesmo porque eu estou ficando muito curiosa.

Desci depois dela e fui até a sala onde tocaríamos. Dei de cara com a Tsugumi.

- Eh? Como conseguiu chegar aqui mais rápido que o carro da Chitoge?

- Ah, eu apenas vim correndo.

Ela é o quê? Um superhumano?

- Entendo… Cadê o Shuu? – perguntei.

- Ele disse que buscaria um amigo para testar uma música, ele disse algo sobre mostrar os verdadeiros sentimentos. – explicou-me Tsugumi. – Eu não entendi muito bem.

Será que ele planeja mesmo se declarar pra Ruri? Depois de ter enrolado tanto? Mesmo que esse não seja o estilo dele… Bom, o Shuu é um cara imprevisível. Quando eu penso que o conheço ele me vem com uma ideia maluca e totalmente diferente do habitual. Maldito brasileiro.

Logo após esse rápido pensamento o “bem falado” aparece e acompanhado de uma grande companhia: Humberto Gessinger.

- O que faz aqui, Humberto?

- O Shuu me convidou dizendo que tinha uma grande ideia para me dar, uma música brasileira antiga para transformá-la em inglês. Isso já aconteceu várias vezes. O maior exemplo é Kiko Zambianchi que criou sua própria versão da música Hey Jude dos Beatles. – explicou Gessinger. – Eu, por exemplo, enquanto trabalhava na banda Engenheiros do Hawaii criei minha própria versão da música Starman de David Bowie. A famosa e bastante criticada, O Astronauta de Mármore.

- Você pegou uma música americana e fez sua versão em português?

- Mas isso não seria plágio? – perguntaram Marika e Tsugumi.

- Existem exceções, e essa é uma delas. – disse Ruri.

- Eu tive que pedir permissão do próprio David Bowie para escrever O Astronauta de Mármore. Ele não só deu permissão, como também pediu para ser um dos primeiros a escutar quando a música estivesse pronta. Quando ela estava pronta o David decidiu viajar para o Brasil só para escutar a nossa música. No final ele me disse que aquilo era uma obra-prima e que ele estava abençoando aquela música. Ganhar a benção de um gênio da música clássica americana foi a maior realização da minha vida e a música O Astronauta de Mármore ainda é uma das mais escutadas de Engenheiros até hoje.

- Isso é… incrível. – falei.

- Bom, que tal descansarem antes de tudo aprontar, façam seus exercícios vocais. – ordenou Ruri. – os chamarei em cinco minutos.

Me sentei em um canto do corredor enquanto via Ruri e Gessinger entrar na sala onde ficam os equipamentos para tocar e gravar-nos. Shuu se sentou ao meu lado com uma garrafa de água natural.

- Tá, pode pelo menos dessa vez me explicar seu plano? – pedi.

- Quê? Que plano? – ele começou a tomar a água com mais pressa.

- Não se faz de desentendido. Eu sei que você vai cantar essa música que falou pra se declarar pra Ruri.

O loiro engasgou.

- Tá locão de pão de queijo? – perguntou ele. – É claro que eu não vou me declarar pra Ruri com essa canção. Na verdade tá mais pra uma despedida…

Arregalei os olhos.

- Despedida?

- Sim, ela vai se despedir do Shuu que ela conhece, a partir de amanhã eu vou mudar.

Ela estava sério, pela primeira vez… E isso me assustava.

- O que você quer dizer com mudar?

Shuu suspirou.

- Sabe, Raku… Na verdade eu desde cedo queria te falar que…

- Ei, já tá na hora. Estão prontos?

Olhei para ele atento.

- Falar que?

Ele sorriu e balançou a cabeça.

- Deixa pra depois. Mas eu prometo te dizer, afinal, você é o meu melhor amigo.

 

 

- Tudo pronto. Já podemos começar, Shuu? – perguntou Ruri.

- À vontade. – disse ele com a mão no microfone.

 

[1]

Primeira coisa importante a notar é que dá pra saber que é uma música brasileira por conta de duas coisas, a primeira é que o prório Gessinger disse; a segunda é por causa do ritmo e dos instrumentos usados. Dá pra saber que é música brasileira. Agora o que realmente me interessa é a letra. O que será que ela quer dizer?

 

Queria tanto te dizer que eu já não te amo

Que seu amor em minha vida foi mais um engano

Até quando tenho que fingir?

Se a minha boca morre de vontade do seu beijo

 

Queria esquecer você apenas um momento

Mas nunca consegui tirar você do pensamento

Quando eu digo que não devo te amar

O meu coração me diz te quero e não tem jeito

 

Eu sempre fiz de tudo pra me apaixonar

Até um dia alguém deixar saudade no meu peito

Agora eu tenho medo

Agora eu tenho medo

 

Você chegou, me deixou sem saída

Me fez te querer quando eu não mais queria

Você me fez amar quando eu dizia não

E acreditar que no seu coração

Tinha o grande amor que eu sonhei um dia

 

Você chegou quando a dor mais doía

E me encontrou quando eu me perdia

Acho que foi Deus que te mandou pra mim

Pra recomeçar e me fazer feliz, por toda a vida

 

Aquela letra era encantadora. Olhei de relance para Ruri e percebi que ela estava vidrada no Shuu. Parecia que ela escutava a música com o coração e não os ouvidos, não, parece que aquela música foi feita especialmente para o Shuu cantar para a Ruri.

 

Eu sempre fiz de tudo pra me apaixonar

Até um dia alguém deixar saudade no meu peito

Agora eu tenho medo

Agora eu tenho medo

 

Você chegou, me deixou sem saída

Me fez te querer quando eu não mais queria

Você me fez amar quando eu dizia não

E acreditar que no seu coração

Tinha o grande amor que eu sonhei um dia

 

Você chegou quando a dor mais doía

E me encontrou quando eu me perdia

Acho que foi Deus que te mandou pra mim

Pra recomeçar e me fazer feliz, por toda a vida

[1]

 

Gessinger foi o primeiro a aplaudir. Logo eu e todos os outros aplaudimos também. O rosto da Ruri pareceu levemente vermelho por um momento, não deu pra saber ao certo porque ela logo o baixou e quando levantou-o já estava com o semblante costumeiro. Até mesmo a Chitoge parecia surpresa.

- O Shuu dizia que era ruim por humildade, não é mesmo?! – perguntei para a loira.

- Uma música dentro de nós. O Shuu é diferente de todos, enquanto temos uma música para cantar com a alma, parece que ele tem várias e essa é uma delas.

- Deve ser porque ele é brasileiro… – disse Humberto chamando nossa atenção. – Não querendo dizer que os estadunidenses, japoneses, russos e escoseses e etc não sofram. É que de certa forma o brasileiro sofre de uma forma peculiar, um dominó de desgraça que cai sobre nossa vida. Talvez por isso não desistimos fácil de nossos sonhos, talvez por isso uma música não é o suficiente para explicar tudo o que nossa alma quer gritar.

- Profundo. – disse Marika.

- Curto e direto. – dessa vez Kosaki.

- Mas profundo. – terminou Tsugumi.

Shuu esticou os braços.

- Bom, espero que isso tenha atiçado sua inspiração para escrever, Humberto. Agora que eu já cantei vou descansar na frente da Nisekoi. – e dizendo isso ele saiu.

- E como atiçou, garoto.

Enquanto todos discutiam sobre a música e Ruri ficava calada olhando para o tão interessante teclado a frente, aproveitei a deixa para ir atrás do Shuu.

Ao sair da gravadora percebi que estava um calor dos infernos. Olhei para o lado e o vi sentado, no mesmo lugar onde eu e Tsugumi conversamos, apreciando a visto para o mar.

- Olha, cara… Se aquilo não foi uma declaração eu não sei o que foi.

- Ainda nisso? – ele deu uma curta risada. – Isso aqui é realmente lindo. Sabe, do tipo que te prende pra nunca mais sair daqui… dessa cidade.

- Acho que já tá na hora de eu entender melhor o que tá acontecendo. Exigo respostas.

- Tudo bem. A verdade é que…

- Raku, é sua vez de cantar! – avisou Tsugumi. Escutei o Shuu suspirar.

- Estou indo! – falei. – Foi mal, cara. Me explica asism que eu terminar, não vou demorar muito.

Me virei e voltei para a gravadora.

- Eu vou para Amsterdan, Raku.

Eu travei no meu lugar. Sentia meus olhos arregalarem e minha boca fazer um perfeito “o” de surpresa enquanto podia sentir meus dentes tremendo, os de cima batendo nos de baixo e vice-versa. Me voltei o olhar para ele sorrindo.

- Isso não tem graça, Shuu. Você já contou piadas melhores, sabia!?

- Não é piada. – e novamente sua aparência brincalhona sumiu. Ele tava sério olhando para o mar. – Eu vou pra Amsterdam, eu te disse antes.

Baixei a cabeça. Eu sabia que esse dia chegaria, mas não esperava que fosse chegar tão cedo.

- Então esse dia chegou.

- Ei, ei… é claro que eu não vou embora agora. Hahahahahaha. Só irei depois, nem presente de despedida eu preparei ainda. Como poderia ir agora?

Um sorriso se fez no meu rosto.

- Claro, hahahaha. – esse idiota me fazendo se preocupar atoa. – Você me deu um baita susto!

- Não foi?! – o loiro riu. – Vamos logo voltar pra gravadora. Não era já sua vez de cantar?

Me desesperei.

- Ai, meu kami. É verdade.

Corri na frente do Shuu para a gravadora.

 

 

Abri os olhos e via o teto do meu quarto. Ontem o Shuu me deu aquele susto de ir embora. Eu tinha aceitado antes, mas agora é diferente. Eu percebi como a companhia dele é importante para o grupo. Não seremos os mesmos sem ele. Então percebi que tenho que começar a criar planos para convencê-lo a não ir sem que eu tenha que contar que a Ruri é a garota qual ele tanto procura e ama.

Ontem enquanto saíamos da gravadora, ele finalmente revelou que gostava da Ruri, porém… Ele disse que por gostar dela não podia continuar aqui, pois seria injusto amar duas garotas ao mesmo tempo. O coitado nem sabe que essas duas garotas são a mesma pessoa.

Saí do quarto e fui em direção às escadas para chegar na cozinha e preparar o café da manhã. Ainda tenho que avisar a Chitoge e a Tsugumi sobre o Shuu. Não contarei tudo (História da Ruri), mas contarei o suficiente sobre o Shuu para elas nos ajudarem.

Após chegar na sala eu percebi que no meio dela estava uma cadeira, sustentando um violino.

 

…nem presente de despedida eu preparei ainda.

 

Me aproximei do violino percebendo que nele tinha um papel.

 

…lembram daquele violino super caro que eu queria?…

 

- Raku? O que foi? Precisa de ajuda pro café? – perguntou Tsugumi coçando um dos olhos.

Minhas mãos tremiam, minha visão embaçou e minha boca se abriu o tanto quanto eu consegui…

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH…

- Raku, o que houve? – Tsugumi se aproximou preocupada.

O grito foi tão alto que acordou todos na casa. Todos descendo com o cabelo desarrumado e com cara de susto.

- Chitoge, pega a chave do carro. Hoje não teremos café-da-manhã!

- EH?

- Não tomem banho, só se arrumem e CADÊ A CHAVE, CHITOGE?

- EU TÔ INDO, CARALHO. – gritou a loira furiosa descendo as escadas.

- Todos pro carro da Chitoge, imediatamente. – falei correndo até a garagem com o violino na mão. Todas entraram no carro de pijamas sem entender nada do que tava acontecendo, mas eu sabia muito bem e isso já era o suficiente. – Dirije pro aeroporto o mais rápido possível.

- Espera, pelo menos explica porque tanto tumulto tamanha manh…

- CALA A BOCA E ACELERA! – gritou.

- NÃO GRITA COMIGO NÃO. – Chitoge gritou ainda mais alto e pisou forte no acelerador. O carro foi tão rápido que senti a pelo do meu rosto sair voando.

- Ei, Raku… Onde conseguiu esse violino? – perguntou Ruri um tanto supresa.

- Você conhece esse violino? – perguntei atraindo atenção de todas as garotas.

- Era o violino que e… que a Violinista de gelo usava quando era famosa. O violoncello Eagle CE-300. Mas por que você tem esse violino tão precioso em mãos.

- Não. – joguei o violino para Ruri que o aparou assustada. – Não está nas minhas mãos, está nas suas!

- Eh?

- O Shuu… vai pegar um avião pra Amsterdam para procurar pela Violinista de Gelo. – Ruri arregalou os olhos. – O Violino que ele comprou era um presente de despedida.

As poucas lágrimas que tinham no meu olho aproveitei para limpar.

- Então quando você disse que eu deveria contar… era por causa disso…

- Err… alguém podia nos contar sobre o que vocês estão falando?! Por que, tipo, ninguém aqui tá entendendo. – disse Marika.

- Ruri, você vai ter que tocar o violino. – ela de imediato pareceu ficar doente, seu rosto demonstrava medo, prova de que o trauma dela ainda estava muito presente.

- Espera aí, a Ruri toca violino? – Tsugumi perguntou olhando supresa para a Ruri igual como Kosaki olhava.

- Eu… Eu não posso…

Senti uma veia saltar da minha testa.

- Ruri… – a chamei calmamente. – VOCÊ ACHA QUE SEU AVÔ VAI FICAR FELIZ DE TE VER NESSE ESTADO? ESTAMOS PRESTES A PERDER UM AMIGO E VOCÊ TÁ QUERENDO AINDA ASSIM MANTER SEU TALENTO PRA SI? Eu esperava mais de você.

Minhas palavras pareceram afetá-la.

- O Shuu… ele te ama, ele é apaixonado por você! – imediatamente o rosto da baixinha ficou vermelho. – Eu sei que você gosta muito dele. Então não acha que é hora de retribuir esses sentimentos? Ele pensa que seria errado amar você e a Violinista de gelo ao mesmo tempo, então decidiu ir atrás da musa dele para que você não sofresse. Ele queria que você simplesmente vivesse conosco sem saber que ele era e é apaixonado por você!

- Eu… não… acredito. – as mãos da Ruri tremiam.

- Certo, já é o suficiente. Se segurem pessoal, chegaremos no aeroporto em um instante! – avisou Chitoge acelerando ainda mais.

 

 

Ao chegarmos no aeroporto eu não esperei estacionar, pulei do carro e corri na direção da entrada, poucos segundos o pessoal me seguiu. Nosso grupo acabou chamando a atenção de todos, talvez pela entrada abrupta.

- E então? – perguntou Chitoge.

O aeroporto tava cheio, já era difícil se locomover, imagine encontrar uma única pessoa que não sabemos nem que roupa tá usando. Um dos funcionários estava passando e eu rapidamente o puxei.

- Hey, viu um loiro com cara de pervertido por aí? – perguntei. O funcionário olhou para mim de forma a entender que ele não entendeu.

- “cara de pervertido”? – perguntou ele.

- O voo para Amsterdam? Onde eu pego? – perguntou Ruri se colocando a frente.

- Setor B. Pegue esse corredor e vire à direita, está embaixo do painel de viajens.

- Valeu. – falei soltando o cara e correndo com os outros.

Começamos a correr como se não houvesse amanhã. Estava desesperado e tudo o que eu queria era encontrá-lo na fila de entrada ainda.

- Ele vai estar lá ainda, ele vai estar lá ainda. – repetia Ruri para si mesma. Após chegarmos finalmente vimos um avião começar a decolar e ficamos estáticos, até porque no setor B não tinha quase ninguém então meus medos se intensificaram.

Outro funcionário passava e eu o puxei.

- Aquele avião… – apontei para o avião decolando. – Para onde tá indo aquele avião?

- Ah, aquele da TAM? – perguntou o funcionário sorrindo.

- S-Sim. Pra onde ele tá indo?

- Ora, para Amsterdam.


Notas Finais


[1] Pra Mudar Minha Vida - Zezé di Camargo & Luciano (Super recomendo, pra quem gosta de chorar essa música é perfeita. Se você não chorar é porque não tem coração ou nunca amou alguém de verdade, embora as duas coisas dão no mesmo)

Bom, quero agradecer por estarem me acompanhando até aqui. Eu agradeço de todo o coração. ><
Espero que vocês estejam acostumados com grandes mudanças em histórias, porque é o que eu tô fazendo em That Girl.
Aguardem anciosamente o próximo capítulo.
Até a próxima e kissus de Peixe!


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