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História That Night - yk - Capítulo 1


Escrita por: beeatristw

Notas do Autor


hii, neneis!! como vocês estão? espero que muito bem!!
hoje confesso que me arrisquei. essa oneshot está nos meus rascunhos há uns três anos, e depois de modificar ela MUITO que tá quase a Barbie cirurgia pra ficar perfeita, finalmente eu consegui moldar da forma que eu queria. embora não esteja realmente da forma que eu gostaria, mas está e é isso o que importakkk
tenho boas expectativas, embora ache que esteja muito confusa- bom, qualquer dúvida, os comentários estão sempre abertos e irei esclarecer toda e qualquer uma delas!
espero que gostem, eu trabalhei muito nela e provavelmente vou querer apagar depois de 10 minutos, mas é issokkk
boa leitura 💙🌼✨🍺

Capítulo 1 - .o drácula. único


[23:30 PM 2035]

Residência dos Park

South Korea → Seul


Trinta minutos antes.


Faz alguns minutos que eu estou me sentindo observado. 

Certo, é halloween e estou numa festa fantasia, é normal que me sinta assim, mas é realmente estranho. Como se a qualquer momento eu fosse ser atacado por alguém.

Deixei para lá. Não poderia perder o resto da festa super divertida - sintam a ironia - com isso. Então apenas fui fazer a única coisa boa da festa: encher a barriga. 

Entrei pelas brechas e cheguei, finalmente, a cozinha. O cheiro dos salgadinhos e da pizza invadiam as minhas narinas e eu apenas queria cair de boca. Até que o Drácula apareceu, ou apenas o Yoongi fantasiado de Drácula, como quiserem.

— E aí, Gguk, cadê a sua fantasia? – perguntou o dito cujo e lhe dou um dedo do meio. 

Eu estava de coelho por pressão de meus amigos, então a minha paciência havia se esvaído junto com a minha dignidade.

— Vai ver se eu tô na esquina. – rebati, coloquei uma mão cheia de salgadinhos na boca e dei uma boa golada no ponche de frutas. Ouço uma risadinha do mais velho. 

— Tão desastrado quanto um criança. – ele aproxima sua mão do meu rosto e limpou o cantinho da minha boca. O olhei envergonhado/confuso e afastei a sua mão. — O que foi? – riu se aproximando. 

— Eu não vou te morder, se é o que está pensando. – piscou, chegando bem perto, mas tão perto que eu pude ver todos os detalhes do seu rosto bonito, inclusive os seus olhos profundos e opacos e a sua cor extremamente branca. Até que ele apenas olhou para trás de mim e pegou um punhado dos salgadinhos. — Só queria um pouco. – riu, mostrando seus dentes de vampiro falso e se retirou. Soltei o ar que eu nem sabia que havia preso.

— Tá calor aqui, né? – perguntei para mim mesmo e ri envergonhado, saindo de lá me abanando.

Ao chegar na sala, que estava montada a pequena pista de dança, avisto o tal Drácula sentado, conversando com SooYoung, só a garota mais bonita daquela festa. Assim que ele percebeu que eu estava o olhando, sorriu e veio andando até mim. Subiu-me um arrepio estranho.

Pergunto-me o porquê, apenas. Min Yoongi tem a fama de pegar qualquer um – embora eu nunca tenha visto ou falado com pessoas que o fizeram, são apenas boatos. Ele para mim, assim como para todos, era a imagem e semelhança do Barney¹ de How I Meet Your Mother e sequer ficar perto dele, era repugnante. E, o fato dele estar caminhando em minha direção, já não me surpreende nada, mas ele ter deixado de falar com a menina mais bonita desse recinto, ai já é estranho. 

Imerso nos meus pensamentos, nem percebi quando ele apareceu na minha frente e ficou estalando seus dedos para que eu "acordasse".

— Sonhando acordado, Gguk? – perguntou, sorrindo com aquele seu sorriso gengival fofo. Algo que particularmente me chamava a atenção. Suas presas pontudas reluziam.

— 'Tá mais 'pra tendo um pesadelo. – suspirei.

— Não gosta de festas? – se pôs ao meu lado, apoiando-se no balcão.

— Não muito. – bebi mais um pouco do ponche.

— Então o que está fazendo aqui? – riu como se tivesse acabado de contar uma piada sem graça.

— Estou me perguntando a mesma coisa desde que cheguei. – pus o copo no balcão. — Vamos na festa, eles disseram. Vai ser muito legal, eles disseram. – suspirei. — Sinceramente, eu vou pra casa.

— Fica só mais um pouco, não está tão bom, mas eu te faço companhia. – levantou e abaixou suas sombrancelha. Lhe olhei com uma cara de deboche, como se dissesse "nossa, grande coisa". — Também não precisa fazer essa cara, né. Magoa. – pôs a mão sobre seu coração. 

— Você é um ator, sabia? – perguntei retoricamente e fui beber, mas percebi que havia acabado. Estalei a língua. — Vou pegar mais ponche. – avisei, contornando o balcão e indo até a mesa de centro. Ele veio atrás de mim. — Vai ficar me seguindo? – perguntei, levantando uma sombrancelha.

— Hmm, sim. Algum problema? – perguntou simples.

— Claro, e meu espaço? – fiz um círculo ao meu redor.

— Você está em uma festa e a última coisa que vai ter, é espaço. – fez cara de poucos amigos, ficando ao meu lado. — Eu só quero ficar contigo.

— E a SooYoung? 

— Ciúmes, Jeon? – levantou uma sombrancelha.

— O que? Não! – disse alto demais, e arregalei os olhos. — Ah, dane-se. – cruzei um braço, apoiando o cotovelo sobre o mesmo e comecei a beber.

— Calma. – riu alto. Eu só queria um lugar para enfiar a minha cara. 

— Vai ficar com alguma pessoa e me deixa em paz. – disse emburrado.

— Bem que eu queria, mas a pessoa que eu quero é muito difícil. – falou como se fôssemos melhores amigos, que trocam informações da vida. 

— E eu com isso? 

— Tá vendo. – riu. — A pessoa mais difícil que eu já quis na vida. – Fiz cara de paisagem. — Sabe quem é? – perguntou, aproximando seu corpo do meu, me afastei. 

— N-não me interessa. – gaguejei nervoso pela aproximação e me afastei novamente. — V-você não deveria estar cantando ela não a mim? – engoli em seco quando ele parou bem pertinho do meu pescoço, podia sentir sua respiração quente. 

— Mas eu estou. – me afastei quando seu rosto se aproximou mais do meu pescoço, mas percebi que não havia mais para onde ir, estava encurralado. Percebi o efeito que ele tinha sobre mim.

— Pare de brincar. – fechei meus olhos. 

— Mas eu não estou brincando, Jeon. Quero você faz tempo. – senti suas mãos subirem pela minha barriga, por dentro da fantasia, logo a outra foi até a minha nuca, abaixando a minha cabeça para ficar cara a cara comigo. — Mas você é muito difícil. – sorriu e colou nossos lábios. 

No começo eu não queria, confesso, mas daí todas as últimas defesas que eu tinha haviam sido derrubadas e eu estava em sua mão. Entreguei-me àquele beijo como eu entregaria meu corpo à uma boa melodia dançante. Metade de mim ainda tinha plena consciência do que estava acontecendo alí, a outra já estava entregue desde que ele havia chegado perto de mim. Eu não sabia o que fazer, a não ser corresponder aquele beijo desajeitado do mesmo modo que ele.

Até que a coisa mais entranha daquela noite aconteceu. Ele mordeu minha boca. Sim, mordeu, doeu e sangrou.

No mesmo momento eu abri meus olhos, percebendo as suas orbes diferentes e em uma cor vermelha viva focadas em mim. Mas não era apenas como se ele estivesse me olhando simplesmente, era como um transe.

— Y-yoongi. – o chamei, colocando a mão na minha boca sangrando. Então ele acordou e ficou inquieto. — Yoongi, está tudo bem? – ele abriu e fechou a boca, sem sair palavra alguma, se afastando. — Yoongi. – segurei em seu braço, mas ele correu pela porta da cozinha. — Yoon! – o segui, mas me assustei assim que não vi ninguém.

Sim, não tinha ninguém ali. O quintal estava vazio, completamente e, levando em consideração o mínimo tempo que eu levei para ir até ele, era praticamente impossível aquilo. Comecei a olhar para todos os lados a procura de algum rastro, mas a medida que eu olhava, mais eu esquecia e mais meu propósito se perdia. 

Fiquei assustado, e me perguntando o que eu estava fazendo naquela varanda, até que senti o gosto de ferro na minha boca e tornei a lembrar. 

Yoongi... Mas, como assim, porquê ele se foi?

Quem se foi? 

Sangue... Yoongi!


Completamente assustado e confuso, procurei por aquela cozinha alguma caneta e achei, começando a escrever seu nome no meu pulso. A imagem do seu rosto já se fazia quase que abstrata, mas lembrava apenas do seu nome. Yoongi. 

Sem propósito e sem lembrar do porquê estava fazendo aquilo, desci a pequena varanda da cozinha e corri pela floresta a procura de alguma coisa. Um rastro, uma pegada, uma... 

Oh, céus, o Yoongi sumiu! 

— Yoongi, cadê você? – gritei em todas as direções daquele lugar, tentando lembrar do gosto do sangue, tentando lembrar do propósito, de quem eu estava chamando. — Não se preocupe, eu não vou ficar bravo com você por causa disso, acidentes acontecem! – passei a língua pela parte interna do meu lábio inferior, lembrando. — Yoon!! – gritei mais uma vez, ouvindo um barulho nas árvores de pássaros voando. 

Até que tudo se apagou. Mas havia uma chama no meu coração, uma chama acessa no meu cérebro. Havia um Yoongi, um drácula e, embora não lembrasse do seu rosto, ele mordeu meu lábio e agora sumiu. 



— Jeongguk, seu maluco! 'Tá fazendo o que aí no meio dos matos, garoto? – taehyung apareceu, me puxando do chão. Eu nem sabia que estava no chão, minha cabeça girava.

— O Yoongi sumiu. – disse atordoado, olhando para os lados. 

— Que Yoongi? – olhou-me confuso, dando um gole da sua cerveja. 

— O Yoongi, você não lembra dele? – o olhei confuso.

— Não sei de nenhum Yoongi. Bateu com a cabeça, lindo? – verificou a mesma e bufei irritado, me soltando dele. 

— Taehyung, é sério, deixa de brincadeira! – bati o pé. — O Barney, você não lembra? Ele me beijou e mordeu minha boca, olha! – mostrei o ferimento. 

— Jeongguk, para de inventar coisas. Você bebeu tanto que tá chamando urubu de meu louro. – riu nasal, bebendo mais. — Vamos entrar, ok? – bufei e entrei, dando uma última olhada para a floresta.



Trinta minutos depois 



— Taehyung, eu juro que ele estava lá. Fui prensado na parede e ele me beijou e mordeu meu lábio. – disse pela milésima vez, cansado. — É verdade, essa é a melhor prova que você poderia ter.

— Claro que não, você poderia muito bem ter se mordido para dizer que ele existe – riu. — Mentir que pegou alguém, que essa pessoa se chama Min Yoongi e que desapareceu, é uma bobagem, Gguk, convenhamos. — terminou de colocar mais salgadinhos na vasilha. — Nós não vamos te julgar se você ainda for BV, Gguk. Mas não invente coisas, por favor.

Bufei, frustado. – Eu não estou mentindo... Eu juro... Ele estava com uma fantasia de Drácula. – balbucio, caindo a ficha no mesmo momento.








MYG.



Eu sempre fui um cara muito contido, sabe? 

Minhas presas eram simples, fácies e rápidas, e eram tantas que ganhei o ilustre apelido de "Barney". Era divertido ver as pessoas achando que eu só era um garanhão nojento que pegava todo mundo, mas era algo muito mais além. Possuía minhas técnicas perfeitas e infalíveis, essas que eram tiro e queda. No começo apenas observava, seduzia e depois "capturava". Sim, era mais simples do que imaginavam, mas aquela noite foi diferente.

Começando do início, não faço a mínima ideia de como tudo isso aconteceu, e nem sabia se era realmente verdade, tanto que passei um bom tempo da minha vida achando que era só uma história de família e coisas assim. Mas, tudo começou a mudar quando entrei para o ensino médio. Pêlos, hormônios a flor da pele, ereções descontroladas, caninos crescidos, sede de sangue e sensibilidade a luz solar. 

Acontece que eu fui agraciado com a maldição da família. Nada mais, nada menos que, se a esposa tem três filhos seguidos de três gerações seguidas, um de seus filhos, independente de ser terceiro ou não, nascerá vampiro. Assim como meu trisavô, e meus outros tataras atrás deste, ou qualquer outro nome que tenha. Não sou bom de cálculo, nem nunca dei muita bola para isso, até que senti a primeira sede de sangue e não consegui me controlar. 

Aconteceu com uma garota do colegial. Ela havia me chamado para sair, e eu não consegui dizer não, já que seria a primeira pessoa com que eu teria contato. Eu estava nervoso. 

Marcamos de assistir um filme naqueles cinemas de carro e aconteceu (oh, sim, pode ter certeza que foi bem antes de você estar vivo para ler isto aqui). Quando dei por mim, ela estava tão pálida quanto eu e completamente sem vida. Depois de um grande mar de desespero, voltei para casa e ouvi uma palestra, juro, de três horas. Meu pai me explicou toda a história da geração. Não houve um surgimento relatado, pois o histórico é bem mais longo, que até a linguagem de qualquer país poderia sequer expressar por avó, bisavô, trisavô, tresavô, tetravô, ou tataravô, ia muito mais além disso. Bom, descobri que haviam trisavôs que herdaram a maldição, mas já morreram há muito tempo por caçadores, assim como os ancestrais e por aí vai. Mas ainda haviam alguns que se escondiam por aí, com mais idade que o planeta, se possível for.

Depois dessa grande palestra, eu me tornei uma nova pessoa. Meu coração era tão gelado quanto meus sentimentos e aprendi a mantê-los assim por muitas décadas, até que tive o grande desprazer de conhecer uma presa que o amoleceu e esquentou. No começo era só provocação, mas alguma coisa nele falava mais alto e eu me descontrolei.

É, parece muito clichê para ser verdade. Mas eu era o Barney, e eu era o Barney por causa daquele estranho que assistiu a HIMYM e o associou a mim. Eu era velho o suficiente para ter visto a série ir ao ar e um simples moleque conseguiu fazer o coração do Min Yoongi ascender novamente por isto?

Eu matava por diversão, matava para me saciar e ver o desespero no rosto de tanta gente fútil e fácil, e apenas um moleque de 19 anos conseguiu me fazer perder a pose de Barney? Não era possível. 

Naquela noite estava tudo certo para a minha presa ser a Sooyoung, mas a forma que ele sempre me tratou, especialmente a forma que ele estava vulnerável naquela festa, deixou o eu consciente de lado, e o eu humano apareceu completamente. Mesmo que não existisse resquício algum de que eu algum dia tive humanidade dentro de mim. Mas quando eu mordi aqueles lábios, quando eu me descontrolei e mordi aqueles lábios convidativos, percebi que havia sido a decisão mais idiota que já havia tomado na minha vida. 

Ele não. Eu não poderia matá-lo. E não era por razões de que ele era o único que me ignorava, mas eu não poderia fazer isto com ele. 

É, eu acabei vendo o seu futuro e se eu continuasse com tudo aquilo, acabaria dando continuidade a maldição, e não poderia fazer algo assim de qualquer forma.

Mesmo sentindo a chama no meu coração, sentindo o gosto tão acentuado do seu sangue forte e único, não poderia continuar para não decepcioná-lo com a verdade, nem ter de continuar com aquilo.

Seu futuro era comigo, mas se tinha uma coisa que eu poderia fazer, era mudar aquilo, já que eu tinha esse poder nas mãos. 

Mas, lembra que eu havia dito que seu gosto era único? Não só o gosto, pois, assim como todas as primeiras presas que não deram certo e eu precisei apagar a memória, com o Jeongguk não funcionou. Ele lembrou de mim.

E eu percebi que o futuro não pode ser alterado, pois o que vi foi o que vi e só aconteceu, porque eu tentei mudar e não se pode mudar algo que nem se fez ainda. E agora Jeongguk me devolveu a vida, e me deu uma filha linda. É, além de um sangue único, podia gerar uma prole. 

Naquela noite, não só a minha, quanto a vida dele mudou. E graças a sua persistência de lembrar meu nome e sempre me procurar, mesmo sem saber qual era o meu rosto. Era um Yoongi sem uma face fixa para ele, mas que se fez tão nítido assim que nos vimos sem querer na loja de HQs. Hoje somos uma família milenial, graças a um deslize meu. O melhor deslize.


Notas Finais


Barney¹: é um dos personagens principais de How I meet your mother. Uma seria top da balada. explicando,, Barney é simplemente um cara pegador, que topa tudo só pra conseguir pegar mulher, independente de qualquer coisa (ela só tem que alcançar os seus padrões e afins). bom, ele pega tanta mulher que eu me pergunto se quando o desgraçado ficar velho e a pipa dele não subir mais, ele vai morrer de depressão por isso.

kk foi isso
espero que tenham gostado
desculpem qualquer errinho
obrigada por dar uma passadinha aqui
até a próxima fanfic e/ou oneshot
se cuidem!
bjinhos 💙🌼✨🍺


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