História That Person - Capítulo 4


Escrita por: e Sooh0x

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Eagle, Heyitsthalia, Ishow, Jade Picon, Jon Vlogs, Kay Vlogs, Neagle, Neox, Paulo Pinto, Virus
Visualizações 87
Palavras 1.498
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oii gente, turubom? Perdoem-nos por não ter postado capítulo essa semana... Estávamos com um sério bloqueio criativo.

Bom, esse cap é focado na Kay, pois ela é MUITO importante na vida da Brenda (assim como esse cap é 'pra história). Vocês vão saber mais em breve...😊

("Laura" é a mãe da Kay, galera)

Boa Leitura!♥

Capítulo 4 - A Porta Decorada


Fanfic / Fanfiction That Person - Capítulo 4 - A Porta Decorada



P.O.V  KAY


Quem não tem problemas na família? Meu pai sempre foi de beber muito, mas ninguém dava a devida atenção a isso. Eu nunca gostei de pessoas que bebessem demais —por mais que quando você está bêbada, sua vida pareça outra: feliz e sem problemas—. Eu não o odeio por ele beber demais, mesmo porque até eu bebo às vezes, mas sim, por ele se tornar agressivo —completamente o oposto de quando ele está sóbrio—, ele é um homem bom, sempre quer o bem da família, eu o amo tanto que não tenho coragem de denuncia-lo à polícia, porém, quando ele passa algumas horas fora e retorna completamente diferente do que é, essa coragem retorna, mas ele faz-me ameaças ao que eu simplesmente pego em meu celular.

Quando saio da casa de Brenda, e rapidamente pego meu celular, vejo a mensagem que havia recebido de minha mãe, ela pedia-me ajuda, acelerei o passo, andando pela rua mesmo visto que a mesma estava deserta. Cheguei em casa e começei a chamar pela minha mãe, subo para o andar de cima para ver se ela estava lá, e quando cheguei lá em cima ouvi uns barulhos vindo da despensa, corri até lá abrindo a porta com enfeites em seguida, e lá estava minha mãe toda machucada e chorando muito. A cena por si só já me dizia o que estava acontecendo. Ajudei ela a sair de lá, apoiando seus braços em mim e levando-a para a sala e sentando-a no sofá em seguida. Vou até a cozinha e pego a pequena caixa de primeiros socorros.

Kay- Lembra quando enfeitamos a porta da dispensa no último verão?

Ela assente enquanto eu limpo os pequenos ferimentos que há em seu rosto.

Kay- Lembra porque estávamos tão animadas? Tanto que nós pintamos e enfeitamos metade da casa...

Sorrio com a lembrança, e ela murmura pelo desconforto quando limpo o sangue que escorre de um pequeno corte em sua clavícula.

Laura- Kay, onde você quer chegar?

Kay- Mamãe, estávamos felizes porque o papai havia viajado. E nós iríamos ficar algumas semanas sozinha... e... esses últimos tempos estão tão difíceis...

Limpo as lágrimas que começam a escorrer pelo meu rosto.

Laura- Filha...

Kay- Eu não... aguento mais.

Levanto meu cabelo mostrando para ela a parte de trás de meu pescoço, onde havia uma pequena cicatriz.

Kay- Essa aqui, é de quando ele chegou de viagem... completamente bêbado.

Sorrio sem humor, com a lembrança ruim invadindo minha mente.

Kay- Nós passamos as duas semanas em que o papai esteve fora, simplesmente com sorrisos gigantes no rosto... todos os dias.

Faço uma pausa passando meus dedos por suas bochechas, limpando as lágrimas que desciam por seus olhos.

Kay- E depois disso, nossos únicos sorrisos grandes e sinceros foram quando o papai estava fora... quando eu ti contava uma piada boba e não existia a voz grave dele dizendo para fazermos menos barulho.

Laura- Você sabe que eu já tentei muda-lo...

Kay- Mas sem sucesso algum, mãe... eu sei que você ama ele mas... tens que começar a pensar no seu próprio bem, você não está feliz, está?

Ela não responde a minha pergunta quase retórica, mas grunhe de dor ao que coloco um curativo na ferida de sua clavícula.

Kay- Isso tem que acabar.

Quando termino de falar, minha mãe abaixa a cabeça e se mantém calada por um tempo, deixando incômodo o silêncio que nos rodeia enquanto finalizo seus curativos.

Ao que termino, me sento ao lado dela que ainda se mantinha de cabeça baixa. Ela parece triste, mas antes que possa falar algo, me levanto e decido ir espairecer. Pego minhas chaves antes jogadas sobre sobre mesa da cozinha e saio pela porta da frente, sem um rumo certo.

Alguns minutos se passam enquanto ando sem —realmente— um lugar para ir, quando dou por mim mesma estou na frente do Walmart, e em meu pensamento pisca como uma grande placa em neon uma única palavra; Vodka.

Entro no Walmat e vou para a sessão de bebida alcoólica, pego a vodka mais forte do lugar, pago e saio.

Aquilo que antes eu estava pensando; quando você está bêbada é como se tua vida tivesse diferente, sem problemas e etc, eu retiro isso. Pois agora que estou dando por mim mesma estou sentada numa calçada com uma garrafa de vodka na mão e chorando, pensando no quão merda está minha vida.                                                                      Tem pessoas me olhando, mas quem liga?

Eagle- Tá tudo bem?

A voz repentina me assusta, e exito um pouco antes de levantar a cabeça.

Kay- Não.

Dou mais um gole no líquido forte, e retorno a abaixar a cabeça, fitando meus sapatos.

Eagle- O que você está fazendo aqui?

Ele pregunta, percebo em sua voz um tom preocupado. Soa como minha mãe.

Kay- Eu... ' espairencendo...

Levo a garrafa para dar mais um gole, mas antes que eu possa virar a garrafa a mão de Eagle segura a mesma e se senta ao meu lado.

Eagle- Não acha que já está bom disso?

Kay- Não.

Puxo a garafa de sua mão e ele suspira. Dou mais um gole e o encaro.

Kay- O que você está fazendo aqui?

Enfatizo o 'você', estamos deveras longe do nosso bairro.

Eagle- Aqui o Mointain Dew é mais barato.

Ele sorri, e eu encaro seu sorriso. É bonito!

Kay- Eu amo Montain Dew!

Eagle- Eu também amo!

Sorrio também, agora que nossos olhares se cruzam mais intensamente.

Eagle- Então... porquê não escolheu uma grande garrafa de dois litros, ao invés dessa vodka?

Acho que ele percebeu meu desconforto quando parei de sorrir e desviei o olhar, pois ele tratou de mudar o assunto quase que instantaneamente. Ele põe um dos fones de ouvido que está conectado em seu celular, em minha orelha.

Eagle- Escuta essa música.


Say all you want

(Diga tudo que quiser)

Girl you are an angel

(Garota você é um anjo)

Much better than you know

(Muito melhor do que você sabe)

Girl you see you’re all that I want

(Garota você é tudo que eu quero)

You had me at hello

(Você me teve no 'Olá')

Girl, I almost fainted

(Garota, eu quase desmaiei)

Too much for my young heart and sould to bare to feel.

(Isto é muito para que meu jovem coração e alma nua possam sentir)❞


Kay- Que letra linda!

Eagle- É...

Ele parece pensativo. Mas ignoro isso por agora, apenas viro a garrafa mais uma vez em meus lábios e percebo que só me resta um último gole na garrafa.

Kay- Eu... preciso comprar mais..

Falo meio sem graça ao me levantar e Eagle parecer acordar de seus desvaneios me encarando de imediato.

Eagle- Seja lá o que você esteja tentando apagar com vodka, você não vai conseguir e sabe disso, que tal parar de beber e conversar um pouco com alguém?

Kay- Ou eu posso simplesmente ti ignorar e ir comprar mais...

Ele parece surpreso com minha resposta, mas me lança um sorriso ladino antes de se levantar parando em minha frente deixando poucos centímetros de distância entre nossos corpos.

Eagle- Ou eu posso ti levar até sua casa feito um saco de batatas.

Kay- Mas não vai...

Dou um passo para trás diminuindo a distância e quase soltando um suspiro de insatisfação ao não ter mais seu calor corporal se misturando ao junto ao meu.

Eagle- Ah é?

Ele parece estar brincando com minha sanidade ao que se aproxima mais do que a última vez, e eu apenas dou mais um passo para trás afim de me afastar; mas acabo por pisar em falso e sinto meu corpo indo de encontro ao chão.

Eagle- Você mal consegue ficar de pé!

Ele ri após me segurar antes que eu —realmente— caía.

Eagle- Agora vou cumprir com o que eu disse. 

Ele passa ambos os braços por detrás de minhas coxas e me ergue antes que eu possa fazer —ou dizer— algo. Após minha seção de resistência —totalmente falha por sinal—, permito-me relaxar, caindo no sono logo em seguida.


Quebra de tempo


Abro meus olhos minimamente. Maldita claridade que vem dessa maldita janela. Me viro para o outro lado da cama, passando as mangas da blusa cumprida —que agora percebo estar usando — em meus olhos, olhando em volta e constatando de que eu não estou em meu quarto. Inicialmente me assusto, mas ao notar o dorso de um ser concentrado em seu notebook e sentado no chão ao lado da cama na qual estou deitada, já relaciono tudo.

Kay- Oi..

Eagle- Oi!

Ele me lança um sorriso, e retribuo o quanto a dor de cabeça que estou sentindo me permite.

Eagle- Vou pegar um remédio 'pra ti.

Kay- Espera...

Seguro em sua mão e ele olha em minha direção.

Kay- Valeu por isso!

Eagle- Nem precisa agradecer né..

Sorrio novamente e vejo ele saindo do quarto indo. Segundos depois uma figura baixinha de cabelos cumpridos surge na porta.

Brenda- Sua louca! O que aconteceu com você? Eu ti liguei a tarde inteira!

Ela parece um tanto decepcionada.

Kay- Me desculpa, eu tive alguns probleminhas...

Brenda- Poxa achei que já éramos amigas o suficiente para tu confiar em mim...

Kay- E nós somos! Eu só...

Eagle- Pront... opa, foi mal meninas.

Brenda- Sem problemas! Depois conversamos, Kay!

Ela deixa um beijo em minha testa antes de se retirar do quarto.

Eagle- Ela é muito carinhosa.

Ele estica uma mão com dois pequenos comprimidos, e a outra com um copo d'água.

Kay- Sim, ela é!








Notas Finais


:)

(Música citada no cap.)
https://youtu.be/otuU8ZGL6MI


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