História That Would Be Enough - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Hamilton: An American Musical
Tags Elams, Hamilton, Hamliza, Lams, Mullete
Visualizações 32
Palavras 1.630
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


boa leitura!

Capítulo 3 - Três: Story of Tonight


TRÊS

The Story Of Tonight



Alex acordou com alguém batendo na porta do quarto. Ele sempre teve um sono muito leve e se amaldiçoou por ter se assustado com algo tão bobo. 


Levou alguns segundo e então a cabeça de Martha apareceu na porta com um dos seus sorrisos gentis, Alex estava deitado por cima da colcha da cama, não havia nem mesmo tirado as meias ou alguma coisa da sua mochila. Estava realmente exausto, a cafeína saindo completamente do seu corpo e o deixando muito sonolento.


Ele não gostava de dormir. Não tinha realmente boas lembranças de quando caia no sono e… ele tinha coisas melhores para fazer acordado. Se sentiu meio mal por não ter tido tempo de explorar o quarto antes do jantar. Quanto tempo ele dormiu?


— Ei, querido. — A voz dela era tão suave quanto antes, maternal e calma. — Você apagou não foi? Deve ter sido uma viagem bem cansativa, você quer descer? O jantar está quase pronto, tem tempo para se aprontar, se quiser.


— Eu… — Ele limpou a garganta que arranhou um pouco, a sua voz estava baixa e rouca de sono. — Acho que quero… tomar um banho?


— Claro, querido. Tome o seu tempo, estaremos esperando lá em baixo.


Martha fechou a porta suavemente, e então ele estava sozinho novamente no quarto. O sol estava quase para se pôr, e o quarto estava um pouco escuro. Ele se arrastou até sair da cama e ligou a luz, observando com mais atenção para o quarto.


Tinha o que teto alto, um ventilador desligado. Uma estante estava em um canto, com algumas coisas em cima. Papéis, um estojo, uma caixa de madeira lustrosa vazia, alguns quadros de decoração bregas. 


Na escrivaninha tinha uma luminária, uns exemplares capa dura de alguns livros: Sherlock Holmes, Romeu e Julieta, Orgulho e Preconceito. Não era realmente os livros preferidos dele no mundo, mas ele gostou de poder ter isso no seu quarto. Haviam umas prateleiras espalhadas pelo resto do quarto, vazias. O papel de parede parecia novo e a cama era macia, grandes travesseiros e lençóis quentinhos.


Ele balançou a cabeça tentando não pensar muito nisso. Tinha um quarto. Só para ele, e era grande e lindo. Ele não podia se apegar tanto a isso.


Agarrou sua mochila no chão e pegou uma roupa limpa, a melhor que achou e se enfiou no banheiro para um banho. 


O banheiro também era grande, Alex nunca tinha tido um banheiro dentro do quarto. Parecia chique, fazia ele se sentir meio importante. Tinha uma pia e vaso simples, um chuveiro e uma banheira. Era pequena e oval e Alex queria tanto entrar nela.


Mas se concentrou e tomou um banho rápido no chuveiro quente, a água aliviando algumas de suas dores. Ele pescou uma toalha pendurada ali e se enxugou enquanto olhava o seu reflexo no espelho. Estranho.


Seus olhos estavam mais descansados mas as bolsas negras em baixo deles ainda estavam lá, seu cabelo molhado grudado em rosto e pescoço mas parecia bom, limpo e suave. Ele evitou olhar para ao longo do seu peito onde ele sabia que algumas contusões e cicatrizes estavam decorando ele.


Deslizou uma blusa grande no corpo, tinha mangas longas e era confortável apesar de bem puída. Colocou uma calça jeans e prendeu o seu cabelo em um pequeno coque desajustado sobre a cabeça. Quando achou que estava apresentado o suficiente ele saiu do quarto.


Ele andou pelos corredores tentando fazer silêncio até que percebeu que não deveria fazer isso, eles já o estavam esperando não é? Alex suspirou, balançando a cabeça e desceu as escadas com calma, os pés descalços tocando o piso de mármore que era surpreendentemente quente.


Ele ouviu algumas vozes da cozinha, risos baixos e não soube bem se deveria ir até lá, ficou parado na frente da porta da sala de estar nervoso, torcendo os dedos em sua própria blusa.


— Alex? — A voz de George o fez pular para trás, o garoto se perguntou como não o viu entrar. — Eu estava indo chamar você, que bom que já desceu, venha.  Estamos tirando a comida do forno. 


Ele não escondeu a fagulha de preocupação e confusão em seu rosto para o susto de Alex mas também não fez perguntas, assim como da primeira vez ele simplesmente o guiou para a cozinha sem toques. 


Martha foi a primeira pessoa que ele viu. Dessa vez ela usava um vestido solto e florido que girava ao redor do seu corpo baixo e cheio. Depois ele viu um garoto sentado em um dos bancos da ilha. 


Lafayette, ele adivinhou.


O menino devia ter a idade dele apesar de ser muito mais alto e forte, ele tinha cabelos muito cacheados também, presos em um coque trançado. Ele era muito bonito, usava uma camiseta com alguns dizeres em francês e balançava os pés de meias pretas animado. 


Quando os dois levantaram os olhos para ele Alex percebeu que o garoto tinha um pouco de delineador em volta dos olhos, resquícios do que provavelmente eram uma maquiagem muito bem feita mas agora estava desgastada do dia.


Oh,  c'est Alexander! — Ele exclamou em um sotaque francês forte e bateu palmas sorrindo. — je suis Lafayette.


Oui, tu peux appeler Alex. — Ele murmurou baixinho, o francês vacilante. 


O rosto dele pareceu se iluminar quando escutou Alex.


— Ah maman, ele fala francês! Não é esplêndido?


George também pareceu interessado, sorrindo para Alex, os olhos banhados em uma expressão paternal suave e calma. Aquele tipo de coisa deixava Alexander desconcertado.


— Não sabíamos que falava francês, Alex. Isso parece legal, huh? Aprendeu sozinho?


Alex se ajeitou ao redor da ilha para se sentar na cadeira que Martha havia aberto para ele.


— Minha… hm, minha mãe falava. Eu aprendi quando era pequeno.


— Laf vai adorar ter alguém para falar com ele em francês. — George comentou, começando a distribuir os pratos na mesa. — Você gosta de massa, Alex? 


— Sim senhor. — Ele murmurou baixinho, ele gostava de qualquer coisa, para ser sincero.


Martha os serviu, foi um longo momento de silêncio enquanto todos se acomodavam para comer. Alex não costumava gostar do silêncio, mas com o tempo ele aprendeu que isso poderia ajudar ele. As pessoas gostam de crianças caladas e com poucas opiniões, não foi difícil aprender o que ganharia se continuassem tagarelando sem fim.


George também tinha colocado refrigerante na mesa, fazia algum tempo desde que Alexander tinha bebido algo como isso mas não estava reclamando. Quando o silêncio continuou por uns minutos ele mordeu o lábio esperando que ninguém puxasse alguma oração. Ele não gostava delas. 


Mas, felizmente, ninguém fez isso. Provavelmente agradecendo em silêncio cada um a seu modo, Alexander não sabia bem o que fazer então ele rodou o garfo entre os dedos enquanto milhares e milhares de suposições e imagens invadiam sua mente. Eles eram uma família do sul, Alex não queria parecer preconceituoso mas ele sabia o que já havia ouvido sobre o lugar.


Conservador e no geral muito, muito, perigoso para pessoas como ele. Em todos os sentidos.


— Como foi o seu dia, bebê? — Martha começou a falar,  dirigindo a Lafayette, todos já tinham começado a comer a lasanha fumegante em seus pratos.


Très bien. Foi ótimo, maman! — Ele sorriu muito animado e continuou a falar.


Alex se desligou na conversa em algum ponto entre cafeteria e lago de tartarugas e se concentrou em sua comida. Laf falava muito, sempre animado e cheio de sotaque e expressões francesas, Alex achava que pudesse gostar dele em outras circunstâncias.


Ele comeu em silêncio, o rosto em uma expressão treinada de “estou ouvindo tudo e concordo” que ele sempre usava nesses momentos. Não foi preciso de muito, Laf preenchia cada silêncio na mesa com fatos do seu dia, ele e George trocaram uma grande quantidade de palavras mais do que Alexander já havia visto um pai trocar com um filho na vida.


Ele mal percebeu quando acabou de comer, ele ainda sentia um pouco de fome. Na realidade, ele quase sempre estava com fome. Talvez por isso fosse tão magro.


— Você gostaria de repetir? — George perguntou gentilmente vendo o cenho franzido de Alex para o prato vazio. Ele não notou que estava fazendo isso.


— Não senhor, estou bem. — Ele respondeu gentilmente, não queria parecer esfomeado ou algo assim, já sabia as consequências de coisas como essa também.


— Eu acho que você devia, Alex. Não deve ter comido muito na viagem, vamos lá, não fique tímido. — Ele deu outro daqueles sorrisos gentis demais e cortou outro pedaço da massa no prato dele. 


Martha sorriu para ele, encorajando então Alex comeu. Estava em seu prato e ele não queria desperdiçar isso e deixar alguém chateado com ele, logo no primeiro dia.


— Eu acho que devíamos fazer um… uh, como vocês dizem mesmo? Toasthm.


— Brinde. — Alex disse baixinho e o rosto de Lafayette se iluminou.


— Isso! Pelo Alex.


George sorriu junto com a esposa, eles estavam animados, aparentemente, com a chegada de Alex ali.


— Estamos felizes que você veio, querido. 


— Um brinde então, à essa noite. — George disse suavemente, empurrando o copo para cima divertido. — A primeira de Alex conosco.


— Devíamos fazer uma festa nessas datas não é? — Laf exclamou feliz, meio abafado pelo copo. — Os dias que chegamos!


Martha e George gemeram baixinho, soltando uma risadinha.


— Chega de festas, Gil. — Martha murmurou. — Você nunca se cansa?


Um não animado saiu de Laf e eles riram novamente. Alex observava a cena como se fosse um pequeno fantasma vendo eles do alto, como alguém que não deveria estar ali na verdade, mas está e isso, eventualmente, vai deixar-los desconfortáveis.


Notas Finais


deixem comentários isso me deixa muito feliz e é isto

eu não sei se precisa de uma tradução mas, em ordem

"Oh, esse é Alexander!"
"Eu me chamo Lafayette"
"Sim, você pode chamar de Alex"
"Muito bem"
Maman = mãe/mamãe

gritem cmg no twitter: @lightbanewood_


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...