História That's My Girl - Capítulo 51


Escrita por: ~

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Categorias Austin Mahone, Camila Cabello, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Austin Mahone, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Ally Brooke, Camila Cabello, Camren, Fifth Harmony, Lauren Jauregui, Romance
Visualizações 174
Palavras 3.291
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá Bolinhos, como estão? Espero que bem.
Hoje não vou me prolongar por aqui, porque tem uma surpresa que todos vão gostar nesse capítulo e quero que leiam logo kkk
Logo vou responder os comentários do capítulo anterior! Obrigada a todos os favoritos, todos que leem a história, vocês são foda!
E créditos a minha namorada pela escolhe das fotos desse capítulo e pela montagem, claro! hahaha
Enfim, boa leitura a todos e divirtam-se!

Capítulo 51 - Por Favor, Não Me Solta


Fanfic / Fanfiction That's My Girl - Capítulo 51 - Por Favor, Não Me Solta

 

POV Ally
Lauren saiu da casa de Camila e nós continuamos tomando nosso café da manhã conversando animadamente. Logo Alejandro precisou sair para trabalhar e Sofia foi para a escola.
- E o que vamos fazer hoje? – perguntou Dinah quando estávamos sentadas na sala assistindo TV – Eu não quero passar minha manhã inteira sentada.
- Bom, por que não vamos no shopping? – sugeri – Eu estou com saudade de fazer algumas comprinhas e isso com certeza vai distrair a cabeça de Normani também.
- Falou e disse – concordou Mani e nós batemos nossas mãos no ar. Se alguém me falasse que um dia eu iria ser amiga dessa garota, eu com certeza gargalharia na cara da pessoa. Nunca imaginei que Normani poderia sim ser uma pessoa melhor e muito mais legal, e eu estava feliz que ela e Dinah estavam juntas, mesmo sem se assumirem. Mani não me conhecia direito e mesmo assim, quis me ajudar no momento em que eu mais precisei, então estava mais do que na hora de eu retribuir o gesto, certo?
- Então vamos nos arrumar? – disse Dinah toda animada se levantando do sofá – Nós podemos almoçar lá e depois eu vou trabalhar.
- E nós vamos atrás de você, claro – falou Normani dando de ombros.
- Meninas – disse Camila chamando nossa atenção – eu acho que não vou.
- Por quê? – perguntou Dinah.
- Não sei, só não estou com disposição e... acho que devo ficar em casa hoje. – respondeu Camila sem jeito enquanto alisava seu próprio peito. Não fazia muito tempo que eu convivia com minha prima, mas eu conhecia aquela cara. Cara de quem está com um algum pressentimento. E sobre pressentimentos, eu sabia muito bem como era.
- Ah qual é Camila? – insistiu Dinah.
- Não precisa ir se não quiser. Se sente que precisa ficar mesmo em casa, então fique. – falei olhando dentro dos olhos de Camila que me ofereceu um sorriso fraco.
- Afffff, vamos Normani – bufou DJ puxando Normani para subirem as escadas.
- Quer que eu deixe minha chave com você? Pra não precisar tocar a campainha quando chegar? – perguntou Camila para Normani que ainda nos encarava.
- Não precisa, vou dormir na casa de Dinah. – respondeu Mani seguindo DJ.
- Se precisar de alguma coisa, de qualquer coisa, pode me ligar, ok? – falei para Camila.
- Pode deixar, e obrigada Ally – disse minha prima me olhando carinhosamente.
- Não precisa me agradecer. – falei e a puxei para um abraço pegando Mila de surpresa, mas senti que ela precisava daquilo.


Nos arrumamos rapidamente e nos encontramos na sala, Camila estava jogada no sofá assistindo Bob Esponja.
- Tem certeza que não quer ir? – perguntou Dinah mais uma vez.
- Absoluta – respondeu Mila sem tirar os olhos da TV.
O motorista de Camila nos levou para o shopping e lá nos encontramos com Shawn, é claro. Desde que acordei do coma, ele estava cada vez mais grudado em mim, não me deixava fazer nada sozinha e se eu precisasse ir para algum lugar, ele fazia questão me levar. Eu gostava daquilo, na verdade, isso fazia com que eu me apaixonasse mais e mais por ele.
Demos algumas voltas, entramos em algumas lojas e compramos algumas roupas, é óbvio que Shawn quis pagar tudo com seu dinheiro. Não demorou muito para estarmos com fome, então fomos para praça de alimentação e cada um comprou seu almoço onde queria, é claro que optei pelo Burger King. Sentamos numa mesa e o celular de Dinah começou a tocar insistentemente.
- Alô?! – breve silêncio – Oi Su, como vai? – … – estou bem também – … – sério? Por quê? – … – Entendi... – … – Lauren não vai poder ir trabalhar? Por quê? Ela te falou alguma coisa? – me ajeitei na cadeira e passei a prestar mais atenção no que Dinah dizia – Certo, tudo bem então. Nos vemos segunda-feira. Beijos.
- Lauren não vai poder ir trabalhar? – perguntei assim que ela desligou a ligação. Será que tinha acontecido alguma coisa? Lauren estava bem essa manhã, então por que não poderia ir trabalhar?
- Não e nem eu. – respondeu Dinah pensativa.
- Por quê? – perguntou Normani sem tirar os olhos da amada.
- Su não vai abrir a lanchonete hoje, e ela não me disse porquê Lauren não vai trabalhar, só disse que era pessoal e que se eu não sabia, era melhor esperar Lauren contar. – disse Dinah olhando para cada um de nós. Um arrepio correu por minha espinha.
- Bom, então por que não pegamos um cinema? – perguntou Shawn me trazendo de volta para a realidade.
- É uma ótima ideia – conclui.
- Depois podemos ir para a casa da Normani e buscar o resto das coisas dela. – continuou ele. Sim, eu havia contado o que aconteceu com Mani para ele.
- Então vamos fazer isso. – disse Dinah já se animando outra vez.
- Não sei se é uma boa ideia você ir até lá, amorzinho – falou Mani olhando para Dinah.
- Amorzinho? Já estão assim? – perguntou Shawn me fazendo rir – Precisamos de apelidos também Ally.
- Com certeza precisamos – respondi ainda rindo.
- Vocês são ridículos e invejosos. – falou Dinah revirando os olhos – Mas eu quero ir Normani, dane-se se seu pai estiver lá.
- Tem certeza? – insistiu Mani.
- Absoluta! – disse DJ dando um grande gole em sua coca-cola.
- Ótimo! Colocamos tudo no meu carro, levamos pra casa da Camila e depois deixo vocês na casa de Dinah, ok? – combinou Shawn, e DJ e Mani apenas assentiram.
- Os 4 mosqueteiros em ação! – falei estendendo minha mão para frente. Shawn colocou sua mão por cima da minha e Mani por cima de dele. Dinah nos olhou com vergonha e suspirou revirando os olhos.
- Vocês são ridículos, mas eu não posso ficar de fora disso! – falou e colocou sua mão por cima da de Normani.
Fizemos movimentos para baixo e para cima 3 vezes, e depois jogamos nossas mãos para o alto gritando, fazendo com que quem estivesse próximo a nossa mesa nos olhasse sem entender nada.
- É isso aí! – falei em comemoração.

POV Lauren
Minha vó morreu. Eu não conseguia acreditar nisso. Um filme se passava em minha mente enquanto eu chorava nos braços de minha mãe. Tudo o que eu vivi com ela, todas vezes que ela fez biscoitos apenas porquê eu pedi, os carinhos, os conselhos... parecia que uma parte de mim havia morrido também.
Meu pai passou a manhã inteira entre o hospital e o cemitério, minha mãe não queria que demorasse para que o sepultamento acontecesse, minha vó já havia sofrido demais no fim da vida, então minha mãe queria que sua morte fosse “tranquila”.
Passei o dia todo chorando enquanto Taylor procurava alguma roupa preta para que eu vestisse. Christopher se trancou em seu quarto e só saiu de lá quando a hora do velório chegou. Minha irmã mais nova me ajudou a tomar banho e auxiliou minha mãe em tudo o que foi preciso, ela parecia ser quem mais estava em sã consciência.
Meu pai adiantou toda a papelada e em questão de horas o corpo já estava liberado para ser velado e enterrado. Minha mãe escolheu as flores preferidas de minha vó, margaridas, e eu tentei ajudá-la a decidir a roupa para vestir o corpo, mas falhei assim que senti o cheiro das roupas de minha vó.
Acabei me trancando no quarto agarrada a um vestido de minha vó e só fui trazida de volta para a realidade, quando a porta do mesmo se abriu. Me virei em direção de onde escutei o barulho da maçaneta e fiquei surpresa em ver Camila com os olhos tão inchados quanto os meus.
- Lauren... – disse fechando a porta atrás de si. Limpei meus olhos e meu nariz, e tentei em vão ajeitar meus cabelos – seu pai ligou para o meu, e eu vim o mais rápido que eu consegui. – continuou ela andando lentamente até mim. Me levantei da cama e fui ao seu encontro – Eu sinto mui...
Não deixei Camila terminar sua frase e me joguei em seus braços em prantos. Ela me aconchegou em seu peito enquanto alisava meus cabelos. Aquilo era tudo o que eu precisava nesse momento. Ela me abraçou tão forte que eu achei que fosse possível juntar todos os pedaços do meu quebrado coração.
- Por favor, não me solta! – pedi agarrada em seu pescoço.
- Nunca mais vou te soltar!

POV Dinah
Assistimos uma comédia romântica que Ally e Normani escolheram, eu estava feliz por vê-las se dando tão bem, mas estava preocupada com Lauren, será que tinha acontecido alguma coisa? Lauren não pedia folga do trabalho para ficar vagabundiando por aí.
Shawn nos deu carona até a casa dos pais de Normani e desceu do carro para nos ajudar a pegar as coisas dela. Por sorte, não havia ninguém na casa dela e ela sabia onde ficava escondida a chave reserva. Eu e Ally ficamos responsáveis por pegar o resto das roupas de Mani enquanto Shawn cuidava dos sapatos e bolsas. Normani andava de um lado para o outro sem saber ao certo o que fazer.
- Mani, se acalma. Por que não pega seus shampoo's, creme de cabelo, e resto de seus produtos de higiene? – sugeriu Ally.
- Claro. – respondeu a morena saindo de seu quarto e indo em direção ao banheiro. Deixei Ally e Shawn sozinhos no quarto e fui atrás de Mani.
- Ei, você está bem? – perguntei entrando no banheiro atrás dela.
- Por que eu não estaria? – rebateu Normani de costas para mim enquanto abria o box.
- Porque está me respondendo com outra pergunta. – falei cruzando os braços. Mani se virou em minha direção e pude perceber que seus olhos estavam lacrimejando.
- É só que... aqui era a minha casa e agora eu tenho que ficar pulando de galho em galho pra ter onde dormir, me alimentar, tomar banho... – respondeu ela se sentando no vaso sanitário. Me ajoelhei em seus pés e coloquei minhas mãos em seus joelhos.
- Normani, aqui ainda é a sua casa, ok? E sempre vai ser. Essa maré ruim vai passar e tudo vai se resolver. Eu sei que não foi nada fácil ouvir tudo aquilo do seu pai, mas tenho certeza que ele vai se arrepender e ver o quanto magoou a filha dele. – falei tentando soar o mais sincera possível. Normani pulou em meus braços e afundou sua cabeça em meu pescoço, senti algo molhado tocar aquela região do meu corpo e presumi que ela estava chorando. Afaguei seus cabelos e a apertei junto a mim – Está tudo bem agora, eu estou aqui!
- Por favor, não me solta! – pediu ela.
- Eu jamais faria isso! – falei e senti meus olhos encherem-se de lágrimas.
Quando Normani já estava mais calma, a ajudei a pegar suas coisas no banheiro e colocamos tudo dentro de uma mochila.
- Pegou tudo? – perguntei indo em direção a porta do banheiro. Mas Mani me fez parar no meio do caminho se posicionando em minha frente. A olhei sem entender, mas antes que pudesse dizer alguma coisa, ela avançou contra mim e começou a me beijar.
Fui caminhando para trás e ela interrompeu nosso beijo para me fazer sentar no vaso sanitário, e depois sentou no meu colo. Coloquei uma de minhas mãos em sua bunda enquanto a outra percorria todo o seu corpo. Normani me beijava loucamente e acariciava minha nuca. Ela colocou uma de suas mãos por debaixo de minha blusa e apertou levemente meu seio direito, me fazendo gemer baixinho instantaneamente.
- Ah que bonito né?! – ouvi a voz de Ally e Normani pulou do meu colo – Enquanto eu e Shawn estamos lá se matando, as duas bonitas estão aqui se pegando. – continuou a baixinha toda brava com as mãos na cintura.
- Ally, que palavreado é esse? – perguntei tentando desfocar o assunto.
- Não muda de assunto e podem vir nos ajudar. AGORA! – exigiu Allyson nos esperando sair do banheiro.
- Desculpa, estou envergonhada – disse Mani para Ally.
- Eu não – falei dando de ombros.
- É claro que você não. – concluiu Ally.


Depois que terminamos de pegar as coisas de Normani, fomos para casa de Camila descarregar o carro, Edith abriu a porta para nós e depois de deixarmos tudo no novo quarto de Mani, ela nos informou que Camila não estava e que não sabia para onde ela teria ido. Será que estava com Lauren? Ou será que foi atrás de nós no shopping? Teria ido na lanchonete? Bom, eu tentaria falar com Camila e com Lauren depois.
Shawn deixou eu e Normani na minha casa, ele e Ally se despediram de nós e nem quiseram entrar, acho que eles precisam de um tempinho a sós, se é que me entendem.
Mani já estava bem melhor, seus olhos não estavam mais chorosos e eu tentava distrair ela a todo momento. Caminhamos de mãos dadas pelo meu quintal e selamos nossos lábios diversas vezes, acho que nós também precisávamos de um tempinho a sós, principalmente depois de Ally nos pegar no flagra.
Subimos as escadas da varanda e abri a porta de minha casa, ouvi minha mãe conversar com alguém na sala e pude reconhecer que era com um homem. Andei até lá com Normani atrás de mim e quase cai pra trás quando vi meu irmão sentado no sofá. Será que ele já tinha cumprido sua pena na cadeia? Impossível.
- Olá irmãzinha – disse ele assim que me viu na soleira da porta. Normani parou ao meu lado e me olhou confusa.
- O que você está fazendo aqui? – perguntei.

POV Camila
Depois que a vó de Lauren foi sepultada, minha ex namorada insistiu muito para que eu dormisse em sua casa, acho que ela não queria ficar sozinha. Meu pai não questionou e logo deixou com que eu ficasse com ela. Subimos para seu quarto e fiquei esperando ela tomar outro banho.
- Tem certeza que não quer que eu te ajude? – perguntei.
- Tenho, eu consigo fazer isso sozinha – respondeu ela sem me encarar.
- Tudo bem – falei e sentei-me na cama. Acho que nunca a vi tão vulnerável em todo esse tempo que nos conhecemos, Lauren sempre foi forte demais e não deixava ninguém saber se estava sofrendo ou não. Isso é até bonito, mas deve ser triste e solitário também, imagina aguentar tudo calada? Ou tudo sozinha? Assustador, não?
Eu sabia como era perder alguém importante, ainda sentia falta de minha mãe, mas aprendi que o tempo é o melhor remédio e que amigos fazem toda a diferença numa hora como essa. Lauren estava lá para me consolar quando eu achei que morreria junto com minha mãe, ela mal me conhecia, mas não deixou de abrir os seus braços e me confortar. E agora a vida tinha me dado a oportunidade de fazer a mesma coisa.
Quase cai para trás quando meu pai me ligou e disse o que havia acontecido. Eu sabia que a vó de Lauren não estava nada bem, mas nunca imaginei que isso foi acontecer nessa altura do campeonato. Meu motorista buscou Sofia da escola e depois passou para me pegar, deixei minha irmã mais nova com os pais de Ally como meu pai pediu para eu fazer, não é bom levar crianças para um velório, né?!
Fui me remexendo no banco do carro o caminho todo, cheguei na casa dos Jauregui's e corri para o quarto de Lauren. Meu coração ficou partido ao meio em vê-la naquela situação, quase não consegui segurar minhas lágrimas.
Lauren saiu do banheiro enrolada a uma toalha me fazendo acordar para a realidade. Ela vestiu um pijama e escolheu um para mim. Entrei no banheiro e tomei um banho extremamente rápido, eu queria ficar com ela.
Sai do banheiro e ela estava deitada em sua cama apenas com a luz do abajur acessa, me deitei ao seu lado e acariciei seus cabelos.
- Se sente melhor agora? – perguntei tentando puxar assunto.
- Um pouco. – respondeu ela de olhos fechados.
- Está com sono? – tornei a perguntar. Eu não queria que Lauren dormisse, eu não queria dormir.
- Nem um pouco. – rebateu ela. Me virei de barriga para cima e encarei o teto, seria uma longa noite – Se lembra de como nos conhecemos?
- Como eu esqueceria? – questionei e virei apenas minha cabeça para olhá-la. – Uma estranha entrando no meu quarto – continuei e Lauren riu.
- Desculpa por aquilo – respondeu ainda rindo. Aquilo aqueceu meu coração, então resolvi continuar.
- Não precisa se desculpar, foi a estranha mais linda que eu já vi – falei tentando cortejá-la. Lauren me encarou de forma engraçada e depois se sentou na cama, fiz o mesmo.
- Bom, eu tive uma bela visão naquele dia. – disse cruzando os braços.
- Está falando da minha bunda, Lauren Jauregui? – é claro que estava.
- É uma bela visão, não acha? – continuou ela. Rimos juntas e depois um silêncio se estendeu sobre nós.
- Acho que nunca te agradeci o suficiente pela noite em que você me consolou – comecei.
- Você não tem que me agradecer Camila, a vida é uma via de mão dupla, não é? Eu estava lá para você e agora você está aqui para mim. – disse ela de cabeça baixa.
- Tem razão. E eu prometo sempre estar aqui, independentemente de qualquer coisa e do rumo que as coisas entre nós vão tomar. – falei tentando procurar os olhos de Lauren, porém, ela se mantinha de cabeça baixa. Então peguei em seu queixo e a fiz me encarar – Estou com medo de querer você. – falei num sussurro rouco.
- Mas está aqui me querendo de qualquer maneira, não é? – perguntou Lauren e eu apenas assenti – E eu sei disso, porque essa é a maior luta que enfrento dentro de mim mesma nos últimos dias. Eu tinha me esquecido de como é bom passar, um tempinho que for, ao seu lado. Você sempre me faz rir, Camila, com a sua lerdeza e idiotices...
- Eu sei disso – falei rindo de mim mesma, eu era uma palhaça – mas eu não quero tomar uma atitude agora Lauren, porque eu não quero que você pense que eu estou me aproveitando de você num momento tão frágil quanto esse, entende?
- Entendo, mas eu quero. E se você não quer tomar uma atitude, eu vou tomar Camila. – antes que eu pudesse perguntar a Lauren sobre o que ela estava falando, ela deitou-se desajeitadamente sobre mim e me beijou. E é claro que eu cedi, eu esperava por aquilo a muito tempo e saber que foi Lauren quem tomou a primeira atitude, só me deixou com mais vontade de aprofundar aquilo.
Nosso beijo era intenso e lento, nossas línguas exploravam cada canto da boca uma da outra, elas se enroscavam e se alisavam como se estivessem com saudade. E acho que realmente estavam. Nossos corpos estavam se encaixando perfeitamente outra vez.
Interrompemos nosso beijo e Lauren me fez deitar mais para o meio da cama, depois voltou a selar nossos lábios repetidas vezes. Minhas mãos percorriam o seu corpo sentindo cada pedaço dele enquanto as mãos de Lauren acariciavam minha nuca. Ela passou a beijar e mordiscar meu pescoço e minha orelha, meus pontos fracos, e depois deu leves chupadas na mesma região.
Lauren beijou meu queixo enquanto baixava minha blusa e beijou diversas vezes o vale entre meus seios. Subiu de novo para meu pescoço e depois para minha boca. Suas mãos encontraram meus peitos por debaixo do pijama fazendo com que eu gemesse baixo.
- Tem certeza? – perguntei interrompendo nosso beijo. Eu sabia onde aquilo tudo nos levaria e queria ter certeza de que Lauren estava de acordo.
- Nunca tive tanta certeza em toda minha vida! – sussurrou ela convicta em meu ouvido.


Notas Finais


E aí, o que acharam? Esperavam por isso?


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