História That's My Girlfriend? - Capítulo 6


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Black Pink, HyunA
Personagens HyunA, Jennie, J-hope, Jimin, Jin, Jisoo, Jungkook, Lisa, Personagens Originais, Rap Monster, Rosé, Suga, V
Tags Jeon Jungkook Bts
Visualizações 10
Palavras 2.126
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Outro capítulo dessa história que estou amando escrever. Espero que gostem.

Boa leitura. 😘😘

Capítulo 6 - Como Dizer Adeus?


Fanfic / Fanfiction That's My Girlfriend? - Capítulo 6 - Como Dizer Adeus?

Clarice


Meu corpo doía em vários lugares diferentes. Acho que a tensão de ontem me fez ficar mal. Levanto e vou direto para cozinha onde Manu está sentada com a cabeça apoiada na mesa. Olho pra'quela cena e me pergunto o que se passa na cabeça dela. 

- O que foi? -- Pergunto abrindo a geladeira.

- Nada. Dormi mal a noite. -- Os olhos dela estavam inchados.

Lembro de alguns relances da noite passada e com certeza ela não dormiu mal.

- Sério? Porquê ontem parecia que você tinha entrado em coma. -- Brinco.

- É sério. Eu não sei o que aconteceu, mas parece que um caminhão me atropelou.

- Você não tá doente? Isso não parece com noite mal dormida.

- Eu não sei, mas vou voltar pra cama.-- Ela se levanta e vai pro quarto.

A sigo e também volto a me deitar. 

- Aé! A Lisa veio aqui ontem. Queria te ver, mas você já tinha saido. -- Ela funga depois de terminar a frase.

- Hum, falo com ela depois. Você disse que fui fazer o que?

Não contei para nenhuma das duas o que estou fazendo. Até porquê, o contrato deixa bem claro que ninguém além de mim e Jungkook devem saber sobre nosso acordo.

- Falei que saiu. Aliás. Você saiu com uma roupa e voltou com outra totalmente diferente. Aonde foi? Você ainda não me explicou. -- O problema de ser muito amiga da sua irmã, é que ela se sente confortável para saber sobre tudo na sua vida.

- Eu fui... A uma festa do hotel. Eu cheguei lá e uma das mulheres achou que meu vestido não era apropriado para a ocasião e me deu aquele pra vestir. Vou devolvê-lo amanhã. -- Tomara que essa desculpa sirva.

- Aham. -- Ela diz com um olhar desconfiado. -- Tanto faz. Hoje é domingo e eu quero dormir muito. -- Ela se vira pro lado oposto ao meu e puxa a coberta. 

A campainha toca e vou até o interfone para saber quem é.

- Quem é? -- Pergunto esperando a resposta.

- Sou eu, Hoseok.

- Ah sim, pode subir. -- Desligo o interfone e vou direto para o quarto vestir algo que preste. 

Acho um short jeans rasgado e uma blusa de alça. Terá que servir. Vou para o banheiro e passo creme dental nos meus dentes. Não dá tempo de escovar. Enquanto tentava arrumar meu cabelo ele bate na porta. Corro para sala e a abro. Olho pra ele e percebo que por baixo do boné ele trocou a cor do cabelo novamente. Dessa vez por preto. Ele usava uma camiseta branca do Chicago Bulls, uma jaqueta preta e a calça também preta. O boné estava virado pra trás dando um charme pra ele. 

- Oi. -- Ele diz sorridente. 

- Oi. Quer entrar? -- Pergunto já abrindo passagem.

- Sim. É... Passei aqui porque achei que seria legal assistir a alguns filmes hoje. Então trouxe alguns da minha magnífica coleção.

- Posso ver o que trouxe? -- Estendo a mão para pegar os filmes.

- Claro. -- Ele me entrega e eu começo a passar um por um. 

A incrível coleção dele incluía: Sharknado, Piranhas um e dois, Freddie vs Jason, Sexta feira 13 e A hora do espanto. Fiquei impressionada em como tinha filme ruim ali.

- Uau, Sharknado. Tubarões que voam são meu sonho de consumo. -- Brinco.

- Sim, não sei porque ninguém nunca pensou em produzir um filme assim antes. 

- Toma, pode colocar. --  Entrego o filme Sharknado.

Me sento no sofá e espero que ele coloque o filme. Penso em como seria bom uma pipoca agora. Acho que sobrou algum dinheiro que Jungkook me deu no Juno & Junes.

- Espera um minutinho aqui ok, vou ali ver se tenho dinheiro pra comprar pipoca. -- Levanto e vou em direção ao quarto.

- Não quer que eu compre? -- Ele pergunta.

- Não precisa, acho que tenho um dinheiro guardado ali.

Minha bolsa estava a vista então não foi tão difícil achar minha carteira. Abro e vejo que ainda restam trinta dólares. Volto pra sala e aviso que vou ao mercadinho perto de casa para comprar a pipoca e ele resolve vir junto. 

O mercadinho não fica tão longe, então não demoramos muito. Compro algumas coisas para casa junto com a pipoca. O filme começa e as risadas também. No meio do furacão de tubarões e algumas mortes, rolaram alguns beijos e mãos bobas, mas nada mais que isso. 

No meio de uma discussão acalorada sobre quem venceria o duelo Freddie vs Jason, o telefone na cozinha toca e vou atender. Quando escuto a voz de quem está do outro lado minha barriga gela.

- Oi. Dormiu bem? -- Ele pergunta e percebo alguns barulhos no fundo.

- Oi. Dormi sim. Porque tá ligando? -- Digo com uma voz estranha.

- Já esqueceu? Nós vamos comprar seu  celular hoje. 

Droga, droga, droga. Esqueci que ele viria aqui hoje. Mereço um prêmio de pessoa mais burra. Se ele souber que Hoseok está aqui é capaz de acabar com nosso acordo.

- Já tô aqui fora então se arruma pra que a gente possa ir. -- E vai ficando cada vez pior.

- É que não vai dar. Não hoje pelo menos.

- Porquê? 

- A Manu tá doente e tenho que ficar aqui cuidando dela. -- Olho para sala e vejo se Hoseok está escutando o que digo. Por via das dúvidas, vou falar mais baixo.

- Nossa, o que ela tem? 

- Não sei, acho que algum tipo de virose, ou gripe. 

- Ela tá precisando de alguma coisa? Eu posso comprar alguns remédios e levo aí pra você. -- Ele diz solidário a situação.

- Não! Não precisa. -- Quase grito. - Eu já comprei então não tem porque se preocupar.

- Tá tudo bem mesmo? Tá parecendo meio estranha. 

- Uhum, tá sim. Só estou um pouquinho cansada. 

- É normal um dos moradores ficar encarando as pessoas na rua? Porquê tem um senhorzinho que não para de me olhar desde a hora que eu cheguei.-- Ele pergunta aleatóriamente.

- É... Eu não sei, acho que não.

- Já sei, posso subir e deixar o dinheiro com você. Amanhã não terei muito tempo então pode ir comprar sozinha. -- Ele não para de insistir, o que vai me deixando cada vez mais nervosa.

- Não precisa subir. Aqui tá cheio de germes que podem te deixar doente. Eu desço, ok? 

- Se você prefere. Vou te esperar. 


- Tá, já estou indo. -- Desligo o telefone e vou para sala.

Hoseok está sentado na sala e já comeu quase toda pipoca. 

- Era alguma coisa importante? -- Ele pergunta com a boca cheia.

- Não. Era uma tia minha querendo saber como nós estamos. Vou descer um minutinho, tudo bem? O síndico quer falar alguma coisa comigo. 

- Tudo bem, eu espero.-- Ele sorri simpático.

Saio pela porta e vou para o elevador. Um anúncio gigante mostra que ele está em manutenção. Sigo pelas escadas correndo e tropeçando nos meus próprios pés. A essa altura não sei se está calor ou sou eu que estou assando de dentro pra fora. Chego na recepção e o porteiro me vê toda suada. 

- Boa tarde dona Clarice. -- Ele fala de uma forma simpática. 

- Boa tarde. -- Corro para fora.

Vejo Jungkook encostado no carro do outro lado da rua. Ele me vê também e ajeita a postura. 

- Oi. -- Ele diz com um sorriso Alegre no rosto. O que me faz pensar: Quando foi que passamos de garoto mimado e a pobre coitada. Para seres sorridentes que se suportam?

Passo a mão pelo cabelo o tirando do meu rosto. 

- Oi. -- Balanço meu pé não conseguindo esconder o nervosismo.

- Tá tudo bem mesmo? Parece que está estressada com alguma coisa.

- Sim. Tô ótima. -- Pisco os olhos várias vezes como se algo estivesse me incomodando.

- Hum. Toma, já fiz o cheque. Compra amanhã e me passa o número. -- Ele me entrega o papel. Mas antes que eu possa ir ele se aproxima de mim e começa a falar mais baixo. - É sério. Aquele senhor tá me dando medo. Ele não moveu um músculo desde quando estou aqui.-- Direciono meu olhar disfarçadamente para o prédio e vejo o síndico nos olhando com uma cara que não consigo decifrar.

- Droga. É o síndico. Ele vai ficar imaginando mil coisas agora que me viu com você. 

- Que tipo de coisas? Que você fica comigo em troca de dinheiro? 

- Sim, e para de falar isso. 

- Não fica tão tensa. Ele é só um idoso curioso. Deixa ele pensar o que quiser. 

- É porque não é com você. Agora, tenho que subir. Obrigada pelo cheque.

- Não tem de quê. Se sua irmã piorar ou precisar de alguma coisa me liga. Tudo bem? 

- Sim. -- O jeito com que ele fala isso me faz ficar mais calma. Talvez por conta da preocupação que ele mostra ter com Manuela mesmo sem conhecê-la. Ou será que é porque ele está indo embora fazendo essa situação chegar ao fim?

Ele entra dentro do carro e sai. Eu vou para o prédio e encontro o síndico em um dos lances de escada. 

- Olá Clarice. 

- Oi senhor Turner. 

- Vejo que anda tendo várias visitas ultimamente. -- Ele diz curioso.

- Sim. -- Sorrio tentando ser educada. - Agora preciso subir, Manuela está doente e preciso cuidar dela.-- Tento acabar com nossa conversa o mais rápido possível. Subo alguns degraus enquanto ele fica me olhando.

- Tchau. Melhoras pra ela. -- Ele diz comigo já um pouco longe e escuto seus passos descendo a escada.

Entro dentro de casa e Manuela e Hoseok estão conversando no sofá. 

- Finalmente. -- Manuela diz com a voz um pouco rouca.

- Podemos colocar o filme? -- Hoseok pergunta olhando pra mim.

- Sim. -- Me sento ao seu lado e fico pensando em como vou dizer a Hoseok que não posso mais vê-lo.

Não posso arriscar perder o dinheiro. E Jungkook com certeza não ficaria nada feliz de saber que estou me envolvendo com outra pessoa, mesmo ele não sendo meu namorado de verdade. Hoseok me faz sentir segura e animada. Ele é sempre meigo e divertido, como vou conseguir dispensa-lo sem uma explicação decente? Nem presto atenção no filme ou no que eles estão falando. Agora só escuto os meus pensamentos que estão divididos entre: Adoro a companhia de Hoseok  e ele me faz bem, não vou conseguir dispensa-lo de forma tão fria. E. Tenho que fazer isso por mim e Manuela. Será bom para nosso futuro.

Aonde eu fui me meter? Porque sempre que consigo uma coisa boa tenho que dispensar outra melhor? Merda. Não posso perder o dinheiro. Preciso cuidar da Manu. Ela é minha prioridade. De um jeito ou de outro, Hoseok vai ter que sair da minha vida.

A noite cai e a sessão de filmes acaba. Hoseok anuncia que vai embora deixando Manu triste. Me levanto e vou até a portaria com ele.

- Hoje foi muito legal. Dá próxima vez vou trazer filmes de verdade. Já viu Birdmic? 

- Não, mas imagino que deva ser ótimo. -- Dou um sorriso meio triste.

- São pássaros que querem destruir a humanidade. Os efeitos parecem que foram feitos por um grande Studio de Hollywood. -- Ele sorri e meu coração se despedaça com a possibilidade de não vê-lo mais. - Eu já vou. Na terça podemos nos ver? 

- Acho que não vai dar. -- Falo sem dar mais explicações.

- Porquê? -- Ele joga a cabeça pro lado e chuta uma pedra que estava perto do seu pé.

- Eu vou começar no novo emprego então acho que não vai dar. 

- Ah sim. Tomara que dê tudo certo. Bom, acho que então a gente pode combinar outro dia. 

- Sim. -- Olho para baixo e ele se aproxima passando os braços em volta do meu corpo.

- Você tá bem? Depois que saiu ficou meio desanimada. Pode confiar em mim se estiver precisando desabafar.

- Não é nada.-- Levanto o rosto e olho em seus olhos. - Acho melhor eu entrar. 

- Já? Vamos ficar aqui fora mais um pouquinho. Não vamos nos ver por três dias. - - Ele apoia a cabeça no meu ombro dando um selinho no meu pescoço que me faz arrepiar. 

- Eu vou entrar. Ainda tenho que fazer o jantar pra Manu e ver se ela precisa de alguma coisa. -- Passo a mão em seu rosto.

- Ela não vai morrer se você demorar mais um pouquinho. -- Ele insiste. - Fica. Aqui. Comigo. -- Da vários selinhos em meu rosto me fazendo sorrir.

- Tá. Já me convenceu. -- Ele se aproxima e nós nos beijamos. Foi um beijo rápido mas ainda sim intenso. Minha vontade era de ficar em seus braços pra sempre. Não acredito que vou abrir mão disso. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado.


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