História The Affair - Padackles - Capítulo 14


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Categorias Chad Michael Murray, Jared Padalecki, Jensen Ackles, Tom Welling
Personagens Chad Michael Murray, Jared Padalecki, Jensen Ackles, Personagens Originais, Tom Welling
Tags Assassinato, Bottom!jared, Bottom!jensen, Chad Michael Murray, Jared Padalecki, Jensen Ackles, Padackles, Sexo, Suspense, The Affair, Tom Welling, Top!jared, Top!jensen, Traição, Wincest
Visualizações 367
Palavras 5.579
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eeeeei!
Atrasado, porém maravilhoso sauuhsa
Olha só, passei da minha média de palavras por capitulo então nada de ficarem bravos <3
Virei homemzinho e to aprendendo a cumprir com as coisas que eu digo, então vou tentar não atrasar mais!
Eu estou muito cansado, galera, sério. Então não betei o cap, se encontrarem erros ou incoerencias, me deixem saber nos comentários.
E por falar neles, agradeceria se mais gente comentasse. Vcs não sabem como dá trabalho fazer isso e manter um padrão bom em meio a tantas histórias rasas e fracas aqui no spirit. Se vcs estão lendo até aqui, não custa nada comentar, sério mesmo.
Obrigado a quem leu esse pedido vai atende-lo e boa leitura. (aos demais, só não os bloqueio das minhas histórias porque não posso)

Capítulo 14 - San Francisco - Jensen


 

Part TWO: JENSEN

 

A raiva que brota dentro de mim depois que Jared me conta sobre uma pequena parte do seu passado me assusta. Nunca havia sentido uma coisa ruim tão forte por alguém, e, pelo que imagino que ele tenha passado, ele nem chegou na pior parte ainda. Não sei qual será minha reação quando ele estiver pronto para falar, mas sei que não vai ser das boas.

Só de pensar que algum velho nojento botou as mãos no corpo de Jared, e quando ele era ainda mais novo, tenho vontade de espancar o velho escroto até ele não respirar mais.

Jared percebe que eu não estou bem e estou me alterando, então diz para nós falarmos disso outra hora.

Não quero falar disso outra hora, quero falar disso agora, mas ele está certo, o lugar e o momento não são os melhores para nós falarmos sobre coisas tão ruins.

Ainda fico meio frustrado por ele ter cortado o assunto, mas logo aquele clima meio pesado passa e nós estamos rindo um com o outro logo em seguida.

Após jantarmos e conversarmos sobre muitas coisas, ele me conta que adora cozinhar, ler por longas horas, andar na praia e, surpreendentemente, também ama surfar. Nunca imaginaria que ele surfasse, como todo esse tamanho deve ficar desengonçado em cima da prancha.

Eu insisto em pagar a conta cozinho, mas ele se faz de ofendido e então dividimos.

Resolvemos voltar para o hotel andando, para aproveitar a cidade e conhecer alguns lugares.

A noite estava quente, mas um vento gelado soprava pelas ruas. Tudo estava fechado, exceto pelos restaurantes, naquela rua tão famosa. Já eram mais de dez da noite.

Andamos de mãos dadas pela calçada, como um casal de namorados comum que podia ser visto facilmente na cidade.

Jared estava rindo de alguma coisa que eu tinha falado que nem tinha tanta graça assim, jogando a cabeça para trás, daquele jeito dele que parecia uma criança de cinco anos e eu o observava atentamente. Aquele calor no meu peito ao ouvir a gargalhada dele não tinha mais como ser contida em mim, todo aquele sentimento que estava me sufocando de tão forte que era precisava sair para fora.

Paro de andar e seguro a mão dele e Jared me olha estranho, com a testa franzida sem entender porque parei de andar no nada.

Me aproximo dele e fico na ponta dos pés, levando uma mão até o rosto dele a outra no pescoço e então o puxando para me beijar. Jared segura minha cintura e corresponde com a mesma veemência que eu comando. Apaixonado. Posso sentir. Ambos estamos.

Depois que o ar faz falta, me afasto e o olho nos olhos, ainda com a mão no rosto dele.

– Eu te amo.

Digo de uma vez antes que perca a coragem.

Jared parece meio chocado e me olha confuso, como se esperasse que eu lhe dissesse que era brincadeira.

Quase posso ver as engrenagens no cérebro dele trabalhando e sua expressão muda e suaviza quando ele se dá conta de que não é brincadeira e eu realmente me declarei a ele.

Ele me puxa e me beija mais uma vez, e eu meio que espero que ele diga que também me ama. Na verdade... não sei o que esperar. Estou confuso e ainda com raiva por causa do homem com quem Jared tinha namorado no passado. Além, é claro, das sempre conflitantes partes dentro de mim que dizem que eu tenho um namorado e já sou muito feliz com ele e a outra que diz que Jared é o cara que faz meu coração palpitar, minhas mãos suarem frio e meu sangue ficar gelado de nervoso antes de vê-lo. Paixão era o nome desse sentimento, e estava infectando-me dos pés a cabeça.

Ele deita a cabeça no meu ombro quando nos abraçamos e me aperta nos seus braços, antes de dizer:

– Eu... eu também. – Ele diz inseguro. – Eu quero poder te dizer com todas as letras isso, só... dá um tempo para mim...

– Você não precisa dizer o mesmo, Jared. Eu disse porque é o que eu sinto e é o que eu preciso desabafar agora. Eu sinto que sou correspondido, então quando você estiver pronto...

Sorrio para ele e ele para mim, todo covinhas, daquele jeito que ele não direcionava para mais ninguém além de mim.

Nos beijamos mais uma vez e então recomeçamos a caminhada de volta para o hotel. De onde estávamos, não era mais que vinte minutos.

Pergunto a ele sobre sua história com Sadie e ele me conta que depois que terminou com o homem estava quase entrando em um quadro horrível de depressão e o seu psicólogo sugeriu que ele adotasse um filhote para lhe distrair a mente.

A cadela tinha salvado ele de uma possível depressão, por isso ele a amava tanto. Estavam juntos a quase seis anos.

– E qual a sua com Harley? – Jared me pergunta e eu dou de ombros.

– Ganhei ele do meu pai em um ano que estávamos todos passando o natal juntos, ele sabia o quanto eu amava cães desde criança e que a alguns meses o meu antigo cachorro tinha fugido do meu apartamento. – Sorrio ao lembrar do filhotinho com uma fita vermelha enrolada no corpo quando meu pai me entregou. – Foi um dos poucos natais que passamos juntos antes dele morrer...

Olho para ele e Jared aperta minha mão para me confortar, mas eu sorrio de lado, dizendo que tudo bem. A forma como nos entendemos com simples expressões corporais é muito incrível.

A rua está ligeiramente calma, o que devia ser normal dado o dia da semana.

Conversamos mais um pouco sobre trivialidades até que chegamos em frente ao prédio do imponente Mark Hopkins, nosso hotel. O tempo parece ter voado, nem me dei conta de que já estávamos chegando.

Entramos no saguão e está tudo quieto. O recepcionista nos cumprimenta e sorri simpático, dizendo algo sobre a noite que eu não presto muita atenção.

Vamos direto para o elevador e assim que as portas se fecham, ambos ficamos em silêncio, lado a lado, sem se tocar e nem se olhar. 7

O clima divertido tinha ficado na recepção do hotel. A tensão sexual no ar é tão forte que nos esmaga por todos os lados.

Lambo os lábios e acho que esse movimento é suficiente para Jared perder o controle e me empurrar na parede daquela cabine de metal. Suas mãos estão por todo lugar quando ele me beija faminto, ele enfia uma perna entre as minhas e segura meus braços, descendo com a boca para o meu pescoço e dando um chupão.

Deixo escapar um gemido manhoso que pede por mais e me arrepio todo. Jared não deixa de atender aos meus pedidos e dá outro chupão no outro lado do meu pescoço, acompanhado de uma mordida.

– Hmmm, Jay! – Sussurro e abro os olhos, depois de nem ter percebido que os fechei. O olhar dele é de um predador que eu nunca tinha visto antes, Jared sempre teve um olhar sexy e incrivelmente excitante para mim quando vamos transar, mas hoje está diferente. Tudo está diferente, até o modo como ele me segura, mais possessivo e mais dominador.

Gosto disso, apesar de adorar o controle, sempre quis saber como é perde-lo e ser dominado por ele.

– Jensen... – Ele sussurra de volta e lambe os próprios lábios depois que solta minha boca da dele. Sinto borboletas no estomago e meu pau super duro na cueca, tenho certeza que ele também está sentindo minha excitação, já que sua perna me instiga mais se esfregando lentamente na minha ereção. Posso sentir a dele claramente, está tão duro e inchado que posso sentir até a divisão da glande com o resto do membro mesmo por cima das roupas.

Quando o elevador para no nosso andar, Jared desce as mãos pela minha cintura e agarra minha bunda, me levantando do chão e me segurando no colo. Cruzo as pernas na cintura dele e apoio meus braços ao redor do seu pescoço para dar mais sustentação e então recomeçamos os beijos.

Estávamos famintos e um pelo outro, mas mesmo assim eu conseguia sentir todo o carinho dele com seus toques leves na minha pele e sua língua macia em contato com a minha.

De um jeito que eu não sei explicar como, consigo abrir a porta do quarto com o cartão eletrônico e então entramos, já começando a tirar as roupas incomodas e desnecessárias agora.

Eu fico nu da cintura para cima rapidamente e as roupas vão ficando pelo caminho, até chegarmos a cama de casal enorme e confortável que eu pedi exclusivamente para nós.

Jared me deita na cama com uma delicadeza até exagerada, mas que eu acabo achando muito gentil. Nós dois sabemos que ele é quem vai ser o ativo, pela primeira vez entre a gente, e sentir ele todo carinhoso e cuidadoso comigo por causa disso me faz ama-lo mais ainda.

Em pouco tempo nos livramos das nossas roupas, e Jared beija meu pescoço, desce para os meus ombros e então morde meu peito levemente. Ele está entre as minhas pernas e as nossas ereções se esfregam uma na outra de uma forma totalmente excitante, enquanto ele usa as mãos para acariciar minha pele com admiração.

Gemo manhoso ao sentir a boca dele nos meus mamilos, me excitando ali devagar. Seguro o cabelo dele e o puxo para me beijar nos lábios, enquanto desço minhas mãos pelas costas dele.

– Jay... eu acho muito fofo e legal da sua parte estar todo preocupado e carinhoso comigo, mas eu não vou aguentar toda essa demora não. Eu tô morrendo de tesão, então se puder parar de me tratar como uma garota, eu agradeceria.

Jared sorri e me beija de novo e então fica só roçando nossos lábios, enquanto agarra nossos dois membros com a sua mão enorme e começa a fazer uma masturbação dupla.

– Eu quero fazer devagar, quero te sentir bem devagarzinho, Jen. – Ele sussurra contra meus lábios, e eu o olho dentro dos olhos. Estão escuros de tesão, mas além disso, estão cheios de amor. Agora consigo ver essa nuance claramente. – E depois que você estiver bem relaxado e amado eu te fodo como você quiser...

Jared completa sua fala e eu mordo o lábio, sorrindo de canto.

– Sim... – Digo num suspiro e então o beijo de novo, sentindo borboletas no estomago de prazer com a masturbação que nunca cessou nos nossos membros juntos.

Jared desce beijando meu corpo com estalos molhados, apertando minha pele entre seus dedos e me arrancando ofegos. Deus, da posição que estou consigo ver a bunda dele se empinando mais conforme ele vai se inclinando para baixo. Mal consigo me controlar para não estragar o momento e inverter as posições.

Abro mais as pernas quando ele chega ao meu baixo ventre, colocando meu pau na boca e fazendo o que sabe que eu gosto. Espero que ele entenda o que eu quero abrindo as minhas pernas como um frango assado de padaria.

Agarro o lençol quando meu membro vai parar na garganta dele e gemo gostoso, afundando a cabeça no travesseiro.

Levo uma mão a cabeça dele e a empurro mais para baixo. Ser passivo é gostoso, sempre adorei essa posição tanto quanto ser ativo, ser acariciado na próstata não tem nada igual, mas sentir o que eu estou sentindo agora é totalmente novo.

Eu só poderia descrever o que meu corpo está sentindo com vontade de dar para Jared. Meu ânus se contrai, e meu baixo ventre está pegando fogo, as minhas pernas se abrem quase que involuntariamente, apesar de eu estar forçando-as para que fiquem mais espalhadas.

Olho para baixo e sorrio maroto com a visão. Jared está segurando meu pau e me masturbando lentamente, enquanto lambe minhas bolas e beija o períneo, lambendo a costura do saco até quase as minhas pregas.

– Jared... droga, você vai me matar desse jeito... anda logo com isso... – Imploro e suspiro quando ele lambe meu ânus, fechando os olhos com força para deixar meus sentidos corporais mais aflorados aos toques dele.

Jared começa a fazer o melhor beijo grego que alguém já me fez na vida e eu quase gozo só com a língua dele lá atrás. Eu poderia gozar, não fosse ele ter parado, depois de já ter me preparado com seus dedos. Eu não sou nenhum virgem, mas os dedos dele são grossos, Jesus.

– Não se mexe. – Ele diz quando sai do meio das minhas pernas, deitando sobre o meu corpo e me dando um selinho. – Eu quero te comer assim, olhando nos seus olhos quando eu te penetrar. Tudo bem?

Não consigo dizer nada coerente com palavras, minha voz sai enrolada com o tesão. Como ele consegue dizer essas coisas tão excitantes tão naturalmente? A voz rouca e um tom mais baixo que ele usa para falar comigo me dá arrepios. Balanço a cabeça para ele saber que eu concordei, e então ele sai de cima de mim, indo até o armário e procurando alguma coisa, provavelmente lubrificante e camisinhas.

Não quero que seja assim, com proteção, eu confio nele e ele em mim, não acho que precisemos mais disso, além do que quero sentir a pele dele em contato direto com a minha quando ele estiver dentro de mim.

Jared volta com o conteúdo em mãos e sorrindo e abre o vidro de lubrificante, lambuzando os dedos e me beijando mais uma vez.

Quando percebo que ele está indo pegar a camisinha, seguro a mão dele e faço ele me olhar nos olhos.

– Quero você. Confia em mim assim? É claro que teve aquela vez lá... mas não estávamos muito conscientes. Confia em mim para estar ciente de que estamos transando sem camisinha?

Não há nenhum fio de hesitação quando ele me olha de volta e sorri.

– Eu confio em você pra qualquer coisa. Também queria me livrar das camisinhas, só não sabia como... pedir. – Ele diz meio constrangido.

– Não precisa sentir vergonha ou medo de me pedir alguma coisa, Jared.

– Eu sei, é só... pensei que pudesse reservar isso só para o seu namorado.

Balanço a cabeça e sorrio até os olhos.

– Pode crer que não. Acho que se eu e Tom transamos sem camisinha duas vezes em todos esses anos foi muito.

A expressão de Jared suaviza e então os toques excitantes recomeçam.

Nos amamos ao invés de foder, Jared me penetra devagar no começo, ondulando seu quadril carinhosamente em mim e me deixando sentir tudo que ele pode me provocar.

Com o tempo, ambos precisamos de mais urgência, e ele me dá isso também. Nossos corpos se chocam, ofegam e suam um contra o outro, enquanto sussurramos palavras sujas e amorosas um no ouvido do outro.

Gozo sobre o meu abdômen e sinto e vejo Jared vir logo em seguida dentro de mim, me preenchendo com seu prazer.

Sorrio mais do que já estava quando Jared se deita sobre o meu peito e me abraça, beijando meus lábios e saindo de dentro de mim devagar.

Não dizemos mais nada, não precisamos de palavras para nos entendermos, ainda mais depois desses orgasmos, tudo que precisamos é dormir um nos braços do outro.

No outro dia cedo vamos para a tal conferencia no Hall principal do hotel. Ela passa muito devagar, pois os assuntos tratados são chatos e maçantes e não acrescentam em nada para a empresa. Posso entender agora por que o sr. Andrew me mandou para cá, mas pesar de ser uma chatice toda a manhã, todo o resto do dia vale a pena.

A tarde eu e Jared saímos juntos e vamos caminhar pela praça, onde tinha um enorme lago artificial, mas que parecia natural de tão perfeito e lindo.

Não toco no assunto do jantar da noite anterior, acho que ele ainda não está pronto. Também, pudera, fazem apenas algumas horas. Eu é que sou impaciente e quero que ele desabafe comigo logo.

Mesmo ele estando sorrindo o tempo todo, posso sentir que ele tem um certo peso nos ombros e eu acho que talvez seja isso e que talvez eu possa ajuda-lo de alguma forma.

Estamos sentados embaixo de uma grande árvore que tem muitas flores amarelas, no mesmo parque do lago. Eu estou encostado no tronco, e Jared entre as minhas pernas encostado no meu peito, enquanto meus dedos acariciam o cabelo dele.

– Queria que pudéssemos ficar assim para sempre... – Ouço ele sussurrar, tão baixo que tenho certeza que não era para mim ouvir, e meu peito aperta. Ele é consciente de que aqui as coisas são diferentes, que são melhores para a nossa relação e que assim que voltarmos para Austin tudo vai voltar a ser como era antes. Beijos rápidos e escondidos, sexo silencioso e controlado, pois marcas não poderiam ser visíveis.

Suspiro e fecho os olhos, pensando em tudo que estou vivendo. Será que quero isso para mim mesmo? Não sei se conseguiria terminar com Tom, o que eu tenho com ele é bom, é estável, confortável, com certeza não é o melhor – o melhor está entre as minhas pernas –, mas não é uma coisa que eu possa simplesmente dar um ponto final de uma hora para outra.

Sorrio quando uma flor cai sobre o rosto de Jared e ele fica soprando-a até ela cair, e ao fazer isso ele forma um biquinho adorável com os lábios. O viro para mim e o abraço, fechando os olhos e aproximando nossas bocas lentamente. O beijo acontece calmo e amoroso, cheio de sentimentos e entrega.

***

Já é o nosso terceiro dia em San Francisco, fizemos quase tudo que gostaríamos pela cidade juntos, incluindo visitar a Golden Gate, o parque Yerba Buena, o Aquário e a fábrica de chocolates Ghirardelli Square, onde eu comprei vários chocolates, mas que Jared detonou assim que chegamos no hotel, na mesma noite.

Depois da reunião de hoje de manhã, Jared me convenceu a irmos para Alcatraz, e agora estamos no barco com o grupo de visitantes à antiga prisão. Tínhamos chegado mais cedo para olharmos também o Pier

– Ei, Jen, eu estava lendo aqui nesse panfleto que Alcatraz nunca teve nenhum fugitivo, sabia? – Jared se virou para mim do seu assento e me disse empolgado. – Só três caras que fugiram uma vez, mas nunca foram encontrados corpos, então supuseram que morreram afogados. E sabia também que o Farol de Alcatraz foi o primeiro a ser aceso na Califórnia?

Jared continua me falando mais curiosidades sobre o presídio que agora era quase como um museu, a empolgação dele é tão linda que tenho vontade de beija-lo e então me lembro que posso e assim o faço, fazendo ele parar de falar tanto.

– Que legal, amor! – Digo só para ele não achar que eu não estava prestando atenção, na verdade não achava o lugar nada interessante, mas tinha concordado em vir porque ele disse que sempre quis conhecer.

Jared revira os olhos, pois sabe que eu não prestei atenção em quase nada.

– Sei... – Ele murmura e eu dou mais um selinho, dando de ombros logo em seguida. O grupo de visitantes não é muito grande, então assim que descemos na ilha, todos se dispersam. O lugar é realmente bem grande e tem um ar sinistro.

Jared me arrasta pelos corredores e olha tudo como uma criança, enquanto eu fico maravilhado vendo ele tão curioso e alegre.

Chegamos ao lugar onde antigamente era um dos complexos de celas e pela primeira vez estamos sozinhos. Mesmo nunca tendo muita gente em cada setor em que olhávamos, sempre tinha um outro turista tirando fotos.

Olho dentro uma das celas e nem vejo que Jared se distanciou de mim, e depois de algum tempo olhando como os presos viviam ali, ouço ele chamar meu nome meio de longe.

Procuro em todas as celas e vou o encontrar no final do corredor, na última. Paro na grade e ele me olha lá de dentro com um sorriso malicioso.

– Sabia também que essas camas serviram para muitos presos se pegarem depois de tanto tempo sem nenhuma mulher? – Ele comenta e eu rio, balançando a cabeça.

– O que está fazendo?

Jared leva as mãos até a camisa que ele está usando e começa a desabotoa-la. Lambo os lábios ao ver o pedacinho de carne do peito dele que a camiseta que ele usa por baixo permite que seja visto e então ele morde o lábio inferior.

– O que você acha de relembrarmos pra essas paredes o que eles faziam?

Franzo a testa, ele realmente está sugerindo que nós transemos aqui? Na prisão?

– Ficou doido? Se formos pegos, vamos pra cadeia mesmo!

Digo como se fosse a coisa mais óbvia do mundo, mas me aproximo mesmo assim. Quando estou perto o suficiente, ele enlaça minha cintura e me vira contra a parede, colando meu corpo no cimento aparente. Suspiro ao sentir o corpo dele pressionado no meu.

– Jared...

Gemo e ele leva as mãos a minha cintura, apertando e empurrando seu quadril em mim para me fazer sentir sua ereção.

– Eu tô durinho, Jen. Não te excita pensar no lugar em que estamos?

– Não! É a porra de uma cadeia! – Digo olhando-o por cima do ombro e não posso evitar de rir.

– Pois a mim excita. O que acha, hein? Vai me ajudar com isso aqui? – Jared ondula seu quadril contra mim e me faz gemer. Ele está tão dominador desde que chegamos assim, e eu não sei qual versão dele eu gosto mais. A passiva que geralmente não toma as iniciativas, e muito menos as desse tipo, ou essa nova, mais perigosa. Com certeza as duas se completam e se misturam.

Levo as minhas mãos a minha cinta e começo a desafivela-la, junto com o botão e o zíper, então abaixo só o necessário da minha roupa.

– Tem que ser uma rapidinha, nada de preliminares. – Sussurro para ele enquanto vou abrindo a sua calça com dedos afoitos e nervosos. Apesar de eu ter dito que esse lugar não me excitava, o risco de ser pego estava começando a excitar.

– Tudo bem, apesar de que eu queria te beijar gostoso aqui atrás. – Jared sussurra no meu ouvido e morde o lóbulo, afastando-se um pouco de mim para lubrificar seu pau com saliva e então voltando até mim e me penetrando lentamente. Não ser preparado torna tudo mais doloroso, mas ele é paciente e espera eu me acostumar com a invasão.

Em alguns minutos estamos ofegando e gemendo baixo um para o outro, enquanto ele arremete com força dentro de mim e está com os dedos entrelaçados com os meus na parede.

Gozo no exato instante em que ele toca meu pau, e Jared é esperto o suficiente para colocar a mão na frente da fissura da glande, impedindo o meu liquido de sujar o lugar. Logo depois é ele quem se derrama em mim, beijando minha nuca e abraçando meu corpo.

Estou acabado quando Jared se retira de dentro de mim, mas muito satisfeito. Ele me ajuda a colocar as roupas de novo e me vira de frente para ele, beijando minha boca e me prensando na parede.

– Não acredito que realmente fizemos isso! – Jared diz sorrindo. – Pensei que você iria negar totalmente e me chamar de doido... – Ele completa e beija meu pescoço.

– Você é um doido. A sua sorte é que eu sou tão pirado quanto você.

Nos beijamos mais uma vez e então saímos da cela. Deus, Jared me faz fazer umas loucuras que nem eu mesmo acredito. E o pior – ou melhor – de tudo é que eu nunca quero negar.

***

Jared passa os braços ao meu redor e suspira, depois de termos nos amado nessa cidade pela última vez. Amanhã nosso voo é bem cedo e mal vai dar tempo para nos arrumarmos, porque com certeza não vamos conseguir acordar cedo.

– Jensen eu... – Olho para ele e faço formas irregulares no seu peito com o dedo indicador.

– Sim?

– Eu quero te contar sobre o meu passado. Todo ele. Preciso que saiba, preciso que saiba antes de sairmos daqui, porque não sei se vou ter coragem de contar em Austin algum dia.

Fico sério, e me estico para ficar mais perto dele, dando-lhe um selinho nos lábios e acariciando seu rosto.

– Claro, Jay, por favor... – Olho-o nos olhos. – Sabe que eu não vou te julgar, não é? Não importa o que tenha acontecido, nunca vou te julgar.

Jared suspira e morde o lábio, e então começa.

– Depois que ele... depois que eu e ele transamos ele disse que eu poderia ficar na casa dele. Eu disse que ficaria só até a chuva passar e então iria até o Stephen, porque não queria incomoda-lo, mas ele insistiu até que eu concordasse em ficar pelo menos o outro dia todo e quem sabe – Jared faz aspas no ar nessa fala. – “ele me deixaria ir até o meu amigo”. Não quis dizer nada sobre como ele disse isso, porque estava chovendo forte e eu não poderia sair dali. Depois disso, eu fui até o Stephen, três dias depois de ter chegado na casa dele. Não sei porque demorei tanto, Mitch ficava me pressionando e dizendo para mim ficar mais tempo ali e eu acabei que fui deixando...

A cada palavra de Jared mais raiva é alimentada dentro de mim, não posso acreditar que ele tenha tido que passar por uma coisa dessas. Queria tanto que ele tivesse tido outra adolescência.

– ... Stephen disse que não era uma boa, e que eu deveria ir ficar na casa dele enquanto não me resolvia com meus pais, mas eu neguei, porque era idiota e achava que a minha melhor opção era o cara com quem eu estava namorando. Eu... eu era inocente, eu não... – Jared fala com a voz embargada e um nó na garganta e eu o puxo para os meus braços, o apertando e fazendo ele se sentir protegido.

– Tudo bem, amor, todo mundo toma decisões erradas, ainda mais na idade que você tinha, não foi culpa sua cair na lábia de um salafrário.

Jared engole em seco e então continua.

– No começo foi normal, como um namoro comum, apesar dele ser bem mais velho e às vezes fazer umas coisas que eu não gostava, tipo nunca fazer sexo comigo olhando no meu rosto. – Ele suspira e passa as mãos pelo próprio cabelo, nervoso. – Depois de uns três ou quatro meses é que ele começou a ficar agressivo. Eu tinha que ir de casa para a escola, e voltar da escola para casa. Ele mal deixava eu falar com Stephen, dizia que todos os meus amigos me olhavam estranho e queriam me comer.

Suspiro e fecho os olhos, tentando não demonstrar o quanto quero moer aquele homem nojento, mas Jared nota e leva a mão a minha cintura.

– Eu me enganava, e dizia que aquele ciúme todo era porque ele me amava muito e não queria me perder. Comecei a acreditar nas coisas que ele dizia, que os meus amigos antigos me olhavam estranho, que os desconhecidos na rua ficavam me secando, e passei a ficar dentro de casa quase o tempo todo. Se antes Mitch não queria que eu tivesse amigos, daquele ponto em diante eu também não queria mais ter, porque ele dizia que se eu o traísse eu não iria gostar do que aconteceria.

Fico cada vez mais chocado com a constatação dos fatos. O cara sufocava e pressionava tanto o Jared ao ponto dele achar que todos a sua volta não se interessavam mais pela sua amizade, e sim por seu corpo. Olho para cima ele e Jared passa os dedos nos olhos, para limpar a lágrima que estava se formando.

– Jared... amor, olha pra mim. – Ele me obedece e eu ponho a mão na bochecha dele. – Você está aqui comigo, isso já passou, eu prometo, nunca mais vou deixar que aconteça de novo.

– Eu sei, mas é... não sei como pude ser tão burro e inocente.

– Você não teve culpa...

– Tive sim. Um pouco eu tive. Não é como se eu não tivesse ninguém para me ajudar, Stephen vivia me oferecendo ajuda e me pedindo para sair de lá. – Não digo nada, não tem nada que eu possa dizer para mudar isso. – O que me doía mais era que minha mãe e meu pai nunca tentaram entrar em contato comigo de novo, eu me sentia tão rejeitado e desprezado pelos meus próprios pais, achava que só Mitch me amava e que eu tinha que ficar com ele, já que ninguém mais me amava. Quanto mais o tempo passava, mais eu me sentia mal comigo mesmo, ele começou a me dizer que eu estava engordando e que não admitiria um namorado gordo e então eu comecei a emagrecer, e fiquei anêmico. – Engulo em seco, meus dedos tremem de raiva. – Eu fazia tudo que ele mandava, mas nunca estava bom. Sempre tinha alguma coisa errada. A primeira surra que ele me deu foi quando eu fiz uma comida que ele disse que estava horrível, ele tava bêbado e me empurrou contra o sofá e me deu tapas e socos, até que eu comecei a chorar, então ele mudou totalmente e parecia completamente arrependido. Implorou perdão e disse que nunca mais faria, me abraçou e não deixou eu nem levantar do colo dele.

Passo os dedos pelo rosto dele de novo, tremulo, com tanta raiva que quase chego a espumar. Não consigo nem imaginar o que eu faria com esse maldito homem se eu o visse na minha frente.

– Os tapas e os apertões começaram a ser mais constantes depois da primeira vez. Sempre era por ciúme, ou porque eu tinha desobedecido. – Jared levanta o lençol e fecha os olhos, essa parece ser a pior parte. Ele segura minha mão e a guia até a tatuagem no seu quadril, fazendo eu passar os dedos pela tinta preta suavemente. – Consegue sentir?

Confirmo com a cabeça que sim.

– O que é? Cicatriz da tatuagem? – Pergunto analisando os pontos de elevação na pele.

Jared dá uma risada amarga.

– Quem dera... – E com a voz rasgada ele completa. – Mitch apagava seus cigarros em mim. E para o meu azar, ele fumava bastante...

Fico boquiaberto quando ouço aquilo. As cicatrizes embaixo da tatuagem são incontáveis, como alguém pode ter feito isso com ele?

Me sento na cama e aperto meus punhos, socando a cama e ficando vermelho de ódio. Jared senta atrás de mim e me abraça, colando a cabeça nas minhas costas.

– Jen... por favor, não fica assim. Como você disse, já passou, eu estou aqui com você...

– Ele não podia ter feito uma coisa dessas com você, Jay. Maldito filho da puta! – Digo com os olhos vermelhos, segurando o choro. Mesmo não fazendo sentido, me sinto culpado por não ter te ajudado naquela época. Não nos conhecíamos, mas eu me sinto como se eu tivesse te abandonado no momento em que você mais precisava de alguém.

– Não devia, mas fez. Só que eu já superei, eu acho... – Jared suspira nas minhas costas e eu me viro para ele.

– Desculpe, é que... Deus! Eu não posso acreditar que alguém tenha tido coragem de tanta crueldade. – Jared abaixa a cabeça, envergonhado, mas eu agarro seu queixo e o faço olhar nos meus olhos. – Ei, ei, ei! A culpa não foi sua, tá legal? De jeito nenhum que a culpa foi sua, me ouviu bem, Jared?

Ele dá um sorriso nada convincente para mim.

– Um pouco foi, eu poderia ter feito tudo diferente se eu não fosse tão idiota e burro.

– Não, não podia. Você acredita em destino? Talvez tudo pelo que você tenha passado, foi para você chegar onde você está agora.

Me aproximo mais dele, mas Jared se encolhe.

– E onde eu estou agora? Namorando um cara que eu não quero, de novo, e não podendo ficar com o cara que eu amo porque ele também é comprometido? Que belo destino.

Essas palavras dele me atingem em cheio, eu desvio o olhar e mordo o lábio nervoso. Não sei o que dizer; não tenho o que dizer. Ele disse a verdade. Está certo. Nem me permito aproveitar a pequena faísca de alegria que surge dentro de mim por ele dizer que eu sou o homem que ele ama.

Depois de mais um tempo sem eu dizer nada, ele se afasta e então deita de volta na cama.

Suspiro e aperto os dedos um no outro. Eu queria abraça-lo e beija-lo e dizer que tudo vai se resolver, mas não sei se realmente vai.

Deito na cama do lado dele e quando faço menção de me aproximar, ele se se escolhe mais ainda, então eu desisto da aproximação, ficando de barriga para cima e sem conseguir dormir o resto da noite.

Vem a minha cabeça toda a história dele novamente, ele já sofreu tanto com aquele velho maldito, ele merece alguém que o ame de volta. Eu deveria ser essa pessoa, mas não sei se consigo ser.

Um nó aperta minha garganta quando minha mente divaga sobre qualquer menção a perder Jared e eu quase me sufoco de desespero com a possibilidade.

Isso não pode acontecer nunca, por mim nunca acontecerá, mas será que Jared vai continuar me querendo para sempre desse jeito que estamos?

Não.

Ninguém aguenta isso, nem mesmo eu penso nisso para toda a vida.

Não deveríamos ser amantes, deveríamos ser companheiros, mas a vida tratou de esfregar na nossa cara que as coisas não acontecem como nós queremos que aconteçam.

Continua...


Notas Finais


Eai, o que acharam?
Encontraram algum erro ou coisa que no makes sense? Se sim, me avisem pra mim arrumar. Provavelmente um dia desses eu crio coragem e beto, pra corrigir aqueles errinhos de portugues que sempre acabam rolando por eu escrever mt rápido e as vezes não estar olhando o que escrevo uhssahuhuas
Anyways, boa semana e até sábado!!


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