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História The air i breathe - Capítulo 1


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Notas do Autor


Boa noite... Sim, já com a fic nova. E jpa postando hoje rsrsrs Capítulo menor, só para vocês terem ideia de como será a pegada dessa nova fic. Essa história pe inspirada no filme/livro: "A CINCO PASSOS DE VOCÊ". Mas somente inspirada, nao tem nada haver com os acontecimentos, como poderão ver a seguir. Enfim, sem mais delongas, é isso. Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Um Conto de Fadas


Capítulo Um – Conto de Fadas

 

Minha vida nunca foi  um conto de fadas, e nem nunca será. Disso eu sei, mas também por outro lado, nunca acreditei nessas coisas. Amor? Nunca o senti! Mas sim, acredito nele fortemente. Minha mãe e meu irmão, eles me amam, e é muito bom se sentir amada, é sim. Mas não sou tola, minha vida é a maior parte em hospitais. Não sonho em encontrar um grande amor. O encontraria onde? Nos corredores dos Hospitais? Não, nunca. Me chamo Piper Elizabeth Chapman, tenho vinte anos e tenho Fibriose Cistica. Oh, e o que é Fibriose Cistica, Piper? É a doença que roubou minha vida. A descobri com quatro meses de idade, e foi onde o inferno começou. É uma doença genética, hereditária, autossômica e recessiva que ataca seus pulmões, sistema digestório, pâncreas e por aí vai. Não tem cura, o que pode me ajudar a ter uma qualidade de vida melhor? Um transplante de pulmão, e ele tem a duração de cinco anos, mas para recebê-lo tenho que começar um novo tratamento. E ele é bem esperançoso, eu tenho esperança, não me levem a mal. Sei que posso superar essa doença, mas ainda sim, queria ter uma vida normal. Seria pedir muito? Já perdi meu pai, alias, perdi tanta coisa para essa doença. Não suporto mais!

Era meu ultimo dia livre. Eu iria sair com meus amigos: Cal, meu irmão e Neri, Taystee, uma amiga maluquinha que eu tinha, Maritza e Flaca. Eles eram ótimos, faziam com que eu esquecesse que minha vida não é normal. Pode parecer drama, mas não posso subir escadas sem o uso de oxigênio no nariz, me esforçar demais, correr muito. Céus, tanta coisa que essa doença me impossibilita. Mas essa noite, eu queria me sentir uma pessoa normal, então não levei meu oxigênio, o que deixou minha mãe de cabelos em pé, mas ela confiava em Cal e em mim.

Eu dancei! No meu ritmo, claro, não exagerei. Eu me diverti, ri. Foi demais! Não bebi, meus medicamos não permitiam. Eu sei que posso morrer a qualquer hora, amanhã posso acordar morta. É assim que funciona. Meus pulmões param de repente e Adeus Piper. Simples assim! Por isso os pulmões, os meus estavam ficando cada vez mais fracos.

— Eu preciso ir ao banheiro! — Anunciei a Maritza.

—Irei com você!

Neguei. — Está tudo bem. — Garanti. — É rápido. — Dei um sorriso para convencê-la.

Sai em meio à multidão. Estava apertado, e as pessoas trombavam em mim, por quererem dançar. Só que uma, além de trombar comigo, ainda conseguiu derramar em mim uma bebida fedida!

Eca!

Fiz uma carranca enorme tentando limpar meu suéter. 

—Porra, garota! Tá chapada, é?  —Disse a pessoa.

Ergui então meu olhar. Estava uma loucura, fumaça, luzes e um pouco escuro, mas percebi que era uma mulher. Uma linda mulher, aliás. Minha boca secou. 

—Chapada? — Devolvi. — Não sou eu que estou com Uísque na mão! — Retruquei.

Ela riu e se aproximou mais. Seus cabelos eram tão negros e longos. Sua boca era vermelha com um batom cor sangue e um delineador nos olhos que combinavam perfeitamente com sua roupa preta estilo roqueiro. Ela era de tirar o fôlego.

— Que língua atrevida! — Bebeu o restante de sua bebida. — Mas chapada não é com bebida alcoólica, baby e sim com Drogas — Deu uma piscadela.

Baby? Que antiquado, porém... Engulo em seco. Sexy

— Não uso Drogas! —Neguei bufando.

— Oh, sério? Estou surpresa, porque os jovens de hoje em dia são tão malucos! —Riu.

Juntei minhas sobrancelhas. — Jovens de hoje em dia? Até parece que você é uma senhora de idade! —Ri incrédula. —Além do mais, quantos anos acha que eu tenho?

—Ah qual é! — Rolou os olhos. — Você certamente não passa dos 20.

Retorci a boca.

— Errei? —Arqueou suas sobrancelhas e... Céus, ela era linda demais!

— Não te interessa!

—Vejo que é nervosinha!

— É que você é extremamente irritante!

A moça bufou. — Que seja! — Pausou. — Está tudo bem com seu suéter?

— Sim, está, tirando o odor horrível! — Respondi ácida. — Peço desculpas. —Dei as costas para ela e simplesmente sai de lá.

Sim, ela tinha me chamado a atenção, como nunca tinha acontecido antes com outra pessoa, mas mesmo assim ela me irritava completamente com aquele ar de superioridade.

 

۞

 

 

UM MÊS MAIS TARDE

 

Meus pais haviam pagado uma fortuna para um novo método de tratamento. O que acontecia era que eu precisava de um novo pulmão para não “bater as botas”, mas somente poderia receber esse pulmão se minha saúde estivesse boa o suficiente, uma bactéria chamada B. Cepacia, estava tomando conta de meus pulmões e eu tinha que tirar essa maldita deles, porém não era assim algo tão fácil de conseguir. Por isso eu iria para esse tratamento novo que estavam fazendo. O bom é que era em Nova York mesmo, o ruim? É que eu ficaria tempo indeterminado trancafiada em um hospital, sem ver meus amigos ou meus pais. Seria mesmo um sacrifício. E o pior? É que para conseguir o pulmão, o transplante eu tinha que estar em uma fila, ou seja, tinha muitos empecilhos aí para que eu finalmente conseguisse o meu “final feliz”.

Estava em meu quarto despedindo-me dele. Passaria boa parte longe de meu quarto, de minha casa, das pessoas que eu amo. Suspirei enquanto tinha em mãos porta-retratos de meus pais em mãos.

— Querida? — minha mãe abriu a porta do meu quarto. — Está pronta, meu bem?

Assenti com um sorriso sem emoção nos lábios. — Estou sim.

— Vamos então. — disse entrando e pegando minhas malas e meus pertences. — Por que não leva fotos nossas para colar na parede? Assim talvez supra um pouco a saudade. — limpou uma lágrima no canto dos olhos.

— É, pode ser. — tirei as fotos do porta-retratos e as levei comigo Mesmo que soubesse que seria muito difícil ser suficiente.

Carregava o oxigênio portátil em minhas mãos. Meu Pai logo veio me ajudar, enquanto eu descia as escadas. Um simples gesto já deixava meu oxigênio no limite.

Que saco!

Entramos no carro a seguir o caminho era longo. O Hospital ficava em uma zona bastante afastada em Nova York. Enquanto meu pai e minha mãe conversavam assuntos aleatórios, eu trocava mensagens com as meninas. Elas sempre me davam força para aguentar toda essa história de doença.

Quando o carro parou, olhei pela janela o enorme prédio. Nossa, esse lugar era muito grande. Enorme. Minha porta foi aberta.

— Pipes? Vamos? — papai sorriu gentilmente pegando meu oxigênio portátil.

Saltei do carro e olhei para o enorme prédio. Ali seria minha casa nos próximos incontáveis meses. Ajeitei o oxigênio em meu nariz e peguei o compartimento.

— Eu levo agora pai. — falei colocando-o em meu ombro, ele era tipo uma mochila.

— Tem certeza? Não está muito pesado, querida? — ele estava todo preocupado.

Neguei. — Estou bem. 

Minha mãe estava com uma de minhas mochilas, ele então pegou a outra e caminhamos rumo à entrada do hospital. Chegamos à recepção, me sentei nas cadeiras, enquanto os dois assinavam alguns documentos para a internação. 

Pessoas entravam e saiam, médicos e enfermeiros andavam de um lado para o outro. Não era atoa que esse Hospital era tão grande, ele não tratava somente os meus casos como também todos os casos possíveis, mas seu enfoque era pulmões e coração. Ele se sobressaia em relação a isso. Era um dos melhores do país, se não o melhor. Melhores cardiologistas e melhores Pneumologistas. 

— Está tudo ok, querida. — Carol ficou diante de mim. — Isso quer dizer que isso é um “até logo”. — ela estava emocionada. Abriu os braços e eu a abracei. Suas lágrimas quentes molharam minha roupa.

— Não chore, mãe. Vai ficar tudo bem. Isso é para o meu bem, certo? — afastei-me para fitá-la. 

Ela sorriu triste. — Sim, querida. Sim.

Bill abraçou-me em seguida e segurou meu rosto com as duas mãos. — Fique bem, pequena. — beijou minha testa.

Uma enfermeira se aproximou. Ela era baixinha, tinha os cabelos um pouco acima dos ombros, um batom extremamente vermelho nos lábios e um sorriso gentil.

— Piper Chapman? — ela tinha uma prancheta em mãos. — Sou a enfermeira Lorna Morello, prazer, querida. — ergueu a mão em minha direção.

Sorri gentil a cumprimentando. — Prazer, srta. Morello.

— Sem senhorita. Me chame somente de Lorna. — sorriu de uma maneira meiga. — Irei lhe mostrar seu quarto.

Assenti e dei mais um abraço em meus pais e acompanhei Lorna. Ela era falante, gentil, extremamente agradável e doce.  Faria meus dias menos amargos e tediosos aqui dentro.

— E esse é seu quarto. — abriu a porta relevando por incrível que pareça um quarto como de uma casa normal. Ele tinha uma tv, não parecia ser de Hospital. Muito bem montado. — Aqui se faz de tudo para deixar o paciente mais confortável possível.

— Nossa. — murmurei. — É agradável.

Ela sorriu. — Sim. Outra coisa, não precisa usar roupão nem nada disso, por isso trouxe suas roupas. Pode usar roupas normais. 

— Isso é mesmo ótimo.

— Sim, os mínimos detalhes é que fazem a diferença. — sorriu largamente. — Fique à vontade. Logo eu voltarei com seus remédios, tá bom e explicando o seu tratamento. 

Concordei com um aceno de cabeça. — Tudo bem.

Ela se foi, deixando-me sozinha naquele quarto frio. Deixei minhas coisas num canto e me deitei na cama. Era o único lugar de se estar e também, eu estava cansada demais. Liguei a televisão, não tinha nada para se fazer ali.

 

//

 

Lorna apareceu e não demorou muito. Desliguei meu oxigênio, pois usaria agora do Hospital. Comecei com os medicamentos e ela mediu minha pressão.

— Você está com B.Cepacia, não é? — fitou-me.

Assenti.

— Estou mesmo vendo no seu prontuário. Bom, eu sou somente a enfermeira, mas sei que certamente vão te medicar para que essa bactéria deixe seu pulmão. No fim da tarde viram de ver, tá bom?

— Tudo bem, Lorna. — sorri gentil e ela então se foi.

E mais uma vez sozinha, sem nada para fazer.

 

//

 

Estava um saco nesse quarto.

Eu via Lorna andar de um lado para o outro pelos corredores, pois minha porta estava aberta. Eu precisava ver pelo menos o movimento do Hospital. Ela era sempre tão sorridente e feliz. Me transmitia mesmo algo bom.

Peguei meu celular e respondi ao meu irmão. Cal e eu éramos bastante ligados, sempre fomos. E ele era muito engraçado.

Escutei vozes conversando do corredor, uma era de Lorna e a outra, eu não soube identificar.

Ergui então minha cabeça e vi ninguém menos que aquela mulher arrogante e extremamente atraente da boate aparecer na porta do meu quarto. Ela estava trajada de jaleco, cabelos soltos e óculos de grau no rosto. Ela franziu o cenho, enquanto seus olhos extremamente verdes me encaravam. Ela parecia intrigada e surpresa, assim como eu.

Ela deu uns passos para mais próximo da cama e ergueu as sobrancelhas, enquanto percebi que um sorriso brincava em seus lábios.

— Então você é a paciente Piper Elizabeth Chapman? 

Engoli em seco, incapaz de lhe responder.

Ela me causava umas sensações que eu não sabia descrever.

— Sabe o que isso quer dizer? — ela sorriu de uma maneira galanteadora. — Que serei sua médica, srta. Chapman.

Putz... 

Então daí em diante em soube que estava mais do que ferrada.


Notas Finais


Eita, parece que a Piper já apaixonou ne nao? hahahaha Fala se gostaram, se devo dar continuidade...❤


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