História The Alien - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Taehyung (V), Park Jimin (Jimin)
Tags Bts Jk, Bts V, Jihope, Vhope, Yaoi
Visualizações 8
Palavras 2.062
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Voltei aaa
(e dessa vez eu talvez atualize as outras duas fics a)

Capítulo 1 - One


   A vida não é fácil para quem é diferente. Somos perseguidos e nos dão correntes. Nossa rotina é ir a faculdade e voltar para casa sem chamar a atenção de ninguém. Os diferentes raramente possuem amigos e quase sempre são abandonados pela família.

Meu nome é Jung Hoseok e eu sou um bug.

Aqui em YouTopia, bugs podem circular "livremente". Mas se um de nós for pego travando, ele recebe uma corrente, oque o impede de sair de casa por sete dias.

Bom, eu até saio de casa com frequência, já que não travo tanto quanto os outros. Apenas quando sinto dor, tristeza, quando fico emocionado ou às vezes quando quero. Minha família incrivelmente não me abandonou, ela costuma me proteger e me acolher quando eu faço merda. Porque aliás não é culpa minha, é só uma falha no meu código. Tenho apenas um amigo, Park Jimin.

Jiminnie não é um bug, mas quase ninguém gosta dele. Eu não entendo a sociedade, eles odeiam uma pessoa só por ela ser diferente; se você é depressivo, como o caso do Jiminnie, é diferente. Ah, e não são só os diferentes que recebem correntes. Essas são algumas das regras:

- Se você joga lixo no chão, recebe uma corrente;

- Se você foge dos seus compromissos, mais correntes;

- Se você desrespeita a rainha, mais cinco correntes;

- Se você, de algum jeito arrebenta elas, você é jogado na lixeira.

No fim do mês, eles limpam ela. E foi por causa desse meio tempo que eu já consegui tirar Jiminnie de lá 3 vezes.

Jimin e eu somos da mesma faculdade, cursamos design. As notas dele não são muito boas, devido a uns problemas em casa. E sou eu, que passo algumas noites inteiras no quarto dele, repassando cada matéria e fazendo de tudo para que ele tire pelo menos um B. Ele me chama de Angel por isso.

Minnie❤~ Angel, você

pode me ajudar

hoje a noite??

Qual o conteúdo ~You

dessa vez?

Minnie❤~ Depende, oque

o professor deu

hoje…?

Aconteceu algo aí ~You

na sua casa ontem?

Minnie❤~ Aham…

Enfim, você pode

vir hoje? Por favor.

Claro. Mas acho que ~You

não vou ficar até

tão tarde.

Minnie❤~ Tudo bem, eu

entendo. Deve ser uma

merda passar a noite toda

com alguém como eu.

Pare com isso, sabe ~You

que não é verdade.

Minnie❤ ficou off-line

Desligo o meu celular e fecho os olhos. Eu odeio quando ele fala assim de si mesmo. Poxa, ele é o melhor amigo que alguém poderia ter, uma pessoa forte para caralho, bonito e muito engraçado.

Mas eu entendo o porque de ele ser assim. Primeiro, tem os pais dele. Eles brigam todo dia, às vezes até saem no soco. E ainda por cima o pai dele põe a culpa no Jimin. Segundo, tem o Rick. Na primeira semana de aula ele viu os cortes no braço do Jimin, e então espalhou para a faculdade toda. Ninguém de lá fala com ele agora. E eu vi ele batendo no Jimin uma vez.

Ouço batidas na porta do meu quarto e logo ouço alguém adentrar o mesmo. Abro os olhos e vejo minha mãe se aproximando de mim.

- Como foi lá hoje filho? - Ela se senta do meu lado parecendo meio preocupada.

- Ah, foi normal - Sorrio e me sento na cama.

  Vejo ela olhar para baixo como se estivesse tomando coragem para me dizer algo.

  - Filho, a mãe vai ter que viajar de novo…

Suspiro e concordo com a cabeça. Minha mãe quase nunca para em casa, sai as cinco da manhã e volta lá pelas sete e meia, quando já é noite. Viaja quase todo mês por chamada de voz e quando está longe só me liga ao anoitecer. Entendo que as viagens são algo necessário, mas é sempre muito triste e solitário.

- Me desculpe, eu nem quero ir mas é meu trabalho… Se eu não for não consigo os wons suficientes para o aluguel… Prometo que quando voltar vou recompensar esse tempo que vamos passar separados ok? Nós podemos sair para dar uma volta, assistir algum filme, eu até te busco no colégio. Eu-

- Está tudo bem mãe. - Segurei em suas mãos, fazendo com que a mesma se cale e me olhe. - Pode ir sem se preocupar, eu vou ficar bem.

- N-não está bravo comigo?

- Claro que não, porque estaria?

Ela sorri para mim e me abraça, logo sendo retribuída pelos meus braços rodeando seu pescoço e a abraçando com força.

- Que bom que você me entende. - Ela desfere uma leve carícia em meus fios.

- Quando você vai? - Solto seu corpo e a encaro.

- Eu já estou de saída…

- Ah… - Me levanto junto com ela e a acompanho até a sala. - Quer que eu leve a senhora até o aeroporto?

- Sim, só vou pegar minhas malas.

  Vejo a mesma subir as escadas e suspiro, logo indo pegar minhas chaves na mesa da cozinha. Um minuto depois, a mulher de cabelos negros desce o pequeno lance de escadas correndo.

- Hoseokie, estou atrasada para o vôo. Acho melhor usar o teletransporte.

- O que? Mas mãe, nossa conexão não é boa, ela foi cortada pela metade no último mês, se lembra? - Falo indo rapidamente até a mesma, que já estava parada em frente a cabine.

- Eu sei, mas se formos de carro eu vou perder o vôo. Mas vai dar tudo certo, sempre deu.

Ela me olha sorrindo meio tensa e logo me abraça com força.

- Se cuide por favor...

- Digo o mesmo para você. Não traga estranhos para cá, não fique até tarde na rua e por favor, não quebre nada.

- Ok, ok. Eu já sei de tudo isso mãe.

A mesma sorri e faz carinho na minha bochecha. Logo se afasta de mim e entra na cabine. Digito o destino e sorrio para a mesma, logo acenando para ela. Vejo sua imagem ir sumindo e depois de uns segundos me encontro sozinho. Outra vez.

Subo para o meu quarto e me jogo na cama, o jeito mesmo vai ser esperar até as onze para ir até a casa de Jiminnie. Pego um livro e começo a ler o mesmo.

(…)

- Viu? A matéria não é tão difícil quanto parece - Falo bagunçando os fios loiros do menor.

- É, até que é fácil… Valeu Hobi, se não fosse você eu iria me foder outra vez.. - Olha para mim e sorri sincero.

Retribuo seu sorriso e pisco para ele. O mesmo deita com a cabeça em minha coxa e me olha ainda com um sorriso esboçado em seu rosto.

- Oque foi? - Levo meus dedos novamente até as madeixas loiras dele e inicio um leve cafuné.

- Você é lindo.

Rio leve e desço meus dedos até sua bochecha meio rosada. Admiro seu rosto por uns segundos e concordo comigo mesmo, Jimin também é lindo, um dos garotos mais lindos que já tive o prazer de conviver.

- Hobi, lembra de quando nos beijamos…? Foi tão bom, e-eu… Digo, porque não fazemos outra vez…?

- Minnie, eu não quero que você confunda as coisas. - Vejo uma expressão confusa tomar conta de seu rosto e desvio o olhar para um quadro com desenhos de estrelas na parede. - Jimin eu não gosto de você como acho que você gosta de mim. Não quero que você se iluda e muito menos que se machuque, nós somos só amigos ok?

- Ah, não vamos começar com isso outra vez! - Ele se senta de joelhos diante de mim e me encara.

- Se não vamos começar então não começe você.

O menor respira fundo e olha fundo em meus olhos.

- Mas Hobi, eu não estou mais apaixonado por você, tudo o que eu tenho agora é desejo carnal. Desejo pelo seu corpo.

- Jimin…

- Já ouviu falar de amizade colorida? - O mesmo se aproxima de mim e umedece os lábios - Sabe, nós podíamos tentar... O que acha?

- Eu não quero estragar nossa amizade Jimin…

- N-não vai estragar, vai melhorar! - Sinto ele pegar minha mão e o encaro enquanto mordo meu lábio inferior.

- Ok… - Respiro fundo. Realmente não da para dizer não para ele. Sinto suas mãos tremerem sobre as minhas, e logo as seguro com firmeza - Vamos tentar então - Sorrio para ele, que fica mais rosado. Ele me abraça com força e eu o retribuo.

- E agora você… Vai me dar um beijo? - Fala com a voz doce e baixa em meu ouvido.

- Claro, quantos quiser - Separo um pouco o abraço, ainda nos mantendo perto o suficiente um do outro para conseguir ouvir a respiração leve de cada um. Colo nossas testas e vejo o mesmo fechar os olhos. Aproximo meus lábios dos dele e inicio um beijo tímido, com nossos lábios se tocando levemente. Abro meus lábios e sinto Jimin fazer o mesmo, logo coloco minha língua em sua boca e sinto seu músculo quente adentrar a minha também. O mesmo abraça meu pescoço e leva uma das mãos até meu cabelo, o qual puxa sem muita força. Sorrio por dentro e rodeio sua cintura fina com meus braços, logo o trazendo para mais perto.

Logo o beijo é separado pela falta de ar que já se fazia presente há segundos. Sorrio ofegante para ele, que retribuiu ofegante também.

- Preciso ir agora.

Vejo o mesmo se esticar e pegar o celular.

- Mas ainda são duas e meia Hobi, fica mais um pouquinho!

- Não posso, tenho que voltar para casa já que ela está sozinha, e eu estou bem cansado também.

- Ok… - Ele se afasta de mim e arruma o próprio cabelo dessarrumado.

Me levanto e ponho meus materiais em minha bolsa. Vamos para a grande janela de seu quarto e ela a abre silenciosamente. Sinto o vento gélido atingir meu rosto quente e estremeço.

- Se não for dormir agora, quero que continue revisando o conteúdo. Mas não fique até muito tarde porque vai te fazer mal.

- Cala boca Hoseok. - Jimin me puxa para um beijo quente, segurando com força em meu casaco. Tento separar porém ele não deixa, segurando em meu cabelo e me puxando para mais perto. Reviro os olhos e sorrio leve, logo continuando seu beijo e sentindo nossas línguas entrarem em contato.

Após alguns segundos consigo me afastar e o olho nos olhos.

- H-Hoseok…

Sorrio para ele e toco suas bochechas vermelhas pela timidez. Desço meu dedo trêmulo até seus lábios levemente vermelhos e inchadinhos - Tenho que ir.

Ele concorda com a cabeça e olha para baixo ainda vermelho. Saio pela janela e desço para o telhado, que fica em baixo da janela de seu quarto. Me seguro em algumas vinhas na parede da casa e logo piso no chão. Olho para ele mais uma vez e sorrio. Começo a andar pela rua fria e escura de Seul, enquanto penso sobre a vida. Mais precisamente sobre Jimin. Não estou seguro sobre essa amizade colorida, não quero perder Jimin com uma briga idiota de casal. Sinto que estou fazendo tudo errado, sinto que tomei a decisão errada em ter dito que iríamos tentar. Mas sinto que estou fazendo a coisa certa em tentar, pois assim consigo deixar ele mais feliz, consigo passar mais tempo com ele, fazê-lo se sentir amado e protegido.

Sorrio ao pensar em fazer Jimin feliz e chuto uma pedrinha. Escuto ela bater em algum gato, que solta uma miado seco e alto. Olho para o beco e mordo o lábio. Eu posso até ser bem medroso, mas não vou deixar o gatinho lá né.

Me aproximo lentamente do beco e entro ali lentamente. Pego em meu bolso minha mini-lanterna de corda e começo a dar a corda na mesma. O ambiente escuro vai se iluminando aos poucos pelo pequeno feixe de luz, que logo se torna maior e mais potente. Vou andando procurando pelo gato e escuto uma movimentação atrás de mim. Me viro bruscamente e ilumino o chão, mas não vejo nada além de um líquido preto. Ponho minha mão nele e o analiso, logo sentindo sua viscosidade. Arqueio minhas sombrancelhas ao sentir seu cheiro e me levanto trêmulo.

- Não pode ser… Isso, isso é impossível…


Notas Finais


Bye~


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