História The Alpha (ABO) - Capítulo 15


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Abo, Alan, Alfa, Amizade, Amor, Depressão, Drama, Gay, Lemon, Lésbico, Lgbt, Matt, Mpreg, Ômega, Originais, Romance, Separação, Suícidio, Tortura, Violencia, Yaoi, Yuri
Visualizações 227
Palavras 1.890
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Tudo bom?

Ps: pelas imagens dos capítulos não me pertencerem, possivelmente haverão outras coisas escritas. Como o desenhista, uma frase em japonês ou algo do gênero. Mas isso não interfere em nada na história.

Capítulo 15 - Mudanças


Fanfic / Fanfiction The Alpha (ABO) - Capítulo 15 - Mudanças

"Eu estarei ao seu lado

Eu estarei de pé atrás de você

Eu estarei sempre te protegendo

Então, pode se apoiar em mim"

Crush - Beautiful (Trechos)


(Matthew narrando)

Arrumei os últimos detalhes na minha roupa.

Por mais que eu achasse uma idiotice, estava ansioso por encontrar algum ômega. Já tem um tempo que entrei em rut, e cada vez me sinto mais próximo dele. E como vai ser dessa vez? Terei de me medicar de novo?

Eu sinceramente não sei. Só vou esperar.

— Matt, tá pronto?

— Tô. – Peguei meu capacete.

— Vai de moto?

— Vou, por que? Quer ir comigo?

— Ah, não. Eu vou no carro. Katherine também tá de carro, vai levar a Ash.

— Tá bem.

— Tem certeza que quer ir de moto? Pode ir comigo.

— Tenho. – Bati no seu ombro e desci.

— Olha, tá bonito. – Minha mãe arrumou meu cabelo e minhas luvas. – Tá um pitelzinho.

— Mãe?!

— Vai pegar todos os ômegas. – Riu.

— Só quero pegar um.

— Claro. E aqui... – Me entregou camisinhas.

— Mãe!!! – Meu pai ria da situação. – Não precisa.

— Claro que sim. Você tem que estar protegido, e cuidado pra não engravidar nenhum ômega. – Saí sem receber seu presentinho. – Filho. – Pôs no meu bolso da minha jaqueta enquanto colocava o capacete.

— Eu não vou transar com ninguém, mãe.

— Só quero que se cuide. Ainda não está na hora de ser papai. Okay? – Sorri.

— Sim. – Dei partida. O carro do Zach estava a frente de mim, e o de Katherine na outra faixa. Gesticulei dois dedos como um "V" para Zach, e acelerei como se não tivesse medo. Fui o primeiro a chegar no shopping. Tirei o capacete pondo-o na moto. Peguei meu celular e respondia as mensagens da minha dizendo que não iria engravidar ninguém. Logo os outros chegaram.

— Tá maluco, garoto? – Minha irmã disse fazendo sua careta má.

— O quê?

— Alta velocidade, Matt! E o que significa aqueles dois dedos que fez pra mim?

"V" de velocidade! – Eu ri sozinho. – Vocês não tem senso de humor?

— Não é nada engraçado cair de moto!

— Qual é? A droga da moto é minha, e se eu quisesse me matar já tinha feito isso! É isso que vocês querem?!

— Não Matt... Não fala assim. Só queremos que esteja bem. – Minha irmã deixou algumas lágrimas caírem.

— Então não enche o saco! – Já estava com raiva, e assim me transformo em outro. Grito e perco a cabeça. Peguei meu capacete e entrei no estabelecimento, e os outros vinham atrás.

— Não chora, Ash. Hoje é seu aniversário.

— Mas... Como posso estar feliz com meu irmão assim? – Fiz a nota de estacionamento e pedi pra guardarem o capacete.

— Então... – Zach cortou o clima ruim. – Eu vou atrás do meu garoto, e vocês vão indo para os brinquedos, já que o filme não é agora. – Fomos pra pista de boliche. Katherine queria ensinar Ash a jogar. De longe vi WonJu e o namorado vindo na nossa direção.

— Oi hyung!

— Oi. – Massageei seu ombro.

— Você parece tenso, tem algo te incomodando?

— Não. – Menti.

— Gente, esse aqui é Dylan, o garoto que falei. – Tirei meu celular do bolso, pus os fones e me concentrava em jogar. – E esse seu amigo Alan. Matt! Matt! – Me arrancou os fones.

— Que droga!

— Presta atenção! Dylan esse é meu irmão mais velho.

— Prazer. – Apertei sua mão. – Ah, a gente esbarrou na faculdade. Você nem me ajudou a levantar. – Fez bico.

— Ah, não estava em um bom momento.

— Bem, mesmo assim é bom te conhecer. Alan, já que você não joga, senta aqui.

— Vocês dois anotem a pontuação. – Voltei a ouvir música.

Enquanto os casais jogavam, percebi ser observado e alguém tocar meus fios.

— Seu cabelo... – O olhei. Me senti preso. Preso aquele olhar, aquele toque, a aquela boca. – Seu cabelo é.. cinza e longo.

— S-sim. – Me faltava palavras.

— E seus olhos.. são... Azuis. – Parecia surpreso. – Você é albino?

— Quase. Não.. eu não sou. Só muito branco. E cabelo grisalho ou prateado, como quiser chamar.

— E olhos azuis. Eu adoraria ter olhos azuis. Parece que os alfas reparam mais.

— Bobagem.

— Você deve sempre ter olhares sobre si.

— As vezes. – Sorri. – Mas e você...

— Alan.

— Alan.. onde mora?

— Ah, bem perto daqui. A uns dois quilômetros, eu acho.

— Uhm... E o Dylan? Me diga como ele é. – Me ajeitei melhor para ouvir sua voz.

— Ah, ele é bem chato e insistente. Quando dá em algo tem que ser. – Fez um bico muito fofo.

— E-e você?

— Uh, bom.. também sou chato, e adoro sair. Sentir a brisa no rosto. Mas agora estudando mal consigo sair.

— Você é daqui mesmo? – O que eu estou perguntando?

— Ah, sim. Mas morei em alguns lugares pelo mundo.

— Como onde?

— Uhm.. já morei na América central, no Canadá, em Washington, Coreia.

— Do norte ou sul?

— Sul.

— E desses qual mais gostou?

— Ah, sei lá. Todos esses que eu morei eram legais. Meu pai vivia viajando, e quase não fazia nenhum amigo. A cada dois meses nos mudavámos. Mas ele me prometeu, que vamos morar aqui pra sempre. Sem mais viagens.

— É-é.. quantos.. anos tem? – Estava mesmo querendo saber sobre ele.

— Vinte e um.

— Oh... – Passei a mão na cabeça. Percebi ainda está com as luvas, então tirei as mesmas as pondo no bolso da jaqueta.

— E você?

— Vinte e cinco.

— Uh.. já pode casar.

— S-sim. Mas... Ainda não. – Lembrei do pedido de casamento que iria fazer a Sik na próxima noite, mas ele foi morto na anterior, no dia do jantar. Deixei uma lágrima cair e disparei a um banheiro.

— Ei! – Me seguia. Me permiti chorar em uma das cabines. – M-matt?! Você está aqui? – Saí.

— Sim.

— Você está bem? – Colocou a mão no meu rosto enxugando o mesmo. – Deixa eu te ajudar. – Passava um lenço por minhas bochechas. Reparei sua boca vermelha de tanto ter a mordido enquanto conversávamos, suas bochechas rubras, sua respiração um tanto quanto exaltada e seus dedos continuavam deslizando por minha face. – Prontinho. – Um brutamonte entrou no banheiro esbarrando no garoto, fazendo que o mesmo quase caísse, mas acabei segurando seu corpo juntando ao meu. – O-oh... Vamos. – Se separou. Andava compassadamente, parecia calcular cada passo que daria. – Eu disse alguma coisa que te magoou? – Parou de andar.

— Hã? Não... Só me lembrei de algo. Não precisa se importar.

— Tá bem. – Quando voltamos ao brinquedo todos nos esperavam.

— Caramba! Que demora. Vamos ao cinema logo, estou ansioso pelo filme. Terror! – Dylan e Zach riram.

— O quê? Terror é o filme? – O garoto parecia não gostar da ideia.

— Sim.

— Não vou assistir!

— Vai sim.

— Não! Não vou assistir!

— Vai ficar aqui fora sozinho?

— Eu.. fico com ele. – Disse olhando o Zach.

— É, faça isso. – Saíram.

— Ah, mas por que você também não foi assistir?

— Não gosto de filmes de terror.

— Bom, temos algo em comum então. O que vamos fazer?

— Ah, já que estamos aqui, preciso de uma jaqueta nova. Vem comigo. – Involuntariamente peguei sua mão e fomos até uma loja. Lá peguei algumas roupas e pedi sua aprovação. – E essa? – Vesti uma jaqueta azul escura.

— Uhm... É, é bonita.

— Fica bom?

— Fica.

— Se fosse pra você, compraria?

— Ah, tô sem cartão. – Me fez rir.

— Oh, sério...

— Claro que compraria. É perfeito. Tem esse detalhe próximo ao zíper. – Se aproximou me mostrando. – Alguns bolsos, uma gola. Ótimo pra pessoas como você.

— Como eu?

— É. Você tem o que pôr aí. Se fosse em mim ficaria um casaco bem grande.

— É, pode ser. Então vou ficar com essa. – Entreguei ao assistente e nos direcionamos ao balcão para o pagamento da peça. – Que foi? – Continuava me olhando.

— Seus olhos... Parecem uma piscina de tão azuis. – Ri nasalmente.

— Realmente.

— Aqui senhor, Willians.

— Obrigado. – Saímos de lá indo para uma pequena praça que há ali. – Tá com fome?

— Não. Só.. um pouco chateado.

— Com o quê?

— Eu vim pra assistir um filme, mas eles escolheram terror. Dylan disse que seria legal, mas... Não tá sendo.

— Desculpa. Eu.. não sou divertido. Quis ficar pra te fazer companhia.

— Eu agradeço. Sério... Mas parece que eu fui trocado. Trocado pelo Zach.

— Que é isso?

— É.. as pessoas fazem isso. – Chorava baixinho.

— Oh... É-é não.. chore. – Toquei seu ombro.

— Eu aposto que ele vai me trocar.

— Eu não vou. – Mas que droga Matt, o que você está falando para um garoto que acabou de conhecer?

— Eh?

— Que-ro.. ser seu amigo. Quando não tiver ao Dylan, procura a mim. Eu.. sempre tô disponível para os amigos. – Sorriu.

— Obrigado. – Riu em seguida. – Minha mãe adoraria te conhecer. Ela também se encantaria por seus olhos. E por seu cabelo comprido. Por que ele é tão grande?

— Uh... Depois que eu.. saí do exército deixei ele crescer.

— Você foi pro exército?

— Uhum. Fiquei quase três anos. Eu gosto dele assim.

— Dá trabalho pra pentear?

— Ah, não. Tenho bons cremes.

— Entendi. Bom, de qualquer forma, ele é bonito.

— Obrigado.

— Ei, e essa marca no seu pulso? – Arregacei a manga, e o corte se extendia. – Eh... Meu deus!

— Foi nos treinos. Se não me engano acho que em uma cerca. – Passou a mão por cima da cicatriz.

— Dói?

— Não mais.

— Cara isso é uma marca de guerra!

— Tecnicamente sim. – Conversávamos. Estava adorando saber sobre ele. Como tem um tempo que não me relaciono com nenhum ômega, talvez esteja indo rápido demais, perdendo o controle da situação.

— E seus pais? Mora com eles?

— Ah, meu pai viaja muito, quase nunca está em casa... Então eu assumo as responsabilidades na maioria das vezes. E algumas vezes durmo em casa, ou vou pra minha própria. O Zach tá morando comigo, então... É importante termos um lugar pra chamar de nosso.

— Entendi.

— E seus pais? No que eles trabalham?

— Ah, meus pais... Minha mãe trabalha em uma cafeteria, e meu pai trabalha em uma agência de publicidade.

— Ah...

— Você tem que tomar o capuccino que minha mãe faz. É delicioso! – Ri com sua empolgação.

— Claro. Eu irei. – Com receio toquei seu cabelo descendo minha mão até a lateral do seu rosto.

— Uh... – Me olhava sem dizer uma palavra.

— Você é tão lindo. – Arqueou as sobrancelhas.

— Ah... Obrigado. – Disse baixinho. – Não é todo dia que ouço isso de um alfa.

— Como assim?

— Eh... Eu e Dylan nunca fomos de sair muito pra encontros e tal, por isso, não recebemos muitos elogios. Mas estou grato pelo seu. – Ficamos mais alguns minutos, até Ash parar em nossa frente.

— Vamos comer! – Correu até a lanchonete. Alan levantou e andava a minha frente. Observava cada uma de suas curvas. Elas são perfeitas. Minimamente desenhadas especialmente pra ele. Mas sinto que vou o machucar. Eu quero tentar, mas não sei como fazer isso de novo.


Notas Finais


Então esse foi o capítulo de hoje, estava bem ansiosa para postar.
O romance está começando, galero!

Ps: Não tenham medo de comentar. Uma opinião, crítica ou um simples comentário contendo um coração é motivador para a escrita.


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