História The Alpha - Capítulo 26


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Visualizações 394
Palavras 3.843
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 26 - Nada de Término!


Fanfic / Fanfiction The Alpha - Capítulo 26 - Nada de Término!

Acredito firmemente que tudo acontece por um motivo.


J E O N  J U N G K O O K ㊉ 


Um céu estrelado...


Essa era a única e exclusiva paisagem que estava sendo observada por mim nesse exato momento. Xiumin estava encantado com o brilho das poucas estrelas que nossa poluição imbecil ainda nos permitia admirar e minha mente se silencia por um instante. O céu estava tão bonito que fazia qualquer pensamento perturbado que dançava em minha cabeça perder sua maldita intensidade.


Pequenas poças de lágrimas se acumulam nos cantos de meus olhos quando a lembrança de meu despertador me avisando logo pela manhã que falta somente mais um mísero mês para meu casamento com TaeHyung acontecer. Minha realidade estava uma merda e ultimamente são raras as coisas que conseguem me fazer esquecer esses acontecimentos e sorrir de verdade.


Meu melhor amigo e nossos treinos de basquete que havia se tornado mais frequentes e intensos são as únicas coisas que fazem meu pensamento flutuar para um universo totalmente paralelo. Um universo onde eu ganho a honra de não ser Jeon JungKook. Um lugar onde não pesa em minha consciência a acusação de abusar sexualmente de alguém. Um lugar maravilhoso onde eu não vou me casar com uma pessoa que me odeia e que vai foder com a minha vida.


Em pensar que minha mãe poderia ter me abortado como meu padastro já jogou inúmeras vezes essa verdade em minha cara. Confesso nesse momento sem medo algum que gostaria de todo meu coração que ele tivesse conseguindo ter convencido ela para fazer isso. Ninguém estaria passando por nenhuma dessas merda se eu não tivesse nascido.


— Tudo bem? — Xiumin pergunta quando o silêncio já predominava por bastante minutos.


— Não! — minha resposta poderia parecer muito seca e sem qualquer tipo de emoção. Mas essa pequena palavra carregava uma sinceridade absurda com a mesma.


— O casamento tem alguma coisa haver com isso? — balanço minha cabeça confirmando somente com esse movimento sua pergunta. — Você não pode ficar se colocando embaixo dessa pressão. Esse casamento vai acontecer de qualquer maneira e você já não pode fazer mais nada para mudar essa situação e duvido muito que queira fazer algo. Tudo que devemos fazer nesse momento é focar nossa concentração nas regionais e para isso precisamos do nosso capitão com a cabeça dentro da quadra.


— Seu capitão está bem. — sorrio tentando de alguma maneira tirar aquela preocupação que havia se instalado em seu coração.


A sensação de saber que ainda existia pessoas que se preocupavam comigo e com minhas emoções causava um aquecimento gostoso e confortável em meu peito. Era como se ele estivesse conseguindo enxergar além daquela camada de acusações e desprezos que eu havia criado por mim mesmo. Era basicamente como se ele conseguisse me amar quando nem eu mesmo não consigo tamanha proeza.


— E como meu melhor amigo está se sentindo? — Xiumin sorrir satisfeito ao perceber que havia conseguido me pegar desprevenido com aquela maldita pergunta.


Sem rumo. — fecho meus olhos sentindo uma ventania refrescante passar sutilmente por meu corpo.


— Ás vezes eu fico me perguntando se não seria melhor vocês pararem com toda essa história. É bem óbvio que se casar com uma pessoa que você odeia para satisfazer uma sociedade babaca não é uma boa ideia. Eu acho bem mais sensato vocês apagarem essa ideia maluca da categoria de opções que podem ser escolhidas e seguirem cada um caminho. — sorrio gostando da forma cautelosa que Xiumin escolheu cada palavra.


— Isso nem é uma opção.


Sorrio em sua direção.


— Eu já cometi a burrada de o marcar como meu e não sou covarde ao ponto de o abandonar dessa maneira. O Kim é uma raposa e eu não faço ideia de como minha marca vai influenciar no período de cio. A única coisa que sei é que esse período é mais longo, intenso e doloroso que os dos ômegas. — me levanto do chão sujo e empoeirado do terraço.


Xiumin abraça os próprios braços e seu nariz estava vermelhinho. Ele ficava tão adorável dessa maneira.


— Esse garoto com certeza prefere queimar no inferno ao invés de precisar ou querer te chamar para passar o cio com ele. Kookie, esse menino te odeia de uma maneira surreal e não estou confortável com a informação de que vocês irão dividir um apartamento sozinhos. — Xiumin suspira e bagunça seus cabelos.


— A raiva não é uma boa conselheira.


Passo meu braço direito por cima de seu ombro e juntos caminhamos na direção da pequena escotilha que nos levaria de volta para seu quarto.


— Ele não vai me matar. Até porque ele sabe que estará fazendo um favor para mim se fizer isso. — Xiumin para bruscamente ao meu lado e seus olhos estavam arregalados.


— Não diga isso! — ele resmunga e me abraça com força.


Xiumin era uma pessoa sensível e extremamente emotiva. Havia sido tão fácil me acostumar com seus abraços inesperados e suas crises de carência. Talvez no fundo eu também seja uma pessoa carente e só tenha dificuldade em admitir isso.


— Eu vou acabar conversando com seu namorado e pedindo para ele incorporar um daddy bem malvado para te punir. Eu quero presenciar essa sua bunda branquela ficando bem vermelhinha. Talvez assim você pare de falar besteira. — gargalhamos logo após o término de sua fala.


Svigermor


Sorrio lembrando da minha paranóia de escrever o nome Sogra em norueguês. Meu alfa havia gargalhado horrores quando percebeu que eu havia trocado o nome de sua mãe em meu contato. Eu sou um bobo e compreendo isso.


— Annyeonghaseyo Noona! — eu a comprimento de maneira formal e já me preparo para escutar sua voz irritada me repreendendo.


Minha sogra não gostava quando eu usava tanta formalidade em situações do dia-a-dia. Ela não gostava nada da nossa hierarquia cultural e nunca se aproveitou da mesma. Mas isso não queria dizer que ela não merecia respeito ou aceitava ser tratada de qualquer maneira. Ela era muito respeitável simplesmente por ser ela mesma. Ainda sorrio bobo ao lembrar das festas de pijama que Jay sempre dava para nossa turma e como minha Noona sempre dava um jeito de entrar na brincadeira e se enturmar com todo mundo. Ela é uma mulher maravilhosa.


— Querido... — ela murmura do outro lado da linha. Sua voz estava fraca e bastante arrastada.


— Noona! — digo desesperado para o aparelho telefônico que estava em minhas mãos. — O que aconteceu?


— Meu filho foi espancado!


Meu mundo para nesse momento.


━━━━━ • ஜ • ❈ • ஜ • ━━━━━


— Estou com medo! — confesso o sentimento que assolava meu coração enquanto caminhamos na direção do elevador que havia acabado de fechar suas portas de alumínio.


Minhas mãos estavam suando como nunca havia acontecido antes e as batidas descompassadas do meu coração fazia minha caixa torácica doer com intensidade. Eu estava apavorado porque não fazia ideia do que havia acontecido para Jay Park sofrer uma retaliação tão negativa e agressiva.


Meu Hyung não possuia um temperamento explosivo como o meu e era sempre ele que estava alí pronto para contornar qualquer situação e evitar que nossa equipe de basquete caísse nas provocações bobas e infantis de alguns adversários. Jay não era o tipo de pessoa que entrava em uma briga por qualquer besteira. Mas também não era nem de longe uma pessoa que emtrava para perder.


— Ele é forte! — Xiumin agarra minha mão e em sincronia entramos no elevador.


— Você consegue imaginar alguma situação que possa ser responsável por tamanho estrago? — o clima havia caído de uma maneira drástica e o calor do meu lobo estava sendo usado para me esquentar.


— Nenhuma! — Xiumin bufa frustado com essa situação. — Mas eu tenho certeza que essa briga não foi nada justa com ele. Jay estava lúcido e de maneira alguma apanharia dessa forma se fosse um contra um.


— Eu só quero vê-lo. — havia uma segunda recepção no décimo andar e uma linda ômega era a secretária. Seu sorriso gentil não surtiu qualquer efeito sobre a nuvem negra de preocupação que flutuava sobre minha cabeça. — Jay Park!


— O senhor é parente? — pergunta puxando uma prancheta branca que estava ao seu lado no balcão.


— Amigo de infância. — digo com impaciência.


— Ele se encontra com os familiares nesse momento e não é permitido mais de duas pessoas dentro do quarto. — reviro os olhos para aquele padrão idiota e caminho com rapidez para o quarteto de cadeiras brancas que existia em frente a cada sala.


— Sala 02! — Xiumin grita em minha direção quando estou quase passando pela porta.


Jay... — abro a porta rapidamente não fazendo questão de lembrar dos bons modos. — Céus! — meu corpo paralisa assim que entro naquele pequeno cúbico branco e me deparo com a situação quase deplorável do meu alfa.


Havia pequenas manchas de vermelhos que se misturam com os pigmentos de roxos que dançavam sobre seu rosto. Havia também um corte relativamente grande em sua sombrancelha que já tinha sido saturado e agora era protegido por um esparadrapo transparente. Os calos de suas mãos estavam machucados e sangue seco brilhava entre seus dedos longos. Seu lábio inferior estava minimamente machucado como se seu agressor só tivesse aplicado um murro naquela região.


— Senhor! Por favor! Se retire dessa sala nesse momento. — a ômega da recepção segura meu pulso com força e minha reação automática é puxar minha mão da sua. — Infelizmente eu vou me sentir na obrigação de chamar os seguranças se o senhor continuar se recusando em sair.


— Tudo bem! — Park Sooyoung sorrir na direção da ômega. — Meu marido e eu já estamos de saída.


— Sendo assim. — a ômega que ainda não possuía uma identificação para mim se retira e volta para seu ambiente de trabalho.


— Estamos indo em casa rapidinho e dentro de alguns minutos já vamos está de volta novamente. Seja um garoto educado enquanto isso e trate de se comportar. — Hyunjae sorrir amoroso na direção do filho e arruma algumas mechas de seu cabelo sedoso que caía sobre a testa. — Cuidem bem dele por mim. — sorrio confirmando com um pequeno aceno de cabeça e observo com lentidão o casal deixar a sala abraçados.


— O que exatamente aconteceu essa noite? — Xiumin finalmente pronuncia a pergunta que eu tanto ansiava em fazer.


Meu cérebro estava cheio de informações das últimas horas e não consigo pensar em absolutamente nada nesse momento. Eu queria fazer milhares de perguntas e escutar com atenção todas suas respostas. Mas meu cérebro estava bugado demais para montar um questionário.


— Foi estranho... — sorrir amargo e mantém sua atenção focada em suas mãos sobre o lençol. — Eles dizeram simplesmente que não era correto alfa namorar com alfa.


— Como assim? — Xiumin arruma sua jaqueta sobre os ombros e sua face expressa confusão.


— Eu nunca vi aqueles homens na minha vida. — Jay suspira de maneira profunda e resmunga quando senta na cama. — Foi realmente muito assustador quando o líder começou a falar sobre meu relacionamento com JungKook. Eles sabiam perfeitamente do nosso caso.


Fechos meus olhos sentindo o peso de cada palavra dita na direção de Xiumin. Eu realmente não conseguia acreditar que meu melhor amigo havia sido espancado daquela forma por algo que não desrespeitava ninguém. Temos e mantemos um caso pelo simples fato de gostarmos um do outro dessa forma.


— Que babacas! — Xiumin resmunga e logo depois percebe com facilidade que Jay e eu nos encaravamos com intensidade. — Acho que depois de todas essas horríveis descobertas tudo que vocês precisam no momento é de uma boa conversa.


O clima estava pesado como nunca antes e aquilo me deixou de certa maneira desconfortável. Talvez porque cada célula do meu corpo já está cansado de situações assim. Onde eu não faço ideia do que falar e muito menos de como me comportar.


— Eu estou realmente muito feliz por você está relativamente bem nessa cama. Algo muito mais grave poderia ter acontecido e estou pensando em ir com minha Omma na missa de domingo somente para agradecer pelo seu livramento. E você não ouse me dar outro susto desses porque meu coração só parece forte. — Xiumin caminha com suavidade até a cama e beija com carinho a testa de Jay.


— Deus queira que não. — Jay sorrir e observa o corpo de Xiumin atravessar a porta da sala.


Amor....


— A gente precisa acabar com isso!


— Como assim? — meu coração agora estava acelerado de uma forma nada boa para mim.


— Isso está se tornando perigoso para ambos. Hoje eu fui o alvo e amanhã pode ser você. — Jay bufa. — Eu sou capaz de cometer uma loucura sem pensar duas vezes se aqueles caras ousarem tocar em você.


— Terminar comigo não vai resolver essa situação. — meus olhos estavam marejados e com extremo cuidado me aproximo de sua cama. — Não faça isso com a gente.


— Independente desses caras. — Jay segura minhas mãos que estavam postas sobre suas bochechas. — Só temos mais um pequeno mês até seu casamento. O nosso relacionamento vai acabar de qualquer maneira.


Foda-se tudo! — abraço seu pescoço e junto nossas testas tomando cuidado com seu machucado. — Eu não quero saber de mais nada durante esse mês se não em nossa relação. Eu quero te amar com uma intensidade que não haverá explicações.


— Jeon...


Nada de término!


— Isso é maluquice... — sua risada gostosa invade meus tímpanos e me sinto em casa novamente.


— Maluquice é o nome ideal para se dar a coisa que vamos praticar nesse exato momento. — me coloco sobre seu colo tomando cuidado com cada lugar que não poderia ter minhas mãos passeando sobre sua pele.


— Não espere muita coisa de mim nesse estado. Estou machucado e com certeza não vou te dar uma foda magnífica. — suas expressões faciais não aprovavam minha atitude e eu só pude rir daquilo.


— Consegue mexer o quadril?


— Minhas costelas estão fodidas!


— Então deita o mais confortável que você conseguir e me deixa calvagar gostoso em você. — sorrio sapeca em sua direção e suspiro com satisfação quando suas mãos grandes e firmes apertam minha bunda.


— Vai ser uma bela visão. — seus lábios rosados se curvam em um sorriso fofo.


Suas mãos se fecham em cintura e me incentivam a começar movimentos circulares sobre seu quadril. Minhas mãos caminham até sua camisa que estava suja de sangue e retiro a mesma. Aquele peitoral era divino e precisava ser admirado por meus olhos. Jay Park era dono de uma pele macia e uma colocação que era naturalmente bronzeada.


Na minha humilde opinião ela merecia ser marcada por minha boca. Meus lábios faziam um ótimo trabalho e meu alfa adorava exigir minhas marcas com a desculpa de que aquilo era obra de alguma ômega ou beta que ele havia pegado em alguma balada. Mas o fato realmente importante era que a gente sabia exatamente como e em que situação eles foram feitas.


Comigo abafando meus gemidos!


Hyung! Como... — um garoto entra desesperado e quase sem fôlego em nossa sala. — Céus!


Mi Hyun! — Jay bate em minhas coxas com rapidez e entendo aquele toque como um pedido mudo para que eu saia de seu colo.


Abaixo minha blusa e fecho minha calça.


— Então foi por causa desse garoto que você levou aquela surra. — esse menino é muito esperto.


— Eu posso explicar?


— Não precisa! — olho para o mesmo com incredulidade.


— Eu só... — ele hesita.


— Qual a importância dele para você achar que deve alguma satisfação?


— Está dizendo que sou insignificante? — Mi Hyun pergunta parecendo ofendido.


— Para mim? Totalmente! — o encaro.


— Calem-se! Os dois! Parem com essa discussão boba agora mesmo. — ele estava irritado e desconfortável com essa briga velada. — Eu só preciso de um minuto com ele.


É sério isso?


— Te dou bem mais. — olho para o garoto que me encarava com receio e sigo para a saída do hospital.


━━━━━ • ஜ • ❈ • ஜ • ━━━━━


O Branquelo

Já passou da meia noite.

Onde você estar?


Coelho Desgraçado

Estou em uma rua esquisita.

E com uma puta ereção dolorida.

O Branquelo

Onde estar seu namorado temporário? 

Coelho Desgraçado

Não fala dele.

Estou voltando pra casa.

O Branquelo

Essa hora não tem mais condução.

Me manda sua localização.

Estou indo te pegar.

Coelho Desgraçado

Não precisa!

Você passou o dia na faculdade.

Deve está cansado e com sono.

Vai dormir!

O Branquelo

Você ainda não está em casa.

Não vou conseguir dormir direito.

Coelho Desgraçado

Prometo chegar em segurança.

O Branquelo

Kookie? 

Coelho Desgraçado

Hyung!

O Branquelo

Eu te amo!


Coelho Desgraçado

Eu te amo♡


Sorrio para minha última mensagem e bloqueio meu celular. O clima agora estava realmente muito frio e eu precisava apressar meu passo. Minha casa ainda estava bastante distante e não podia me dar o luxo de continuar andando com lentidão. Nesse período da madrugada as noites pareciam ganham uma escuridão extra e isso deixava tudo ainda mais sinistro.


O barulho que meus contornos faziam contra a superfície da calçada parecia bem maior que o normal. Estava com minha atenção centralizada em meus pés quando cinco homens aparecem em meu caminho. Eles haviam saído de um beco logo atrás.


— Quem são vocês? — pergunto.


— Não vamos te machucar. — o líder sorrir com seus dentes amarelos.


— Por que me pararam?


— Estamos no seu caminho? — sorrir com sarcasmo. — Me desculpa!


Uma passagem surge no meio deles.


— Boa caminhada! — o líder sorrir com superioridade.


— Ela não vai parar. — o único homem que parecia sociável naquela gangue resmunga.


— Quem? — pergunto confuso.


— A garota de vestido negro. — meu corpo treme. — Ela pagou nossos serviços para ensinar uma boa lição pro seu namorado alfa.


— Vocês quase o mataram! — rosno.


— Era o objetivo. — diz simplista.


O Babaca

Amor.....

Onde você estar? 

Meu Chatinho

Foi minha culpa!


O Babaca

Do que você está falando?


Meu Chatinho

Aqueles homens não tinham nada contra nosso relacionamento.

Eles foram mandados.

O Babaca

Por quem? 

Meu Chatinho

Pela maldita garota de vestido negro.

Ela os contratou.

A ordem era matar você.

O Babaca

E por que não mataram?


Meu Chatinho

Porque eles não tem palavra.

Foi minha culpa.

O Babaca

Para de falar isso.


Meu Chatinho

Fica longe de mim.

Eles vão voltar para terminar o serviço se ela nos ver juntos novamente.

O Babaca

Foda-se tudo.

Não foi isso que você disse pra mim?


Meu Chatinho

Não quando sua vida está no tabuleiro.


Fecho meus olhos e decido bloqueia o número do meu melhor amigo. Ele não iria correr um perigo tão grande por minha causa. Eu o manteria em segurança com minha distância.


Já estou acostumado com perdas.


━━━━━ • ஜ • ❈ • ஜ • ━━━━━


— Finalmente achou o caminho de volta para casa. — Yoongi que estava jogado de qualquer maneira em nosso espaço sofá resmunga fazendo uma careta fofa.


Suas expressões faciais e seu humor ácido sempre deixavam bem explícito quando seu único e soberano desejo era cair sobre qualquer coisa que por sorte estivesse na horizontal. Isso quando ele simplesmente não se escorava em alguma coisa e dormia. Eu ainda me pergunto como alguém consegue dormir em pé.


Mas ele fica fofo com sono.


— Estava me esperando? — pergunto incrédulo retirando aquela jaqueta e jogando em qualquer cadeira.


— Não! — responde com sarcasmo.


Yoongi fecha o livro de capa dura que estava sobre suas coxas e logo em seguida também remove seus óculos de leitura. Meu irmão caminha em silêncio até o receptor de energia e ativa o mesmo. O abajur que até o presente momento era responsável por iluminar o ambiente é desligado.


— Tava esperando o perna longa.


— Melhor desenho! — decido ignorar seu sarcasmo porque tenho certeza que isso vai funcionar muito melhor na missão de irritá-lo.


— Morre Desgraça! — acabo caindo na gargalhada quando minha missão é concluída com sucesso.


Tão azedinho... — suspiro sentindo meus olhos quase se fecharem.


— Vamos subir. — concordo com um pequeno aceno de cabeça.


Minha noite havia sido extremamente estressante e eu estava necessitado de um banho relaxante e uma caminha quentinha que já estava disponível e arrumada para mim. Meus ombros estavam tensos e bastante doloridos como todo o resto do meu corpo.


Meus músculos sempre travam por completo quando uma carga muito grande de estresse se infiltra em meu cérebro. Eu iria precisar de uma boa noite de sono para conseguir reverter essa situação. Meu quarto estava bem mais escuro que o habitual e minha primeira ação assim que entro é ligar cada lâmpada existente.


Demorou... — imprecionantemente Jay estava sentado em minha poltrona vermelha ao lado da janela.


As cortinas negras presentes em meu quarto estavam fechadas e aquilo era claramente uma medida de proteção tomada por ele. Esse alfa teimoso não havia tomado uma decisão sensata ao decide vim em minha casa nessas condições. Ele precisava entender de maneira imediata que sua melhor escolha no momento era se manter afastado.


— Como entrou?


— Escalando a janela. — ele sorrir de lado e se levanta da poltrona andando em minha direção. — A gente precisa ter uma conversa bem séria.


— Saía daqui. — murmuro raivoso em sua direção. — Você está em perigo!


Por que você não baixa um pouco essa sua bola? — ele sussurra. — Pare agora mesmo de me tratar como uma criança indefesa.


— Não estou fazendo isso. — resmungo.


— Está sim! — contradiz. — Você fica tomando decisões por mim como se eu não tivesse um cérebro. Eu quero estar ao seu lado e vou ficar. Não vai ser uma criança mimada e metida a rebelde que vai acabar com a gente.


— Criança essa que contratou cinco homens para matar você. — ele não conseguia entender como isso era um problema grave. — Você não entende!


— Então me explique!


— Esses últimos dois meses já tiraram muita coisa de mim. — acaricio suas bochechas conseguindo sentir como sua temperatura estava contrária a minha. — Eu não posso correr o risco de perder você. Não suportaria saber que alguma coisa tinha acontecido com você por minha culpa. Eu posso te proteger e sacrifico qualquer coisa para te manter em segurança.


— Não quero segurança. — ele abraça minha cintura e beija meu pescoço cheirando meu aroma natural de menta com hortelã. — Eu quero você!


— Por que você é tão teimoso?


— Porque meu Appa sempre enche o meu saco dizendo que eu tenho que lutar pelas coisas que amo. — suas mãos sobem para minha nuca ao invés de descer para minha bunda como já era costume. — E eu amo você.


— Você é perfeito! — retribuo o abraço que envolvia meu corpo.


Eu me sentia em casa.


Notas Finais


Próximo capítulo teremos:
Desfecho de YugBam
Último mês de JayKook
Último mês de KaTae

12 Comentários ❤


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...