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História The Angel's Eyes Keep Secrets - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Séculos


                POV Nora

- De jeito nenhum. - Falei assim que Will fechou a boca.

- Quando vamos? - Perguntou Patch tranquilo, me ignorando totalmente.

- Amanhã de manhã.

Will ainda estava perto da porta e eu ao seu lado, Patch tinha se sentado no sofá de novo e tinha uma expressão muito tranquila à ordem de Will, o que me irritou ainda mais.

- Por que não posso ir... sei lá com a Mad? - Indaguei virando de costas para Patch.

- Todos tem outros objetivos, Patch iria tirar uma "folga" nesses dias. - Will então olhou para o Anjo atrás de mim, com um sorriso. - É juntar o útil ao agradável.

- Não é nada agradável. - Retruquei muito brava.

Will fez um sinal para Patch com a cabeça que entendeu e saiu do quarto. Nos deixando sós. Me afastei dele caminhando pelo quarto. O Anjo Caído continuou na porta enquanto pensava no que dizer.

- Você falou que queria ajudar.

- No que eu vou ajudar estando numa ilha, no meio do nada, com quem eu menos quero passar tempo agora?! - Perguntei elevando minha voz.

- Vai ser alguém a menos para proteger, você está sofrendo ataques constantes e não vamos conseguir proteger você e sua família. Precisa deixar a poeira baixar.

- Isso é mesmo necessário?

- Sim. Essa não vai ser a única coisa que não vai querer fazer.

- O que vou falar para minha família? - Indaguei cruzando meus braços.

- Para seu pai, a verdade. Já para a Laura vamos dizer que é um curso de algumas semanas.

- Ela não vai acreditar nisso.

- Lori pode manipular a mente dela, ela vai acreditar.

Fechei os olhos e passei as mãos no meu cabelo, eu odiava ter que passar tanto tempo com Patch, sozinha e em uma ilha. Isso era um clichê muito filho da puta. Quando voltei a olhar para Will, ele ainda não tinha se mexido e sua expressão continuava a mesma.

- Wendy pode levar você para casa. Pra fazer as malas.

Assenti me sentindo contrariada.

---<♤>---

Tia Laura realmente acreditou na história sobre um curso fora da cidade. Já meu pai pareceu pegar uma afeição enorme por Patch depois de ter sido salva das mãos de Jesse por ele. Justamente quando eu queria distância, todos pareciam adorar Patch e torcer para nós dois.

A ilha não era muito longe, nós fomos de helicóptero, cujo Connor pilotou. O tempo todo eu olhava para a paisagem a minha disposição que era linda a propósito.

Connor apenas nos deixou lá, no meio nada. Eu estava muito desconfortável em estar lá com Patch, não sabia como ficaria uma semana sozinha com ele e nem como seria nossa convivência.

Patch por sua vez estava bem calmo e sério enquanto me mostrava a casa, que era magnífica. Havia dois quartos com banheiros, uma cozinha toda de vidraça e uma sala com lareira. Patch abriu uma porta que levava pra uma escadaria. Descendo eu pude ver que era um subterrâneo e era um tipo de academia, tinha alguns aparelhos e uns dois sacos de pancada.

- Uau. - Deixei escapar, impressionada com o local.

- Nora... - Patch me chamou, me fazendo virar para ele. - Não vai desistir, não é?

- Não.

- Podemos treinar enquanto estivermos aqui, no ataque naquele Café você lutou e não foi o suficiente.

- Eu sei. - Cruzei os braços um pouco irritada. - Mas era Jesse quem estava me treinando.

- Vai ter um treinamento de verdade agora.

- Vai ser bom treinar durante essa semana. Não queria ficar muito tempo parada.

- Podemos treinar agora.

- Claro.

                     ---<♤>---

Três horas de treino com Jesse e eu nem suava. Uma com Patch eu já estava morrendo. Pra quem dizia que me amava, ele não teve dó nenhuma.

Patch primeiro me fez correr na esteira no máximo por vinte minutos sem parar e depois, sem descanso algum, me ensinou algumas defesas e me atacava com força enquanto tudo que ele me ensinava falhava. Mas quando era eu quem atacava todas as defesas funcionavam.

- Ainda tá muito fraca. - Ele falou levantando depois de me derrubar novamente.

- Eu estou muito cansada Patch, faz mais de uma hora que estamos aqui sem nem parar pra respirar. - Falei sem coragem pra levantar.

- Não sei o que você tem na cabeça. Mas quando lutar com aqueles malditos, se jogar no chão e pedir um tempo pra respirar não é a melhor estratégia.

- Precisa se acalmar um pouco, treinador. - Zombei me sentando no chão. - Isso é um treinamento.

- Se você pensa que vai chegar em algum lugar fraca desse jeito, tá muito enganada.

Fiquei irritada e me levantei, quem ele estava chamando de fraca?

- Se você tivesse começado a me treinar um ano atrás ao invés de me abandonar, eu talvez seria mais forte agora!

- Você não precisaria ser mais forte se desistisse dessa loucura de lutar. - A voz de Patch se alterou assim como a minha.

- Eu não vou desistir de lutar contra quem quer me matar! Já que a sua solução de me afastar não funcionou, não é mesmo?

O que eu falei realmente irritou Patch, porque seus olhos escureceram e ele se aproximou de mim enquanto gritava mais alto que eu.

- Não funcionou porque a primeira coisa que você fez quando terminamos foi trepar com o cara que queria te matar!

Eu nunca tinha visto Patch tão irritado, mas mesmo assim ele não deveria ter dito o que falou e eu não deixaria barato, eu não ia mais me submeter a ele.

- Na verdade isso foi um erro mesmo, eu não deveria ter trepado só com Jesse, deveria ter passado o rodo por toda Coldwater!

- Ah, claro! - Patch soltou uma risada irônica me enfurecendo demais. - Ia pensar em mim enquanto gozava com toda a Coldwater como fez quando gozou para o Jesse?!

Minha garganta travou e eu não consegui respondê-lo, pois sua voz tinha tanta convicção que era impossível ser só um flerte, ele realmente sabia que eu pensei nele enquanto estava com Jesse.

- Como você...

- Eu te segui, Nora. Eu sabia quem era o Jesse e não ia te deixar sozinha com ele! Você me colocou dentro da sua cabeça, Nora, e eu vi ele fodendo você enquanto o único prazer que você tinha era pensar em mim!

- Não é verdade!

- Você só deixou ele te comer por vingança! Porque eu falei pra se afastar dele naquela mesma noite!

- Você não tem nada a ver com o que eu deixo ou não de fazer! Você me abrandou, Patch!

Estávamos gritando que nem loucos e estávamos a centímetros um do outro, bufando sem nenhum controle.

- Eu queria proteger você, cacete!

- Não funcionou, agora eu mesma irei me proteger!

- Treinando desse jeito, você vai morrer em cinco segundos de batalha!

- Cinco segundos era o que você aguentava dentro de mim, Patch! - Gritei alto não lembrando mais o início daquela briga. - E se eu morrer em cinco segundos de batalha, vai ser por escolha minha, pelo menos! Entenda, Patch, você não manda em mim!

Não deixei ele responder, nem aquela briga continuar. Eu não queria mais falar, Patch já tinha me abalado o suficiente.

O corredor daquela casa era imenso e demorou muito até chegar no meu quarto, eu bati a porta e me permiti chorar enquanto arrumava na minha mala um conjunto de roupas e fui tomar um banho.

Debaixo do chuveiro o tempo se passou rápido e esperei até parar de chorar para tomar um banho decente. Eu odiava demais me sentir fraca e odiava muito estar na mesma casa com Patch.

Não fazia nenhum dia que estávamos naquela ilha e já tínhamos quase caído na porrada, uma semana nós não estaríamos mais vivos.

Com toda certeza não estaríamos vivos.

                           ---<♤>---

A noite já tinha caído e eu estava morrendo de fome, me recusei a sair do quarto e ele não teve a ousadia de bater na minha porta, eu ouvia poucos barulhos no corredor de vez em quando mas fazia algum tempo que estava tudo no silêncio.

Com uma pequena oração pedi para que Patch estivesse dormindo em seu quarto e sai do meu rumando para a cozinha. Lá estava tudo arrumado como se não tivesse passado ninguém por lá o dia todo.

Os armários estavam cheios e consegui preparar um sanduíche e sai para a varanda, comendo e agradecendo por não ter nenhum sinal dele pela casa.

O mar estava um pouco agitado e a lua refletia o mar fazendo uma paisagem linda, eu ia aproveitar que tinha trazido meu caderno e iria tentar desenhar aquela imagem. Porém todos meus pensamentos foram interrompidos pelo barulho dentro da casa. Tentei ignorar totalmente, mas quando a porta foi aberta e a sensação quente se apossou de mim não tive possibilidade alguma de sucesso.

Me virei de costas para o mar para olhar pra Patch, tendo uma das maiores surpresas. Ele usava uma blusa branca, ela estava dobrada até metade dos braços. Eu nunca tinha visto ele com outra cor a não ser preto e a vontade de dar um sorriso foi muito grande, mas eu consegui resistir.

- Quero mostrar algo pra você. - Patch chegou mais perto de mim enquanto falava em um tom calmo e baixo.

- O que é?

Não pude ir para trás pois estava encostada no parapeito da varanda, não tentei afasta-lo com as mãos, pois não queria tocar nele. Suas mãos se apoiaram no ferro atrás de mim, me deixando presa.

- Seu charme não funciona mais, Patch. - Alertei séria e começando a me irritar com o sorriso dele.

"Não é o que seu corpo tá dizendo." Ouvi a voz dele na minha cabeça e me controlei pra me manter mais calma com sua aproximação.

Ele me fitava intensamente e não consegui desviar os olhos dos dele. Eu queria sair correndo dali, porque se eu não fizesse isso, eu iria beija-lo.

Tentei tirar seu braço do meu lado, mas antes de conseguir, senti seus lábios no meu pescoço, me assustando. Antes de conseguir me afastar todo meu corpo relaxou e senti minha visão embaçar até que tudo ficou indecifrável e senti meu corpo indo pra longe.

O sol estava forte e o calor estava intenso, havia um tipo de casa feita de pedra a minha frente. A porta era uma madeira muito bem trabalhada e por causa da curiosidade eu avancei até a casa e descobri que a porta estava aberta.

Havia um sofá bem trabalhado e uma lareira também cheia de detalhes, mais a frente um fogão a lenha de pedra.

Uma risada feminina chamou minha atenção e caminhei até uma porta entreaberta. Quando entrei lá dentro, eu consegui ver uma mulher com roupas de séculos atrás a frente de um quadro enquanto desenhava com carvão. Na janela estava Patch vestindo também roupas de época. Ele sorria enquanto olhava para quem desenhava e tentava se manter parado sentado na janela.

- Você não está parado, Jev. - Ela não falava inglês, mas consegui, de alguma forma, entender o que ela disse.

- Eu quero beijar você, Anjo. - Ele respondeu com um grande sorriso sincero nos lábios.

- Olhe para frente.

A voz dela não era estranha e quando eu me aproximei, comecei a entender o que estava acontecendo. Ela era exatamente igual a mim. Mas o nome dela era Norwena.

Voltei a minha atenção para o moreno e ele olhou para frente inclinando a cabeça e ficando parado enquanto ela dava os últimos toques no desenho que estava perfeito, Norwena tinha dado os devidos detalhes com o carvão.

- Acabei! - Gritou levantando os braços e mostrando o desenho a ele. - O que achou?

- Você é perfeita. - Ele respondeu aproximando-se.

- Jev...

Ela riu quando Patch a envolveu nos braços e a beijou com paixão.

- Estou suja com o carvão... vou sujar você.

Norwena voltou a ser beijada e foi encostada na janela enquanto Patch passou as mãos no rosto dela olhando ela exatamente como tinha me olhado milhares de vezes.

- Eu irei te amar por toda a eternidade. - Quando ele pronunciou as palavras meu coração bateu forte, pois senti como se as palavras fossem para mim.

- Eu irei ser sua por toda eternidade, Jev. Não há nada que me faça parar de amá-lo.

O beijo deles fez meu estômago revirar como se tivesse borboletas nele e meu coração bater mais forte.

Quando as mãos de Patch começaram a desamarrar seu vestido, a minha visão embaçou novamente e logo eu já estava distante.

Abrindo os olhos, senti os lábios de Patch ainda em meu pescoço se afastarem para que ele pudesse me olhar. Quando eu estava prestes a perguntar o que tinha acontecido, o anjo caído avançou sobre mim e me beijou da mesma forma que ele beijava Norwena. Minhas mãos pararam em seu pescoço da mesma forma que suas mãos pararam na minha cintura. Novamente senti meu corpo indo para longe...

Desta vez o dia estava nublado e parecia ser fim de tarde. O chão era barro e estava úmido como se tivesse chovido recentemente. Comecei a caminhar pelos edifícios de pedra que pareciam ser lojas. Então o meu instinto mandou-me entrar em uma taberna.

Meu olhar foi direto para o balcão onde estava Patch servindo cerveja pra um cara gordo. Depois de servir o cliente ele caminhou rápido para os fundos e eu corri atrás. Ninguém parecia me ver e essa afirmação me aliviou.

Quando alcancei Patch, ele estava em um quarto pequeno e havia uma mala em sua cama pronta. O barulho na janela fez ele e eu virar-se para ver o que era.

A garota era, também, igual a mim e o nome dela era Elizabeth. Seu cabelo estava preso graciosamente e seu vestido parecia ser caro, de acordo com a época.

- O que faz aqui? - Indagou Patch parecendo com raiva.

- Eu preciso conversar com você.

- Falei para não me procurar.

- Sim, mas eu realmente precisava te ver. - Ela se aproximou e Patch ficou tenso evitando olhar nos olhos dela. - Eu quero ir com você.

- Você não pode deixar sua família.

- Posso, e eu vou, pois não quero ficar longe de você.

- Não faz ideia de quem eu sou.

- Não me importo. Eu acho que você não pode ir viajar em o seu Anjo.

- Elizabeth... - Patch suspirou cansado. - Se ir comigo, vai correr perigo.

- Novamente não me importo.

- Não.

Ela não aceitou a resposta e puxou Patch pelo pescoço para lhe beijar. Por um momento, pareceu que ele quis se afastar, porém foi apenas por um segundo. Porque Patch segurou a cintura de Elizabeth com força e começou a dominar o beijo enquanto a empurrava até a parede. Com ele no comando, o beijo ficou forte e profundo. Quando faltou o ar eles se afastaram e Patch segurou o rosto dela com carinho.

- Leve-me com você, Jev...

- Eu jamais vou conseguir dizer não a você se me beijar assim... - Ele deu um sorriso fraco.

- Eu quero beijar você para sempre. - Ela sorriu também, de forma mais inocente.

O pedido dela foi atendido e assim que eles se beijaram de novo minha visão enfraqueceu e me senti ser arrastada para longe daquela cena.

Voltei para a realidade sentindo os lábios de Patch se afastando do meus. Seus olhos negros encararam os meus, castanhos. Meu coração estava disparado e minha respiração irregular. Por algum tempo, nenhum de nós foi capaz de falar algo. Mas quando eu consegui pensar com mais clareza, quebrei o silêncio.

- Tudo foi verdade? - Patch assentiu. - Eu não sei o que dizer...

Não era preciso dizer nada, pois no segundo após nós estávamos nos beijando. Eu tinha tanta saudade do toque de Patch que não tinha força alguma para afasta-lo.

Seus braços me envolveram com força enquanto caminhávamos para dentro de casa novamente, não sei quanto passos nós damos mas logo Patch me deitou no sofá. Entrelacei minhas pernas em sua cintura em busca de cada vez mais contato.

Suas mãos agarravam minha perna enquanto sua boca descia pelo meu pescoço, nessa hora eu não tinha mais controle da minha respiração e o ar faltava em meus pulmões.

- Patch... - Sussurrei quando o mínimo de consciência voltou para meu cérebro. - Pare.

Mesmo que minha voz tenha saído em um sussurro fraco e quase inaudível, ele parou e me olhou com os olhos tão escurecidos que quase me deu arrependimento de parar com aquele momento. Eu disse quase.

- Eu quero saber mais. - Falei no momento em que minha respiração voltou ao normal. - Quem era Norwena?

Patch sorriu fraco depois de algum tempo e se levantou do sofá. Permaneci deitada enquanto ele ia até a varanda e fechava a porta. Ele ascendeu a lareira antes de voltar para o sofá. Eu voltei a abraça-lo enquanto ele se ajeitava entre minhas pernas.

- Você vinha de uma família rica, mas estavam passando por dificuldades quando nos conhecemos. - Ele explicou passando os dedos pelos meus cabelos. - Então a ideia genial do seu pai foi vender você.

- Tá brincando? - Indaguei arregalando os olhos.

- Não. Ele queria casar você com alguém rico para tomar conta das dívidas da família. Esse alguém rico foi eu.

Minha risada saiu espontânea e Patch me acompanhou, ele ainda afagava meus cabelos esperando eu me acalmar para continuar a contar.

- Nos conhecemos três dias antes do nosso casamento. Seu pai não gostava de mim, mas o meu dinheiro convenceu ele. Você gostou de mim assim que me viu, mas não queria se casar com um desconhecido. Então me chamava de todos os palavrões conhecidos.

- É bem minha cara. - Comentei fazendo ele rir enquanto concordava. - Como foi nosso casamento?

- Simples, foi organizado de última hora e estava presente só seus pais e alguns amigos deles. Depois da cerimônia eu te levei para nossa casa.

- Era a que eu vi na lembrança?

- Sim. Você estava louca para consumar o casamento. - Em contou irônico me fazendo lhe dar um tapa.

- Demorou quanto tempo pra mim me apaixonar por você?

- Uma semana. - O anjo sorriu para mim brincalhão. - Mas pra admitir foi alguns meses

- Como foi?

- Você estava colhendo flores, adorava fazer isso. - Seu olhar ficou distante e eu aposto que ele estava com alguma imagem na cabeça. - E você me deu algumas rosas dizendo que quem estava apaixonado presenteava com flores.

- Eu era uma romântica incurável.

- Na verdade era uma indireta para mim presentear você.

Patch e eu rimos. Na minha mente as lembranças que Patch me mostrou passavam na minha cabeça enquanto eu tentava formular mais perguntas. O olhar dele começou a ficar sério e quando ele voltou a falar fiquei com medo daquele momento acabar.

- Eu fui idiota com você lá em baixo. - Começou olhando diretamente para meus olhos. - Todas as outras vezes em que te conheci você foi apenas minha. Saber que você conseguiu seguir a sua vida depois do que vivemos...

- Foi escolha sua. - Falei ao ver que ele deixou a frase morrer.

- Eu sei. Não culpo você, Anjo. - Ele respirou fundo desviando o olhar. - Eu admiro sua determinação em querer lutar, por mais que eu morra de medo.

- Tudo bem. Eu falei coisas lá embaixo que não deveria ter falado.

- Não devia mesmo. - Patch fingiu uma falsa indignação. - Cinco segundos dentro de você? Foi o maior absurdo que eu já ouvi você falar.

Eu acabei rindo muito alto e demorei um tempo para me recompor.

- Eu não sei sei de onde tirei isso. - Comentei sorrindo. - Estava enfurecida com você.

Nossos sorrisos eram grandes e sinceros, não demorou muito para ele me beijar. Como sempre eu me entreguei ao beijo e consegui sentir aquela deliciosa guerra que nossas línguas travavam me deixando ansiosa para tirar a roupa de Patch.

Como se lesse minha mente, ele se distanciou apenas para tirar a blusa branca e logo voltou para cima de mim distribuindo beijos ao longo do meu pescoço enquanto minhas mãos matavam a saudade dele.

O afastei com as mãos para poder tirar minha regata e não consegui nem respirar direito pois Patch me beijou descendo os beijos para os meus seios, que estavam sem sutiã. Minha respiração estava entrecortada, ele me proporcionava um prazer enorme. Suas mãos me apertavam com força e sua boca trabalhava com destreza. Suas mãos desceram para meu short, eu estava enlouquecendo com as carícias de Patch, mas uma dúvida surgiu na minha cabeça e não pude evitar de tensionar meus músculos ao imaginar a provável resposta.

- Anjo... - Patch pareceu perceber o meu desconforto. - Você não quer?

- Não é isso... - Falei desviando meu olhar.

O meu anjo voltou a afagar meus cabelos, ele não parecia estar frustrado, por mais que eu soubesse que estava.

- Quero te fazer uma pergunta. - Falei vendo ele arquear a sobrancelha. - Você... Depois que você foi embora... Você ficou com outra pessoa? Tipo...

- Não. - A resposta veio mais direta do que imaginei.

- Sério? Tipo, um ano sem...

Minha pergunta fez Patch sorrir de leve, eu realmente não imaginava que a resposta fosse não, por mais que eu desejasse ela.

- Se você contar a alguém eu irei negar.

- Por quê? - Indaguei, acariciando seus cabelos.

- Eu amo você. E todas as outras vezes que te conheci, eu também fui apenas seu.

- Eu ainda não te perdoei.

- Tudo bem. - Patch sorriu brincalhão. - Agora podemos continuar? Estou a um ano sem transar e quero tirar o atraso.

Acabei rindo um pouco antes de beija-lo e estava mantendo na minha cabeça que eu ainda não o tinha perdoado, mas seus beijos descendo pelo corpo não me deixam odiá-lo.

Ainda mais quando ele tirou meu short junto com minha calcinha e lentamente sua boca se encaminhou até meu centro. Eu sentia muita saudade da sua boca, pois ele era realmente muito bom no que fazia. Apenas com a língua, Patch me levou ao orgasmo antes de três minutos.

Meu corpo estava ansiando por Patch, eu queria tê-lo de uma vez, e pela pressa da qual ele tirou o resto da sua roupa, provou que ele sentia o mesmo por mim. Antes de Patch se colocar na mesma posição de antes, eu o empurrei para trás e o fiz sentar no sofá comigo em seu colo.

Não havia mais espaços para preliminares, nós dois calamos nossos gemidos com um beijo no momento em que seu pau me preencheu por completo. Meu anjo me ajudava nos movimentos com suas mãos em meus quadris enquanto eu jogava minha cabeça para trás matando a saudade do corpo dele.

Sua boca brincava com meu pescoço assim como minhas unhas com suas costas. Nossos gemidos se misturavam e se tornavam muito mais alto que o som da lareira. Com os movimentos se tornando cada vez mais intensos, minhas pernas se cansaram rápido demais e Patch em movimentos apressados, me pegou no colo, nos colocando devagar no tapete peludo em frente à lareira.

Agora com Patch em cima de mim, pude sentir ele entrar mais fundo quando enlacei seu quadril com minhas pernas, com a mesma intensidade e prazer, nossos gemidos se tornavam cada vez mais altos em medida que chegávamos perto do orgasmo.

Não demorou muito tempo para alcançar meu orgasmo e Patch chegou ao seu limite logo após a mim. Meu corpo estava suado como o seu e eu não estava nem cansada.

Patch me beijou com intensidade, com meu peito grudado no seu, a lareira parecia fria se comparada com nós. Nossas línguas batalhavam por dominação em um jogo de sedução que só Patch e eu tínhamos. O ar fez falta um tempo depois nos fazendo separar o beijo a contragosto.

- Vamos pro quarto? - Patch indagou descendo alguns beijos pelo meu pescoço.

- Que tal pra varanda? - Arqueei uma sobrancelha vendo ele sorrir.

- É uma ótima ideia.

Seu corpo se levantou me levando junto me pegando no colo, seu membro estava ereto novamente e assim que o vento bateu no meu corpo, fez contraste com a queimação que estava nas minhas veias.

O próximo beijo do meu Anjo me mostrou que aquela noite estava recém começando.

                 Ou melhor. Aquela semana estava recém começando.



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