História The Angel's Eyes Never Lie - Capítulo 33


Escrita por:

Postado
Categorias Sussurro (Hush, Hush)
Visualizações 37
Palavras 3.603
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


O.k. galera, eu sei... muito atraso, mas era porque neste capítulo algo novo vai acontecer e isso, eu apenas explico nas notas Finais... BOA LEITURA! ❤

Capítulo 33 - West Covina


POV Nora

Seis dias, e eu ainda tentava encontrar um motivo, qualquer coisa que explicasse tudo aquilo. Meus dias se tornaram automáticos, entrei em uma rotina cansativa. Todos os dias eram a mesma coisa sem Patch e toda a sua vida perigosa que me atraia. Minha vida sem ele estava totalmente parada. Eu não havia mais sido sequestrada, muito menos me sentia em perigo. Mas a sensação de nunca estar sozinha me perseguia, sempre sentia que tinha alguém me espionando.

Larguei meu caderno de desenho pro lado ao ouvir a campainha tocar. Tia Laura estava no mercado comprando os últimos prepararivos para a incrível viagem, e meu pai trabalhando como sempre.

A sensação que senti quando estava perto de Patch não apareceu, me dando uma certa decepção ao abrir a porta. E a surpresa ao ver Mad na porta foi enorme.

Seu cabelo ruivo estava mais lindo do que o normal. Ela usava uma blusa branca e um blazer preto, a calça e o salto da mesma cor.

- Não me culpe!- Disse Mad, tirando os óculos escuros do rosto.

- Não estou culpando você. Mas você também sumiu. - Expliquei, tentando esconder toda a minha dor.

- Vem, vamos conversar. - Mad apontou para o carro.

Pensei bem antes de aceitar, pois falar com Mad, me trazia as lembranças de Patch, e era tudo o que eu não queria no momento. Mas de alguma forma Mad me trazia ânimo, ela me ajudava de certa forma a superar aquilo tudo.

Os minutos passaram em silêncio, e Mad se concentrava na estrada a sua frente. Eu tentava manter minha boca fechada, pois não podia dar o braço a torcer, mas meu orgulho caiu com o tempo em silêncio.

- Como ele está?- Eu não precisa especificar quem.

- Nora...- Mad ficou séria. - Você não entenderia, mas se pra você está sendo difícil, para Patch está sendo... está sendo insuportável.

- Eu não entendo como isso pode estar sendo difícil. Ele não pareceu se importar. - As cenas horrível daquele dia vieram em minha cabeça.

- Sei que isso é difícil. Está sendo para todos nós. Essa guerra tá acabando com todos.

- Por que demorou tanto a vir me ver?

- Patch não quer que nós mantenha contato com você. Seu nome é proibido no casarão. - Aquelas palavras doeram demais. - Mas ele foi viajar, então eu vim escondida. - Ela sorriu me olhando com gentileza.

Em pouco tempo, nós já estávamos na praia, Mad logo parou em uma sorveteria e comprou dois milk shake. Já na praia, ela tirou seus saltos e começamos a andar pela praia. O silêncio predominou por algum tempo, até que Mad nos fez parar e olhar para o mar sem fim.

Ela estava séria demais, nunca a tinha visto daquele jeito, e daí eu soube que ela não havia me visitado atoa. Tinha algum motivo.

- Eu tenho de contar algo a você. - Eu não conseguia ver seus olhos pelo Óculos, porém sabia que ela olhava pra baixo.

- O que foi?

- Marcie... - Só de ouvir aquele nome, minha veias começaram a queimar de raiva.

- Por que quer falar dela?- Questionei com raiva.

- Ela está morta, Nora. - Respondeu devagar enquanto virava seu rosto para mim.

Demorou alguns segundos pra mim entender o que aquilo significava, mesmo assim eu não podia acreditar, havia boatos pela cidade inteira que a família Miller havia saído da cidade. E naquele momento tudo fez sentindo.

- Nora...

- Como?- Perguntei a fitando.

- Patch nunca gostou dela, entenda isso, Patch te ama...

- Como, Mad? - Indaguei novamente.

- Depois que Patch saiu da sua casa, ele foi buscar Marcie para uma emboscada. Nós a capturamos para obter informações.

- Vocês a torturaram. - Presumi.

- Sinto muito. - Mad falou voltando a olhar para o mar.

- O que descobriram?

Eu não fazia ideia o porquê aquilo me afetava tanto, mas doía ouvir que ela estava morta, ela era do meu sangue. Sentia por tudo aquilo.

- Ela contou algumas localizações. Alguns planos...- Mad parou de falar como se pensasse em algo. - Ela era uma vadia, podia até parecer apenas uma idiota, mas era uma vaca encarnada.

- Eu sei. - Falei séria. - Ela era minha irmã.

- Eu sei. Desculpe.

- Tudo bem... Eu só não sei o que dizer.

- Olha, eu sei que isso tudo é muito loucura, mas essa guerra, é algo muito ruim. Eu sei que você se acha responsável e tudo mais, porém você é sortuda Nora. Por estar de fora disso tudo. - Mad tentou me fazer sentir melhor, mas ainda sim era difícil.

- Obrigada...- Antes de eu terminar minha frase, meu celular tocou.

Assim que desbloqueei a tela vi o número de Tia Laura.

- Oi, tudo bem?- Perguntei assim que atendi.

- Sim, cadê você? - Perguntou. - Esqueceu que vamos viajar hoje sua bobinha?

- Não! Desculpa, eu já estou indo, eu saí com a Mad e me perdi no tempo.

- Então vem logo, seu pai já está chegando do trabalho.

- Tá, já estou indo.

Desliguei o celular e olhei para Mad, que sorria.

- Vamos.

~°•°~

A viagem era longa demais, íamos viajar para o outro lado do país. Não podia negar que era a viagem dos sonhos, mas era com toda certeza muito cansativa.

Entrei no táxi junto com meu pai e Tia Laura, meu pai foi na frente enquanto nós duas íamos atrás.

West Covina era realmente uma cidade muito bonita, as casas eram perfeitas, os restaurantes, tudo.

Não demorou muito para chegarmos no hotel, meu pai insistiu em alugar um carro. E eu e Tia Laura ficamos novamente sozinhas.

- Eu estou tão empolgada. - Comentou enquanto arrumava sua mala.

- Eu estou louca para conhecer esta cidade. - Respondi com uma mentira, a única coisa que eu queria era achar o bar mais próximo.

- O.k. Eu vou ver alguns guias turísticos para esperar Harrison pronta. - Falou ela toda animada, pegando seu celular e indo para a varanda.

Eu apenas me joguei na cama querendo descansar daquelas horas cansativas no avião. O meu sono veio logo depois junto com a dificuldade de abrir os olhos até que desmaiei em um sonho.

~°•°~

Estava escuro, eu via exatamente o que tinha ao meu redor, mas não entendia o porquê de estar em um bar totalmente desconhecido. A iluminação era péssima e eu parecia estar em uma taberna do século XVII. No meu sonho, tudo fez sentindo quando Patch entrou no lugar.

Mas suas roupas não eram de épocas, eram as típicas roupas pretas de sempre, e o mesmo estilo sexy. Ele estava lindo como sempre e fiquei sentida ao perceber que ele não me notava ali, assim como todos naquele lugar.

Patch foi até o balcão e pediu uma cerveja e logo outro homem se aproximou dele. Ele parecia confiante, era um homem forte e moreno.

- Você não disse que cobririamos além de Michigan. - Disse o homem direto.

- Eu falei pra segui-la, protegê-la. - Patch parecia não estar muito contente e nem um pouco intimidado com o homem.

- Não mencionou uma viagem. - Insistiu o cara.

- O acordo está desfeito. - Declarou Patch se levantando.

Assim que levantou, o homem segurou seu braço olhando para Patch com um olhar ameaçador. Ele não pareceu nem se importar, nem com medo.

- Você vai cumprir sua parte, não fiquei atrás daquela Nefilin por dias pra nada. - Respondeu o homem raivoso.

- Você não está cumprindo sua parte agora, então me obrigue a cumprir a minha.

Antes de qualquer coisa, Patch saiu andando sem olhar para trás, o vi saindo daquele bar me deixando confusa demais.

Porém antes de correr atrás de Patch fui arrastada com força para a escuridão e acabei caindo na realidade.

~°•°~

Abri os olhos vendo diretamente meu pai e Tia Laura, ela estava no sofá sorrindo com alguma coisa que ele disse, meu pai estava recém tirando seu casaco, tinha acabado de chegar.

- Eu te acordei, meu amor?- Questionou sorrindo também.

- Não. - Sorri e me levantei indo em direção a minha mala.

- Querida se arrume, vamos caminhar e conhecer a cidade. - Tia Laura ofereceu.

- Eu acho que vou ir em um lugar que vi aqui perto, parece ser legal.

- Tem certeza? - Meu pai logo interviu.

- Sim pai, eu sei me cuidar.

Peguei uma calça jeans azul rasgada e uma camisa branca, junto com a lingerie e parti para o banheiro.

Liguei o chuveiro quente e parei para pensar no meu sonho. Aquilo poderia ter sido real? Eu ter tido uma visão sobre algo que aconteceu com Patch. Parecia ser possível contando tudo que aconteceu.

Mas se fosse real, Patch estaria falando de mim? Eu sabia que ele queria me proteger, mas fazer acordos para isso? A pergunta que estava me atormentando era o que ele pagava em troca.

A mágoa que eu mantinha de Patch era enorme, eu não conseguia pensar nele, sem sentir aquela dor horrível daquele dia. Patch havia ido embora, e pensar que era apenas para me manter afastada da guerra, não me convencia. Tinha algo a mais aí.

Meu banho demorou muito pouco, assim que sai do banheiro já arrumada, Tia Laura e meu pai já estavam se arrumando também para sair.

- Tem certeza em sair assim, filha?- Perguntou meu pai fechando seu casaco.

- Sim pai, eu vou ficar bem. Vocês também, divirtam-se.

- Tá, mas fica com o spray de pimenta que te dei, por via das dúvidas. - Continuou fazendo Tia Laura rir.

- Spray de pimenta não ajuda em nada, o que ajuda mesmo é um chute no meio das pernas. - Avisou ela dando uma piscadela.

- Tá. - Respondi rindo e peguei a bolsa. - Estou com tudo. Eu amo vocês, beijos.

Dei um beijo em cada um e sai do hotel. A noite estava quente e leve, tinha pouca movimentação na rua, mas tinha alguns lugares ali e aqui que funcionavam.

Depois de uns cinco minutos de caminhada eu encontrei um bar. Era bonito por fora, havia pessoas bebendo na frente e em cima do estabelecimento havia uma placa escrita "Cocktail Bar".

Entrei no bar que estava praticamente lotado e me dirigi ao balcão. Sentei no último banco vazio ao lado de uma loura e um cara que parecia completamente bêbado. Senti o olhar dele em assim que me sentei. Seus olhos estavam caídos e avermelhados por conta da bebida, mas decidi ignora-lo.

Chamei o garçom pedindo uma dose de vodca e abaixei a cabeça, esperando a bebida e ouvi a voz do homem mais alta do que a música de fundo e o murmúrio do pessoal.

- Eu não sabia que era possível uma mulher tão bonita quando você.- Seu hálito chegou a me enjoar assim que ele falou. - Meu nome é Jonas e o seu?

- Não estou afim cara.- Respondi nem o olhando.

- Ei, Gata, não seja tão dura. - Falou se aproximando de mim.

Mas antes de eu responder, a loura que sentava ao meu lado, se atravessou e fez um gesto para o homem se aproximar, o que não demorou para obedecer.

- Você é surdo? Não ouviu que ela não quer? - Ouvi a loura perguntar para o homem mau encarado, que riu dela.

- Ela tem dona?- Questionou com um sorriso debochado nos lábios, dando um gole em sua cerveja antes de continuar. - Não se mete vadia.

A garota pareceu sem paciência e voltou para seu lugar, eu fiquei algum tempo sem reação. Mas vi o homem se ajeitar e abri a boca para falar comigo novamente, com uma expressão vitoriosa. A loira se atravessou de novo me fazendo ir para trás.

Vi sua mão ir direto para as partes baixas do homem e apertando o fazendo ter uma expressão dolorida, largando a garrafa que segurava.

- Aposto que ela prefere mil vezes uma mulher do que um cara corno de 50 anos que vem num bar para esquecer a vida de merda que tem. - A loura praticamente cuspiu as palavras me fazendo sorrir. - Sem contar que vem cantar garota achando que conquista qualquer uma mas na verdade até eu satisfaço sua mulher melhor do que você. Aliás, já sei o porquê você é corno. - Ela lançou um olhar para onde sua mão segurava, me fazendo segurar o riso.

Mas isso foi substituído quando o homem pegou o punho dela e o torceu, aquele ato chamou a atenção de muitos no bar.

Em um ato muito impulsivo eu segurei o pescoço do homem com força.

- Se você não soltar ela, eu juro que arranco todos os seus dentes, um por um. - Ameacei o mais sombria que pude o fazendo soltar ela.

Ele se desvinciliou de mim e saiu para fora. Voltei para frente e tomei um gole da minha bebida. Ouvi a loura dar uma pequena risada antes de falar.

- A gente devia ter dado uma surra nele. - Disse.

- Ele não teria nenhuma chance. - Respondi sorrindo.

- Ele não foi muito longe, da tempo de alcançarmos. -Brincou me arrancando um riso. - Sou Alysson. - Se apresentou estendo a mão

- Nora. - Imitei o gesto. - Você é daqui?

- Sou. Você pelo visto, Não.

- Sou de Coldwater, Michigan. - Falei vendo sua expressa o ficar surpresa.

- E o que veio fazer o que em West Covina? -Perguntou com um sorriso.

- Estou nas minhas férias, e meu pai achava que eu precisava distrair a cabeça. - Contei lembrando de tudo com Patch.

- Veio ao lugar certo. - Alysson sorriu.- E por que precisa se distrair?

- Eu... - Fiquei receosa no que dizer. - É complicado.

- Homens. Estou certa? - Ela indagou com certeza.

Eu começava a me sentir previsível demais, todos sempre adivinhava meus problemas, com o tempo, eu me convenci que eram porque as pessoas me conheciam a muito tempo, mas Alysson? Eu a conheci a menos de cinco minutos.

- Ando meio perdida em relação a isso também. - Ela parecia perdida em pensamentos. E esses pensamentos não pareciam ser bons.

Fiquei algum tempo em silêncio e terminei a vodca que tomava. Eu queria algo mais forte, queria esquecer de tudo e ficar bebida que nem Vee ficava nas festas. Quando ela me fazia carrega-la de um lado para o outro. Então assim que chamei o barman. Pedi uma dose de Rum, da mais forte que ele tivesse.

- Uau. - Zombou Alysson. - Você veio para encher a cara mesmo!

- Tô tentando, não está fácil. - Respondi pensando no exato momento em que Patch me deixou.

- Eu tenho nossa solução. - Comentou confiante dando um sorriso atrevido. - Hey, me dê uma garrafa daquela. - Pediu Alysson, recebendo um piscadela do barman.

- Daquela? - Perguntei. - O que é isso?

Tomei um gole da minha bebida vendo ela pegar a garrafa do cara, ela logo me puxou para fora do bar.

- Isso é um sequestro? - Indaguei, cedendo a ela.

- Não, isso é uma fugidinha. - Respondeu confiante.

Ela me arrastou até um parque bonito, havia tudo ali, bancos, lugar para atletas, no fundo havia uma grande floresta. Alysson me levou até uma ponte, onde tinha uma bela vista para aquela floresta, dali sairia um lindo desenho.

Sentamos no chão, ouvindo o som da água embaixo de nós, bem calma e leve, Alysson abriu a garrafa, fazendo aquele cheiro forte logo se espalhou.

Ela inalou o cheiro dando um sorriso satisfeito e me alcançou a garrafa, fiz o mesmo que ela. Acabei fazendo uma careta com o cheiro forte.

- Isso sim é forte. - Comentei arrancando um riso dela.

Tomei um pequeno gole e entreguei a garrafa a Alysson. Ela também tomou um algumas vezes fazendo uma pequena careta.

- O que é isso? - Perguntei antes de pegar a bebida e tomar um grande gole.

- Uísque. Mas não é qualquer Uísque, é Bruichladdich

- Puta merda.

- Meu ex namorado era o fodão. - Contou pegando a garrafa e tomando um pouco. - Fodão para os outros, um merda pra mim.

- O meu não. - Contei pegando a garrafa, mas antes de tomar um pouco da bebida falei: - Ele era foda com todo mundo.

- Então qual é problema? - Perguntou enquanto eu tomava mais o uísque.

- Ele era complicado demais, o mundo dele é... "Perigoso demais pra mim". - Contei tentando imitar Patch no final.

- Ele era o que? Traficante? - Questionou pegando a bebida e bebendo dela.

- Quase isso. - Disse sorriso. - O desgraçado me traiu.

- O meu também. - Alysson falou perdida em pensamentos.

- Com a minha irmã. - Revelei pegando a bebida, ainda era difícil falar sobre aquilo.

- O.k., você ganhou. - Alysson comentou sorrindo mas depois ficou seria novamente. - Andrew me agrediu, talvez duas vezes.

- Nossa. - Sussurrei. - Por que estava com ele?

- Andrew sempre foi invasivo e agressivo mas nunca tinha me batido de verdade. Apesar de tudo estávamos em público e ele era legal. Já terminamos e voltamos diversas vezes mas me agredir foi o ponto final. - Alysson contou, e de cara eu havia entendido.

- Patch, era super preocupado comigo, mas ele mantinha segredos demais e me mantinha longe do que ele é de verdade. E simplesmente, de um dia para o outro parou de falar comigo.

- Como descobriu a traição?

- A gente estava sem se falar. Eu não ia dar o braço a torcer. E quando minha melhor amiga me convidou para ir em uma festa, ele estava lá. Com a piranha da minha irmã.

- Você ficou quieta ou você ficou com um cara gato na frente dele? Isso seria foda. - Perguntou.

- Não lembro o que aconteceu depois, mas não.

- Você deve ter enchido a cara. - Alysson pegou a garrafa de mim e tomou um gole. - Comigo foi basicamente meu namorado me traindo e me batendo numa festa. Sai correndo e acordei na beira da estrada e um cara super gente boa me ajudou e me trouxe de volta. - Contei lembrando da cena.

- E você tá com esse cara super gente boa? Ou vai voltar com o filho da puta? - Indaguei pegando a garrafa dela.

- Não. Estou sozinha e estou muito nem assim. Se Andrew aparecer eu acabo com ele.

- Isso aí garota. - Falei enrolando a língua.

- Parece que alguém já está nos caminhos do porre. - Brincou pegando a garrafa e tomando um gole.

- Sinto falta dele. - Comentei inerte.

- Não sinta. Hoje não. Hoje você é independente, garota! - Falou festejando.

Brinquei junto com ela enquanto bebiamos. O que já era tarde, foi ficando mais ainda. As horas passavam e eu estava surpresa por meu pai não ter me ligado antes. Bebemos e conversamos sem parar, assuntos surgiam do nada. Até que no alto da noite, eu tive uma ideia mirabolante.

- Já nadou pelada? - Perguntei a olhando empolgada.

- De roupas íntimas sim, pelada não. - Respondeu olhando para o céu.

- Pode ser assim mesmo. - Levantei tirando minha roupa.

- Você tá louca. A gente vai pegar uma gripe ou algo assim. - Tentou me convencer do contrário.

- Existe remédio pra quê? Vem logo! - Mandei tirando minha calça.

- Nora. - Me chamou antes de suspirar.

- Se você não vir,eu vou sozinha. - Falei a encarando.

Vi ela levantar e tirar suas roupas também, até que estava como eu. Eu a puxei e pulamos juntos daquela ponte pequena.

A água fria entrou em contato do meu corpo, mas pelo incrível que pareça não senti frio. Alysson riu de mim assim como eu dela.

Mas tudo desmoronou a eu ver Lillith vindo em nossa direção, eu poderia estar bêbada, mas com certeza era ela.

- Nora. - E falou alto. - Vamos. - Mandou séria olhando diretamente pra mim.

- O que está fazendo aqui? - Perguntei indignada.

- Nora estou falando sério. Não é seguro aqui.

Vi Alysson ficar bem confusa com o assunto, mas eu não tinha tempo para explicar. Eu sabia o que "perigoso" significava.

Fui para ponte correndo e colocando minhas roupas, Aly me seguiu. O frio me atingiu assim que sai da água. Coloquei minha roupa rapidamente.

- O que está acontecendo? - Indagou colocando sua roupa também.

- Não tenho tempo pra explicar. - Falei colocando meus tênis. - Me empresta seu celular. Para mim colocar meu número. Talvez a gente se encontre.

Aly me entregou seu celular e coloquei meu número ali. Depois disso sai com Lillith que me guiou até um Civic preto.

Assim que entrei no carro, comecei a olhar para os lados pelos vidros escuros. Me senti nervosa ao pensar que meu pai e Tia Laura poderiam estar em perigo.

Lillith arrancou o carro rapidamente enquanto corria pelas estradas de West Covina como se conhecesse o lugar muito bem.

- O que está acontecendo? - Perguntei olhando para a estrada.

- Você não está segura perto daquela garota.

- Por quê? - Indaguei curiosa.

- Não faça perguntas, apenas escute. Fique longe dela, e de confusões também.

Ela me olhou séria e pisou fundo no acelerador sem falar mais nada. Eu também fiquei quieta apenas imaginando o que Alysson teria haver com tudo aquilo. 


Notas Finais


Gostaram? Eu preparei esse cap com muito carinho pode acreditar. Mas e agora, quem é Alysson?
Isso vocês podem descobrir na fanfic da minha amiga Gabyh, infelizmente ela ainda não postou sua fanfic. Mas com certeza vocês saberão quando isso acontecer, e saber direitinho quem é Alysson...
Beijos galerinha... Até a próxima, comentem e favoritem por favor, até o próximo


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...