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História The Answer to Our Life - Capítulo 13


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Notas do Autor


Olá!
Estamos de volta com mais um capítulo! Hoje temos um pouco de Nick e um pouco de Henry. Espero que gostem do capítulo. A foto de capa é só um momento fofo entre Nick e Nacho porque eu não aguento! hahaha
Boa leitura!

Capítulo 13 - Capítulo XIII


Fanfic / Fanfiction The Answer to Our Life - Capítulo 13 - Capítulo XIII

Nick

Eu finalmente estava de volta a Nova Iorque. Depois de todos os acontecimentos recentes, era bom estar no meu canto, sozinho, pela primeira vez. Não completamente, já que Nacho dormia tranquilamente aos meus pés, enquanto eu encarava o teto do meu quarto, deitado na cama.

Tinha pensado muito sobre o que aconteceu com Lauren e no que Allison tinha dito quando fui visitá-la no outro dia. Em partes, eu me sentia frustrado por ela achar que eu ficaria indo e voltando nessa situação com Lauren, mas também entendia suas reservas. Acho que alguém tão machucado, como Allison foi, tem todos os motivos do mundo pra se resguardar de uma complicação que parece óbvia.

— Será que ela acha que eu teria coragem de fazer com ela o que o ex fez – perguntei para Nacho, mesmo sabendo que não haveria resposta. De qualquer forma, ele me olhou como se estivesse entendendo o que eu estava falando. Ele sempre fazia isso. Então eu continuei – Será que ela acha que eu seria capaz de abandoná-la em uma situação crítica? – Nacho entortou sua pequena cabeça, ainda me olhando – Sei que ela não acha. Ela me conhece bem o suficiente pra saber que eu jamais agiria como ele – continuei e Nacho colocou a cabeça entre suas patinhas, me olhando atentamente – E daí que ela também conhecia ele há anos? Nem todos os caras são iguais! – eu rebati e ele latiu pra mim. Antes que eu pudesse responder aao seu latido, a campainha tocou – Salvo pelo gongo, eu estava prestes a te passar um sermão! – falei me levantando e saindo do quarto, caminhando pelo corredor e indo até a porta de entrada da cobertura no centro de Manhattan que eu, agora, chamava de lar.

Ao abrir a porta, dei de cara com um dos meus melhores amigos da vida inteira. Tínhamos diminuído o contato, por ele nunca ter saído de Nova Iorque, mas a nossa amizade jamais mudou. Devo dizer que um dos motivos pra eu ter me sentido bem em vir pra Nova Iorque, era o fato de ter ao menos um amigo na região.

— Brian! – falei sorrindo, apertando sua mão e batendo nossos ombros – Achei que não fosse aparecer hoje.

— Eu não ia – ele falou rindo e entrando no apartamento – Mas o consultório estava tranquilo hoje, então decidi dar uma passada e ver como você está.

Brian era dentista, assim como seus pais. Ele nunca teve outra ambição além dessa, enquanto muitos lutam pra seguir o caminho totalmente oposto da família, Brian sonhava desde criança em seguir a carreira dos pais.

— Eu estou bem – falei com um suspiro, fechando a porta logo após ele ter entrado, e ele fez uma careta de quem pouco acreditava, eu apenas ri.

— Passou uma semana inteira com a Lauren e não aconteceu nada demais? – ele perguntou cerrando os olhos e eu ri outra vez

— Certo… Vai querer uma cerveja ou vai ouvir essa história sem beber nada? – perguntei rindo e indo até a cozinha.

— Eu aceito – ouvi sua resposta enquanto ele se acomodava na sala. Peguei duas garrafas de cerveja e fui até o cômodo onde ele me esperava – E então, o que houve?

Contei a ele tudo o que tinha acontecido. Contei sobre a semana com Lauren, contei sobre a conversa com Allison, o beijo que quase foi – outra vez – e sobre o tal Henry. Ao mencionar o tal Henry, Brian riu.

— Eu espero que ele seja melhor resolvido que você – ele falou e eu o olhei feio – Ah, sendo sincero com você, a Allison não está errada. Se toda vez que você e Lauren se encontrarem acontecer isso, vocês vão ter mais desfechos do que How I Met Your Mother.

— Foi só essa vez – eu garanti – Lauren e eu estamos bem resolvidos com a nossa situação. Especialmente agora que tivemos uma despedida digna.

— É. Sei… – ele falou pouco convencido e eu ri balançando a cabeça

— De qualquer forma, eu duvido que Allison esteja interessada em algo a longo prazo, pelo menos por enquanto – falei com um suspiro – Todo esse tempo sem ninguém, acho que ela está acostumada a viver uma vida mais descomplicada.

— O que só reforça o fato de que ela não vai ficar com você – Brian falou com um sorriso debochado e eu taquei uma almofada em seu rosto, fazendo com que ele risse – Anda logo, o que temos pra fazer hoje?

Brian rapidamente se jogou confortavelmente em meu sofá, procurando pelo guia da TV algo que fosse interessante para a tarde que nenhum de nós estava planejando, mas que estava acontecendo. Bom, definitivamente era melhor do que ficar conversando com o Nacho.

Henry

— E quando você vai assumir? – ouvi Kevin perguntar ao meu lado, no banco do carona. Franzi o cenho sem entender do que ele estava falando. Ele soltou uma risada nasalada e balançou a cabeça – Ah, qual é…

— Eu não tenho como te responder nada sem saber do que você está falando – falei encolhendo os ombros e ele riu mais, balançando a cabeça.

— Que você gosta da Allison – ele falou em tom de deboche, fazendo minha cara se contrair imediatamente, como se aquela fosse a ideia mais absurda da vida – Ah, você não me venha com essa cara. Eu te conheço há muito tempo pra saber qual é a sua.

— Eu não sei que mania infantil é essa de tentar formar casal – falei rolando os olhos e ele riu – Claro que eu gosto dela. Como amiga, se for nesse sentido que você está falando, você tem toda razão… Mas não passa disso.

— Henry William, você sabe bem que eu te conheço melhor que você – ele disse com um sorriso convencido – E você ainda não me falou onde passou a noite ontem. Não adianta dizer que foi no escritório porque eu fui o primeiro a chegar.

— Quando ficou tão fofoqueiro? – perguntei rindo

— Provavelmente na mesma época em que você ficou cínico – ele respondeu sem se abalar e eu ri mais – E então…

Pensei antes de responder, continuei com os olhos fixos no caminho enquanto decidia se contaria pra ele ou não. Por fim, suspirei e disse – Eu passei a noite na casa da Allison – contei e ele riu alto, me olhando como quem dizia que estava certo e sabia disso – E isso não significa nada.

— Ah, nada? – ele perguntou com uma careta – Quer dizer que ela não é importante?

— É claro que ela é importante. Não seja idiota. O que eu quis dizer, é que isso não significa que estou apaixonado por ela – esclareci – Nem ela por mim. Somos adultos, as vezes um beijo é só um beijo.

— E é por isso que você foi até a confeitaria hoje sem qualquer motivo aparente? – ele falou no mesmo tom brincalhão – E não pense que eu não vi o beijo que você roubou dela.

— Você é insuportável – falei e ele riu mais – Tem algo sobre ela. Não sei exatamente o que é, mas faz com que eu me sinta confortável – admiti – Contei pra ela sobre a Clarisse. – falei e, pela primeira vez nesta conversa, Kevin pareceu chocado. Ele sabia bem que eu não tocava nesse assunto com absolutamente ninguém além dele e de Nora, que foram quem estiveram ao meu lado durante toda a situação, enquanto Helena sumiu e ignorou tudo o que aconteceu. – É bom conversar com alguém que sabe o que é passar por algo assim e não fala qualquer coisa, simplesmente torcendo pra que as palavras sejam mágicas e consertem tudo de ruim que aconteceu.

— É assim que se sentia quando falava comigo a respeito do que aconteceu? – Kevin perguntou. Não com ressentimento, mas tentando compreender o que eu sentia a respeito. Eu dei de ombros.

— Eu sabia que você tinha a melhor das intenções – falei com sinceridade – E isso conta bastante – garanti – Mas você não entendia. Nunca entenderia, e eu espero que nunca entenda, o que eu estava sentindo naquele momento, simplesmente porque você nunca passou por algo do tipo.

— E ela já? – ele perguntou me observando e eu suspirei

— Olívia é irmã gêmea e nasceu em um parto de emergência. O procedimento foi feito pra retirar o outro bebê, que já estava morto. – falei sem entrar em muitos detalhes e Kevin parecia ter sido pego de surpresa com a nova informação – O marido também não foi o maior exemplo de suporte… Bom, em resumo, nossas histórias são um tanto quanto parecidas. – falei com um suspiro – Então, sim, eu gosto da Allison. Gosto de tê-la por perto, gosto de conversar com ela. Não me sinto uma piada do destino, como se todo mundo fosse normal e eu fosse a grande exceção. O que, se eu parar pra pensar, é uma ideia imbecil, já que eu tenho muito mais do que a maioria das pessoas.

— Então ela te faz sentir… normal? – Kevin perguntou e eu ri fraco

— Ela faz eu me sentir compreendido – corrigi e ele suspirou – De um jeito que Helena nunca conseguiu. Nunca nem tentou, na verdade.

— E tem a Olívia… – ele acrescentou e eu suspirei.

— E tem a Olívia. – concordei – E eu realmente gostaria de manter as duas na minha vida.

— Entendo – ele falou escolhendo suas próximas palavras – E, mesmo que você me diga que não tem interesse romântico nela…

— Você não acredita? – falei como se soubesse que aquilo era exatamente o que ele diria.

— Eu? Eu sou a menor das suas preocupações – ele riu com deboche – Inclusive, eu seria o maior apoiador, caso isso fosse um fato… Mas você já pensou se a Helena descobre sobre a Allison e a adorável filha dela e decide jogar a culpa desse tal divórcio nelas?

— O que você acha que Helena faria? – perguntei surpreso – Você realmente tem essa visão dela? – perguntei. Sempre soube que Kevin não suportava a minha esposa, mas as vezes me surpreendia o que ele esperava dela.

— Meu amigo, eu amo você, mas as vezes você é burro! – ele falou rindo e eu o olhei feio – Eu não vou mais falar da santa Helena, mas eu realmente recomendo que você tenha cuidado, pela Allison e pela Olívia.

Seguimos para o escritório em silêncio. Eu não me chateava quando Kevin falava mal de Helena, eu sempre soube que ele a detestava e ela muito pouco fazia pra que ele passasse a gostar. Eu só ficava surpreso com tudo o que ele achava que ela seria capaz de fazer. O pior era pensar que havia uma chance dele estar certo, já que eu, só recentemente, consegui perceber atitudes questionáveis da parte dela. Isso me incomodava mais que tudo. Aparentemente, todo mundo via a minha esposa por quem ela era realmente, menos eu.

Quando cheguei no apartamento, encontrei Nora na cozinha comendo um sanduíche que parecia ser de pasta de ricota.

— Sr. Cavill – ela falou educadamente, me fazendo torcer os lábios e olhar pra ela como se aquela forma de se referir a mim fosse a mais absurda que ela poderia escolher.

— Sr. Cavill, Nora? – falei falsamente ofendido – Nem parece que você me chamava de pestinha quando éramos crianças – relembrei e ela riu balançando a cabeça.

Nora é filha da governanta que trabalhou para a minha família quando eu era criança, Margot. Sua presença era constante em nossa casa, já que Margot morava conosco, naturalmente Nora também moraria. Ela tinha doze anos, quando eu nasci, e, além de Kevin, ela era uma grande amiga, pra mim, na minha infância. Margot e Nora eram as pessoas favoritas, minha e de Kevin, naquela casa enorme. Nora passava mais tempo conosco, pela falta de obrigações com a casa, sua função principal era nos manter fora de problema.

O que acontecia, na verdade, é que ela ajudava a gente a fazer tudo sem jamais sermos descobertos. Ela também nos contava histórias de terror e inventava os piores monstros, quando queria que Kevin e eu ficássemos na linha. Quando casei com Helena e fomos morar juntos, a primeira coisa que fiz, foi convidar Nora para trabalhar na minha casa. Ela não pensou duas vezes antes de aceitar, mesmo não suportando Helena.

Quando Helena estava grávida, eu imaginei milhares de vezes em como Nora seria com a minha filha e isso me deixava mais ansioso para a sua chegada. Por experiência própria, eu já sabia que minha filha já era a criança mais sortuda por nascer em uma casa em que Nora estivesse presente. Também sabia que eu teria um trabalho danado, porque Nora não mediria esforços para mimar Clarisse.

— Quando você era criança. Eu já era adolescente. – ela corrigiu, me fazendo rir enquanto me aproximava dela e lhe dava um beijo estalado na bochecha.

— Doze anos muito mal conta como adolescência. Era criança, sim. – cutuquei e ela rolou os olhos, rindo.

— De qualquer forma, há muito tempo o meu trabalho não é mais ser sua amiga. Tenho funções de verdade, agora. – ela falou ainda rindo, sem se preocupar com o tom. Nora sempre soube se portar como a governanta perfeita na frente de todas as outras pessoas, mas quando eu estava só, ela era outra vez a Nora da minha infância que não se preocupava se o que ela dissesse ia pegar mal ou não.

E eu amava isso.

— Seu trabalho é, principalmente, ser minha amiga. – rebati rolando os olhos e sentando-me ao seu lado. Ela riu e se levantou, indo até a geladeira e pegando os ingredientes para fazer sanduíches de pasta de amendoim – Sabe que não precisa preparar meu lanche, né? Não tenho mais quatro anos.

— Você parece cansado – ela observou e eu suspirei – Não é sacrifício cuidar de você. É meu trabalho, literalmente.

Ela montou dois sanduíches de pasta de amendoim e eu sorri quando ela colocou o prato diante de mim e voltou a se sentar do meu lado. Era o mesmo lanche que ela fazia sempre que eu acordava de madrugada, assustado com algum barulho que só eu ouvia ou por causa de algum pesadelo infantil. Nora sempre esteve lá como uma irmã mais velha superprotetora.

— Obrigado – agradeci tentando não parecer tão emotivo e ela sorriu.

— Quer falar sobre o que está te deixando assim? – ela perguntou e eu suspirei, mastigando lentamente enquanto pensava se queria ou não – Eu tenho a noite toda – ela acrescentou e eu ri.

— Parece que tudo resolveu acontecer agora – falei com um suspiro e engolindo o pedaço de pão que eu mastigava instantes antes. Nora apoiou o cotovelo no balcão diante de nós e o queixo na palma de sua mão, me olhando enquanto ouvia atenciosamente o que eu tinha a dizer – Já não é uma boa semana, porque, como você sabe, se completa mais um ano sem notícias da Clarisse – falei sem tirar os olhos do sanduíche em minhas mãos – Agora tem essa coisa toda de divórcio, Helena não quer tomar a decisão mais fácil e isso está me desgastando de um jeito que eu não sei nem por onde começar a explicar – acrescentei com um suspiro cansado, fechando os olhos e balançando a cabeça levemente – E, bem – falei, pensando se contaria sobre Allison. Ergui os olhos e encontrei Nora me olhando com compreensão e cumplicidade. Como se eu pudesse admitir um homicídio e a resposta dela seria “Como posso te ajudar a esconder o cadáver?” – Conheci uma pessoa, uma mulher.

— E isso é ruim? – ela perguntou calmamente, dando outra mordida em seu sanduíche.

— Não. Acho que esse é justamente o problema – falei e ela franziu o cenho, mastigando o seu sanduíche enquanto ainda me encarava confusa – Ela me faz sentir bem. Bem como só você e Kevin conseguem – confessei e agora sua expressão era de entendimento – E eu passei essa noite na casa dela.

— E o que isso te faz sentir? Culpa? – ela perguntou recebendo uma negativa da minha parte – Ah, menos mal.

— Ela tem uma filha. Olívia. – falei e pela primeira vez, ela me olhou com cautela, esperando minhas próximas falas ou reações para decidir o que me aconselharia em seguida – Sei o que está achando, não estou tentando substituir Clarisse, mas é estranho a forma como me sinto com ela.

— Com a mãe ou com a filha? – ela perguntou e eu ri

— Com as duas. Liv é uma criança incrível e eu realmente sinto algo diferente em relação a ela, é estranho – confessei balançando a cabeça – E Allison, bem… Allison me faz sentir… livre, eu acho.

— Das responsabilidades? – ela perguntou e eu suspirei

— Da culpa, talvez. Do peso de tudo o que aconteceu... – falei pensando a respeito – Me faz sentir compreendido. Como se pela primeira vez alguém soubesse exatamente como eu me sinto, sem que isso me fizesse sentir exposto e estranho por ter tido uma sequência de experiências de merda durante a minha vida. Como se não fosse um absurdo eu me sentir quebrado depois de anos desde que tive essa experiência horrorosa.

— Ela sabe da Clarisse? – ela perguntou me olhando surpresa e eu fiz que sim com a cabeça – Ok, as coisas escalaram rápido – ela falou respirando fundo e eu dei uma risada – Dormiu com ela?

— Não! – fui sincero – Mas não foi porque a razão me impediu... – falei com um suspiro

— Entendi – ela suspirou balançando a cabeça

— O que? – perguntei olhando pra ela – Está pensando que não sou mais motivo de orgulho porque agora sou um traidor? – perguntei com deboche ela riu

— De todas as coisas que você é ou poderia ser, traidor é uma das únicas que eu sei que você sequer conseguiria – ela falou tranquilamente – O seu casamento acabou há séculos e eu fico feliz por você finalmente ter percebido isso.

— Não gosta dela, né? – perguntei me referindo à Helena e já sabendo a resposta. Aparentemente, todos odiavam-na.

— Henry, eu não gosto é de tirar as manchas, que eu simplesmente não sei como você consegue, dos colarinhos da sua camisa – ela falou me olhando sério

— Eu já falei que você não tem que fazer isso – me defendi, mas ela continuou o que falava antes.

— A sua esposa é o ser humano mais irritante que eu já conheci nos quarenta e oito anos da minha existência – ela falou e eu a olhei surpreso – E se eu a aturo, é por amor a você, mas, por mim, esse divórcio já teria acontecido há anos – ela estava sendo brutalmente sincera e, apesar de ouvir aquilo não me deixar nada satisfeito, sabia que a sinceridade de Nora era uma das coisas que eu mais adorava sobre ela – Henry, você merece muito mais. Pare de se prender a Helena por algo que não vai voltar nunca.

— Acha que não vou encontrar minha filha? – perguntei surpreso

— Não é isso. – ela falou com calma – Eu acho perfeitamente possível que você a encontre, mas acha mesmo que Helena é a melhor pessoa pra criar uma criança? Não adianta fazer essa cara – ela falou ao me ver fazendo uma careta – você sabe muito bem que é verdade.

— Talvez ela mude – falei esperançoso e Nora riu baixinho – O que?

— Não se muda por um filho indesejado – ela falou me olhando séria – E você é o único que queria essa menina.

— Do que está falando? – perguntei confuso e ela se aproximou, colocando as mãos nos meus ombros – Sabe de alguma coisa?

— Querido, eu sei de muito mais do que você pode imaginar – falei tranquilamente – E eu sei que você sofre pela sua filha. Não há nada que eu queira mais, nesse mundo, do que ver vocês dois reunidos – ela continuou, tocando o meu rosto com carinho – Mas a Helena não está no mesmo lugar que você, nunca esteve. Encontrar Clarisse não vai mudá-la pra melhor e nem vai fazer com que ela veja o sentido da vida.

— Por que está me falando isso agora? – perguntei com uma careta. Eu sabia que ela não gostava de Helena, mas ela nunca tinha falado nada a respeito dela, pra mim. Ela apenas sorriu.

— Porque, infelizmente, por mais que você tenha toda consideração do mundo por mim, sempre foi cego de amores por ela. Eu preferi não me indispor com você – Nora falou com um sorriso fraco – Só quero que você prometa que não vai permitir que ela use a sua filha, ou o desaparecimento dela, como trunfo pra te prender a esse relacionamento. – ela falou dando um beijo suave na minha testa – Prometa que vai se cuidar.

— Eu prometo, Nora. – falei rolando os olhos, mas sorrindo, dando-lhe um abraço apertado antes que ela saísse. Continuei ali, comendo os meus sanduíches enquanto pensava sobre Helena, minha filha, Allison e Olívia.

A vida poderia ficar menos complicada. Pelo menos um pouquinho.

Quando terminei de comer, limpei o que tinha sujado e fui para a minha suíte. Tomei um banho, vesti apenas uma cueca limpa, deitei na enorme cama que parecia chamar o meu nome e dormi quase que no mesmo instante em que meu rosto encontrou o travesseiro.


Notas Finais


E então, o que acharam? #TeamCavill ganhando disparado, mas quero saber o que acham de todos os envolvidos!! Amo quando vocês opinam!
Qual a opinião de vocês sobre Nick e o que acharam desse relacionamento do Henry com a Nora?
Aliás, essa é a aparência da Nora, para mim, mas sintam-se livres pra imaginá-la como quiserem!!

Nora: https://media.canalnet.tv/2019/05/Captura-de-pantalla-2019-05-17-a-las-17.32.57-411x414.png


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