História The Antediluvian Sacrifice - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Black Pink, CrystaL Clear (CLC), Got7, HyunA, Monsta X, VIXX
Personagens HyunA, I'M, JB, Jisoo, Joo Heon, Leo, Min Yoongi (Suga), Personagens Originais, Seungyeon
Tags Black Pink, Bts, Clc, Fantasia, Got7, Hyuna, Mistério, Monsta X, Vampiro, Vixx
Visualizações 4
Palavras 2.169
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - O Gato de Salém


Fanfic / Fanfiction The Antediluvian Sacrifice - Capítulo 2 - O Gato de Salém


Jooheon se levantou da cadeira em um impulso.
- Lobisomens. - ele exclamou. - Mas que merda! Justo hoje?!
- O que tem hoje? - perguntei, arrumando meu handchain que havia enroscado em meu cabelo.
- Não sou muito bom em matemática, mas só tem eu e você aqui e eu sou um humano inútil! Um peteleco e morro.
- Realmente... - murmurei, nem sequer prestando atenção em suas palavras. - Será que eles sabem onde os Sabás estão?
-Eles estão com os Sabás!
Eu parei de me mexer na hora e um sorriso diabólico tomou conta de meus lábios. 
- Seungyeon? Não vai fazer o que acho que...
- Sim. - eu o interrompi e me perguntei como ele sabia meu nome. Eu sabia o seu, porque usava um crachá.
- Não. - Ele respondeu, sério.
- Sim, sim, sim!!! - disse empolgada.
- Não, não, não!!! Mesmo sendo uma Tremere, não será capaz de derrotar todos eles! Lobisomens e vampiros não dão certo! Será sua sentença de morte. 
- Já estou morta. - Sorri.
- Tá, mas você ainda pode sofrer a morte final. E será permanente. Para sempre.
- Se é permanente, então é para sempre. 
- Você entendeu o que quis dizer. Agora, vamos nos esconder. Este subsolo foi projetado para nos proteger contra ataques como este. 
- Os Sabás vieram até mim, eu não passarei esta oportunidade por nada. 
Jooheon suspirou, enquanto tentava trancar a enorme porta de ferro. 
- Escuta, eu não queria ser a pessoa que dá as péssimas notícias, mas... Os Tremere... Estão praticamente em extinção. Se você for lá, vai morrer. Entendeu? - Jooheon me olhou sério e parecia mais um cachorrinho do que um humano.
- Então, foi isso que queriam dizer quando disseram que a linhagem Tremere estava em minhas mãos. - pensei alto. 
Eu não me lembrava de muitas coisas por causa da droga, mas havia coisas que estavam gravadas em minha mente. E essa era uma delas. 
Jooheon me encarava confuso. 
- Eu preciso ir lá. - concluí.
- Essa conversa toda que tivemos não serviu para nada, pelo jeito. - Jooheon suspirou frustrado.
- Não mesmo. Abra a porta. 
Ele trincou os dentes, mas sabia que eu não estava pedindo e sim, comandando. E se ele não abrisse a porta por bem, abriria por mal. Jooheon percebeu meu olhar sério e resolveu ceder.
- Por favor, não morra. - ele pediu, tenso.
Eu não respondi e segui meu caminho. Pelos uivos, deduzi que havia cerca de seis lobisomens. Cinco, talvez. 
Tão de repente quanto começaram, os uivos cessaram e foram substituídos por respirações ofegantes misturadas com grunhidos baixos. Parecia que estavam rosnando em meu ouvido e ao mesmo tempo do lado de fora daquela mansão. Era uma sensação bizarra, mas com minha magia, poderia ver suas auras e descobrir seus paradeiros. Isso era algo que conseguia fazer mesmo quando viva, porém, agora, eu conseguia literalmente ver suas auras, ao invés de sentir vagamente a presença de alguém através de minha intuição.
Levantei uma de minhas mãos no ar e fechei em um punho, sentindo a magia de sangue fluir e meus olhos virarem vermelhos de vampiro.
- Venham para mim. - comandei.
E eles me escutaram.



Jisoo agarrou o pulso de Taekwoon, trazendo-o de volta à realidade. 
- Temos que sair daqui!
Ainda incrédulo pelo o que havia acontecido, Taekwoon teve que ser praticamente arrastado por Jisoo para dentro do túnel. Os uivos dos lobisomens pareciam pertencer à uma realidade diferente daquela. Tudo naquele momento parecia extremamente irreal para ele, como se estivesse anestesiado.
- Taekwoon! - Jisoo o chamou, chacoalhando-o pelos ombros. - Eu preciso de você! Consegue dirigir?
- Sim. Sim... Eu consigo. - ele respondeu, voltando à si e entrou em seu mercedes, pisando fundo em seu acelerador. 
- Achei que tivéssemos cuidado dos lobisomens anteontem! - Jisoo exclamou, olhando pela janela. - Quantos deles estão atrás de nós?!
- Talvez tenha algo à ver com o que Maximillian disse. Os lobisomens jamais se uniriam aos vampiros, principalmente os Sabás. Isso prejudicaria à eles mesmos. Talvez estejam sendo chantagiados.
- Ou controlados. - Jisoo apontou e os dois caíram em um silêncio constrangedor, ninguém gostando da idéia daquilo ser possível. As coisas já estavam ruins o suficiente para os Tremere.
- Jisoo, eles estão nos alcançando. - Taekwoon anunciou, olhando pelo retrovisor.
Ela estalou a língua e colocou metade de seu corpo para fora da janela do carro. Seus olhos ficaram vermelhos-vampiro ao fechar sua mão em um punho e fazer o lobisomen, que estava prestes a pular emcima do carro, explodir. Restando apenas sangue e restos para trás.
Jisoo se contentou com um sorriso sádico e vitorioso e voltou para dentro do carro. Porém, ela mal teve tempo de fechar a janela, que outro lobisomen pulou no para-brisa e começou a socar o vidro, tentando quebra-lo.
Jisoo tentou usar sua magia de sangue mais uma vez, entretanto, outro lobisomen quebrou sua janela e a puxou para fora do carro.
- Jisoo!! - Taekwoon exclamou e tentou segura-la, mas suas mãos agarraram apenas ar. Ele trintou os dentes, frustrado, virando o carro, mas o lobisomen não soltava suas garras do capô.
- Vou lhe escoltar diretamente para o inferno, seu merda. - Ele murmurou e jogou seu carro da ponte, caindo diretamente no rio.


Os lobisomens vieram de todos os lados possíveis. Um quebrou o vitral da mansão, em uma entrada extremamente dramática, porém, triunfal. Os outros dois, vieram do teto, quebrando tudo em seu caminho, inclusive o chão. 
Com a minha mão ainda no ar, fiz os dois mais próximos de mim, engasgarem com seu próprio sangue e o vomitarem, até seus corpos ficarem secos igual uvas-passas, e caírem inertes no chão.
Para o último, tentei faze-lo voltar à sua forma humana, porém, não consegui e tive que desviar no último segundo de seu golpe.
- Onde está o resto dos Sabás? - perguntei e o lobisomen me jogou para longe com suas garras. Minhas costas bateram em uma estátua, que quebrou e eu caí no chão. - Acho que pelo jeito você não é de muitas palavras. - suspirei e me levantei.
Minha mão estava prestes a se fechar em um punho, quando de repente, o lobisomen se contorceu de dor e caiu no chão, sem se mover.
Estava morto.
Onde antes estava o lobisomen, agora estava um homem mais novo do que eu. de cabelos castanhos-claro e usando um terno aparentemente caro. Em suas mãos, estava um coração. 
Ele estalou a língua e jogou o órgão no chão, como se nada fosse e tirou um lenço de seu bolso, para limpar o sangue de seu rosto de mãos. 
- Eu não precisava de ajuda. - disse me levantando, sem intenção de ser ríspida, mas sendo. 
- Eu sei que não. - ele respondeu com um sorriso.
- E quem raios de parto de cristo é você? - indaguei, limpando a poeira de minha roupa.
- Eu sou Changkyun. Um Tremere. E você é...? 
Ele parecia educado, mas algo em sua voz indicou um certo desprezo, me olhando de cima para baixo.
Eu não estava em um dos meus melhores dias. Afinal, havia sido sequestrada, drogada, forçada a virar vampira, sofrer um semi-autópsia e confrontar 3 lobisomens. Na verdade, foram dois, já que o super-homem aqui matou o outro.
Mas isso não significava que estava um bagulho. Aliás, estava muito bem para quem teve que passar por tudo isso em menos de 24 horas. Algo me dizia que ele não estava julgando a minha aparência, entretanto. Eu não conseguia decifrar suas expressões. 
E eu não gostava do jeito que ele me olhava.
- Sou Seungyeon. - disse cautelosamente.
- Sei. - ele murmurou, guardando seu lenço de volta no bolso. - E de onde veio? Nunca a vi antes.
- Sou daqui mesmo.
Changkyun sorriu de leve.
- Uma recém-nascida? Bem-vinda ao clubinho dos magos, então.
- Obrigada. Eu acho. - agradeci de um jeito vago e caímos em um silêncio extremamente constrangedor, um olhando para a cara do outro, pelo que pareceu uma eternidade. - Tchau. - disse e me retirei, indo atrás de Jooheon.
Bati na porta de ferro, um pouco impaciente. 
- Sou eu. Os lobisomens viraram pó. - anunciei e ouvi um murmúrio vindo de dentro da sala, então a porta se abriu.
- Você está viva.
- Você parece surpreso.
- Bem... - ele começou, sem jeito e aproveitei para me sentar na maca. - Normalmente, vampiros e lobisomens não dão muito certo. E por isso quero dizer que os vampiros morrem. 
- Foi assim que os outros Tremere morreram? - perguntei.
Jooheon suspirou, com cara de quem não queria responder àquela pergunta.
- Muitos, sim. - Ele admitiu, penteado seus cabelos claros para trás com sua mão. - Outros, foram... torturados até a morte. Eu sou médico, mas... O que eu vi, não é algo que consiga esquecer tão facilmente.
- Falando nisso, eu quero perguntar porque estou curiosa. - comecei. - Você é humano e está no meio de vampiros. Por que e como?
- Resumindo bem resumidamente, é porque precisam de mim. Me encontraram um dia... Taekwoon me encontrou e implorou para que eu salvasse um Tremere. Ele soube de mim por Hyuna. Uma toreador. Eu era seu ghoul e não me orgulho disso.
- Ghoul? - indaguei.
- Ah... É mesmo. Bom, um ghoul é um humano que toma sangue de um vampiro. Apenas algumas gotas. Daí viram super-humanos. Quer dizer, estou exagerando, mas ficamos mais fortes, rápidos... Mais... Tudo, praticamente. Não chegamos ao patamar de um vampiro, é claro, mas ghouls são mais fortes que humanos normais. O problema é que ficamos dependentes, é pior e mais viciante do que uma droga. Viramos seus... Mascotes. - Jooheon praticamente cuspiu a palavra. - Brinquedos. Eu não era diferente. Totalmente dependente de Hyuna. Então, do nada, ela sumiu. Sem me dizer nada. O processo reabilitacional de um ghoul... - ele sorriu, amargo. - Não é nada agradável.
- Sinto muito.
- Sem problemas. Você também, eventualmente, terá um ghoul. Vampiros precisam de sangue e nada melhor do que um desses na sua despensa. Enfim, Hyuna falou para Taekwoon sobre mim e cá estou eu. Mas não tenho interesse em virar vampiro, nem nada. Devo admitir que chego a ter raiva de vocês, às vezes. Só estou aqui, porque quero ajudar e precisam desesperadamente de mim. Só isso. Quando tudo acabar, voltarei para minha vida.
- Não estou defendendo os vampiros, mas às vezes, até humanos esquecem de sua humanidade. - expliquei. - Eu era humana até ontem, afinal.
- Falando nisso, - ele mudou de assunto. - você não parece se importar com o fato de ser uma vampira.
- Não me deram muita escolha. Agora não adianta chorar pelo leite derramado, eu acho.
- Você não se incomoda mesmo? Nem um pouco? Você tem que beber sangue humano para sobreviver.
Eu dei um leve sorriso.
- Para mim, é apenas um detalhe. E não preciso matar para me alimentar.
- Isso é verdade... Mas me incomodaria, já que sou médico. Para mim, seria errado.
- Eu compreendo seu ponto de vista. Mas mesmo quando eu era viva, fazia de tudo para sobreviver. Agora que sou vampira, não é diferente. Quer dizer, talvez um pouco. Me alimentar agora, é mais fácil.
- Parece que sua vida foi bem difícil. Eu sinto muito.
- Tudo bem. A culpa não é sua. Meus pais eram uns idiotas mesmo. Entrar para o coven me deu um propósito. Ou pelo menos, um lar. - disse, mexendo o pentáculo entre meus dedos, pensativa. - Fiquei conhecida como o "Gato de Salém".
Jooheon franziu o cenho, como se o nome fosse familiar. Mas não falei mais nada e ele não perguntou. Mais porque não teve a oportunidade. Porque foi então, que percebi o tal Changkyun, encostado no batente da porta, seus braços cruzados e um leve sorriso em seus lábios. 
- O que é? - perguntei.
- Nada... Só achei a história de vocês fascinante.
- Ele é sempre assim? - perguntei para Jooheon e ele apenas suspirou.
- Você sabe onde Taekwoon e Jisoo estão? - Jooheon mudou de assunto.
A expressão de Changkyun mudou no mesmo segundo, se tornando sombria. 
- Eu... - ele começou, andando em nossa direção e tirando algo de seu bolso. - encontrei isto.
Changkyun colocou uma espécie de broche de prata emcima da maca, do meu lado. Jooheon pegou em suas mãos, com o semblante preocupado.
- O broche de Jisoo. - ele concluiu. - Pode ter caído.
- Jooheon... Eu também encontrei o carro de Taekwoon no rio. E não vi nenhum dos dois.
- E daí? Eles podem ter fugido.
- Eles foram atacados por lobisomens. - Changkyun explicou com toda a paciência do mundo. - Eram muitos.
- Já sobrevivemos à muitos ataques antes. Por que dessa vez seria diferente?
- Jooheon... Eu acho que eles estão mortos. 



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