História The arcade club - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Girls' Generation
Personagens Taeyeon, Tiffany
Tags Taeny
Visualizações 63
Palavras 3.836
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


effy n sabe flertar
ASSISTAM STRANGER THINGS PQ VOLTOU E EU AMO ESSA SERIE

Capítulo 3 - Break my stride


Não era a primeira e nem a última vez que o sr. Jung tratava de interromper o início de uma discussão às sete da manhã. Ele nem mesmo poderia tomar seu café e ler o jornal sem que Krystal e Jessica estivessem berrando na mesa? 

— Ela chora por tudo, é uma criança mimada. — Jessica se referiu a Krystal, que fazia um escândalo tão cedo por querer pegar o brinde do cereal enquanto Jessica ainda estava se servindo com ele. 

— Bobagem, Jessica. Ela é só uma criança, dê logo a porcaria do brinquedo. 

Jessica tentou argumentar, mas suas palavras foram abafadas pelo olhar rígido de seu pai. Com desgosto, ela passou a caixa com certa brutalidade para a irmã mais nova. A pestinha mostrou a língua para a mais velha e começou a procurar por uma dessas surpresas sem graça que as crianças achavam nas embalagens de cereal. 

— Eu quero mais iogurte! — exclamou Krystal com um biquinho infantil em seus lábios. 

— Tem mais na geladeira, pequenina. — a senhora Jung chegou na cozinha ainda trajando seu roupão e puxou uma cadeira para que pudesse se sentar ao lado do marido.

Uma das empregadas da casa tratou de servir a Jung mais nova com mais um potinho de iogurte de morango. 

— Precisamos deixá-la bem alimentada, não gosto do que servem naquela escola... — comentou o sr. Jung com os olhos pregados no jornal que lia.  

Jessica tornou a se concentrar no resto do cereal e no leite que comia. Era natural que cenas como aquela se repetissem o tempo todo. Queria que sua mãe ainda estivesse viva, assim ninguém a trataria com indiferença naquela casa. 

— Certo. Estou indo para a escola. — ela despediu-se rapidamente e apanhou seus livros na cadeira ao lado. 

— Leve Krystal para a escola hoje. Não se esqueça de segurar a mão da sua irmã quando forem atravessar a rua. 

Jessica revirou os olhos ao ouvir a ordem que havia o pai dado. A loira odiava ter que dar carona a Krystal, a pestinha fazia uma bagunça no carro e vivia querendo ir na frente só para ficar bulindo nos botões do rádio e pulando de estação em estação. Inúmeras vezes Jessica esteve a ponto de enforcar Soojung até que ela parasse de respirar. Era uma garotinha muito difícil de ser controlada. 

A caçula levantou-se em um salto enquanto lambia os beiços sujos de iogurte e apanhou sua pequena mochila decorada com adesivos infantis. Krystal levantou a cabeça e encarou Jessica com um sorriso arteiro em seu lindo rostinho. 

 

Após colocar o cinto de segurança em Krystal, Jessica caminhou até o lado do motorista e adentrou em seu carro. Como de costume, ajeitou os espelhos e ligou o rádio, o deixando em um volume mínimo. 

Naquele dia ela não seguiu a rua de sempre para que pudesse chegar na escola mais rápido. No sábado havia combinado que daria uma carona a Yuri em seu primeiro dia de aula. 

A jovem Kwon esperava no jardim. Para uma nova estudante da escola pública da cidade, Yuri estava muito bem vestida. Até demais. Jessica deu de ombros enquanto imaginava que talvez Yuri não tivesse roupas tão inferiores. 

Jessica estacionou seu veículo próximo ao meio-fio e apertou a buzina para chamar a atenção da morena no portão da mansão em que  ela vivia. Yuri sorriu e acenou antes de se levantar e abrir a porta do carona. A mais velha estava muito animada com a ideia de chegar em sua nova escola na companhia de Jessica. Provavelmente ela seria a garota mais popular daquele lugar. Além disso, Yuri sabia que os funcionários não eram tão rígidos quanto aqueles que trabalhavam em sua instituição antiga, talvez ela não tivesse mais que se preocupar em procurar esconderijos para suas porcarias. 

— Você é uma santa, Kwon. — Jessica murmurou quando Yuri abriu a capa de seu fichário e mostrou disfarçadamente os cigarros que guardava lá dentro. 

— Não é nada de mais. — ela respondeu sem se importar muito. 

 

Na mesma manhã, Tiffany saiu do chuveiro no momento em que seu despertador começou a tocar. A cabeça doía e ela ainda conseguia sentir o gosto do whisky do domingo passado latejando em sua língua. Por incrível que pareça, não tinha olheiras por baixo dos olhos e seu cabelo escuro parecia mais macio do que nunca com um laço vermelho e muito bonito amarrando os fios da parte traseira. 

Tratou de arrumar seus livros escolares rapidamente para não ter que enfrentar a depressão de sua mãe tão cedo naquela manhã de segunda-feira. 

Desceu as escadas de sua casa com agilidade e foi até a garagem para que pudesse pegar sua bicicleta. Pedalou preguiçosamente até o colégio, implorando aos céus para que acabasse se atrasando novamente. Odiava o início da semana, uma aula a menos não faria diferença.

 

Não adiantava dar avisos sobre não sair correndo nos saguões da escola porque quando os portões eram abertos todas as crianças pareciam pequenos maratonistas competindo o prêmio do primeiro lugar. 

— Você já recebeu um boquete? — Taeyeon perguntou enquanto tentava desviar dos alunos apressadinhos que corriam para suas devidas classes.

— Uma porção de vezes, e você? — Baekhyun falou como se fosse experiente no assunto. As lentes de seus óculos estavam sujas. 

— Ela é uma garota, seu burro. — Kyungsoo revirou os olhos tentando equilibrar seus cadernos nos braços. 

— Baek nunca nem sequer deu um beijo de língua, imagine... — intrometeu-se Sehun, fazendo Chanyeol rir. 

— É claro que ele nunca beijou, é só um garotinho. Ainda dorme com a mamãe. — o mais alto zombou, esbarrando propositalmente nos ombros do loiro, que fechou a cara na mesma hora.

— Talvez Taeyeon pudesse brincar de jogo da garrafa com você, ela é a única menina com quem você conversa mesmo. — disse Sehun.

— Prefiro quebrar a tal garrafa e cortar meus próprios pulsos para que eu sangre até a morte. — a menina encarou os amigos com tédio antes de se virar para o seu armário e tentar abrir o cadeado com aquele maldito código. 


Jessica dirigiu aceleradamente até que chegasse na Birch Street, às dez para as oito. Já fazia um tempinho desde que a maioria dos estudantes haviam chegado no prédio. A rua tinha algumas placas que informavam a velocidade máxima que alguém poderia dirigir naquela região escolar, mas, de qualquer maneira, nunca havia muitos carros dos alunos por ali, a movimentação do tráfego acontecia por conta da população da cidade que gostava de passar por ali para irem trabalhar. 

Achou facilmente uma vaga para seu carro e saiu do veículo, abrindo com força a porta traseira e puxando uma Krystal reclamona pelo braço. 

— Acho que você consegue ir por conta própria, já que é tão esperta, vai lá. — ela usou uma força brusca para fechar a porta do carro. 

A pequena Jung encarou o movimento com indiferença apesar de estar sentindo um pouco de medo de atravessar por conta própria, alguém sempre teria de estar lá para segurar sua mão na hora de cruzar a rua. Yuri cruzou os braços e segurou o riso com a cena que acontecia. 

— Está vendo só? — questionou Jessica — Essa praguinha só tem moral para aprontar em casa. Aqui ela não passa de uma covardezinha que não sabe nem atravessar uma rua direito. 

A Kwon movimentou a cabeça em um sinal positivo antes de rir da situação cômica que acontecia no momento. Ela se questionou se Jessica realmente vivia em pé de guerra com uma garotinha daquelas. 

— Lésbica! — Krystal afirmou com irritação e esbarrou seu braço propositalmente contra o de sua irmã, fazendo com que ela derrubasse seus livros escolares. Em seguida, a menor correu para o meio dos carros até alcançar o meio-fio do outro lado. 

 

Quando o grande relógio pregado na parede no final do saguão marcava às oito e doze os corredores da escola já estavam completamente vazios. O alarme que deveria indicar o inicio das aulas havia tocado há alguns minutos e todas os estudantes dali deveriam estar em suas respectivas aulas... Bem, mas lá estava aquela baixinha brigando mais uma manhã com o seu armário de metal que não lhe obedecia. 

Três para a direita, quatro para a esquerda, dois para a direita mais uma vez e voltamos com um para o lado contrário, esse era o código que deveria abrir aquela porta pintada em um azul enferrujado. Teoricamente era assim que deveria funcionar, mas na prática aquilo se tornava um pouco mais complicado, era quase impossível mover aquele cadeado velho. Uma simples tarefa que poderia ser realizada em um ou dois minutos acaba sendo motivo de frustração para Taeyeon.

A mãos da morena se fecharam em punhos e ela esmagou suas juntas contra a superfície de cobre, lamentando-se em seguida. 

— Minha nossa! — Uma voz pode ser ouvida no final do corredor. — Qual é o problema? 

Taeyeon desviou sua atenção para a garota que pendurava sua mochila amarela nos ombros e suspirou profundamente. Tudo que ela menos desejava era encontrar um dos amiguinhos de Jessica naquele horário, em especial, a namorada da Jung. Já havia se atrasado para a primeira aula, o que mais é que  poderia dar errado?

—  Você está tentando quebrar seu armário ou os ossos da mão? — Tiffany questionou enquanto se aproximava da menor. Já havia visto aquela garota em algum lugar... Talvez tenha sido na aula de educação física ou lá fora com um cigarro nos dedos. 

— Muito engraçado! — tentou não olhar diretamente para ela.

— Você não consegue abrir o seu armário porque o seu cadeado está com defeito, tem que ir na secretaria e pedir por um novo. Essas tralhas são bem antigas, sabia disso? — a outra esboçou um sorriso e caminhou até o outro lado do corredor. Um simples “clic” e ela abriu a pequena porta do seu próprio armário, apanhou seu livro de geometria e seguiu seu caminho com um sorriso no rosto enquanto planejava a desculpa que daria ao seu professor naquela manhã. 

Entretanto, aquela informação não melhorou a situação da Kim, que prosseguiu pelo lado contrário, tomando o caminho que a levaria até a classe de matemática com quase vinte minutos de atraso.

 

A senhorita Kang Seulgi — número quatorze ou dezessete nas listas de chamada da sétima série — raramente frequentava o primeiro período do dia, especialmente nas segundas. Isso acontecia porque ela mal conseguia ficar de pé após desperdiçar suas noites na frente daquele atari, então o preferível era se encaminhar até o banheiro feminino do segundo andar para tirar seu cochilo matinal enquanto tentava se preparar para que não perdesse também a segunda aula. Ninguém nunca tinha estragado seu esconderijo novo antes, de qualquer forma. Seulgi era ligeira quando se tratava de sonecas. 

Naquela manhã, enquanto apoiava desconfortavelmente a cabeça nas paredes da última cabine do banheiro ela escutou um segmento de barulhos curiosos. O som da trinca do banheiro, seguido de passos, cochichos e risinhos. E, bem, ela conheceria o som daquela risadinha em qualquer outro lugar. Tentando não tremer, ela suspendeu suas pernas para que Irene e Wendy não percebessem  que havia alguém ocupando aquela cabine. 

Ouviu Bae Irene, em algum lugar do outro lado daquela porta, provavelmente estava escorada na pia, retocando o gloss labial de morango, como costumava fazer já que se importava tanto com seu visual. Ela estava rindo quando o barulho cessou de repente. O acontecimento ocorreu da forma mais estranha possível.

Com medo, Seulgi estendeu a mão e empurrou a porta de plástico daquela cabine, torceu para que não estivesse enferrujada e não fizesse nenhum barulho. Então surpreendeu-se com a visão que teve. Seus lábios se abriram em um formato perfeito de “O”.

 

— Meninos! — exclamou a senhorita Jane, uma jovem professora que lecionava inglês para os alunos do high school. Aquela altura, não se esforçava muito para aquietar sua turma, uma vez que faltavam quinze minutos para o fim da terceira  aula do dia. — Prestem atenção por um minuto! — ela solicitou e retirou de sua pasta um amontoado de provas corrigidas. O silêncio então pairou na sala.

— Tenho certeza que passei. — Jessica comentou baixinho, seus dedos estavam entrelaçados aos de Tiffany por baixo da mesa. 

— O ruim de entrar tarde no colégio são as notas que não podemos recuperar. — Yuri brincava de rabiscar discos voadores na última folha de seu fichário.

— Não ligo se passei ou não. — Hyoyeon comentou com desdém. De fato, a loira não era do tipo que se importava muito com suas notas. No final do ano ela sempre acabava se safando da recuperação ao colocar suas maluquices em prática. 

Tiffany parecia estar sempre distante, mas naquela manhã ela estava distraída o suficiente para que Jessica notasse. Não fez um comentário a aula toda, nem mesmo sobre suas notas... Não que ela precisasse falar muito, era óbvio que acabaria conseguindo um 9 ou 10 de qualquer maneira.

Jessica sabia que gostava de Tiffany. E, bem, quando se tratava daquela escala idiota que colocava as garotas bonitas do ensino médio em um ranking, Tiffany estava em terceiro lugar enquanto Jessica ocupava o quarto. Havia outras pessoas em primeiro e segundo, meninas mais velhas do último ano. Elas usavam roupas incríveis e geralmente tinham longos cabelos ondulados, mas isso não mudava a opinião de Jessica: sua namorada era a mais quente entre todas elas. Além disso, a inteligência de Tiffany funcionava como uma espécie de pontos extras para Jessica. 

Tiffany foi despertada de seus devaneios quando notou que os dedos da Jung apertavam sua mão com uma força desnecessária, aplicando uma pressão que parecia fazer seu sangue ficar preso nos próprios dedos. Então ela decidiu que era hora de puxar sua mão bruscamente para longe da de Jessica.

— Está tudo bem? — Perguntou a Jung aparentemente preocupada e incrédula. Yuri espiou a cena de soslaio. 

— Você segura muito forte... — Soprou Tiffany sem encará-la. 

 

Kang Seulgi passara a metade da aula alternando seu olhar entre Wendy e Irene ao invés de se concentrar naquele filme sobre biologia marinha. Se questionou tantas vezes se Irene era o tipo de pessoa que faria aquilo às escondidas... Seu cérebro ainda se recusava a acreditar no que avistara no banheiro, apesar da cena ser do tipo de coisa que você não consegue tirar com tanta facilidade da cabeça. Mas, sim, pelo visto, a jovem Bae era o tipo de garota que estava metida com aquela parada. 

O projetor jogava uma imagem não muito nítida daquele documentário em preto e branco sobre animais marinhos, mas os garotos sentados nas carteiras do fundo não estavam interessados em saber como é que funcionava o sistema respiratório dos peixes, eles achavam muito mais interessante discutirem sobre a vida do próprio professor, o Sr. George, um rapaz de corpo longo, pele pálida e cabelos negros e quase sempre desorganizados. 

— O irmão da minha melhor amiga, Taeyeon, disse a ela que o Sr. George dava aulas para ele há quase oito anos... — Baekhyun sussurrou com seus olhinhos esbugalhados. — Isso não é sinistro?

— Ele ainda sim parece muito jovem, como se não tivesse nem trinta anos... — comentou Kyungsoo apertando seus olhos para o professor que trajava um smoking ridículo naquela segunda-feira.

— Talvez ela seja uma espécie de gênio, sei lá. — Seulgi se manifestou pela primeira vez naquela manhã. Havia decidido parar de pensar tanto no lance do banheiro ou sua cabeça explodiria em dúvidas. 

— Ou... — começou Chanyeol — Ele pode ser mais do que um simples gênio, talvez ele seja paranormal. Já olhou pra ele? 

— Cruzes! — Sehun fez uma careta e Baekhyun revirou os olhos.

— Deve ter sido gerado pelo diabo. — finalizou Kyungsoo. 

E os garotos riram antes de serem repreendidos pela voz ríspida do professor. 

 

De fato, Kim Taeyeon poderia ser boa em muitos jogos... Bem, ela era a melhor jogadora de asteroids! do pedaço, e aquele jogo não era de nível fácil para o pessoal que costumava frequentar fliperamas. Também era ótima em jogos de tabuleiro e até poderia resolver o cubo mágico em quarenta e cinco segundos. Só que, bem, a Kim era péssima com uma bola na mão. A estatura de seu corpo não permitiria que ela fosse boa no basquete ou no vôlei, por exemplo. Apesar de ser uma ótima corredora, ela também não levava jeito para o futebol. Não conseguia nem mesmo jogar ping-pong direito. 

Ela vivia matando suas aulas de educação física e havia pegado recuperação naquela matéria nos últimos dois anos. Como passar o início do verão escrevendo um trabalho sobre corpo e saúde não era sua coisa favorita, ela decidiu que naquele ano participaria de todas as aulas, mesmo que ficasse só atrás dos outros alunos fingindo que estava participando do jogo.  

— Hoje juntaremos as duas turmas para fazer do jogo uma experiência diferente, lidando com novos companheiros de equipe e aprendendo a trabalhar em conjunto sempre.  Vôlei. A separação ocorrerá de acordo com o líder de cada uma das equipes. Se virem, sem brigas. Vocês não vão querer me irritar a essa hora. — pequeno discurso dito pelo professor que apenas estava poupando o segundo tempo em que teria que dar a mesma aula só que para alunos diferentes e ficar mais um tempo ali aturando os pequenos pernas de pau. Claro que haviam bons destaques, mas o número de alunos que eram indiscutivelmente ruins o davam dor de cabeça embora tivesse que pensar sempre na ética estudantil de que todos podem se tornar bons jogadores com o treinamento certo e por isso não devem ser deixados de lado. Uma baboseira sem tamanhos para tornar o mundo mais igualitário e acolhedor – no papel. 

— Como assim juntar as turmas? Cara, essa foi a pior coisa que ele poderia ter inventado. — uma das garotas reclamou, fazendo Taeyeon seguir o olhar até ela, nunca tinha visto a criatura antes, tinha certeza que deveria ser nova por ali, claro que notaria alguém tão bem vestida e realmente atraente. Seus pequenos olhos curiosos observaram um pouco mais a nova estudante que dava um nó no cadarço de seu tênis quando conseguiu ouvir a voz irritante de Jessica ecoando em meio à quadra. Moveu os olhos e viu a namorada da loira olhando-a rapidamente. Torceu seus lábios e terminou de calçar a chuteira se misturando entre os outros. 

Obviamente acabou ficando na equipe contrária a de Jessica, o que era um alívio dependendo do ponto de vista. Vôlei? Talvez fosse aquela coisa de não deixar a bola encostar-se ao chão. Ou era para deixar? Quem liga, o plano seria ficar um pouco afastada e correr um pouquinho para fingir participação. Molezinha. 

Quando o som agudo do apito foi ouvido, o jogou deu início. O saque começou com uma garota do time de Taeyeon que era tão alta que nem parecia ser parte das turmas ali presentes. Fez um ótimo arremesso, fazendo a bola rodar no ar antes de ser tocada pelas mãos de um rapaz, indo parar do outro lado da quadra, sendo defendida por Yuri que recebeu de manchete, levantou e conseguiu fazer uma brilhante jogada, sendo responsável pelo primeiro ponto, recebendo tapinhas em suas costas e um olhar surpreso por parte da Jung. 

Continuando a partida, o jogo pendia para um melhor desempenho vindo do time contrário ao de Taeyeon, que nesse momento continuava a perambular mais perdida do que qualquer outro ali, se o objetivo era ir atrás da bola, ela estava fazendo exatamente o oposto disso, evitando estar perto da esfera que vinha com força de todas as direções. 

Tiffany percebia a cumplicidade que havia nascido entre sua namorada e a tal da aluna nova, Jessica nunca fora uma boa jogadora, era péssima nos esportes, mas parecia estar dando o melhor de si naquele dia em especial, recebendo sorrisos e breves elogios por parte da dita cuja que mal apareceu por ali e já queria ser o centro das atenções. Não era ciúme, era só que ela conseguia notar perfeitamente o incrível interesse por vôlei que a namorada adquiriu de uma hora pra outra, deixando-a descontente com a situação. Assim como previra, o decorrer do jogo se deu com mais jogadas excelentes de Kwon Yuri e a cada vez que havia uma falta seus olhos se reviravam, desejando o fim. Decidiu que não faria esforço algum e se a bola viesse em sua direção daria uns pontinhos para o grupo adversário.

Passados cerca de quarenta minutos de jogo, o placar marcando 9:15, os rostos já suados e a competitividade mais forte do que nunca, os saques tornaram-se mais violentos, parecia um jogo importantíssimo de times profissionais dado o clima tenso entre os alunos. Uma jogada difícil de ser bloqueada, mãos para o alto tentando alcançar a bola para proteger o seu território até que uma garota conseguiu tocá-la com tanta força que Yuri teve que fazer um mergulho, impedindo-a de tocar o chão. A bola foi novamente para a quadra adversária e assim que voltou, a garota fez seu ataque, não acertando o chão, mas sim o rosto de uma das garotas que estava do outro lado. 

A bola acertara justamente o rosto de Taeyeon, que acabou indo parar no chão com o impacto. Uma pequena bagunça se fez presente no local, alguns alunos riam e pode até mesmo ser ouvido um “acho que morreu” por outro deles. Percebendo a bagunça que se instalara na quadra o professor teve que levantar para ver o que estava pegando. A multidão foi sendo dispersa com a presença dele em quadra e quando foi perguntado o responsável, ninguém sabia dizer o que aconteceu. 


— Estamos jogando queimado agora, Kwon? — Tiffany inquiriu-a com um tom ríspido. 

— Claro que não, me desculpe.  — Suas sobrancelhas se ergueram mostrando um olhar que evidenciava seu sentimento de culpa ao ter acertado a tal garota. — Acredite, se fosse queimado ela estaria no hospital agora... 

— Para uma tão boa jogadora, eu estou surpresa pelo seu erro. — Cruzou seus braços, irritada com a garota muito mais pelos ciúmes do que o ocorrido em si. 

Jessica não pudera evitar o enorme sorriso que se estampou em sua face ao ver a garota no chão tão confusa pela bolada que havia acertado seu rosto em cheio. Sabia que não tinha sido proposital, mas a circunstância a fez somar alguns pontinhos para o lado de Yuri, que agora passava a mão pela nuca nervosa por ter causado o pequeno acidente em seu primeiro dia de aula. 

— Não esquenta, a tapada levaria uma bolada de qualquer um aqui, não viu como ela se movia pela quadra como uma mosca lerda? Foi sem querer, afinal. — A Jung encostou suas mãos no ombro de Yuri que deu um olhar cínico para a mesma, fazendo-a erguer a sobrancelha.

— Calma aí, não... — A loira puxou Yuri para um pouco distante antes que pudesse completar o diálogo. — Não foi sem querer?

— Eu não suporto más jogadoras. — Disse simplesmente, fazendo Jessica esboçar um sorriso tão largo que parecia uma criança após ganhar um presente, mas numa versão mais bizarra. Quando a garota olhou ao redor para procurar por Tiffany, a viu ajoelhada próximo de Taeyeon, tentando socorrê-la. Seus olhos poderiam muito bem aniquilar a namorada caso saísse laser dos mesmos, mas o que ela fez dar as costas e focar na sua mais nova parceira de pequenos crimes. 


Notas Finais


eh isto


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...