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História The art of life - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Proibido fumar


Fanfic / Fanfiction The art of life - Capítulo 7 - Proibido fumar

~POV GWEN~

Depois de um longo jogo de verdade ou desafio, muitos beijos e muitas doses, decido ir ao banheiro, agora de verdade, pois minha bexiga está no seu limite. Aviso a Eva e saio da sala de tv em uma busca urgente, porém pouco calculada. Saio pelo corredor e lembro que não faço a mínima ideia de onde fica o banheiro então sigo sem direção alguma. Viro para um corredor, cada vez mais impaciente e encontro um casal aos amassos. Pergunto para eles onde fica o banheiro e eles me ignoram. Decido começar a abrir todas as portas que vejo na frente, já que não sei até quando vou aguentar. Me deparo com quartos, quartos com pessoas se drogando, quarto com pessoas se agarrando, depósitos, closets, cômodos que nem imaginava que uma casa precisava ter, mas nada de banheiro ou pessoas disponíveis para me situar. Viro um corredor a direita e encontro o que pode ser minha salvação, não custa tentar. Ele vem andando sozinho em minha direção e abre um sorriso, se inclina para me cumprimentar e eu solto:

-por favor, me diga que sabe onde fica o banheiro

- Acabei de sair de lá, fica virando aquele corredor na terceira porta á esquerda – O Dj responde.

- brigada. – respondo rapidamente e saio em disparada, de relance percebo sua cara de quem está a processar a situação. Não tenho tempo para explicações, preciso satisfazer minhas necessidades pra já. Faço o percurso ditado por ele e finalmente encontro o tão sonhado banheiro.

 Enquanto lavo as mãos, dou uma olhada no espelho e logo me arrependo, pois se tem uma coisa que não se deve confiar é no espelho quando se está bêbada, ele pode dizer coisas horríveis sobre você, normalmente são mentiras. Saio do banheiro e retorno pelo mesmo caminho, avisto um homem de cabelos loiro escuro e tatuado encostado na parede olhando para a tela do celular. O Dj está no mesmo corredor em que nos batemos. Sinto um pouco de vergonha da situação anterior e espero que possa passar despercebida. Vou passando sorrateiramente por ele e escuto:

- Ei, ta indo pra onde ? – ele diz e querendo ou não isso me acalma, já que demonstra que ele não se importou tanto assim, ainda está me dirigindo a palavra

- Vou voltar para a sala de tv, seja lá onde for – digo e sorrio ironicamente

- Vou com você, te ajudo a procurar.

- Tá... bom então – digo entendendo pouco do que está acontecendo nesse exato momento, porque ele quer ir comigo ?

Sobre mim e o Brian, o famoso Dj, nos conhecemos por amigos em comum, íamos pras mesmas festas e sempre que nos víamos, ficávamos, eu acabei criando uma paixão platônica por ele até que certo dia ficamos de casal numa festa, ele me disse mil e uma coisas e no outro dia sumiu. Isso infelizmente não diminuiu meus sentimentos, mas trouxe uma grande desconfiança. Depois descobri que ele estava tendo um rolo com uma menina e então fui viver a minha vida. Hoje, estamos aqui, procurando a sala de tv, juntos. Ele inicia a conversa:

- E aí, lembra mais ou menos a direção? – Olho em volta perdida

- Por onde eu cheguei? - pergunto a ele que começa a rir

- Você veio por ali – Diz ele apontando para o corredor a esquerda.

- Então começamos por ali – digo e começamos a andar, caminhamos silenciosamente por alguns segundos. Por mais que eu fosse a maior puxadora de papos da galáxia, não tinha nada para dizer naquele momento, estava nervosa, interessada, desconfiada e até com um pouquinho de raiva acumulada, não posso mentir. Ele enfim, quebra o gelo precipitadamente:

- E aí Gwen, como ta a vida ? Nunca mais nos vimos.

- Hm... vai bem.

- Só isso?

 - Ah finalmente comecei a fazer as coisas que eu gosto, numa busca interminável sobre quem eu sou e acho que é isso, parafraseando.

- E o que seriam essas coisas?

- Ah, são muitas é difícil dissertar – digo friamente

- Fale uma

- Hm, comecei a ir a algumas palestras pela cidade sobre temas importantes pra mim, saindo da minha bolha...

-Hmmm... – Ele fala brincalhão – Culta você - Rio e continuo:

- Pois é, tentando me tornar. Também to focando na minha música...

- Sério? Bem que a gente podia fazer um remix com uma música sua, eu fazia a trilha. O que acha? – Um pouco assustada com a proposta feita do nada, falo nada confiante:

- Sério?- respondo expressando a minha desconfiança- acho que seria legal, sei lá.

- Depois te mando uma mensagem pra discutirmos melhor então. – Reviro os olhos como quem já sabe que suas promessas são facilmente quebradas

- Tá... beleza. - chegamos em uma área aberta com uma sacada com vista para o mar e ele diz

- Vamos parar um pouco por aqui, preciso fumar

- Tudo bem.

Nos dirigimos até a beira da sacada e ele pega uma cartela de cigarros, puxa um e começa a tatear o bolso a procura de algo

- Você tem isqueiro aí?

- Não, não costumo fumar.

- Mas eu já te vi fumando algumas vezes, inclusive comigo.

- Eu disse que não costumo, não que não faça.

- Tá bom então – ele diz com o cigarro entre os lábios. Finalmente acha o isqueiro e começa a tentar acender, mas o vento o impede algumas vezes. Num ato reflexo coloco a mão junto as dele para ajuda-lo a barrar a ventania. Nossos olhos se encontram e ele diz:

- Obrigado – finalmente acendendo o cigarro. Recolho minha mão tão rápido quanto a coloquei e começo a puxar assunto para diminuir a intensidade do momento

- Mas e aí, como vai sua vida de dj? Muitos contratos milionários?

- Ha há há, até parece – diz ele rindo

- Que é isso po, se valorize. Você melhorou bastante sabia?

- Você acha mesmo?

- Sim. Você era péssimo quando começou. – Ele olha pra mim incrédulo

- Babaca – fala e começa a rir – senti sua falta, sabia?

- Não, mas também não acredito. – digo abrindo um sorriso largo e irônico, ele ri junto. Uma característica sobre o Brian é que é muito difícil saber quando ele está brincando ou falando sério, essa linha tênue dele nunca morreu desde que o conheci.

- Tô falando sério – ele diz se aproximando de mim.

- Só acredito se estiver drogado – digo pegando o cigarro de suas mãos num ato impulsivo dando um trago

- Será que eu sou o drogado aqui? Pelo que podemos ver o cigarro está na sua mão, contra provas não há argumentos.

- Aposto que se fizermos um exame, o seu pulmão ganha do meu.

- Eu aposto – ele diz estendendo a mão

- Apostado – digo apertando a sua mão. Paramos por um mini-segundo e ele me puxa para perto. Estamos quase fazendo aquilo que eu não deveria fazer quando de relance, atrás do ombro dele, Eva caminha em minha direção, ela está chorando. Não penso em nada, só corro até ela.



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