História The Avengers - New Stark - Capítulo 48


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Capítulo 48 - Uma visita do além


Fanfic / Fanfiction The Avengers - New Stark - Capítulo 48 - Uma visita do além

Todas as boas meninas vão para o inferno
Porque até a própria Deusa
Tem inimigos
E quando a água começar a subir
E o céu estiver fora de vista
Ela vai querer o diabo em sua equipe
Billie Eilish - All The Good Girls Go To Hell


Dois meses depois

Ela podia sentir o gosto salgado do seu suor, sentia o ar, escasso, passar rasgando em suas narinas e via que a mulher a sua frente sentia o mesmo. A ninja de sorriso debochado assistiu sua oponente ir em sua direção.

No caso, a ninja sou eu.

Hill deu três passos para o lado antes de avançar sobre mim, evitei seus ataques e bati meu pé na costa de seu joelho, fazendo-a perder o equilíbrio por um breve instante.

Me afastei, lançando-lhe um olhar desafiante.

— Tá perdendo o jeito, Hill? — provoquei.

A ex agente revirou os olhos, devolveu a encarada com uma expressão séria, mas pude notar um pequeno sorriso em seus lábios.

Mesmo com minha breve provocação, não nego a tensão explícita no ar. O ego da ex agente, contra minha competitividade. Está claro que nós não sairemos daqui até que uma seja vencedora.

A mulher ergueu a mão e me chamou com um movimento rápido. Avancei. Os próximos minutos são regados de socos, chutes e desvios, sem nenhuma das duas atingir uma a outra. Bom… até que eu senti seu punho atingir meu rosto. Cacete! O gosto metálico se espalhou por toda minha boca, unindo-se a saliva. Cambaleei, mas voltei a firmar meu corpo e dei um giro, atingindo o quadril da mulher com minha coxa, em seguida, batendo em sua mandíbula.

Hill foi para trás e paramos. Uma avaliando a outra. Às duas já enfezadas da situação. A quantos minutos que essa luta tem se prolongado? Cinco? Dez? Quinze? Para mim, foi como uma eternidade.

Mutuamente, Mari e eu andamos em posição de ataque.

Atirei-me contra seu corpo, desviei de seu punho e tomei impulso em uma das cordas do ringue. Em seguida, agarrei os ombros da ex agente e lancei minhas pernas em torno de seu pescoço. Girei, arremessando-a no chão. Hill finalmente caiu, mas bateu em meus pés, em uma rasteira e eu desabei de costas no chão.

Ofeguei. Senti o suor escorrendo em meu rosto, unido a minha respiração ofegante.

Em uma tentativa de terminar aquele embate, eu prendi minha perna contra seu pescoço, novamente. No entanto, a ex agente agarrou meu pé e o curvou em uma direção estranha. E isso doeu como o inferno.

— Merda! — grunhi, puta da vida, soltando meu aperto sob a mulher.

Mari se levantou e aproveitou-se do meu sofrimento para atingir o cotovelo na boca de meu estômago, fiquei sem ar, mas mesmo assim, agi rápido e agarrei seu braço e o entortei. A mulher arquejou.

Sim, sou rancorosa.

Dei impulso em meu corpo e empurrei a mulher no chão. Imobilizando-a.

— Tudo bem, já chega! — ordenou, batendo três vezes para indicar o fim daquela luta.

Respirei pesadamente, quase bufando. Que saco! Como uma pessoa consegue ser tão autoritária, mesmo com a cara no chão?

— Você quem manda, Mari. — retruquei, afastando-me da mulher e levantando de meu lugar.

Nós paramos para respirar, eu aliviada por ter acabado, e também orgulhosa de mim mesma por ter vencido Maria Hill em uma luta, corpo a corpo.

Fui para fora do ringue e caminhei até o banco, onde minha garrafa de água me esperava.

— Que cara é essa?

— O que? — parei meus movimentos, olhando Mari em indagação.

— Essa cara aí. — acenou na direção do meu rosto.

— Tô com a mesma cara de todos os dias. — disse, voltando a abrir minha garrafa, antes dela se aproximar.

— Exceto pela careta e o bico. — retrucou. Tomei um gole e empinei o nariz, fazendo bico. Mari rolou os olhos. — Você tá de mau humor desde que entrou neste ringue. Nem mesmo ganhar essa luta te deixou melhor.

A olhei com o cenho franzido.

Primeiro, porque a mulher não mentiu. Estou mesmo intragável. Entretanto, o motivo de minha insatisfação é o fato de eu não estar lá, com a equipe. Depois de quase dois meses e muitos ataques à muitas bases da Hidra, eu finalmente consegui encontrar a possível localização do Barão Von Strucker. E, mesmo com a desvantagem pela falta do ataque surpresa, sei que a equipe pode vencer. Aposto que os hidrianos não estão esperando pelo fato dos Vingadores saberem da existência dos Gêmeos cobaias.

Idiotas.

No entanto, apesar de me vangloriar por essa descoberta, ainda estou chateada por não estar no meio da batalha. Venho treinando a mais de três meses com uma ex agente da SHIELD, mas isso não parece ser o bastante. Até mesmo Mari concordou com Tony quando ele disse que eu precisava de mais preparação.

Vocês entendem o quanto a coisa tá séria? Maria Hill concordando com o Tony. Corram que é o fim do mundo.

Segundo; A frase da mulher me deixou muito, mas muito cismada.

— Você me deixou ganhar, Mari? — indaguei, me preparando para uma possível discussão.

Maria Hill me olhou em descrença.

— O dia que eu deixar alguém me render, sem lutar, você pode me dar um tiro. — comunicou duramente. — Não, idiota, eu não te deixei ganhar.

Dei de ombros, voltando a olhar minha garrafa, tomei mais um gole de água e rosqueie a tampa:

— Tá bom. — sorri. — Acho que estou apenas preocupada com a equipe. — dei de ombros.

A mulher me olhou fixamente.

— Sabe o que eu faço quando estou preocupada? — Mari perguntou, do nada. Me voltei para ela e levantei as sobrancelhas, esperando uma resposta. — Arrumo um saco de pancada. — dou risada e ela acena para o local em que estávamos, anteriormente. — Ainda são quatro e meia, então… deixa de fazer corpo mole. Vamos ver se você consegue ao menos de acertar. — chamou-me.

Neguei com um sorriso e puxei o ar fortemente, antes de voltar para o ringue. Por fim, terminamos aquele embate com às duas cansadas e sem vencedores. Não me importei. Mari tinha razão. Apenas o fato de estar lutando, me distraindo, já foi o bastante para mim.

Dou um mortal, pulando para fora do ringue, então levanto os braços para finalizar.

— Exibida. — Mari me critica, antes de se voltar para o celular.

Dou um sorrisinho.

— Eu não diria exibida, mas linda, engraçada, inteligente, sim. Esses são adjetivos bons para me definir… — eu teria continuado o monólogo, não fosse Jarvis avisando da ligação de Tony Stark.

Ainda da academia, meu pai nos avisou que a doutora Helen Cho estava a caminho, e que eles chegariam em menos de algumas horas. Stark explicou brevemente o ferimento de Clint Barton e, logo depois, desligou a chamada.

Eles estavam voltando.

Mirei Mari com o olhar:

— Essa é uma boa hora para tomar banho.

Mari acenou e murmurou algo incompreensível para mim. Logo depois, nós nos separamos, cada uma se encaminhando para lugares distintos.

***

Passei a mão em meus cabelos molhados, desembaraçando os nós lentamente, enquanto subia até a cobertura, onde Hill falou que estaria. Eu acabei demorando mais tempo do que o esperado, e ao encontrar Mari, vejo em seu olhar que ela notou minha demora. Blá!

A ex agente conversava com outra mulher. Como eu, também estava de banho tomado, mas diferente de mim, Mari encontrava-se bem vestida, usando social e tudo, enquanto eu estou de jeans e regata.

Eu me perguntei como a mulher conseguia ficar de pé em um salto, às seis da manhã. Quero dizer, está tão cedo! Qual o problema de usar um tênis? Aposto que meu pai não se importaria.

— Qual a ocasião? — indaguei, chamando a atenção de ambas as mulheres.

— Estou em expediente. — Mari disse, olhando-me. — Está é a Doutora Helen Cho, especialista em genética e regeneração celular.

— Oi. — cumprimentei a mulher. — Sofya Stark.

— Sim, eu sei. — a mulher acenou. Eu dei de ombros e olhei Mari.

— Quanto tempo?

— Alguns minutos. — respondeu.

— Bom, então não perdi nada enrolando no banho. — sorri, elas me olharam. — O que?

— Nada. — Mari falou. — Tony disse que estão a poucos minutos daqui. Recuperaram o cetro e capturaram Strucker. — assenti, aliviada com a notícia. — A doutora Helen Cho acabou de se instalar no laboratório de Banner. — completou.

Então Helen nos explicou um pouco sobre o seu trabalho. Eu nunca tinha visto a mulher até hoje, mas ouvi Bruce citá-la, uma vez. Médica, cientista e especialista em regeneração celular. Não sou muito boa em nada que não seja relacionado à máquinas, mas a palavra regeneração celular me fez pensar o quão mal Barton está.

— … não é o meu laboratório, mas estou preparada para receber Clint Barton. — a Cho comunicou.

— Qual a extensão? — indaguei Mari.

— Tony não disse muito mais, citou apenas uma queimadura grave no quadril.

— Esse berço… — comecei, olhando a doutora Cho. Ela me encarou esperando por minhas dúvidas. — Pode arrumar isso?

— Ele não chega a ser tão eficiente como o que eu tenho na Coreia. — é a segunda vez que ela dizia aquilo, mas okay. Assenti. — Mas sim, ele pode restaurar a saúde física de Clint Barton. Um pouco mais demorado do que seria se estivéssemos em meu laboratório, — agora é a terceira. Eu hein. — Mas indolor.

— Okay. — concordei, não perguntando mais nada, com medo dela falar sobre o problema do laboratório, novamente.

Nós três, junto de uma equipe médica, esperamos cerca de cinco minutos — o que para mim, foi cinco anos. — até que uma nave pousou na Torre Avengers.

Pois é, Tony transformou a torre Stark em um lar para os Vingadores.

Mas, além disso, muitas coisas mudaram no decorrer desses dois meses. Após Thor chegar no Natal, as invasões as bases da Hidra tornaram-se cada vez mais frequentes. Então meu pai teve a ideia de todos morarem em um mesmo lugar. Posteriormente, não demorou até que o Stark tomasse a decisão de tornar a torre em um QG.

O prédio sofreu muitas mudanças, e logo, deixou de ser a torre Stark para se tornar a torre Avengers. Não vou mentir, eu até gostei do novo layout.

A porta da nave abriu e Natasha saiu empurrando Clint Barton em uma maca. Helen Cho e sua equipe auxiliaram na movimentação do Barton. Em seguida, Thor saiu, todo majestoso com sua roupa fodona e carregando uma caixa retangular, que supus ser o cetro de Loki. Mari e eu caminhamos para dentro da nave, ao ver que mais ninguém sairia.

— Laboratório pronto, chefe. — notificou, encarando Tony Stark. Estranhei um pouco o fato dela chamar meu pai assim, Tony franziu o cenho.

— Na verdade, ele é o chefe. — apontou para Steve. Ergui minhas sobrancelhas. — Eu pago tudo e projeto tudo. Deixo todos com um visual novo.

— O que houve com Strucker? — Steve perguntou, tomando a dianteira e iniciando uma conversa com Hill, na qual eu não presto atenção.

— E então... como se sente após ferrar com a Hidra?

— Eu me sinto ótimo, vou até fazer uma festa. Sábado, prometo que será apenas alguns amigos. — meu pai avisou, antecipando minhas reclamações. Evitei comentar que algumas promessas dele eram tão vazias como as minhas. Franzi o cenho. — Vamos comemorar a derrota de nossos inimigos. Não banhados com o sangue deles, como Thor costuma citar, mas a gente merece uma noite de bebedeira. — Tony mandou uma piscadela. Sorri, negando com um manear. Meu pai me olhou atentamente. — Que isso no seu rosto?

— Levei uma porrada. — expliquei, tocando o ponto onde eu ainda sentia doer. Tony riu. — É muito bom ver que está preocupado, pai. — fui sarcástica.

— Deixa de drama, você quem quis aprender. — retrucou e continuou a mexer em umas coisas, mas voltou-se para mim. — Vou deixar um sentinela na acadêmia caso Maria pegue pesado demais. — brincou e sorriu. Eu dei risada, me afastando.

— Obrigada, mas não.

— Você é quem sabe. O Happy ainda pode te servir de segurança.

— Não! — exclamei. Tony riu e eu caminhei para fora da nave, ainda sorrindo.

— E os gêmeos? — consigo ouvir Steve perguntar. Ele está parado a porta da nave. Mari em sua frente. Caminho na direção deles, chamando a atenção do Rogers para mim.

— Wanda e Pietro Maximoff. — Mari fala, Steve volta a olhar Mari. — Nenhum sinal de onde estão, mas acredito que não irá demorar até aparecerem.

— Não vão mesmo. — concordei, me intrometendo. — Os irmãos odeiam Tony.

Com as informações que Fury entregou, eu também descobri um pouco mais sobre as pessoas que o Barão Idiota fazia suas experiências.

Então soubemos dos gêmeos. Logo depois, não foi difícil descobrir que algumas armas das indústrias Stark foram usadas, anos atrás, em um bombardeio em Sokovia, lar dos Maximoff. Os irmãos foram um dos atingidos e, pelo que sei, perderam muito, inclusive os pais. Consequentemente, ambos os irmãos se ofereceram para as experiências genéticas da Hidra.

Sei que eles não só odeiam Tony, mas tudo relacionado a ele e não me surpreende eles terem se unido ao lado negro para se vingar.

Às vezes, me pergunto o que teria acontecido se eu tivesse entregado os projetos antigos do Stark. Fico tão aliviada por ter parado.

— Vamos resolver isso. — Steve diz em um tom sério.

Mari concorda:

— Irei manter contato com a OTAN, caso o prisioneiro fale algo. — Mari avisa, antes de se afastar. Steve acena em concordância.

— Tudo bem? — perguntei a Steve. O herói pega em minha mão e nós começamos a caminhar para dentro da torre.

— Sim, só… — ele pausou. — Espero que tudo isso termine com os gêmeos. — desabafou.

— Vamos encontrá-los. — falei, acariciando seu braço. O homem dá um aperto carinhoso em minha mão, como resposta. — Como você está?

— Estou bem, todos estamos, Clint foi o mais prejudicado, mas não irei debater contra o cansaço que estou sentindo. — Steve olhou para mim com um pequeno sorriso nos lábios, sua expressão, antes tensa, agora suave. — Ou com a saudade que estava de você. — completou.

Paramos em frente ao elevador e eu sorri para sua frase. Dei dois passos na direção do homem e o abracei. Steve me apertou em seus braços e eu suspirei aliviada.

Estou tão feliz por estarem todos bem. Bom… quase todos. Pensar nisso me faz indagar se não estou sendo um tanto egoísta por estar tão aliviada, afinal, um dos membros da equipe está machucado. Então, alívio a culpa dentro de mim ao me lembrar que Clint está vivo, e que logo estará bem.

Suspiro fundo, ainda nos braços de Steve.

Com meu rosto encostado em seu peito, sinto uma pontada de dor atingir minha nuca. Franzi as sobrancelhas, mas ignorei a sensação e olhei Steve.

— Também senti sua falta. — devolvi. O homem beijou minha testa, carinhosamente. Logo depois, apertou o botão para o elevador. Nós entramos e ficamos em um silêncio confortável, exceto pelo meu suspiro incomodado, devido à dor de cabeça que não deu trégua.

— Estou vendo que o treino foi pesado, hoje. — Steve comentou, passando a mão em meu rosto.

— Não é nada de mais. — toquei sua mão. — Já estou acostumada. — olhei o homem em um sorriso. — Se fosse no começo, aí sim você me veria choramingar pelos cantos. — nós rimos e paramos no andar desejado.

Saímos do elevador. Steve acaba por parar pra conversar com Hill e eu continuo meu caminho, querendo ver Clint Barton, mas só nos separamos depois do herói prometer ir para lá, e é claro, depois do meu beijo. Caminhei até o laboratório de Banner, massageando minha cabeça e resmungando comigo mesma o quão inconveniente era a dor. Cheguei ao laboratório a tempo de ouvir uma conversa.

— … festa. Sábado. — ouço Tony dizer. Já entendo que meu pai está espalhando a data da festa pra geral.

— Diferente de você, não tenho tempo para festas. — ouço a voz suave a doutora Helen Cho. Paro na porta da sala e vejo meu pai erguer as sobrancelhas. — O Thor vai? — a Cho pergunta. Pressiono meus lábios, evitando um sorriso, mas franzo o cenho, logo depois, ao sentir mais uma pontada atingir minha cabeça.

Pigarreei e interrompi a resposta de meu pai, chamando a atenção de todos.

— Eai, Robin Hood? — falei, me aproximando de Barton. — Como está?

— Segundo a doutora, ainda sou eu mesmo. — Clint respondeu, com um sorriso. Dou uma olhada no seu machucado e enrugo o nariz.

— Que droga. — lamento, fazendo Clint bufar em meio ao riso.

— O capitão sabe dessa sua boca suja, Stark? — Natasha decidiu provocar.

Ri alto e cruzei os braços:

— Vocês já ouviram o “olha a língua”?

— Eu ouvi — meu pai balançou a cabeça em negação. — Mas parece que ninguém está tão indignado como eu. — Ri mais ainda.

— Ainda com esse assunto? — Steve me surpreende ao chegar tão de repente. Respiro fundo com o susto e me viro para acompanhá-lo com o olhar.  O homem se aproxima, parando ao meu lado. — Vocês não vão esquecer disso, não é? — pergunta a mim e ao meu pai. Nós dois negamos, enquanto passo a mão por meus cabelos, a dor de cabeça me incomodando, como um estilhaço preso na pele.

— Aguenta, parceiro. — Banner bate no ombro do Rogers. Todos riem do pesar no tom de Bruce.

— Agora estou me sentindo ofendida. Pensei que fossemos amigos, doutor. — reclamei, massageando minha testa. Bruce me responde, mas não consigo ouvi-lo.

Suspiro fundo, mais uma vez.

— Está tudo bem? — Steve pergunta, observador, como sempre. Olho para seus olhos azuis e deixo de lado a conversa que está rolando na sala.

— Sim, sim. Só uma dorzinha de cabeça. — expliquei. Então ela se intensifica e eu solto um arquejar. — Ou não. Acho que vou descer e tomar um analgésico. — avisei sorrindo, tentando não fazer alarde. Eu estava com uma impressão estranha, um pressentimento. Reparo na expressão preocupada de Steve. — Estou bem, mesmo. — afirmei, tentando não preocupa-lo.

— Tudo bem. Vou acompanhá-la… — é o que ele diz, e eu evito rolar os olhos por sua insistência, apenas por que minha cabeça está realmente doendo.

— Tá bom, Steve. — me viro para o restante do pessoal. — Apareça na academia qualquer hora, Clint, acho que você está precisando de umas aulinhas. — provoco, tentando passar uma boa impressão ao sair da sala.

— Eu não... — Clint vai me responder, mas então a dor explode em minha cabeça e eu cambaleio para trás. Todos param de falar para prestar atenção em minha pessoa.

Que legal, Sofya.

— Sofya? — Steve me chama, segurando-me, mesmo eu já apertando firme uma mesa.

— Eu estou bem. — afirmo, sentindo os olhares de todos sobre mim. Sinto meu rosto esquentar. Steve ainda segura em meu braço. — Mas acho…. — Não tenho tempo de completar minha frase. Uma dor muito mais aguda e intensa atravessa minha mente, e eu ofego. Me desvencilheio de Steve, muito desorientada e dou alguns passos, esbarrando em algumas coisas. Sinto alguém me amparar, mas a dor é a única coisa na qual eu tenho noção. — Steve… — murmuro, antes de gritar. Outra pontada dor atinge-me de forma muito mais violenta.

Em algum lugar em minha mente, havia uma parte de mim que sabia o que aquilo significava, entretanto consegui apenas registrar dor e mais dor. Em seguida, meu corpo amoleceu e eu apaguei.

Meus olhos abriram poucos segundos depois, e eu soube que já não me encontrava na sala de Bruce Banner. Entretanto, ao contrário das outras vezes, eu também não estava em uma versão do laboratório feito por minha mente. E isso foi uma das primeiras coisas que notei.

Cheiros de lírios, pude sentir. Eu me encontrava em um enorme jardim, repleto de lírios brancos. O que não me trouxe boas recordações, mas não nego que o lugar em que estou é bonito, muito bonito mesmo. Fico cismada com tamanha beleza. 

Desde a primeira vez que isso me ocorreu, todas as vezes que invade a minha mente, Christian Black sempre nos leva a uma versão do lugar em que estou no mundo real, o que, desta vez, não ocorreu. Ainda sim, pensar naquele engomadinho me faz lembrar o que o maldito me trouxe aqui, para começar.

Isto me faz acumular um ódio mortal pelo idiota.

Eu não acredito que ele fez isso!

Olho de um lado ao outro, procurando pelo Black, imaginando diversas maneiras de se estrangular uma pessoa mentalmente, mas não encontro ninguém.

— Você não vai aparecer!? — grito, muito, mas muito irritada. — Seu filho da mãe, apareça! — procuro-o de um lado para o outro, mas não o encontro em nenhum lugar do belo jardim. Praguejando e o xingando de diversas coisas, eu caminho na direção de uma campina, bufando feito um touro. — CHRISTIAN BLACK! APAREÇA!

Paro no meio da campina, dou um giro de trezentos e sessenta graus, mas não o encontro.

E é aí que eu começo a temer feito uma criancinha assistindo filme de terror.

Que porra!

Então eu paro para raciocinar. Christian Black é, sim, um cara metidinho, mas nunca me puxou até uma ilusão, visão ou seja o que for, para me dar o bolo. O que me leva a seguinte conclusão: pode não ser ele o autor dessa situação. Portanto, se não é Christian Black quem me puxou para aqui, quem será? E por que não aparece? E como diabos conseguiu entrar em minha mente, quando o Black afirmou dizendo que eu estava protegida pelo tal bloqueio que minha mãe fez em mim, quando criança? Será que é a tal Corte idiota? Esse ultimo questionamento me deixa ansiosa. Que merda! Que merda!

— Você cresceu. — ouço uma voz dizer a minhas costas. E eu a reconheço.

Minha primeira reação é congelar. Meu corpo inteiro endurece e eu sinto minha respiração parar. Minhas mãos tremem e eu sei que tudo isso é obra do medo que estou sentindo.

O pobre do meu coração segue batendo mais forte que o Hulk, e está palpitando tão rápido, que é possível eu jogar uma frutinha no meu peito e ela pular de volta, como Dwayne Johnson faz. Acho que estou tendo um ataque cardíaco. Ainda sim, mesmo tremendo mais que o salsicha vendo um fantasma, eu viro-me. Torcendo para que não seja quem eu penso que é.

Ao me virar, encontro seus olhos e aí que o ar volta a entrar em meus pulmões, em arfadas entrecortadas.

Aquele barulhinho no ouvido, como um zunido, sabe? Então, ele é única coisa que ouço. Talvez isso também seja obra do meu medo, do choque, do pavor que estou sentindo, neste instante, mas como não temer estando de frente a um fantasma?

— Mãe? — minha voz falha ao indagar.

— Oi, meu amor. — minha mãe responde, fazendo o meu coração parar de vez.

 


Notas Finais


Não sou tão boa escrevendo cenas de luta, mas me esforçei, espero que tenham gostado.

Mãe?

Joguei a bomba e sai correndo, kkkk.

Bye Bye.

SaahAlyne


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