História The Bad Girl - Capítulo 62


Escrita por:

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Castiel, Debrah
Tags Amor Doce, Bad Girls, Castiel, Castiete, Medison, Rock
Visualizações 186
Palavras 4.906
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, Luta, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiieeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee
EU SEI, EU SEI, EU SEI...
Demorei para um senhor caralho para postar... MAS AQUI ESTOU EU.
Desculpem, não me matem, obg, dnd.
E desde já eu aviso que... Eu não faço ideia de quando vou postar o próximo capitulo, mas enfim...
Mais uma coisinha, mudei algumas coisinhas básicas, como as aspas ("...") Caso elas apareçam saibam que, ou é a fala do personagem em uma ligação, ou é o pensamento de um personagem. Vocês irão saber de acordo com o contexto.
Sem mais delongas...
Boa leitura e desculpa dnv.

Capítulo 62 - The son of a bitch who came back from hell


Fanfic / Fanfiction The Bad Girl - Capítulo 62 - The son of a bitch who came back from hell

{Medison -Off}

{Castiel -On}

        Medy acabou de receber uma ligação. A chamada não durou muito tempo, logo ela desligou o celular e o colocou em cima de suas pernas. Observei o rosto dela, o mesmo tinha uma expressão de descontentamento. Ela fazia bico, o que era meio engraçado. Escutei ela murmurar diversas vezes “merda”.

“Pelo visto... A ligação não deve ter sido muito boa.” -Pensei.

        Coloquei a revista “Classic Rock”, que estava lendo em cima da mesa de vidro, que havia no centro da sala. Levantei do sofá, onde estava e fui em direção a ela. Acariciei o seu rosto, assim que me aproximei. 

--Quem era? –Indaguei enquanto me sentava ao seu lado.  A mesma me olhou e suspirou alto.

--Era a Rosa... É que hoje tem ensaio dos Hell Cats... E eu esqueci. –Disse ela enquanto revirava os olhos.

--Nossa... –Falei. Espera... Hoje tem treino... Ah não... NÃO! –Espera... Pela primeira vez, em todos os anos que eu fui capitão do time de basquete, eu esqueci que hoje eu tinha treino.

--Você também? Haha... Estamos ferrados. –Ela disse rindo um pouco.

--Ferrados é pouco... Bom, é melhor eu ir, para não chegar tarde demais no ginásio. –Falei levantando. Dei um beijo na testa dela. –Tchau... Se cuida, fica com Deus... Te amo!

--Amém... Você também! Te amo! –Disse ela e eu saí da sala de estar, do apartamento do pai da Medy. Passei pela cozinha me despedindo de Megan, do pai das gêmeas, de Sky e da avó da Medy.

        Saí daquele apartamento e peguei o elevador. Chegando ao térreo do edifício, pedi um táxi e esperei o mesmo chegar. Não demorou muito para que chegasse. Pedi que me levasse ao meu apartamento. Durante o percurso eu fiquei pensando sobre eu ser pai. Meu cérebro ainda não extraiu completamente essa informação. Tudo aconteceu muito rápido... Até parece que foi ontem que eu estava brincando de carrinho no meu quarto, na casa dos meus pais e agora eu estou dentro de um táxi pensando em ver o meu filho –ou filha—crescer... Andar... Ter uma vida feliz e em paz.

        Pergunto-me se vai ser difícil criar uma criança para o mundo. Pergunto-me se vou ser um bom pai... A Medy, com certeza, vai ser uma boa mãe. Ela sempre foi ótima com crianças... O amor que ela sente por crianças é inigualável. Enquanto a minha pessoa... Bom, eu gosto de crianças, mas gosto delas quietas ou brincando. Se elas começarem a gritar eu já fico irritado... Enfim, eu sou quase o oposto da Medy, em relação a crianças. 

        Um tempo depois, o táxi parou na frente do meu prédio. Aquele enorme edifício e alto, de fato um arranha céu. Eu gostava desse lugar, mas agora não tempo. Só de pensar que no apartamento a cima do meu foi o local onde vários homens morreram. Homens que foram mortos por mim, não só por mim, obviamente, mas vocês entenderam. Não sei como não estou sentindo culpa alguma, ou remorso. Até é legal matar pessoas... Meu Deus... O que eu to falando?

Paguei o motorista e saí do veiculo. Entrei no edifício e acionei o elevador para subir ao meu andar. Assim que cheguei, saí da cabine e dei de cara com Debrah. A mesma estava na frente do meu apartamento. Ela usava uma roupa bem chamativa. Era um macacão de baianinha com calça boca de sino. Ele era em um tom de rosa choque, bem estranho.

--Olá meu amor...  –Disse ela assim que eu saí do elevador. –Pensei que estava em casa. Foi aonde?

--Queria dar uma volta, fui ao parque central e fiquei lá, nem percebi a hora passar. –Passei por ela e abri a porta do meu apartamento.

--Ah sim, queria te ver antes de ir, vim te avisar que se me ligar e eu não atender é que eu vou estar em uma reunião de negócios.

--Ah sim... Legal. –Disse sem o menor interesse. Ela me olhou desconfiada enquanto encostava a porta de casa.

--Aconteceu algo? –Parei na entrada do corredor e virei-me para ela.

--Não. Só estou atrasado para o treino. Muito atrasado.  –Disse.

--Entendo... Bom, então eu vou indo. –Amém Jesus! –Ah... Pode me emprestar o seu carro? –Que? Nem fodendo. Até parece que emprestaria para ela o carro que o amor da minha vida me deu. Nem pensar.

--Para?

--Para eu ir com ele para a reunião e não precisar pegar taxi. –Disse ela. Eu quero que você se foda, vá a pé.

--Não vai dar. Preciso dele para ir para o ginásio do time que é meio longe daqui. –Caminhei até o meu quarto rapidamente e peguei minha carteira. Tirei 50 dólares de dentro da mesma e voltei para a entrada e dei o dinheiro a ela. –Use isso para pagar o taxi. Agora, tenho que correr. –Falei enquanto a empurrava de leve para fora. Dei aquele beijo de merda na testa dela e fechei a porta sem esperar uma resposta dela.

        Corri para o meu quarto e peguei o necessário para o treino. Depois fui até a cozinha e peguei a chave do carro. Sai do apartamento, trancando-o, obviamente. Chamei o elevador e o esperei chegar, assim que ele chegou eu entrei e desci até o estacionamento. Fui até o meu carro, joguei as coisas dentro dele e logo dei partida e segui para a avenida, saindo definitivamente do edifício.

{Castiel –Off}

{Medison –On}

        Depois que Castiel saiu, avisei Megan sobre o treino e então pegamos umas roupas de ginastica de nossa mãe e saímos. Megan dirigiu dessa vez. Alguns minutos depois, chegamos ao ginásio da nossa equipe. Megan estacionou o carro em uma vaga na frente do enorme galpão. 

        Saímos do carro e corremos para dentro do local. Assim que adentramos o enorme ginásio, vimos todos ensaiando. Rosa nos olhou e correu até a gente.

--Posso saber por que caralhinhos vocês se atrasaram? Logo vocês que são as principais do time? Karem também se atrasou... Quero explicações... –Disse Rosa, assim que chegou à gente.

--Eu vou explicar... Nos dê 3 minutos para nos trocarmos. –Falei.

--UM minuto! –Ela se virou e voltou para o centro da quadra.

        Megan e eu nos olhamos antes de irmos ao vestiário. Tirei a minha roupa e a deixei em cima do banco de madeira, que tinha dentro do lugar, e me troquei. Coloquei short de lycra azul e o top branco. Fiz um rabo de cavalo e o mesmo fez Megan. Saímos correndo do vestiário. Fomos até o centro. Todos nos olharam com uma expressão de “Finalmente”. Pedi para que fizessem um círculo e assim fizeram. Karem veio até Megan e eu. Ela pediu para que não falássemos o motivo de, realmente, termos nos atrasado.

--Primeiramente... –Comecei a falar. –Pedimos desculpas pelo atrasado. Nossas vidas estão um tremendo caos.  Por isso acabamos atrasando..., mas o que importa é que estamos aqui.

--Amanhã temos o campeonato estadual... Temos que fazer a melhor animação de todas! Pois também ganhamos pontos pela animação. Competiremos contra a grande escola de Waters, que fica do outro lado do estado.  Temos que dar o nosso melhor. –Disse Megan.

--Exatamente... Quero que deem o melhor de vocês. Agora vamos ao que interessa... –Falou Karem e todos assentiram.

        Comecei a falar algumas coisas, que já tinha falado nos outros ensaios. Eles também foram dando mais ideias e fomos testando. Nossa animação vai ser a melhor ou eu não me chamo Medison!

        Estava tudo bom, até eu começar a sentir uma sensação estranha, como se algo de ruim tivesse acontecido. Um calafrio subiu pela minha espinha. Senti uma leve vontade chorar, mas não o fiz. Meus olhos lacrimejavam e então senti um impacto bruto no chão. Havia caído. Estava prestes a ser jogada para cima com o objetivo de girar no ar, mas pelo visto, esse calafrio me desequilibrou. Vi os rapazes em minha volta –os que iam me jogar para cima—eles falavam coisas que eu não conseguia captar. Estava sentindo uma dor forte na alma, como se algo muito importante para mim tivesse acabado de morrer.

        Não demorou muito para que eles puxassem meu braço gentilmente me levantando. Olhei em direção a Karem, que há minutos estava dando mortais para trás, agora estava parada com as mãos para cima, em posição para fazer o mortal, porem parecia paralisada. Em segundos ela abaixou os braços e levou as mãos até o local do coração. Vi que ela fechou os olhos e começou a respirar fundo. A sensação estranha foi rápida, logo despareceu.  Mas o que acabou de acontecer?

(...)

        Estava quase no final do treino quando senti meu celular, que estava por dentro da barra do meu short, começar a vibrar e em segundos o típico barulho de ligação começar a sair do mesmo. Peguei-o e então olhei a tela. ‘Báh’ foi o nome que apareceu. Com um simples toque de dedo na tela do celular, atendi a ligação.

“Alô?”

“Descobri uma coisa sobre a máfia Russa.” –Falou ela com tom sério e escutei sons de teclas. Deduzi que a mesma estava digitando do computador. Afastei-me um pouco do pessoal do grupo.

“Pode dizer.” –Disse depois de dar uma bela distanciada.

“Uma reunião, em uma boate bem conhecida por criminosos aqui em New York, por contrabando de armas, trafico de drogas, prostituição e entre outras coisas.”

“Localização exata.” –Pedi.

“Fica ao lado da Domino Sugar Factory.” –Disse ela e então lembrei do sequestro falso da Ambre.

“A fabrica de açúcar abandonada? Eu tenho lembranças legais desse lugar.” –Falei sorrindo. É meio errado eu falar que são lembranças legais? Um pouco, até porque hoje em dia Ambre é minha amiga... Quer dizer... Vocês entenderam. Mas é tudo para acabar com a reputação daquela megera.

“Eu sei... Enfim, a boate fica no beco, atrás da fabrica. Uma porta vermelha. Estou enviando a foto da mesma agora.” –Meu celular vibrou indicando que a foto havia chegado.

“Certo. Quando começa?”

“Em duas horas.” –Falou ela.

“Como conseguiram essa informação?”

“Felipe decidiu fazer uma investigação separada, sozinho. Foi então que ele inventou de ir trás daquela mulher do mercado, onde sua mãe e Kathe foram vistas pela ultima vez, e então descobriu um monte de coisa. Ele deu em cima dela, a drogou e arrancou tudo que ela sabia, que não era muita coisa, mas descobrimos sobre a reunião. Ela nos falou o nome de algumas pessoas que sabia que iria lá, e adivinha... A suposição que tivemos sobre eles estarem tendo ajuda de alguém muito poderoso é verdade. Margie Wachtel, tenente da base militar dos Estados Unidos, esposa do vice-presidente da OSS, Stan Planton.” –Arregalei um pouco os olhos surpresa.

“Puta merda... Eu sabia que ela tinha um ódio eterno pela máfia, mas não sabia que ela chegaria ao ponto de causar uma guerra entre máfias de países diferentes.”

 “Enfim, ele foi atrás dela e conseguiu captura-la. Venha para cá, você irá na reunião no lugar dela.”

“Certo, mas por que eu?”

“Tanto o seu corpo físico e o dela, são quase idênticos, então não temos muita escolha.” –Disse ela.

“Certo, estou indo.” –Ela concordou e eu desliguei a chamada e então coloquei o celular no bolso no meu short. Caminhei até o pessoal e arranjei uma desculpa para ir embora. Falei a verdade para Karem e Megan.  Troquei-me e fui para a base de investigação da Máfia. Meia hora depois eu cheguei.

        Subi os andares e então entrei na sala de computação. Bárbara estava na frente do computador conversando com Felipe e segurando uma caixa. Ele me viu e sorriu. Logo veio até mim e me entregou aquela caixa de papelão, que de acordo com ela, era o meu disfarce de Margie Wachtel. Tinha uma peruca igual ao cabelo dela, lente de contado e uma massa para eu colocar no rosto e deixa-lo igual ao da Margie verdadeira. Eles me deram uma foto da mesma.

        Fêh e ela me explicaram algumas coisas que precisava saber da reunião. Depois fui me trocar. Entrei no banheiro e fechei a porta. Coloquei a caixa em cima da pia e comecei a me despir. Depois abri a caixa e tirei a roupa que tinha dentro. Primeiro tirei meus piercings, até mesmo o do umbigo, mesmo sabendo que o mesmo não iria aparecer. Felizmente, não sangrou. Depois peguei a massa e comecei a aplica-la no meu rosto, deixando-a no formato certinho da mulher. Depois coloquei a roupa. Era um macacão, muito bonito por sinal, ele era em um tom de vermelho escuro. Tinha mangas compridas e a calça era de boca de sino. Em seguida coloquei os saltos, não eram tão altos assim, e eram confortáveis. Era da mesma cor que o macacão e tinha fitas para enrolar no tornozelo e deixa-lo ainda mais firme no meu pé. Peguei a caixinha da lente de contado e coloquei as lentes do olhos. Elas eram da cor castanha. Depois coloquei por cima de meus dentes, uma espécie de dentadura que deixou meus dentes com formato diferente. Por fim, prendi meu cabelo e coloquei a touca, em seguida a peruca, que era castanha e curta. Ela era bonita, admito, mas não cortaria meu cabelo assim. Pronta, sai do banheiro e voltei para a sala de computação. Bárbara veio até mim e então passou uma base no meu rosto e um batom claro.

--Ande bem reta e seja bem metida, pois aquela mulher é assim. –Assenti, enquanto ela passava o batom na minha boca. Em seguida Felipe apareceu, ele segurava uma caixinha preta pequena. Ele a abriu e me deparei com um lindo par de brincos vermelhos com detalhes dourados. Ele os colocou na minha orelha.

--São gravadores de áudio –Disse ele. E depois pegou outra caixinha que estava na bolsa da sua calça. –E isso... –Ele abriu a caixinha que era um pouco maior, dando-me a visão de um colar, também vermelho com detalhes dourados. –Isso é um gravador de vídeo 360º com visão noturna, ou seja, mesmo que esteja escuro, vamos conseguir ver tudo. –Assenti.

--Só faltou o anel. –Falei e ele negou.

--Não, aqui está... –Ele tirou outra caixinha, uma bem menor e a abriu tirando, da mesma, dois anéis. –Esse... —Ele indicou o anel com uma pedra vermelha e detalhes dourados—É um alerta. Caso algo de ruim estiver prestes a acontecer, ele vai vibrar no seu dedo e você terá que sair daquele lugar o mais rápido que puder. Enquanto a esse aqui... –Ele indicou o outro anel que parecia uma aliança. –É a aliança de casamento dela. –Ele colocou os anéis nos meus dedos. –Não os tire por nada, entendeu? –Assenti. Ele sorriu de leve. –Bárbara vai te dizer mais algumas coisas sobre a reunião. Seja cautelosa e não leve seu celular original. Deixe-o aqui. Enfim, tenho que arrancar mais coisas da Margie verdadeira, então se me derem licença... –Ele acenou com a cabeça e logo saiu andando em direção ao corredor.

{Medison –Off}

{Felipe -On}

        Caminho rapidamente pelo corredor, vou até o elevador. Para a minha sorte, o mesmo estava aberto e então entrei no mesmo. Apertei o botão “S5” é o quinto e ultimo andar subterrâneo desse edifício, é lá que interrogamos nossos ‘prisioneiros’ e é nesse local que a verdadeira Margie está.

        A cerca de um minuto e alguns segundos, o elevador parou no andar pedido, sai do mesmo assim que as portas abriram, adentrando o corredor curto e escuro. Havia poucas luzes naquele pequeno corredor que levava a imensa porta de ferro. O chão era de madeira de Mogno e as paredes eram brancas. No teto existia apenas cinco lâmpadas led.

        Ao chegar próximo à porta, Denner, o guarda que cuida desse corredor, se virou de lado abrindo a porta em seguida. Acenei com a cabeça assim que passei. Ele fechou a porta em seguida, escutei a barulho baixinho e fino da tranca digital. Segui o outro corredor, que era longo e sua largura também era maior, sua aparência era igual ao primeiro corredor, só que com mais lambadas. Fui até a ultima sala do corredor. Ao lado da porta, havia uma pena caixa onde devemos colocar nossos celulares e aparelhos do tipo, como não estava com nenhum desses aparelhos, apenas entrei. Essa sala é completamente blindada e protegida. É impossível que alguém de fora ouça o que estamos conversando aqui dentro, ou seja, é o lugar perfeito para um interrogatório. Obviamente, não existe apenas essa sala aqui, todas as outras salas são iguais.

        A minha frente estavam Gisele, Evan, Mario e Luna, olhei pela janela de vidro que dava para a outra sala, onde estava a Margie verdadeira. A mesma tinha um saco preto na cabeça, só iremos tirar aquilo de sua cabeça, no momento em que eu entrar na sala.

--A tomografia neural está pronta. –Gisele disse. Assenti e então estralei o pescoço. Evan me deu as escutas para colocar no ouvido e assim fiz. Fui em direção à porta que dá acesso a outra sala. Abri e então entrei no local. Enquanto andava até o outro lado da mesa, puxei o saco de sua cabeça e o joguei na mesa. Ela me olhou revirando os olhos. Sentei-me.

--Meu cabelo deve estar uma merda... –Falou ela. A mesma olhou a sala. –Uau... Até parece que estou em umas das salas de interrogatório do FBI. Vocês não são nada originais.

--Foda-se. –Falei e ela me olhou nos olhos. –Vamos direto ao ponto. Sabemos que está trabalhando com os Russos. Sabemos também que não gosta nem um pouco de nós, mas isso justifica o fato de estar trabalhando com criminosos de outro país e ainda colocar em risco o nosso próprio país, além de colocar em risco seu cargo, sem contar o fato que isso pode causar uma guerra?

--Realmente, não justifica, mas estou o ganhando muito dinheiro com isso. Vai me dizer que se te oferecessem muito dinheiro você não iria aceitar? Isso não existe. Tenho certeza que muita gente comeria bosta por 100 mil dólares. O mundo é assim hoje em dia, se você conhece as pessoas certas e tem uma maleta cheia de dinheiro, você pode fazer tudo e muito mais. –Ela parou um pouco de falar e encarou a mesa por um momento. –Vocês injetaram em mim aquele soro que faz com que nosso cérebro só fale a verdade, né? –Assenti e ela riu de leve. –Sabia. Não era para eu ter dito isso, mas agora já foi...

--Você foi subornada? –Ela afirmou com a cabeça.

--Nunca imaginei que uma adolescente iria tão longe por pura ganancia. –Fiquei em desdém. –Não faço ideia de quem é ela, só sei que ela está trabalhando com os Russos. Ela tem muito dinheiro, pelo menos diz que tem. Lembro muito bem que ela disse que queria poder e faria qualquer coisa para conseguir isso. Perguntei o motivo por ela querer poder, a mesma apenas disse que é por pura ganancia, que os pais dela ensinaram isso a ela. Eu fiquei de fato sem saber o que dizer.

--Tem certeza que o soro fez efeito? –Perguntei para Gisele pela escuta no meu ouvido. “Claro que sim, a tomografia neural está constatando apenas verdades até o momento.” Foi o que ela respondeu. Encarei Margie. –Você quer que eu acredite que uma adolescente gananciosa que está comandando tudo isso?

--Não disse que ela estava comandando. Disse que ela foi à pessoa quem me deu dinheiro, agora se ela comanda ou não, isso eu não faço ideia. Iria me encontrar com ela hoje, naquela reunião que eu falei. –Ou seja, a Medy vai encontrar essa pessoa hoje... Tenho que dizer isso a ela. Se der errado, a Medy tá ferrada.

--Você tem consciência que se o presidente... –Ela me interrompeu.

--É bem provável que ele já saiba da entrada deles no país, se não me engano, a associação secreta do governo estava desesperada, pois Russos havia entrado no país de forma ilegal...

--Voos clandestinos. –Completei-a

--Exato. Disseram que não iam falar nada ao presidente até ter completa certeza do que estava acontecendo, e é por isso que eu estou dentro dessa merda. Para dar informações sobre isso. Meu esposo trabalha na OSS, por que acha que aquela garota pensou em mim? Tenente Margie Wachtel, esposa do vice-presidente da OSS, Stan Planton.

--E seu esposo sabe disso?

--Claro que não. Se ele soubesse, já estaria dentro de Alcatraz. Posso ser a esposa dele, mas desde o principio nunca queríamos nos casar, fomos obrigados. Casamento arranjado sabe? Nos odiamos e ele adoraria que eu morresse ou sumisse, tipo agora, ele deve estar feliz por não ter ido para casa. A única vez que nos beijamos foi no nosso casamente, há 31 anos, depois disso, nunca mais. Não que fizesse falta, estou cagando e andando para isso.

--Ah sim...

--Enfim, mesmo nos odiamos, ele conta bastante coisa para mim, ele acha que eu sou uma boa ouvinte, mas mal sabe ele que eu to louca para dar um chute na bunda dele.

--Certo...

--Vocês vão me matar, né? –Perguntou ela e eu fiquei em silêncio. Não sei a resposta para essa pergunta, só vamos mata-la se Jeff mandar, o que é provável, mas vai saber.

--Provavelmente, mas até lá você vai ficar aqui. Não se preocupe, mesmo que nós sejamos criminosos, vamos trata-la bem. Na cela onde irá ficar tem uma cama bem confortável e televisão. Você terá café da manhã, almoço e janta.

--Nossa, isso aqui é o quartel da Máfia ou um hotel cinco estrelas?

--Central de computação. –Respondi e então me levantei. Coloquei o saco em sua cabeça. Antes de eu sair da sala, Margie abriu a boca.

--Krasnaya Mafiya.

--Como?

--É a senha para entrar naquela boate.

--Muito obrigada. –Saí da sala.

{Felipe -Off}

{Medison -On}

        Estou na frente da Domino Sugar Factory, estou dando um tempo antes de, finalmente, ir para aquele beco. Confesso estar meio nervosa, mas vai dar tudo certo. Qualquer coisa é só eu pegar a arma, que está na cinta da minha perna. O bom desse macacão é que a calça dele é de boca de sino, por isso é impossível que eles percebam a arma na batata da minha perna.

“Entra.” –Foi o que Bárbara disse pela escuta no meu ouvido. Respirei fundo e então segui para o beco.

        Era um lugar bem sujo, espero que dentro da boate não seja assim. Não demorou muito para eu ver a porta vermelha no final do beco. A luminosidade do local não era nada boa, mas dava para enxergar, por conta de duas lâmpadas que estavam presas em cada lado da porta.

        Ela era de ferro liso e a porta, claramente, foi pintada a mão. A tinta da mesma estava descascando. Tira uma pequena abertura na porta, na linha dos meus olhos, tipo um olho magico, só que gigante e retangular.

--Krasnaya Mafiya... –Falei. Essa é a senha para poder entrar na boate. Em segundos um homem careca, vestindo uma camiseta social meio aberta cinza e uma calça social preta, abriu a porta e me encarou de cima abaixo. Ele fez um sinal com a cabeça para que eu entrasse e assim fiz.

        Ao por os pés dentro do lugar, me deparei com um curto corredor completamente escuro e logo uma curta escada que dava a uma pista cheia de sofás, mesas com tubos, mulheres quase nuas dançando, homens bem vestidos bebendo, fumando e passando a mão no corpo de varias mulheres que estavam presentes. A iluminação era colorida, o que fazia a fumaça ficar colorida também. Senti cheiro de esperma, misturado com cheiro de cigarro e maconha. Nojo.

        O homem careca pegou meu braço e começou a me arrastar, não de jeito bruto, mas com força, até uma sala que ficava atrás do bar existente na boate. Ele bateu na porta e logo escutamos um “entre”, assim ele fez. Abriu a porta e fez sinal com que eu entrasse. Entrei e me deparei com lugar grande, como se fosse um casino, porém menor. Tinha mesa de Roleta onde alguns homens jogavam, um bar onde mais homens bebiam, e um pouco mais afastado tinha uma mesa de Poker. Em cima dela tinha algumas bebidas e alguns cigarros, além das fichas e as cartas, porem não estavam jogando. Havia 5 pessoas naquela mesa, sendo que duas aparentavam ser mulheres. E tinha duas cadeiras vazias.

--Senhor Rubok está a sua espera. –Falou o homem careca apontando com a cabeça para a mesa de Poker.

--Obrigada. –Agradeci e então andei até a mesa. Logo, um homem de terno e cabelos negros que tinha um charuto na boca levantou assim que cheguei perto da mesa.

--Margie! Finalmente, achei que não viria mais. –Disse ele. Ele não falava perfeitamente a minha língua.

--E aqui estou eu. –Digo e ele sorri ainda mais. Sento-me na cadeira vaga. Observei atentamente cada pessoa presente na mesa. O homem sentado ao meu lado esquerdo era bem velho e usava um smoking preto com uma gravata borboleta azul e possuía um chapéu de coco, também preto, em sua cabeça. O homem ao meu lado direito, creio eu, ser o mais “novo” dessa mesa? Talvez na faixa dos 24 a 26, no máximo. Ele tinha olhos pretos e cabelos arrepiados da mesma cor. Ele usava uma calça social preta e uma camiseta social com listras bem finas. Os últimos botões e os primeiros de sua camiseta estavam abertos. Ele estava meio desarrumado, mas era um desarrumado social. Ao lado dele estava uma mulher com roupas bem provocantes. Ela era muito bonita. Morena, olhos bicolores –ela é heterocroma igual ao Lysandre—uma maquiagem escura, um vestido de apenas uma manga, completamente transparente. Literalmente. Dava para ver tudo, e ela não usava lingerie. Uma mulher muito bonita.

        A outra mulher presente na mesa, estava sentada ao lado de Rubok. Ela havia acabado de colocar suas pernas em cima das dele, que há segundos tinha se sentado. Ela usava uma espécie de roupão de pelo que tinha touca e era todo marrom. Ela usava uma mascara que tampava quase todo o seu rosto, as únicas partes amostra eram sua boca, que estava em um tom de vermelho bem forte, e seu queixo. Mal dava para ver seus olhos. Apenas o brilho deles, pois a touca dava muita sombra e a iluminação do local não era tão maravilhosa.

--Agora só falto o Stevan... –Disse Rubok e em seguida levou seus olhos para alguém que estava atrás de mim. –Falando no diabo... –Ele abriu um sorriso e levantou novamente. –Stevan! Sempre o último a chegar.

--Ustedes que llegan muy temprano. –{Tradução: Vocês que chegam muito cedo.} Senti um calafrio subir pela minha espinha. Eu já escutei essa voz antes...

--Que seja. Pelo menos está aqui. Anda, sente-se. Agora podemos dar inicio a partida. –Rubok disse e voltou a se sentar. Não demorou muito para que a pessoa com quem ele conversava entrar no meu campo de visão e se sentar ao lado esquerdo de Rubok, na cadeira vazia. Engoli seco.

        Por fora eu estava com um sorriso curto no rosto e os olhos semiabertos de um jeito muito arrogante e metido. Por dentro estava arrancando os cabelos e pirando na batatinha. Meu coração estava muito acelerado e estava com uma vontade gigantesca de levantar dessa cadeira e sair correndo para Castiel. Abraça-lo para ver se eu me acalmo e só depois disso eu voltaria.

        A mesma pele meio amarelada, cabelos raspados, tatuagens por todo o pescoço e um pouco no rosto, os mesmos olhos castanhos, a mesma voz ridícula... A única diferença é que ele está com uma cicatriz profunda na cabeça. A cicatriz começava na ponta da sua sobrancelha esquerda e acabava na entrada do seu cabelo raspado.

        Como ele está vivo? Eu atirei na cabeça dele. Eu o matei. Eu pulei de uma janela e caí em cima dele e atirei na cabeça dele. Como ele está vivo? Como? Mortos não voltam a vida? Como? COMO? Isso é impossível.

--Quem é este? –Pergunto ao Rubok. Ele me olha.

--Ah é mesmo... Vocês ainda não se conhecem. –Falou ele. –Stevan, está é Margie, Tenente do Exército americano. –Stevan sorriu para mim e eu fiquei indiferente. Tenho um pressentimento ruim. Tem algo estranho no ar entre Rubok e Stevan. –Margie, este é Stevan... Ex integrante da Máfia Mexicana. –Continuei imóvel e indiferente, bom... Por fora eu estava assim. Acho que já destrói todo a cidade existente dentro da minha cabeça.

--Qué pasó com su cabeza? –{Tradução: O que aconteceu com sua cabeça?} Ousei perguntar.

--Pode falar na sua língua. Sei falar em inglês. –Rosnei internamente.

--Isso não respondeu minha pergunta. O que aconteceu com sua cabeça? –Falei.

--Levei um tiro.

--E como sobreviveu? Normalmente, levar um tiro na cabeça, é morte certa.

--Milagres acontecem. –Falou ele e eu suspirei indignada. –Não faço ideia de quem fez isso na minha cabeça, digo quem tirou a bala e tal. Quem atirou em mim eu sei muito bem e tenho ódio daquela garota. –Eu te odeio mais, pode ter certeza disso. Ninguém mandou estuprar minha irmã. Ninguém mandou colocar a mão no fogo. De qualquer forma... Vou matar você de novo. Seja quantas vezes for. Mas que você vai morrer, você vai.

        Mas antes de mata-lo, tenho três coisas a fazer.

Primeira: Cumprir esta missão.

Segunda: Conversar com Jeff sobre a limpeza naquele hotel abandonado perto do Gueto de New York.

Terceiro: Descobrir como esse filho da puta voltou do inferno.

E por fim, matar ele, pela segunda vez.


Notas Finais




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...