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História The Barriers - Capítulo 17


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Notas do Autor


Rhayrita não tá atualizando apenas uma semana depois não né? hahahahahaha

Boa leitoras, meus amores!

Capítulo 17 - Mil e um pensamentos


Fanfic / Fanfiction The Barriers - Capítulo 17 - Mil e um pensamentos

Robin desceu as escadas da casa movimentando o pescoço numa tentativa de mandar sua preguiça matinal embora enquanto andava em direção a mesa de café da manhã. Seu humor já era outra coisa, mas ele ainda não tinha se acertado com a filha e pensava fazer isso após matar sua fome que estava monstruosa aquela manhã. Ao entrar na sala de jantar, encontrou a enorme mesa repleta de coisas gostosas ocupada apenas por uma pessoa e estranhou, não era tão tarde assim.

― Onde está todo mundo? ― questionou ao deixar um beijo no topo da cabeça da mãe e acomodar-se na cadeira de frente pra ela.

― Emma e Killian foram tomar café da manhã no Granny’s, seu pai e Rose acabaram de se levantar, foram para o escritório.

― Fazer o quê? ― quis saber enquanto servia uma xícara de café.

― Ela estava desanimada e Richard a chamou para jogar xadrez.

― Quem é que se anima jogando xadrez?

― Eles se divertem muito. ― Robin ficou em silêncio, nem sabia que a filha sabia jogar xadrez, aquilo era uma novidade. ― Ela perguntou da mãe dela de novo né?

― Sim. E antes que fale qualquer coisa, eu sei que ela precisa saber da mãe dela e todas essas coisas, mas vamos no meu tempo, ok?

― Filho, eu sei que é um assunto bastante delicado pra você, eu estava aqui quando tudo aconteceu e te ajudei em toda a situação. ― o loiro suspirou, não queria falar daquilo. ― Você era tão jovem e sei o quanto foi difícil, mas você já é um homem agora, não estou pedindo para que esqueça o que aconteceu, porque é impossível, mas pela Rose, tenta passar por cima disso.

― Eu vou tentar, está bem? Agora, por favor, vamos parar de falar disso.

E por sorte sua mãe não insistiu mais no assunto, ela sabia o quanto Robin era irredutível e dessa vez ele ao menos prometeu tentar, já era alguma coisa, então ela optou por falar dos planos que tinha programado para toda a família, estava super animada por ter todos juntos ali. Era algo raro. Emma apesar de ir ver a família com uma frequência maior que Robin, estava sempre ocupada com o trabalho, E Rose com a faculdade, então era maravilhoso tê-los todos juntos de uma vez e queria aproveitar.

― A senhora fez planos demais, mãe, parece até que iremos passar meses aqui. ― Robin comentou assim que Ingrid terminou de falar.

― Bem, por mim, ficariam mesmo.

― Infelizmente eu não posso. ― limpou a boca com o guardanapo ― Não posso ficar muito tempo.

― Robin. ― a loira meneou a cabeça para o lado, não gostava da pressa que seu filho tinha sempre que ia visitá-los.

― Dessa vez não dá, mamãe, eu ainda estou me estabelecendo em Los Angeles, tenho uma porção de coisas para resolver. ― pegou as mãos dela que estavam descansando sobre a mesa ― Mas agora estou mais perto e prometo vir visitá-la mais vezes.

― Mesmo?

― Mesmo. ― sorriu.

― Vou confiar. ― se levantou após beijar as mãos dele que seguravam as suas. ― Agora preciso ir, já estou atrasada.

― Vai aonde? ― a seguiu.

― Marquei de encontrar com Cora, temos manicure agora e depois vamos almoçar juntas. ― pegou a bolsa ― Mas não vou abrir mão do jantar com vocês.

― Não irei a lugar algum.

― Bom! ― botou os óculos escuros e começou a andar em direção à porta, mas parou ao se lembrar de algo ― Ah! Provavelmente a filha de Cora virá daqui a pouco, a chamei para ficar com Rose, Regina tem um poder de animá-la como ninguém.

Sem esperar por alguma resposta, Ingrid saiu completamente alheia ao que aquela informação causava no filho. Que inferno! Por que é que o coração dele tinha que ficar acelerado daquele jeito ao saber que correria o risco de encontrar Regina? Ele realmente não conseguia compreender. Aquela menina tomava conta da sua mente de um jeito que o deixava assustado, há quanto tempo ele não ficava assim? Tudo bem. Eles tinham aquela forte atração entre os dois e foram pra cama, àquilo era motivo suficiente para deixá-lo do jeito que estava ou então havia algo a mais? Não, de maneira alguma. Definitivamente não. Talvez só estivesse encantado com a Regina que o ouviu e lhe deu conselhos no dia anterior. É isso. Tinha que ser.

Pegando seu celular no bolso da calça, Robin resolveu focar no que realmente merecia sua atenção no momento. Assim que acordou, recebeu uma ligação do advogado responsável pelo seu divorcio avisando que os papeis já estavam prontos e só precisavam ser assinados e ele tinha que falar isso com Marian, portanto discou seu número e aguardou até que ela atendesse.

Robbie. ― ele sorriu ao ouvi-la com seu habitual tom animado. ― O que te fez lembrar-se da minha existência?

― Vamos, não seja injusta, você sabe o quanto ando ocupado.

Você não muda. ― a ouviu sorrir ― Aconteceu alguma coisa?

― Antes de tudo quero saber de você. Está tudo bem? Quando irá para Tóquio?

Bem, ainda estou em Los Angeles, o desfile que falei com vocês foi adiado para o mês que vem e ainda tenho algumas pendências para resolver antes de ir, então... Você terá que me aturar mais um tempinho. ― Robin deu risada ― E você? Como está?

― Estou bem, é... Eu... Eu te liguei por um motivo.

Já imaginava, diga.

― Recebi a ligação do advogado, os papéis do nosso divórcio estão prontos. ― Robin estranhou o silêncio que se formou do outro lado da linha e por um instante achou que a ligação havia caído ― Marian?

Ah, sim... Tudo bem... Quando quiser, eu assinarei.

― Semana que vem entrarei em contato com você.

Tudo bem. ― mais um breve silêncio ― Robin?

― Oi?

― Você tem certeza?

― Como?

Do nosso divorcio. Você quer mesmo fazer isso?

― Marian... ― suspirou ― E há sentido continuar com esse casamento?

Poderia haver...

― Eu... ― ele riu incrédulo ― Marian, não acredito que vamos ter essa conversa agora. Quando tomamos essa decisão, meses atrás, parecia ser uma ideia ótima pra você. Qual o problema agora?

É só que eu estive pensando esses últimos dias e... Divorcio não tem mais volta. Eu sei que concordamos em nos encontrar sempre que pudermos, mas eu gosto muito de você, Robin, não sei como será pra mim se você encontrar outra pessoa.

― Marian, a gente já conversou.

Eu sei, eu sei. ―  ela soltou um longo suspiro ― Óbvio que não irei continuar nesse casamento sendo que você não quer...

― Só não tem mais motivos para continuar com ele e você irá para outro continente.

Tudo bem, Robbie. ― concordou, mais por estar cansada para insistir do que concordar com ele de fato ― Só trazer os papeis para mim, que eu assino.

― Obrigado!

Até mais, Robin!

Robin se despediu e ao encerrar a chamada, soltou o celular ao seu lado no sofá e jogou a cabeça pra trás suspirando. Quando tocou no assunto divórcio com Marian pela primeira vez ao ver que não havia o menor sentido continuar com o casamento, ela concordou. Eles não se amavam, ele queria voltar para Los Angeles, para perto da filha e ela iria para Tóquio, alavancar ainda mais sua carreira. Qual motivo eles teriam para seguir com o matrimônio? Realmente não deu para entender a reação dela agora.

― Problemas, meu filho? ― Robin se virou ao ouvir a voz do pai e o viu entrando na sala junto de Rose.

― Nada sério.

― Esse nada sério o deixou bastante chateado.

― Nada que o senhor deva se preocupar, melhorou?

― Ainda não, mas teremos bastante tempo para conversar ainda. ― beijou o rosto da neta ― Estou de saída, sua mãe falou que quer todos no jantar.

― É, ela falou comigo.

― Então está certo, vejo vocês mais tarde.

Richard se despediu do filho e então saiu deixando pai e filha sozinhos.

― Eu vou subir. ― disse sem olhá-lo.

― Rose, precisamos conversar.

― Eu não quero brigar, pai.

― Nem eu.

― O senhor não irá falar da minha mãe e isso será motivo de briga.

― Por favor. ― ela o encarou ― Senta aqui.

Respirando fundo, Rose atendeu ao pedido dele e sentou-se ao seu lado no sofá. Robin virou para ela e pensou em como começar.

― Eu sei o quanto te chateia eu não falar sobre sua mãe e eu me odeio por causar isso em você. Você é a pessoa mais importante da minha vida, Rose. ― a encarou no fundo dos olhos para que ela pudesse sentir a verdade em suas palavras ― Você foi crescendo e quando perguntava dela, eu ia escondendo a história de você, porque afirmava que você era nova demais para entender, mas quando você criou idade o suficiente, eu percebi que não estava preparado para relembrar tudo o que eu passei e que você passou também, é difícil demais falar sobre isso, é muito... Dolorido. Mas a escolha é sua e se você quer muito saber de tudo, eu vou te contar. Eu só te peço que me dê tempo, eu prometo que irei me esforçar por você, mas tenta entender o meu lado. É complicado pra mim ter que relembrar o passado.

― Pai. ― pegou na mão dele ― Já tentou começar pela parte mais fácil? Quando eu te peço para contar da minha mãe, eu peço que me dê qualquer informação sobre ela, por mais simples que seja, já me faria muito feliz. Não precisa relembrar a parte difícil agora.

Robin mordeu os lábios pensando um pouco, poderia começar por algo simples e que lhe trazia boas lembranças não? Por que não começar com a história de como se conheceram? Sim, ele podia fazer isso, era uma história bonita.

― Quer saber como nos conhecemos? ― os olhos de Rose brilharam de uma forma, que ele se perguntou por que nunca havia feito aquilo antes.

― Claro!

― Tudo bem. ― ele tossiu e se posicionou melhor no sofá ― Eu estava no ultimo ano da escola e todos os dias após as aulas eu costumava ir a uma lanchonete bastante antiga que tinha aqui e hoje em dia nem existe mais, eu sempre ia lá, algumas vezes com alguns amigos, outras vezes sozinho. Eu lembro que nesse dia estava chovendo mundo e eu estava sem meu guarda chuva, então entrei ensopado dentro da lanchonete e sentei no meu lugar de sempre, que era aos fundos e então sua mãe apareceu.

― Ela... Ela sentou próximo a você?

― Não. ― sorriu nostálgico ― Ela apareceu rindo e perguntando se eu queria uma toalha.

― E você? ― quis saber.

― Eu estava tão chateado por ter pegado aquela chuva e por ela ter rido de mim que apenas resmunguei um “estou bem” enquanto me ajeitava na cadeira e deixava minhas coisas de lado, ela fez um som de desdenho, mas continuou parada lá de pé em frente à minha mesa, eu já estava pronto para pedi-la para se retirar quando eu a encarei. ― Rose sorriu ― Ela estava parada com a sobrancelha arqueada e um bloquinho e um lápis na mão, então eu percebi que ela era uma nova garçonete ali.

― Você se apaixonou por ela assim que a viu?

― Pode-se dizer que sim, eu fiquei bastante encantado com a beleza dela e passei a frequentar àquela lanchonete ainda mais, não demorou muito pra gente conversar e eu logo descobri que ela tinha a mesma idade que eu e que tinha se mudado para Storybrooke, porque...

― Por quê?

― Porque o pai dela queria abrir negócios aqui. ― desviou o olhar dela.

― Meu avô. ― ela sorriu ― Ele é vivo? ―perguntou, mas nem deixou seu pai responder ― Obvio que não, porque senão eu o conheceria. Há alguém da família da mamãe que está vivo?

― Não que eu saiba. ― respondeu de forma seca e então se levantou ― Podemos continuar essa conversa depois? Não tive uma conversa muito agradável com Marian e estou começando a ficar com dor de cabeça.

―Ah... Claro! ― não ficava muito contente por ter que encerrar o assunto, mas seu pai havia começado se abrir finalmente e pressioná-lo poderia não ser bom ― Vocês brigaram?

― Só fui comunicá-la de que os papéis do nosso divorcio está pronto e agora ela parece estar com duvidas.

― Mentira.

― Acredite. ― beijou o topo da cabeça dela ― Estou no quarto, qualquer coisa me chama.

― Pode deixar.

 

 

 

 

 ― Meu Deus! O que é tudo isso? ― Rose perguntou ao abrir a porta de casa e se deparar com Regina segurando milhares de sacolas de papel com inúmeras mercadorias dentro.

― Isso é o nosso almoço e nossa sobremesa.

― E posso saber qual será nosso almoço e nossa sobremesa? ― perguntou enquanto a ajudava com as sacolas.

― Claro, porque o almoço você irá fazer.

― Ah, vou?

― Lasanha, amiga. Estou com saudades de comer a sua lasanha. ― depositou as sacolas na bancada da cozinha e virou para ela ― Eu irei fazer a torta de maçã.

― Agora sim eu acho uma troca justa.

― Vi a oportunidade perfeita já que minha mãe e a sua avó foram almoçar juntas e se esqueceram da gente. ― passou a pegar os ingredientes ― Me conta, como você está hoje?

― Bem melhor. ― a loira sorriu ― Desculpa te dispensar ontem, mas eu realmente estava mal demais para conversar.

― Eu entendo. ―  a olhou com um sorriso tranquilizador ― Você e o seu pai conversaram?

― Sim, um pouco antes de você chegar e você não vai acreditar.

― O quê?

― Ele falou um pouco da minha mãe.

Regina parou com o que estava fazendo e encarou a amiga chocada, quando Robin prometeu que faria um esforço para se abrir e falar sobre o passado, ela não imaginou que seria tão rápido assim.

― É mesmo?

― Sim. ― afirmou animada ― Ele falou um pouco sobre como eles se conheceram, foi bem pouco, mas me animou mesmo assim.

― Já é alguma coisa. ― Regina sorriu ― Estou muito feliz por você, de verdade.

― Eu sei que sim. ― beijou o rosto dela e voltou para as sacolas ― Vamos adiantar logo isso?

― Vamos!  Eu comprei alguns ingredientes e outros eu deduzi que tivesse aqui.

Rose pegou os ingredientes da lasanha e começou o preparo, Regina fez a mesma coisa com a torta de maçã.

― E seu pai está em casa? ― perguntou como quem não queria nada enquanto trabalhava na massa.

― Está, foi se deitar, disse que está com dor de cabeça. Essa dor de cabeça se chama Marian.

Regina estava para começar a bater os ingredientes, mas parou.

― Marian?

― Sim, os papéis do divorcio ficaram prontos e meu pai foi avisá-la, mas parece que ela está com dúvidas se quer isso realmente ou não. ― foi falando completamente alheia a palidez da amiga.

Divorcio.

Meu Deus, como ela pode se esquecer daquele detalhe? Robin ainda era casado no papel, o que significada que ela havia se deitado com um homem casado. Casado com uma mulher que ela havia conhecido algumas semanas atrás e que havia sido maravilhosa com ela, e pior, pelo o que sua amiga contava, ela ainda deveria ter sentimentos por ele ou então não haveria duvidas ao terminar de vez o matrimônio.

― Amiga, você não comprou o molho de tomate e o daqui acabou. ― fechou a geladeira ― Você pode ficar de olho na panela enquanto eu vou ao mercado rapidinho?

― Claro! ― respondeu enquanto tentava focar no que fazia.

O que ela havia feito não era tão errado, era? Quer dizer, além do fato de ter se deitado com o pai da melhor amiga. Ele era casado, mas se o divorcio estava em andamento, isso não a tornava uma pessoa ruim. Não é? Pelo menos era nisso que ela tentava se apegar, já bastava carregar aquele sentimento horrível de estar traindo a confiança de sua melhor amiga.

 

Robin até tentou cochilar, mas não conseguiu. Sua cabeça não parava de trabalhar, era mil e um pensamentos na qual ele não queria ou não podia lidar agora, mas ao entrar na cozinha para pegar um copo com água, ele viu um dos seus pensamentos materializado bem ali na sua frente vestindo uma calça de yoga preta e um topzinho na mesma cor. Ela estava descalça e seu corpo balançava na medida em que ela batia algo na tigela.

― Boa tarde! ― ele disse enquanto seguia seu caminho até a geladeira, pelo canto do olho, ele pôde perceber o corpo dela ficar rígido e ele estranhou que ao devolver o cumprimento, ela sequer o olhou. ― Cadê Rose?

― Foi ao mercado. ― novamente ela não o olhou e voltou a fazer o que estava fazendo antes dele cumprimentá-la.

Robin encheu um copo com água e então se encostou no balcão observando atentamente cada movimento dela enquanto bebia o liquido lentamente. Ela estava tensa, dava para perceber, mas ele estava se perguntando o porquê daquele comportamento já que no dia anterior estava tudo perfeito entre eles. Mas então ele se deu conta que se tratava de Regina Mills e estava longe de nascer alguém mais complicado que ela, e ele deveria não se importar, certo? O correto seria ele terminar de beber sua água e então sair da cozinha, mas ele não conseguia. Então quando Regina abriu o armário acima dela tentando alcançar um pote, que seus dedos por pouco não tocavam, ele deixou seu copo de lado e aproximou-se dela.

― Aconteceu alguma coisa? ― ele colou seu corpo no dela e ao levantar o braço pegou o que ela queria.

― Por... Por que acha isso?

― Porque você não me olhou nenhuma vez desde que entrei aqui.

― Eu estou ocupada.

― Você não me engana, Regina. ― passou o cabelo dela para um lado ― Olha para mim. ― a morena engoliu em seco e então o encarou. Os rostos tão próximos que as respirações se misturavam ― Me fala. ― pediu em um sussurro.

― Eu... ― ela olhou os lábios deles e passou a língua pelos seus. ― Preciso de distância.

Pareceu acordar de um transe e então correu para longe dele.

― Distância?

― Sim, para pensar.

Robin sorriu cruzando os braços.

― Eu tiro a sua concentração? ― voltou a se aproximar até que as costas dela estivessem coladas no balcão central da cozinha ― Saiba que só deixarei você sair dessa vez quando me contar o que aconteceu.

― Robin. ― segurou os braços dele na intenção de afastá-lo, mas ao sentir o músculo sob seus dedos, os apertou. O loiro apenas arqueou as sobrancelhas tentando prender o sorriso, ela era péssima em esconder sua atração.

― Eu fiz algo de errado?

― Nós fizemos. ― murmurou tão baixinho que ele não foi capaz de ouvir.

― O quê?

― Nós transamos, Robin. ― falou mais alto dessa vez.

― Bom, se você está querendo me lembrar disso, pode ficar tranquila que a minha mente já faz todo o trabalho sozinha. ― ela quase sorriu diante da confissão, mas não podia se dar ao luxo de sorrir de algo que a fazia uma pessoa péssima. ― Qual o problema? Nós já conversamos sobre isso.

― O problema é que você é casado. ― sussurrou gritando ― Eu transei com um homem casado.

― Regina... ― tentou falar algo, mas ela não deixou.

― Como? Como eu pude me esquecer disso, meu Deus? ― ela passou as mãos pelo cabelo, mas então parou ao encará-lo ― Na verdade, como você pôde se esquecer? Afinal, você tinha um compromisso com ela.

― Que compromisso, Regina? Marian e eu não temos nada, desde muito antes de pedir o divórcio.

― Isso ficou bem nítido na sua casa aquele dia. ― ironizou.

― Regina... ― ele passou a mão pelo rosto ― Marian e eu nos casamos pelos motivos errados, nunca houve amor, ficamos juntos por comodismo e agora ela está se mudando para outro continente, enquanto eu estou aqui. E eu vou ficar aqui. ― a fitou de forma intensa ― A decisão foi minha de separar, mas ela também achou que seria a melhor opção, então estamos nos separando de forma amigável.

― Rose falou que ela está tendo dúvidas.

― Eu também não entendi isso. ― se afastou dela ― Não há sentindo continuar com esse casamento.

― Ela gosta de você. ― Regina disse como se fosse óbvio e ele apenas a encarou ― E você sabe disso.

― O que eu posso fazer? Eu gosto dela, mas não do jeito que ela provavelmente quer e merece. ― suspirou ― E também seria injusto eu continuar me envolvendo com ela se eu não paro de pensar em você.


Notas Finais


Eu juro que não iria parar nessa parte, mas o capítulo tava ficando muito grande, então decidi dividir.
E ai vcs esperavam que Robin confessasse isso????

Qualquer coisa, meu twitter: @itsrhayrita


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