História The beast - Capítulo 7


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Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Mari Katsuki, Otabek Altin, Toshiya Katsuki, Victor Nikiforov, Yuri Katsuki, Yuri Plisetsky
Visualizações 72
Palavras 3.766
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoal...
Desculpem a demora, percebi que não podia mais escrever o capitulo que me dava na telha, agora é a hora de amarar a trama para não ficar nada mal explicado ou resolvido, por isso demorou tanto para sair.
Fiquei dias pensando em quem tenho que matar e quem vive ...foi difícil kkkk.
Mas aqui vai mais um capitulo para vocês.
Beijos

Capítulo 7 - Olhe nos meus olhos... é onde meus demônios se escondem


... coisas presas há anos voam livres, prontas para explodir em dor e nos levar a um comportamento perigoso...

Hannibal Lecter

 

PDV Yuri Katsuki

Duas semanas se passaram e o mundo parecia ter entrado no seu eixo de novo.

Era uma típica terça feira de trabalho, tranquila e fácil como sempre foi.

-senhor Katsuki, eu selecionei um candidato para a vaga de secretário, gostaria de entrevista-lo antes da contratação? - Yuko estava em frente a minha mesa com uma aparência cansada, era nítido o quanto ela precisava voltar a cuidar de uma só agenda.

-Não é necessário senhorita Nishigōri, se você o avaliou como apto eu assino em baixo. Quando ele começa?

-Disse que pode começar hoje mesmo se você quiser.

-Perfeito, então peça para ele entrar e já passo as instruções de hoje.

Yuko saiu da minha sala para alguns segundo depois entrar com um homem.

-Senhor, esse é Seung Gil Lee, seu novo secretário. - Yuko voltou-se para o homem e continuou - Estarei na minha mesa, caso precisei de algo não hesite em me procurar, boa sorte. - Para depois sair da sala.

-Prazer em conhecê-lo Seung Gil Lee

-O prazer é meu, senhor Katsuki - Ele retribuiu meu gesto com um aperto de mão forte, ele aparentava ser mais velho que eu alguns anos, mas mesmo assim seu olhar mostrava respeito. Será interessante trabalhar com ele. - Por onde já posso começar senhor.

-Essa é minha agenda - passei a agenda de cima da minha mesa para suas mãos - Confirme as reuniões de amanha e arrume as reuniões do resto da semana. A senhorita Nishigōri fez um ótimo trabalho ate agora cuidando da agenda do senhor Toshiya e minha, porém preciso que organize o resto que ela ainda não terminou.

-Considere feito senhor Katsuki, com licença - Ele saiu da minha sala e eu voltei ao meu trabalho.

Entende de primeira, sucinto e quieto... Senhorita Yuko acertou na escolha.

À noite fui para casa dos meus tios jantar com eles como sempre.

-Meninos eu vou me retirar mais cedo hoje, estou com uma dor de cabeça insuportável que me impossibilita de ser uma boa companhia essa noite. - Minha tia se levantou deu um beijo em seu marido e veio a mim para um beijo na bochecha - Mas não aproveite para sair correndo em... Você fica muito sozinho naquele apartamento, fique um pouco com seu tio.

-Tudo bem, tenha um bom descanso - Retribui o beijo em seu rosto e observei-a subindo em direção aos quartos ate desaparecer. - Esta tudo bem com a Hiroko tio? - Toshiya terminou sua taça de vinho antes de continuar.

-Sim, ela foi contratada para fazer um vestido de uma artista famosa que esta dando trabalho.

-O de sempre então - meu tio riu provavelmente lembrando-se dos pitis que presenciamos de alguns dos clientes da minha tia.

-Mas me fala de você - Toshiya fixou seu olhar em mim a fim de desvendar alguma coisa. - Esta disfarçando bem, porem sei quando meu sobrinho esta diferente.

-Diferente?! Estou como sempre tio, você que esta vendo de mais.

-Mesmo? - Meu tio continuava olhar para mim com essa cara. Ele não forçaria a barra se eu continua-se negando, no entanto naquele momento quis dividir aquilo com alguém. Alguém que me entendesse.

-Talvez...não...como sempre.- Dei uma pausa tentando organizar meus pensamentos, saber o que exatamente iria dizer a ele o que eu deixaria de fora...

-Yuri – Ele me lançou aquele olhar que diz “se for começar a mentir nem começa” - O que houve?

- Ok - Tomei o resto do vinho, precisaria de um incentivo para escutar o sermão depois - Vou resumir a história... eu menti pra você. – Toshiya olhou um pouco surpreso para minha afirmação, mas esperou eu terminar minha frase - Eu não me afastei de Victor Nikiforov como você pediu, na verdade eu o levei ate um parque de diversões aquele dia, depois para o meu apartamento... Não é o que esta pensando, ele bebeu muito e não dizia onde estava hospedado então o levei comigo. No dia seguinte ele pegou o avião, mas continuamos trocando mensagens até que um “amigo” dele- disse a palavra com grande sarcasmo - tirou uma foto com ele na sua cama e me mandou mensagens provocativas - mesmo agora ainda sentia uma fagulha de raiva com aquilo- fui tomado por uma raiva que me fez querer sair com os idiotas do escritório para uma boate, lá levei para um motel o primeiro que encontrei com o intuito de afastar seja lá o que for que me tomou quando vi aquela mensagem. - Respirei fundo e terminei meu mais longo discurso – E, por favor, sem me perguntar por que fiz tudo isso, pois não sei a resposta.

Meu tio ficou olhando pra mim por alguns instantes digerindo minhas palavras para depois continuar.

-Você chegou a pensar em machuca-lo? - Seu rosto estava sério, mas não pareceu com raiva pelas minhas mentiras.

-Sim... Victor é uma pessoa muito expansiva, mesmo que não pedisse ele mostrar mais e mais sobre si mesmo a cada minuto em que passávamos juntos, e aos poucos me fez esquece ...esses pensamentos...- Eu voltei meu olhar ao do meu tio e falei com a única certeza que tinha - Não o machuquei... Mas confesso que depois da foto se ele estivesse aqui não tenho certeza se iria me segurar. Sinto-me estranho tio, e Nikiforov ativou essa parte que desconheço.

-Vocês não estão se falando - disse com afirmação

-Sim, eu o quero longe.

-Não me parece que o quer longe Yuri... você quer o que ele provoca em você longe.- Ele pegou minha mão e me fez encara-lo de novo - Essa confusão que esta sentido é normal para o resto do mundo, só quero que pare um pouco e pense antes de qualquer decisão .... Irei apoia-lo contanto que nenhum de vocês dois saia ferido disso. Prometa-me que se achar que não vai conseguir superar seu passado ira se afastar desse homem.

-Eu....prometo. - Tirei sua mão de cima da minha, para me sentir um pouco menos sufocado com essa conversa - Porém acho que já fiz isso... ele me ligou naquele mesmo dia e minhas palavras já foram o suficiente para acabar com o que quer que tenha começado. Victor Nikiforov não faz parte da minha vida, nunca fez - Peguei a garrafa e enchi de novo meu copo para tomar um gole.

-Bom, faça o que achar melhor, mas tome cuidado com as palavras Yuri, às vezes não existe retorno depois que são lançadas pra fora.

Balancei a cabeça demostrando que compreendi e terminei meu copo pronto para ir pra casa.

- Já vou tio, está na minha hora e na sua, manha ainda é dia de trabalho- disse me levantando.

-Tudo bem.... Falando sobre trabalho irei me atrasar um pouco para chegar ao escritório então não iremos nos reunir de manha para discutir sobre aquele caso. Vamos nos reunir depois do almoço ok.

-Ok... Mas que milagre é esse? Você sempre é o primeiro a chegar.

-Eu vou visitar a sua mãe - Aquelas simples palavras foram necessárias para acabar com o resto do meu dia.

-Você ainda se encontra com ... Ela – Toshiya percebeu a diferença de entonação na minha voz

-Sim, Yuri você...

-Adeus Toshiya... - Virei e sai dali o mais rápido de consegui, sabia o que ele iria dizer e não iria me encontrar com aquele ser, por mim ela poderia ter tido o mesmo fim que seu cliente e me deixar em paz de uma vez por todas.

Cheguei ao meu apartamento esgotado do dia e me joguei na cama me impedindo de pensar muito sobre qualquer coisa. Victor, minha progenitora, ou meus pesadelos, foram sumindo ao longo em que minha inconsciência tomava conta de mim.

No dia seguinte levantei me sentindo inquieto, mesmo depois de cuidar da minha higiene pessoal e meu café, senti que precisava ir treinar um pouco na academia que tinha feito em um dos quartos. Sentia-me transbordando de energia e precisava elimina-la um pouco antes do trabalho.

Depois de uma hora de socos e chutes me senti mais calmo para começar meu dia, enquanto estava voltando para o meu quarto a fim de tomar meu banho e começar a me arrumar para o trabalho escutei a companhia tocar.

Cheguei à porta e abri dando de cara com o porteiro.

-Desculpe atrapalhar senhor Katsuki, chegou essa carta que esta endereçada a você. - Peguei a carta que estava em suas mãos e vi que mesmo com meu nome no verso não tinha remetente.

-Ah, ok ...obrigado - Ele se afastou e eu fiquei olhando aquele envelope. Será que é mais uma mensagem do assassino do Leroy? Bom de qualquer jeito é melhor me livrar disso, tudo o que eu não quero no momento é ser acusado de trocar correspondências com um procurado pela polícia. Ainda estava na porta preparado para jogar essa carta no lixo mais longe que tinha da minha casa quando ouvi meu telefone tocar na mesinha da sala.

Voltei para pegar o celular quando vi o nome do meu tio piscando na tela.

-oi tio, tudo bem?

-Yuri eu sei que é repentino, mas eu acho que não custa conversar.

-o que esta dizendo tio, não estou entendendo?

-Sua mãe esta lúcida, pela primeira vez em anos, e me pediu para trazê-lo aqui...disse querer desfazer um mal entendido ....- O telefone caiu da minha mão, tudo se passava como um borrão e só conseguia pensar que ela contaria tudo.

Não.....eu... Eu.. EU ....NÃO ...EU VOU PERDER TUDO.

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PDV Victor Nikifovor.

-Aqui é o endereço que me deu senhor - O taxista parou em frente ao edifício já conhecido por mim.

-Sim, obrigado - entreguei o dinheiro para ele - Pode ficar com o troco.

-Não é certo senhor...

-Claro que sim, você foi super atencioso comigo e ainda não se importou em falar inglês. Merece cada centavo.

-Muito obrigado - ele corou com o elogio e aceitou o dinheiro - Aqui esta meu cartão caso o senhor precise de ajuda para se locomover aqui pode me chamar.

-Obrigado - aceitei o cartão e sai do carro.

Entrei no edifício e esperava de coração que o recepcionista lembra-se de mim.

-Bom dia, estou aqui para ver o morador Yuri Katsuki ele se encontra?

-Sim o senhor Katsuki ainda não desceu para ir ao trabalho... Pera ai, você é o amigo estrangeiro que passou a noite aqui não é? Eu o ajudei a levar você para o apartamento dele. – eu queria que se lembrasse de mim, mas não com tantos detalhes. Esse senhor me viu no estado mais lamentável de embriagues que passei.

-S-sim sou eu...- pigarrei tentando não mostrar meu desconforto e voltar a conversa- Eu poderia subir?

-Sim, creio que o senhor Katsuki não ira se incomodar. Lembra o seu andar correto.

-Sim, obrigado - entrei no elevador e me despedi do senhor com um aceno.

Quando cheguei ao corredor meu nervosismo se fez presente pela primeira vez.

Engraçado que não o senti quando decidi pegar o primeiro avião pra cá, nem quando contei para Yakov que iria treinar no Japão, eu fui o impulsivo de sempre e apenas vim sem pensar nas consequências. Porém aqui tão perto dele senti meu coração bater cada vez mais forte.

Respirei fundo e fui em direção a sua porta, e que cada vez que chegava mais perto era possível escutar barulhos de algo se partindo e quebrando cada vez mais altos. Assim que cheguei à sua porta notei que não estava fechada, fiquei com medo de que algo tenha acontecido e empurrei a porta procurando Yuri.

Meus olhos focaram em um homem totalmente transtornado que estava quebrando todos os itens de sua casa.

-Y-Y-Yuri - seu nome saiu como apenas um sussurro dos meus lábios, eu simplesmente não sabia o que fazer naquela situação.

Imaginei varias vezes como seria nossa conversa quando nos encontrasse de novo e nas piores das hipóteses eu pensava que ele iria ficar bravo durante ela não antes.

-Yuri. Para - eu disse mais alto e isso pareceu ser o suficiente para ele reparar em mim.

- Você... está...morto - cada palavra era pronunciada com um ódio sem igual - você e aquela vagabunda não vão mas me fazer mal. - Ele veio pra frente mas não parecia me ver.

-Yuri sou eu... - Antes que pudesse reagir ele me jogou no chão, subiu em cima de mim e me acerto com um soco. - Yuri.. - eu tentava me livrar da prisão que se tornou o seu corpo e ao mesmo tempo desviar de seus golpes.

-Morra de uma vez- ele dizia coisas sem sentindo e conseguiu alcançar meu pescoço.

-y...yu...solta- Tentava fazer suas mãos me soltarem mais seus olhos brilhavam e pareciam encarrar uma imagem que o deixar mais transtornado ainda. - y...

-YURI NÃO - Escutei um grito e seu corpo foi jogado para longe do meu. O ar finalmente se fez presente e controlando meu desespero vi um homem jogando Yuri para o outro lado da sala. - JÁ CHEGA! O QUE ESTA FAZENDO? - ele ainda não falava coisa com coisa parecia menos irritado, porém não menos inquieto. Percebi que ao ser jogado ele tinha quadrado sua mesa e cacos de vidro o cercavam.

-Ele...cof...pode se...machucar..cof - Eu levantei com certa dificuldade, mas não podia fraquejar agora. –O deixe

-O que? - Quando olhei bem me lembrei do Yuri me apresentando ele como seu tio. Ele olhava pra mim tão surpreso que nem se moveu quando eu passei e me ajoelhei em frente ao Yuri.

Precisava que ele voltasse a si, sem mais violências. No momento me veio uma ideia maluca, porém era a única que eu tinha. Yuri parecia um pouco tonto, mas a ira ainda transbordava pelos seus olhos, levei minha mão os tampando e com a outra o abracei para ficar bem perto de seu ouvido.

-Você está a salvo Yuri... Esta tudo bem sou eu o Victor e ninguém pode te machucar aqui. Preste atenção apenas na minha voz, nada do que esta vendo é real...você esta seguro... Tudo esta bem - Eu continue a falar as palavras como um mantra e aos poucos senti seu corpo relaxar. Assim que ele não apresentou mais relutância tirei minha mão de seu rosto e rezei para ver o brilho naqueles olhos castanhos que tanto me encantou, no entanto mesmo que esteja lá não parecia em orbita.

Era como se depois de uma grande descarga elétrica ele tivesse entrado em pane. Olhei para trás e vi seu tio ainda olhando pra mim surpreso e parecia estar tão perdido como eu.

-Yuri.... - disse com calma testando o terreno, porém sem nenhuma resposta dele- Que tal descansar um pouco... você está suando... precisa tomar um banho...eu faço um chá e você dorme um pouco, o que acha?. - sem resposta de nenhum dos dois decidi seguir com minha ideia e ver o que dava. - Vamos para seu quarto - Levantei a nós e como um fantoche ele seguiu todo o caminho sem resistência.

Chegando a suíte eu o soltei e fui encher a sua banheira. Aquele silencio que pairava no ar pela primeira vez me deixou inseguro de algo, mas fiz o que fazia de melhor, acreditei na minha intuição e ela me dizia que eu devia cuidar do Yuri.

Assim que a banheira estava cheia eu me virei pra ele que estava do mesmo jeito que tinha deixado, encostado na parede ao lado do box.

-Yuri você pode ir tirando as roupas e tomando um banho enquanto eu faço um chá para você ok. - Mesmo que tenha me segurado ate agora eu precisava daquele espaço, sai do quarto, desci as escadas e seu tio ainda estava na sala.

-Eu o deixei no banheiro, não sei se entendeu as minhas palavras, mas é da cultura de vocês resolverem qualquer coisa com um chá não é? - Eu tentei fazer uma brincadeira que claramente não funcionou ambos estamos procurando entender o que aconteceu.

-Eu cometi um erro ao acreditar que o Yuri estava preparado para isso... Mesmo que ontem ele tenha deixado claro que não faria visitas, pensei que com sua mãe lúcida ele iria querer conversar com ela...ou ate mesmo tirar dúvidas que sei que o afligem. - Seu tio estava mais desabafando para si mesmo do que falando comigo.

Eu enchi a chaleira de agua quente a fim de fazer o chá e fui assimilando aos poucos as informações que ele me dava.

-Então a causa do surto do Yuri foi à mãe. - Eu me encostei-me à bancada da cozinha e seu tio se aproximou sentando no banco a frente.

 -Eu percebi que algo estava errado assim que terminei de falar e não conseguia escutar nenhuma resposta dele. Sai do hospital vim direto pra cá ... parece que estava certo - ele olhou para meu olho que pela minha pele clara já deve estar roxo.

-Sim, agradeço por isso.

-Sei que não tenho o direito de pedir, mas gostaria que você não desse queija do Yuri, ele estava descontrolado não era intencional...

-Eu nunca faria isso - disse com firmeza para ele entender - Ele não sabia que eu viria é claro que não foi intencional. Mesmo sem falar sobre o assunto, já percebi que toda vez que ele se fechava era uma forma de não enfrentar o seu passado...o seus demônios.

-Obrigado Victor... Principalmente pelo jeito que ajudou meu sobrinho, foi de uma delicadeza sem tamanho para alguém que estava te enforcando há alguns minutos atrás.

-Eu confesso que ainda não processei essa parte ... Ele não estava me vendo, mas eu senti o tamanho de seu ódio.

-Sim, por isso peço que vá embora - Eu voltei meu olhar para aquele homem que me pedia aquilo como se fosse à coisa mais simples e óbvia a se fazer.

-Desculpe senhor Katsuki, mas eu não vou a lugar algum sem que o Yuri peça. - Seus olhos gentis se transformam em frios com as minhas palavras.

- Você não esta entendendo a gravidade da situação, a sua vida foi ameaçada hoje e...

-Ele não chegaria ate o final.

-Você tem certeza? Você estava olhando para seus olhos, lembre-se deles e me responda isso com sinceridade.

-Ele não.... - Olhos castanhos escuros que pingavam de ódio e irracionalidade... “eu não tenho certeza”.

-Não precisa responder.

-Isso não importa, não sou homem de fugir no primeiro obstáculo, eu acredito naquele Yuri que me levou ao parque de diversões e que foi o mais sincero possível sobre sua vida e sobre si. Esse Yuri me encantou e se preciso ser um pouco mais forte para ajuda-lo a enfrentar algum de seus medos e ser recompensado com sua presença, eu posso fazer isso. - Bastava olhar em seus olhos que via que ganhei essa- Não me peça pra ir embora agora, por favor.

-Tudo bem... Se esta certo sobre isso você é um homem adulto pode tomar suas próprias decisões. Mas se alguma vez as coisas saírem do controle... aconselho que corra para o mais longe e me ligue. Não pensei que pode resolver tudo nuca esqueça-se dos olhos dele, é a prova que você não pode conter tudo o que ele é sozinho. - Ele deixou um cartão em cima da mesa e se levantou – Avise ao Yuri que não precisa ir para o escrito enquanto não se sentir bem - E assim foi embora.

Fiquei durante algum tempo olhando para aquele cartão pensando nas coisas que não sabia sobre aquele Yuri que estava em cima de mim.

A chaleira me avisou que estava pronto e decidi pensar sobre aquilo mais tarde. Fiz o chá e o levei para o quarto.

-Yuri...estou entrando, esta trocado? - Abri a porta mais ele não estava em nenhum canto do quarto.  Deixei a xicara no criado mudo e quando olhei para a porta do banheiro ele estava sentando na privada sem se mexer, como em um transe que não conseguia acordar.

-Yuri você não tomou seu banho - ele continuava-me ignorando e naquele momento, sentado com a cabeça baixa ele parecia tão frágil e vulnerável... Como uma criança que precisava de consolo.

Joelhei-me na sua frente e disse calmamente - Eu posso te ajudar se você quiser - fechei meus olhos e fui tirando sua camisa e seu short, pois mesmo não aparentando ter plena consciência ele obedecia aos meus comandos sem discutir.

Depois que devidamente despido o guiei para a banheira e só me permiti abrir os olhos depois que tinha certeza que a água cobria as partes importantes do seu corpo. Dei uma olhada rápida para ver se tinha algum vidro ou corte provocados pela confusão lá embaixo, mas sua pele estava intacta.

-Pronto... Vamos começar pelo cabelo o que acha? - mesmo sem resposta lavei seu cabelo, depois fui para o resto do corpo, claro que pulei algumas partes afinal não temos tanta intimidade assim. Em alguns momentos seus olhos fechavam como se apreciasse meu toque como se aprecia um carinho.

Não demorou muito o banho acabou, o levantei e o sequei com a toalha.

-Vou pegar apenas uma cueca para você se sentir confortável – procurei por algum tempo a gaveta que se encontrava a peça e depois de vesti-lo o fiz sentar em sua cama.

-Agora um chá para acalmar os nervos - Ali foi o único momento em que ele olhou pra mim e respondeu ao meu monólogo

-Por que ainda esta aqui? - sua voz estava rouca e baixa como se precisava de um grande esforço para pronunciar tais palavras.

-porque quero te ver bem.

-Eu te machuquei... - ele voltou seus olhos para meu olho e depois pescoço.

- Eu também... Seus lábios e braços estão arranhados - Reparei esses detalhes quando estava dando banho nele - Podemos admitir empate

-Você é muito estranho senhor Nikiforv - ele disse e deitou no meu colo - Ninguém nunca me deu banho... Obrigado. – a ultima parte foi um sussurro quase inaudível

Coloquei o copo no criado mudo de novo e comecei a fazer carinho em seu cabelo. Aos poucos Yuri adormeceu e eu me permiti desabar. As lágrimas desciam sem nenhum controle.

Eu sabia que Yuri tinha mais problemas do que demostra na superfície, mas mesmo sabendo que pode ser prejudicial para mim não posso deixar de acreditar que ele pode vencer isso e o mais importante, que eu esteja ao lado dele quando isso acontecer.


Notas Finais


O que acharam desse Yuri mais sensível?? Eu adorei mostrar que bem mais que um assassino ele ainda é humano.
Bom, fico por aqui e continuem comentando adoro ler cada um e é muito importante pra mim.
Beijinhos.
Até mais.


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