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História The Beat Of My Heart - Capítulo 27


Escrita por:


Notas do Autor


Oiiiee tudo boom??
Seeeiii q eu demorei pra atualizar (Não que isso seja novidade 😅) mas obrigada pra quem não desistiu de miiim❤❤
Brigada tbm pelos comentários, favoritos e visualização!! Isso me motiva a continuar sempre🥰😊
Enfim, chega de enrolar kkklk
Boa Leitura ❤

Capítulo 27 - Twenty Seven


4 meses depois...

Alicia

Fui para a casa dos meus pais depois da aula hoje pegar uns livros que deixei lá na mudança. A princípio entrei e não encontrei ninguém. Subi para meu antigo quarto e o vi da mesma forma na qual deixei. Logo que entro já avisto as caixas e então vou direto para elas pois sei que foi lá que guardei os livros. Abro umas duas até encontrar a certa e ao achar, fecho e a pego do chão para levar para minha casa. Porém, enquanto descia as escadas em direção à porta, escuto as vozes dos meus pais vindo do escritório. Por alguns segundos penso antes de deixar o caminho para a porta e ir em direção ao escritório.

- Isso está errado, não deveria estar assim Verônica! - Ouço meu pai falar ainda do corredor enquanto me aproximo devagar - Com a junção, nesses primeiros meses os lucros deveriam aumentar consideravelmente, - ele para por alguns momentos, - mas só parecem diminuir. Estes quatro meses deveriam mostrar prosperidade das empresas.

- Tem que falar com Roberto Guerra o mais rápido possível... - Ela se interrompe ao ver que meu pai acenava para a porta, indicando que havia alguém ali.

- A empresa vai falir? - Pergunto sem ao menos fingir que não escutei a pequena gritaria.

Meus pais se encaram claramente hesitando ao me responder.

- Se a empresa falir acredito que isso interfere diretamente no meu modo de vida, e não falo pelo dinheiro.

Minha mãe suspira e levanta indo em minha direção.

- Querida ainda não sabemos.

- Vou falar com Roberto hoje. - Fala meu pai.

- Entendi. - Falo. - Já vou indo, tenho coisas pra fazer.

- Está bem filha. - Fala minha mãe.

- Tchau. - Digo saindo do escritório.

Ainda não estou falando muito com meus pais, ainda tem um clima pesado entre nós. Volto pelo corredor e assim que saio pela porta vou para o carro. Ponho a caixa no porta malas, fecho e entro nos bancos de trás do carro. Paulo estava lá me esperando, pois eu havia dito que conseguia carregar a caixa sozinha.

- O que houve? - Ele me pergunta.

- Eu não sei.

- Como assim não sabe? - Me viro para ele.

- É que meu pai acaba de dizer que a empresa não está indo muito bem.

- Pelo que eu saiba o Roberto não comentou nada lá em casa. Se bem que ele não é muito de falar de negócios com a família.

- Meu pai não está entendendo. Ele disse que vai falar com seu pai. - Falo. - Deveríamos ir hoje para sua casa, provável que vão se reunir lá. Sabe, se a empresa falir... Temos que saber o que fazer com o casamento.

- Sim. Vamos lá mais tarde. - Ele fala e fica quieto.

- Tá bem, agora você que está estranho.

- Eu?

- Sim, o que foi?

- Roberto.

- O que tem ele?

- Eu preciso falar com a Marce.

- Porque?

- Espera ai.

Ele pega o celular e rapidamente liga acredito que para a irmã. Logo ela atende.

- Marce, só me diz uma coisa, com que está aí em casa... como o roberto tem estado nos últimos dias? - Ele pergunta. - Nada diferente disso? - Pergunta novamente. - Beleza, e é só isso? - Ele espera. - Certeza? - Pergunta. - Tá, depois te explico. - Ela fala mais alguma coisa. - Tá, tchau. - Desliga o celular.

- Então?

- Em casa te falo.

Ao chegar em casa Paulo parecia ter uma engrenagem funcionando desesperadamente em sua cabeça. Ele pegou minha caixa no porta malas e entrou correndo. O segui até o quarto.

- Porque a pressa?

- Pra sair de perto do motorista, pra ele não ouvir e também não dizer o que vamos falar aqui pra ninguém. - Ele fecha a porta.

- Nossa, é tão sério assim?

- É. Senta aí. - Ele aponta para a cama e eu o faço. - O problema é meu pai, você sabe que eu não me dou bem com ele nem um pouco e eu posso estar sendo totalmente maluco falando isso, mas... mas é que isso me veio na cabeça assim que você disse o que ficou sabendo.

- Não estou entendendo. - Falo.

- O ponto é, conheço Roberto Guerra. Quando tem algum problema na empresa que vai prejudicar ele é terrível em casa. Fica o dia inteiro no escritório, gritando ao telefone, dá pra escutar barulhos como se ele jogasse objetos nas paredes ou no chão. Ele me batia também nesses dias quando eu morava lá, mesmo que eu não tenha feito nada, por isso liguei pra Marce.

- Pra saber como ele está. - Digo entendendo o raciocínio dele. - Porque ela não disse nada esses dias sobre ele estar de mau humor não é?

- Exato. Ela sabe quando ele está assim, quando eu morava lá às vezes ela me pedia pra ir ficar com ela no quarto dela. Ela dizia que tinha medo quando ele ficava nervoso assim. Que não gostava dos gritos. Assim que ela dormia eu saia. Mas a questão é que ela disse que não ouviu nada esses dias, disse que ele parece até bem feliz. - Ele suspira. - Alicia, eu não sei, mas eu acho que tem coisa errada aí.

- Coisa errada?

- Sim. Eu não confio nele. Se ele está perdendo dinheiro, porque o bom humor? E outra, nesses meses às vezes escutei conversas dele no escritório. Ouvia partes de conversas que falavam sobre dinheiro e mais dinheiro que entrava, sempre a mesma coisa. Como pode estar faltando...?

- Certeza?

- Sim, várias vezes nas quais esperava você na sala enquanto estava com a Marce lá em cima no quarto eu escutei ele no telefone. Falava que ia ficar mais rico e que estava dando certo, muitas dessas nas últimas semanas... pensei que poderia ser sobre a empresa, que essa ideia estúpida tinha dado certo, então nem liguei muito, mas agora... Além disso, a Marce disse que ele tem recebido visitas estranhas, ela falou que já viu um homem mais de uma vez lá em casa, que ela não conhece e que isso começou umas semanas depois do nosso casamento. Alicia - ele chama - ele sempre recebe sócios e acionistas da empresa durante a noite em um jantar, até porque ele diz que sempre tem que agradá-los para que continuem satisfeitos em investir com ele.

- Você quer dizer que ele está... - Paulo não me deixa terminar.

- Que ele pode estar ganhando dinheiro em cima do seu pai. - Ele fala.

- E o que fazemos então? Não podemos chegar acusando do nada, é muito sério! Nem temos provas nem nada, mudanças de humor e visitas estranhas não são o suficiente.

- Perguntar pra ele não vai adiantar, nem pro seu pai.

- Então você quer dar uma de detetive? Jura? - Pergunto e ele sorri.

- A vamos lá Alicia! Cadê a animação? A gente entra no escritório rapidinho e sai...

- Você está animado pra investigar o seu pai entrando no escritório? E se ele descobre?

- Tem isso ainda... - Ele pausa brevemente, pensativo. - O certo é que temos que entrar no escritório em um momento que ele não estiver por lá.

- Sim isso é. Seria bom se tivéssemos a Marce pra dizer quando ele está ou não em casa.

- Não acho bom incluir ela.

- Eu também não.

- Não queria nem que você se metesse nisso, - ele segura minha mão, - mas sei que se eu não dissesse não me deixaria em paz.

- Ainda bem que sabe disso. - Sorrio para ele. - Vamos hoje de noite na casa dos seus pais para saber o que está acontecendo?

- Vamos. - Ele confirma.

*    *    *

Ao anoitecer mandamos mensagem para a Marce e ela diz que os meu país estão lá na casa dela e que estão se preparando para jantar. Peço para que ela nos avise quando o jantar acabar e ela concorda. Depois de mais ou menos uma hora a mensagem chega e então Paulo e eu vamos para a casa dos pais dele. Sabíamos que a reunião aconteceria depois do jantar como sempre. Ao entrar na casa minha mãe e minha sogra nos esperavam na sala.

- Viemos para a reunião. - Diz Paulo.

- Verônica disse que talvez viriam. Roberto e Maurício pediram que esperassem se aparecessem aqui que quando acabarem vão falar com vocês. - Fala a mãe de Paulo. - Não vão demorar muito, já entraram tem um tempo. Antes de acabarmos de jantar.

- Tudo bem. - Falo.

Paulo e eu nos sentamos no sofá e ficamos em silêncio pelos vinte e cinco minutos que se seguiram. Encarávamos nossas mães, nos encarávamos, analisávamos os móveis da sala, o teto, o chão e até a tinta da parede. Enquanto ainda esperávamos Marce apareceu, disse que tinha ido organizar os materiais da escola.

- Alicia, Paulo, - fala meu pai ao abrir a porta, - venham cá para conversar. - Ele nos chama para dentro do escritório.

Paulo e eu saímos de nossos devaneios, nos levantamos em sincronia e seguimos em silêncio para o escritório de Roberto Guerra. Ao entrarmos vemos o pai de Paulo sentado em sua cadeira e três outras perto da mesa para que nós nos sentássemos provavelmente.

- Sabíamos que depois de falar com Alicia vocês viriam aqui. - Diz meu pai.

- Acredito que não poderia ser diferente, já que o assunto é do nosso interesse também. - Falo.

- Certamente. - Ele concorda.

- O caso é: havíamos notado uma queda nos lucros, porém imaginamos que seria coisa de momento, enquanto as coisas se ajustavam, mas já fazem cinco meses e só piorou. - Fala Roberto.

- E o que vai acontecer?

- Por enquanto nada, - dá de ombros, - vamos tentar mudar a situação investindo em marketing. - Roberto.

- E se não melhorar? - Pergunta Paulo.

- Se não melhorar vamos ter que fechar antes que fique pior, antes que a gente adquira uma dívida com fornecedores e um atraso em pagamento de funcionários tão grande que fiquemos no negativo. É um negócio muito grande onde o dinheiro é o ponto principal, enquanto houver fundos que nos deixe pelo menos um pouco sossegados em uma possível falência estamos bem, porém quando não houver o suficiente... - Explica meu pai.

- E se isso acontecer... como nós dois ficamos?

Os dois se olham.

- Se isso chegar a acontecer, o que não vai, ai então vemos isso. - Maurício diz.

*    *    *

- Eu... nossa, nem sei o que dizer... - Fala Paulo entrando no quarto de Marcelina junto com Alicia. - Realmente acho que tem algo muito errado e não sei como não percebi isso antes.

- Se realmente tem algo errado a gente vai tentar descobrir, mas por enquanto se acalma Paulo! - Tento não falar alto para que não nos ouçam. - Neste momento não tem muito o que fazer.

- Não me pede pra ficar calmo, se ele tá planejando algo e prejudicando o seu pai eu não vou ficar parado até descobrir. - Eu começo a rir.

- Se você acha que eu não estou preocupada com meu pai, se acha que eu também não quero o bem da minha família, você tá muito errado.

- Eu não disse isso. - Ele fala olhando pra mim.

- Mas deu a entender, - ele balança a cabeça em negação, - deu a entender sim Paulo, claro que sim! Mas as coisas não são assim, não é um filme, não é um livro, é a vida real, tenta botar os pezinhos no chão e pensar um pouquinho.

- Se não vai ajudar, então também não me... - O interrompo.

- Não termina. Não mesmo. Se for pra me falar alguma merda é melhor eu sair daqui agora, porque eu não tô pra escutar desaforo de ninguém. - Me levanto.


Notas Finais


Brigadaaa pra quem leu até aqui🥰
Oq acharam do cap?
Até o próximo 😘❤❤


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