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História Emily Sommers - The Beginning - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Capítulo 8


Os dias em Hogwarts foram parcialmente calmos para Emily, ao menos o mais calmo que se poderia ser se tratando de uma escola de magia. Enquanto aulas como feitiços, DCAT, poções e transfiguração eram quase que naturais para ela, astrologia, herbologia e história da magia eram as mais pesadas para seu currículo.

Hoje teria sua primeira aula de voo e percebeu, pelas conversas que escorriam em seu grupo, que os meninos já eram experientes nessa prática. Draco Malfoy falava sobre como era incrível em quadribol e queixavasse do fato de alunos do primeiro ano não entrarem para o time.

Michael, por outro lado, não parecia nenhum pouco animado com a ideia de sair flutuando por aí em um pedaço de madeira atrás de uma bola e tirava sarro de Draco sempre que ele se esnobava ou se empolgava demais com o assunto. 

-Bom agora que o oxigenado e os dois trolls sairam daqui- disse o moreno enquanto observava o loiro se dirigir para mesa da Grifinória- meu pai me mandou um bisbilhoscópio hoje pelo correio.

-Bisbilh-oque? - perguntou a ruiva genuinamente confusa.

-Bisbilhoscópio, ele faz um barulho toda vez que você estiver perto de uma fraude-respondeu com um tom em que parecia estar escondendo algo- é útil quando você não sabe em quem confiar na escola.

-Você esta me falando isso por causa do Malfoy- falou Emily entendendo o tom do rapaz- Eu sei que ele é bem esnobe e mesquinho, mas ele não fez nada de mal pra mim até agora.

-Até. Ems, todo mundo aqui sabe muito bem que ninguém da família de Draco é confiável- falou Michael em um tom mais baixo- mesmo aqueles que puxam o saco dele para ficarem nas boas graças dos Malfoy sabem disso. Ele pode puxar seu tapete a qualquer momento.

-Então eu não posso confiar nele cegamente. Eu posso fazer isso e ainda ser uma quase-amiga dele - respondeu a garota dando de ombros.- agora vamos, antes que a gente se atrase para a aula.

 

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Emily observou Madame Hooch quando ela chegou. Possuia cabelos grisalhos curtos e olhos amarelos como os de um falcão, o que fez a jovem se sentir intimidada.

-Vamos, o que estão esperando?-perguntou com rispidez- Cada um de um lado da vassoura. Vamos, andem logo.

A vassoura que a ruiva acabou tendo que usar era velha, com angulos desajeitados que davam a Emily uma sensação agoniante. 

-Estiquem a mão direita sobre a vassoura- mandou a professora- e digam “em pé!”

-Em pé!- gritaram todos.

Emily sorriu quando a vassoura pulou diretamente para sua mão, ainda mais quando percebeu que foram poucos que conseguiram oo mesmo. Entre eles estava Harry Potter, com quem compartilhou um breve olhar em que os dois pareciam se parabenizar.

Madame Hooch os ensinou a como montar a vassoura e passou pelas fileiras de alunos corrigindo a maneira de segura-la. Emily deu um tapa no ouvido de Michael quando ele quase começou a gargalhar da reação de Draco ao ouvir da professora que segurava o objeto da maneira errada há anos.

-Agora, quando eu apitar, deem um impulso forte com os pés- disse a Madame- Mantenham as posturas firmes, saiam alguns centímetros do chão e voltem a descer curvando o corpo um pouco para frente. Quando eu apitar… tres… dois… 

Neville, como sempre nervoso e assustado, deu um impulso muito forte antes de professora soar o apito. Madame Hooch gritava para que ele retornasse ao chão mas ele continuava a subir, sem controle nenhum no momento e acabou escrregando para fora da vassoura.

O baque foi absurdo, junto do barulho de uma fratura. O menino do sapo tinha quebrado o pulso e Emily teve que desviar o olhar do osso quebrado para um lado qualquer.

-Nenhum de vocês vai se mexer enquanto eu levo esse menino para o hospital! Deixem as vassouras onde estão ou serão expulsos de Hogwarts antes que possam dizer ‘quadribol’. -a grisalha exclamou enquanto se retirava com Neville- Vamos, menino.

Assim que ambos se distanciaram, Draco caiu na gargalhada:

-Vocês viram a cara dele, o panaca?

Emily e Michael reviraram os olhos, enquanto outros alunos da Sonserina fizeram coro.

-Mas é claro que o loirinho não iria conseguir cuidar da própria vida um dia que fosse- disse o menino saindo do lado da amiga ruiva- não deve ser tão interessante quanto você faz parecer, não é Draquinho?

-Quer mesmo comprar briga comigo, Mikey?- perguntou o loiro se aproximando do outro- Eu sou um Malfoy!

-E eu sou um West!- disse o moreno, no mesmo tom arrogante que o outro

-E eu sou uma Sommers- disse Emily se metendo no meio dos dois garotos- agora que todos sabemos os sobrenomes uns dos outros, que tal vocês dois se acalmarem?

Ao verem a ruiva ambos se acalmaram e parecia que o assunto ia se dar por fechado, mas ao invés disso, Draco encontrou no chão uma pequena esfera transparente.

-Olhe! É aquela porcaria que a avó de Neville mandou.

Aquilo que a ruiva reconheceu como um Lembrol contilou no sol quando o garoto o ergueu.

-Me dá isso aqui, Draco-disse Harry em uma voz baixa, silenciando todos que espiaram a segunda oportunidade de presenciarem uma briga com Draco no meio. O loiro riu maleficamente.

-Acho que vou deixa-la em algum lugar para Neville apanhar, que tal em cima da árvore.

-Me dá isso aqui- berrou Harry, mas Draco simplesmente montou na vassoura e saiu voando tão bem quanto dizia conseguir, desafiando Potter a ir buscar a esfera. O moreno de olhos verdes estava pegando a vassoura do chão quando Hermione gritou.

-Não! Madame Hooch disse para a gente não se mexer. Vocês vão nos meter numa enrascada.

Harry simplesmente a ignorou a deu um impulso contra o chão e foi ao encontro de Malfoy. Mesmo que naquele momento torcesse para ver o menino da cicatriz derrubar o engomadinho e faze-lo quebrar pelo menos meia dúzia de ossos, Emily não pode evitar de ficar ao lado da morena.

-Ele é um idiota- ela murmurou, entre Michael e Hermione no meio de todos os alunos para observar a disputa que acontecia no céu, recebendo uma concordancia dos dois lados.


 

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No final da história, Harry deu um show e recuperou o Lembrol, mas foi levado por Minerva logo depois. Draco tentou falar com Emily no final da aula, mas ela simplesmente passou por ele como se não houvesse ninguém ali, ferindo ainda mais o ego do loiro.

Pouco a frente da cabana do guarda-caça de Hogwarts, a menina Sommers sentava-se no chão gramado junto de Felicity O’Deal, Shane Trentino e, é claro, Michael West. Eles colocaram uma toalha na grama onde estavam varias comidas que eles haviam retirado das mesas do Salão Principal.

-Snape estava insuportável hoje- reclamou Felicity enquanto tomava seu suco de abóbora- ele tirou pontos de mim porque, de acordo com ele, cortar as raízes na forma vertical e não horizontal, como diz o livro, seria uma atitude arrogante e que eu me acho melhor que os mestres de poções. Da pra acreditar?

-Pelo menos você não é da grifinória. Se não fosse burlar ainda mais o sistema, ele iria tirar nossos pontos por respirarmos- disse Shane, pegando mais um saduíche da pilha- e provavelmente dar ponto extra para a Sonserina por cada centímetro de gel que tem no cabelo do Malfoy.

Os outros tres riram do comentário. Emily terminou sua tortinha de morango e se deu por satisfeita quando Michael decidiu quebrar seu silencio:

-Eu ouvi uns terceiranistas da grifinória falando algo sobre uma passagem secreta no terceiro andar que dá direto para uma loja em Hogsmeade antes de virmos pra cá- disse ele dando um olhar travesso para seu irmão postiço.

-Nem pense nisso, Mich…- Shane foi interrompido pelo outro moreno antes que pudesse completar seu sermão.

-Eu não estou dizendo pra gente atravessar. Só dar uma olhada. - disse ele revirando os olhos pela reação reprovadora do mais novo- Só que teria que ser noite, depois do horário de recolher, pra não chamar atenção do Filch ou outros alunos.

-Minha primeira aventura irresponsável em Hogwarts?- perguntou Felicity retoricamente, enquanto sorria e limpava as mãos- com certeza!

-...Ah, eu já estou ferrado em casa mesmo, que mal vai fazer-disse Shane, depois de pensar um pouco e também finalizando seu almoço. Os três se viraram para a única que ainda não havia confirmado ou negado a proposta.

-Vocês percebem que é um risco enorme que querem correr por uma besteira né?- a ruiva perguntou para as três pessoas à sua frente. Quando todos assentiram ela suspirou, revirou os olhos e balançou a cabeça - onde e que horas a gente se encontra?

 

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As onze e meia da noite, quando os corredores deveriam estar desertos, quatro estudantes de três casas diferentes se encontravam na frente da Ala Hospitalar. Os três seguiram os corredores catelosamente e mantendo silêncio até que se depararam a tal passagem. Era uma estátua de uma bruxa caolha que parecia te obervar de todos os lugares onde estivesse.

-Como que isso é uma passagem?- perguntou City, com confusão praticamente escrita em seus olhos.

-Será que a gente tem que empurrar ela?- questionou Shane enquanto olhava nos arredores da estátua assim como Michael que negou coma cabeça.

-Não, chamaria muita atenção. O objetivo de se ter uma passagem secreta é que se passe por ela discretamente. - argumentou o moreno de olhos azuis- Precisaria mais de duas pessoas pra conseguir mover isso, o que não seria muito sutil.

-Talvez precise de uma senha- pensou Emily em voz alta- os salões da Sonserina e Grifinória só se abrem com uma senha própria. Talvez essa também siga o mesmo esquema.

-Isso… faz muito sentido. Você é brilhante- falou Shane admirado com a lógica da menina.

Antes que a ruiva agradecesse, começaram a ouvir o barulho de passos com pressa vindos do fnal do corredor. Quatro outras figuras se revelaram como Hermione, Rony, Harry e Neville que pareciam desesperados, mas pararam quando deram de choque com o outro quarteto. Ao invés de fazerem perguntas, todos ouviram Pirraça gritando “alunos fora da cama” para chamar atenção de Filch e saíram correndo, entrando em uma sala qualquer com a ajuda de Hermione que destrancou o cadeado.

Emily nem ao menos viu aonde eles pararam, mas ficou aliviada quando ouviu que o Poltergeist não entregou a todos e o zelador se afastou xingando. Quase suspirou de alegria quando se virou e deu de cara com algo que provavelmente lhe daria pesadelos por dias e concluiu que estavam no corredor proibido.

Um cão enorme, de pelos negros e monstruoso estava lá, e como se isso por si só não fosse apavoroso, ele possuia TRÊS cabeças, cada qual com dentes enormes cheios de baba.

Olhou para o lado e viu que os outros repararam na coisa também e pareciam tão assustados quanto ela. Como se todos pudessem se comunicar, todos se retiraram da sala atrás de Harry. Entre a morte e Filch, estava claro a resposta óbvia para questão.

Os grifinórios teriam que subir as escadas enquanto os sonserinos e a lufana teriam que descer para o subterrâneo, portanto Shane e Emily tiveram uma conversa silenciosa em que pedia para que o menino descobrisse o que os outros quatro estavam fazendo, mas sem revelar o que seu próprio quarteto estava fazendo.

-Eu achei que tinha vindo para uma escola, não uma versão júnior do Gringotes- disse Felicity quando eles estavam prestes a se separar.

-hein? O que quer dizer?- perguntou Michael, vocalizando também a dúvida da amiga ruiva.

-Vocês não perceberam? Aquele cachorro estava lá de guarda, a pata dele estava bem em cima de um alçapão. -ela disse explicando sua observação.

-Vocês acham que pode ser… - Emily começou a dizer sua teoria em voz alta, mas parou na dúvida de parecer paranoica, mas ao ver o olhar nos rostos dos outros dois amigos, percebeu que eles deviam estar pensando na mesma coisa - aquilo que quase foi roubado do Gringotes. 

Em um acordo silencioso eles encerraram o assunto e cada um foi para seu dormitório. Naquela noite, onde tudo que Emily Sommers gostaria era dormir tranquilamente para esquecer os acontecimentos, ela sonharia com aquilo que mudaria o resto de sua vida.

 



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