História The Best Of You - Capítulo 16


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Bangtan Boys (BTS), Drama, Sad Fic, Shor Fic
Visualizações 116
Palavras 3.121
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa Leitura! ^^

Capítulo 16 - 15 - A New Chance


Fanfic / Fanfiction The Best Of You - Capítulo 16 - 15 - A New Chance

“Nos momentos em que eu comecei a reconhecer-lhe... Eu estava tão feliz, apenas por andar na chuva com você...” Gone {Jin}

TAEHYUNG

Alguns anos depois...

Difícil descrever em palavras a sensação de perder alguém que era mais que um amigo, Jungkook era como um irmão mais novo de outra família. Não tínhamos o mesmo DNA, tão pouco um grau de parentesco.

Aquele garoto foi simplesmente alguém que me entendeu no momento que mais precisei, quem lutou ao meu lado e me ajudou a vencer alguns preconceitos. Jeon Jungkook foi quem tentou me fazer forte, no entanto, acabei cedendo a chantagem dos meus pais por medo de decepcioná-los.

Os últimos cinco anos têm sido uma luta diária como redenção à minha consciência pesada. Eu não estava ali quando ele precisou, falar ao telefone não é o mesmo que o contato de um abraço. O fato dele ter partido sem que pudesse acolhê-lo em meus braços uma última vez, me fez perceber que a vida é curta demais para viver sem intensidade.

Estava acostumado com sua ausência, mas saber que ele estava vivo há onze mil e quarenta e seis quilômetros era confortável o bastante.

Agora estamos no mesmo continente. Relativamente tão perto, mas ao mesmo tempo tão longe.

A vida tem dessas, mas estou ciente de que minhas escolhas sempre tiveram consequências. Escolhi ser covarde e renunciar meus sonhos, mas agora abri os olhos.

Pena que foi tarde demais.

Pena que não posso secar as lágrimas do meu melhor amigo.

É realmente uma pena... Realizar cada item daquela lista doeu mais do que imaginei.

No entanto, ao meu lado estava alguém.

Alguém que foi importante para Jungkook em seu último ano de vida.

A pessoa que em pouco tempo o conheceu melhor que a mim durante anos de amizade.

Jungkook me contava seus segredos e os viveu com a pessoa que mais amo. Saber disso de certa forma me traz um pouco de conforto. Eu não estava ali como o melhor amigo deveria estar, mas Jimin esteve como um bom namorado.

Ao longo destes quatro anos que se passaram pude perceber o que Jungkook viu de fato em Jimin. Diariamente via os reflexos que meu amigo deixou naquele garoto, como por exemplo, sua paixão por fotografias.

Neste período Jimin e eu conseguimos cumprir nossas listas. Consegui me estabilizar em Seul, montei meu próprio negócio e já comprei um apartamento.

Jimin se formou em letras no último semestre. Dedica parte do seu tempo dando aulas de literatura em um colégio conceituado, além de escrever um romance contando sua história com Jeon, intitulado de “O melhor de você”.

Estou orgulhoso em dizer que ao menos três editoras o procuraram querendo gerenciar tal lançamento. Saber que ele deu um jeito de canalizar sua dor em cada palavra ali ao invés de se afundar novamente foi um alívio imenso para todos.

Sou suspeito para falar, afinal convivemos muito tempo para que eu possa opinar dizendo que tudo está perfeito. Cada frase, parágrafo e declaração cheia de sentimentos.

Você sou eu, e eu sou você” nunca teve um significado tão claro como agora.

Jimin e eu dividimos o apartamento. O chamei para morar comigo quando estávamos presos na ideia de realizar aquelas listas. Não nunca houve nada além da linda amizade que nasceu, apesar de que as vezes me pego suspirando apenas ao observar aquele sorriso sincero.

São dois polos totalmente oposto. Enquanto ele enfrentou o inferno por um amor que lhe feriu, para ser aceito pelas pessoas que mais amava, preferi permanecer no paraíso e viver uma mentira.

Eu o admiro, não somente por ter proporcionado a Jungkook a sensação de um amor genuíno, mas por ter vencido cada ferida e aprendido novamente a voar mesmo com as asas cheias de cicatrizes.

No entanto, mesmo com os dias cheios de alegrias existem datas onde a tristeza nos consome. O pior destes momentos acontece uma vez por ano, é quando passamos o dia inteiro chorando pela saudade de um anjo que nos marcou.

Jimin em especial, ignora qualquer pedido de seu terapeuta e passa horas trancado no quarto assistindo os vídeos e vendo as inúmeras fotos que tirou com Jungkook.

Dias que gostaria de invadir seu quarto e abraçá-lo a todo momento, dizer o quão forte ele é ainda que existam momentos de dor.

Aliás, momentos de dor são essenciais para forjar nossa força.

Ontem foi assim, nem sequer tive coragem de ir ao memorial lhe deixar flores. Completaram-se quatro anos de sua morte, mas minha maior preocupação estava sendo Jimin que nem sequer saiu da cama.

Sei que Jungkook faria o mesmo. Gostaria que eu cuidasse de seu garoto e não me preocupasse em lhe levar flores, por mais que essa fosse minha vontade. Se não fosse para ser assim, ele não teria nos colocado um no caminho do outro para dar apoio.

– Senhor Kim, seu amigo está lhe esperando na recepção. – estranhei quando uma funcionária entrou no pequeno escritório que instalei nos fundos da cafeteria.

– Obrigado, senhorita Yang.

Desliguei meu computador às pressas, talvez medo de que algo tenha acontecido. Levei Jimin até a escola mais cedo, desde a última semana seu carro está na oficina e lhe dar carona todos os dias virou rotina.

Então o vi sentado em uma das mesas. O mesmo chocolate quente de sempre, sua bebida favorita e ninguém consegue convencê-lo do contrário.

Percebi que sobre a mesa havia um pequeno buquê de jasmins. Flores preferidas de Jungkook, que apesar de ser alérgico a perfumes fortes, amava aquele por sempre lhe lembrar de sua mãe.

– Jiminnie, está tudo bem?

– Sim. Acabei de vir da terapia. – explicou o motivo de ter vindo tão cedo para casa. – Dei aulas pela manhã, tive a consulta com doutor Min agora a tarde e...

– Como se sente? Você me deixou preocupado ontem. – perguntei um pouco aflito, aquele simples bem não me pareceu o suficiente.

– Me desculpe, Tae. – pediu tentando esconder as bochechas rubras. – Tive uma conversa esclarecedora com meu médico, isso me ajudou muito. Perdão por tê-lo preocupado.

– Está bem. Você tinha motivos para estar daquela forma. – sorri de forma amigável, recebendo o mesmo gesto como resposta. – Para quem são essas flores?

– Você está ocupado agora? – neguei com um simples gesto. – Pode me levar até o memorial? Gostaria de visitar Jungkook.

– Claro. Vou apenas pedir que o gerente feche a cafeteira mais tarde, já volto.

O deixei ali por poucos minutos, apenas o tempo de instruir o gerente a tomar a frente de tudo durante minha ausência. Logo que voltei já com o casaco e as chaves, vi Jimin conversando com uma das funcionárias. Ele é conhecido por todos ali, sua aura cativante lhe faz querido, sem mencionar que todos os funcionários têm um enorme respeito pelo garoto.

Não é para menos, Jimin foi quem me auxiliou nas entrevistas na hora de contratar cada um deles. A Bunny coffees foi uma brincadeira de criança, que se transformou em um sonho de adulto e logo um dos últimos desejos que Jeon deixou em minha lista.

Seu nome pode não ter muito sentido para alguns, mas para quem conviveu com ele, percebe que há mais significado fofo do que graça em si.

Jimin logo se despediu da garota e me seguiu até o carro, como sempre abri a porta para ele e o ajudei com o cinto de segurança. Coisa boba tendo em vista que ele é um adulto, mas esses quatro anos nos ensinou a cuidar um do outro independente da ocasião.

O cemitério não fica tão distante, ainda demos sorte de não ter muito trânsito pelo caminho. Quando chegamos, enquanto eu estacionava o carro Jimin pediu para ir na frente e ter um pouquinho a mais de tempo.

Claro, existem coisas que ele conversa apenas com Jungkook, apesar de saber que ali estão apenas as suas cinzas, Jimin lhe reserva o direito de conversas carinhosas e choros silenciosos.

Por essa razão lhe dei um tempinho a mais, caminhei na parte tranquila do cemitério antes de seguir o rumo dos inúmeros memoriais. E ali estava Jimin, deixou o buquê de jasmins entre o vaso com as cinzas e a foto de um Jungkook sorridente.

Sorriso esse que me recuso a esquecer.

Sem atrapalhar o mais velho, apenas observei enquanto ele contava sobre a realização de nosso último objetivo. O último tópico de sua lista, onde dizia para refazermos o trajeto de sua viagem mais importante.

O fim de semana em Tóquio foi divertido, ainda que teve seus momentos constrangedores como dividir o mesmo quarto e até a mesma cama. Deixando claro que não tenho nada contra isso, mas minha mania de dormir abraçado a algo fez mais uma vítima. Jimin e eu passamos quase uma semana sentindo vergonha de encarar um ao outro.

– Taehyung é como um anjo, bebê. – paralisei ao ouvir aquilo. – Você se foi, mas sei que pensou em algo em suas últimas horas. Acho que sei o que é. – vi quando ele abaixou a cabeça e deixou uma risada nervosa escapar. – No último ano tenho tentado negar a mim mesmo esse sentimento, porém, meu coração acelera a cada vez que o vejo.

Meu coração disparou. Não estou vivendo um sonho, percebo que não sou o único a alimentar esse sentimento enquanto tento conviver uma bela amizade.

– No início eu achava errado, até conversar com sua mãe e ela sorrir daquela maneira. Acredita que até sobre se casar ela mencionou? Ah, preciso dizer que ela mandou um beijo, mas acho que conversaram ontem, então não faz tanta diferença assim. – novamente ele riu pelo nervoso. – Bebê, me dê um sinal de que isso é certo. Não quero fazer algo que lhe deixe tristinho aí em cima.

Não terminei de ouvir aquilo. Estava nervoso demais para esperar que ele notasse minha presença, e foi isso que me fez sair correndo. Optei por esperá-lo no carro, como se eu não houvesse presenciado aquele momento.

Jimin ainda ficou cerca de vinte minutos lá, logo saiu acompanhando uma velha senhora que foi visitar o memorial de sua neta, morta em um acidente recente. É nos compadecendo da dor do próximo que conseguimos ser mais fortes.

Os anos podem passar, a dor se tornar suportável, mas a saudade sufoca cada vez mais.

– Pode me levar para casa? – Jimin perguntou assim que parou ao lado do meu carro.

– Como foi? Você está melhor?

– Precisava vir visitá-lo já que não o fiz ontem. – ele apenas respondeu seguindo para o lado do motorista. – Estou um pouco cansado, preciso repousar.

– Tudo bem. Vamos para casa, eu preparo o jantar.

Demoramos um pouco mais para chegar no apartamento. Acreditei fielmente que Jimin fosse se trancar no quarto outra vez, mas acabou se distraindo com uma ligação de sua mãe.

Conversaram por quase uma hora, e ele parecia feliz ao ouvir sobre a viagem que sua mãe e seu pai fizeram a Busan. Estão curtindo a liberdade agora que JiHyun se casou e Jimin decidiu ser independente financeiramente falando.

Sendo honesto, não há nada melhor que curtir a aposentadoria da forma que lhe faz mais feliz. Podemos dizer que eles já têm dois filhos criados e com suas independência consolidadas.

A relação com minha família ainda é um pouco complicada. Principalmente com meu pai, que apesar de me respeitar, ainda mantém a mente fechada e costuma soltar alguns de seus comentários homofóbicos.

Nada com o qual não tenha aprendido a lidar. Desde que fui deserdado por querer ser eu mesmo, tenho vivido mais feliz e me sentindo mais realizado que nunca.

Durante o jantar conversamos sobre coisas da vida, ainda que minha mente insistisse em me mandar de volta ao que aconteceu no memorial.

Cada palavra... Frase... Confissão.

Tudo que me fez perceber que o sentimento é recíproco, tanto o de gostar e amar, quanto o de medo de decepcionar uma das pessoas mais importantes para nós dois, ainda que esta não esteja fisicamente presente.

E foi pela primeira vez na vida que decidi agir sem pensar. Correndo o risco de vê-lo passar magoado pela porta, ainda que sinta o mesmo.

Enquanto Jimin secava e guardava as louças que eu lavava gradativamente, tentei reunir a coragem o suficiente para dizer tais palavras a ele.

– Bom, essa é a última. Acho que vou me deitar agora e...

Agi sem pensar. Ainda que desaprove tal atitude, acabei o puxando e lhe dando um beijo, apenas juntando nossos lábios enquanto sentia meu coração em colapso.

Fechei os olhos a espera de ser empurrado e xingado de diversos nomes. Beijar alguém sem o consentimento não é o certo, mas naquele instante deixei a emoção e o desespero falar mais alto.

Porém, acabei me surpreendendo quando as mãos de Jimin desfizeram seus punhos e deslizaram para contornar meu pescoço. Sua boca se abriu um pouco mais me fazendo entender que era para continuar.

Então deslizei uma das mãos para sua cintura, enquanto a outra permaneceu na parte posterior de sua cabeça. O mais velho envolveu a língua em meio ao beijo, deixando tudo mais intenso e lhe arrancando alguns gemidos.

Movido no calor do momento tudo o que fiz foi erguer seu corpo e sentá-lo sobre o balcão. Jimin envolveu suas pernas em torno de minha cintura me trazendo para perto.

Iriamos continuar... Era isso que ambos os corpos queriam...

No entanto, mesmo ofegante ambos paramos naquele instante. O encarei por alguns segundos, fascinado com sua expressão fofa e ao mesmo tempo sexy.

– Agora não. – disse ele mantendo as mãos agarradas em meus ombros.

– Entendo. Me desculpe por invadir seu esp... – fui calado com um selinho, em seguida vi seu sorriso discreto de quem não havia se arrependido.

– Eu desejo isso, Taehyung. Há algum tempo para ser exato, mas estava confuso entre o certo e o errado. – explicou me deixando mais calmo. – Quero fazer amor com você, quero nos dar a chance de amar, mas esse não é um bom momento. Não quero isso em um surto de desejo, deixe as coisas irem naturalmente.

– Obrigado, Jiminnie. – pedi lhe abraçando com um pouco mais de força. – Eu ouvi sua conversa no memorial, apenas não quis ficar lá para constrangê-lo com minha presença. – confessei o mantendo naquele abraço, sem coragem para afastá-lo e encará-lo. – Também sinto isso já faz um tempo, mas fiquei confuso. Para mim era melhor ter apenas sua amizade e mantê-lo por perto, do que confessar e correr o risco de perdê-lo de vez. Novamente fui um covarde.

– Não, Tae. Você não foi. – disse ele me afastando para poder me observar melhor. – Obrigado por me contar. Eu pedi que Jungkook nos mandasse um sinal, isso é o suficiente.

Ainda ficamos ali trocando carícias e alguns beijos. Não houve um pedido oficial de namoro, pretendo fazer algo que lhe traga uma memória boa. Às vezes imagino o sorriso de Jungkook, entre as nuvens comemorando o sucesso de sua última traquinagem.

Literalmente como um cupido, sua última missão além de ensinar Jimin a amar, foi nos colocar na vida um do outro.

Agora justifica o porquê de cumprirmos cada item daquelas listas ao lado um do outro, da confiança e convivência que aos poucos foi surgindo entre nós dois. Jimin e eu primeiramente cultivamos uma amizade, e desta surgiu o amor.

Quatro anos... São exatos quatro anos secando as lágrimas e sendo a fonte de equilíbrio um do outro.

E depois de ajeitar todo o apartamento finalmente decidimos ir nos deitar. Essa noite o quarto de Jimin ficará vazio, minha cama terá mais um corpo para relaxar, mas farei o trabalho de aquecê-los em meus braços.

Houve beijinho de boa noite, carinho e palavras doces. Ali não estavam duas pessoas arrependidas, não há mais medo de decepcionar alguém, e o cheiro de jasmins que invadiu o quarto foi um sinal de que tudo está bem.

– Tae, está sentindo isso? – Jimin sussurrou se virando em minha direção.

– O perfume? Sim. – respondi observando seu rosto pouco iluminado pelas luzes que vinham do lado de fora. – Jungkook nos mandou um sinal, o que acha?

– Fizemos o que ele planejou. – o mais velho sorriu deixando algumas lágrimas encherem seus olhos. – Tae, obrigado por tudo.

– Não agradeça a mim, Jiminnie. – murmurei enquanto acariciava suas bochechas cheinhas. – Ainda vamos ter uma vida para agradecimentos, mas se chegou até aqui com condições para amar novamente, agradeça a Jungkook.

– Jungkook me ensinou a amar novamente, Tae. – confessou deixando alguns selinhos em meus lábios. – Ao longo desses quatro anos tudo o que tenho feito é tentar não desistir. Ele está lá em cima, mas me deixou você para dar forças e continuar os meus sonhos.

– Eles nos marcou, Jimin. De certa forma sempre será nós três. – disse tentando controlar a emoção em minha voz. – Levaremos lembranças boas, pois é assim que ele gostaria de ser lembrado.

– Você está certo. – o mais velho me abraçou e ali não demorou a adormecer.

Jimin teve dias cheios com todas as lembranças. Passou madrugadas chorando pela saudade. Digo isso, pois para mim foi tão doloroso quanto.

Agora o observo em meus braços. Tenho a certeza de que não vou precisar ouvir seu choro, ao menos não atrás de uma porta. Demorou muito, porém, não preciso mais hesitar se houver necessidade de abrir seu quarto e lhe abraçar por horas.

Tudo o que ouço são alguns suspiros entrecortados por sua respiração calma, percebo que ele está confortável em meus braços. A segurança que pareceu buscar ao longo do anos, agora podemos dar paz um ao outro.

– Eu prometo cuidar dele por você, meu amigo. – murmurei em pensamentos como se Jungkook fosse capaz de ouvi-lo.

Não quero substituir aquilo que Jungkook foi para ele, da mesma forma que nenhuma amizade foi capaz de substituir o que o mais novo foi para mim. Pessoas aparecem em nossas vidas, algumas marcam e vão embora, outras permanecem.

Jimin aprendeu muito com Jungkook assim como o ensinou. Há uma parte de seu coração reservada para suas lembranças, mas ele se permitiu amar novamente. Sentimos saudades, muita sendo sincero, porém, acreditamos que devemos seguir a vida sem medo de ser feliz.

Um sorriso pode significar muita coisa, assim como lágrimas que não têm hora exata para escorrer pelas bochechas. São coisas espontâneas, sentimos, o corpo reage, e as pessoas apenas presenciam ou não.

Jimin foi alguém com perdas e feridas. Eu fui aquele que não viveu intensamente. Agora ambos estamos tendo uma chance de recomeçar. Talvez tarde demais, no entanto, para viver a felicidade não existe data certa.

Que a vida possa nos sorrir agora. Que possamos ser o motivo dos sorrisos um do outro.

E foi abraçado a ele, ainda sentindo o cheiro já enfraquecidos daqueles jasmins que acabei adormecendo.

O amanhã é um novo dia, uma chance de recomeço e um sinal de que podemos sim seguir rumo a felicidade.


Notas Finais


“Não faz sempre sol e nem sempre é um mar de rosas, e às vezes a escuridão fica bem sombria, mas estamos cercados de pessoas capazes de entender e de nos provocar gargalhadas suficientes para aliviar todas as pontas afiadas e nos ajudar a chegar ao dia seguinte. Por isso, vá.”

~ Kathleen Glasgow {Livro: Garota em Pedaços}

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Olá, amores!

Ao longo desta pequena obra li alguns comentários de leitores que se identificam. TBOY foi citada no twitter por uma leitora por conta do tema importante a ser debatido. Para ser sincera, não sei se consegui abordar os temas de maneira correta.

Relação abusiva NÃO é brincadeira, ocorre tanto entre casais héteros como casais homossexuais. Se você está sendo humilhada (o) por seu parceiro ou parceira, se está sendo submetido à agressões físicas, psicológicas ou morais, caía fora o quanto é tempo. Não fique achando que o agressor muda, não dê sopa ao azar. Sei que é difícil, mas sua vida está em jogo. Pense em você, recomece ainda que pareça complicado, você é capaz, não precisa de alguém que lhe diga o contrário e não torce para suas realizações.

Depressão NÃO é brincadeira... Suicídio também NÃO... Pessoas podem sorrir, podem viver por aparências, não julgue sem saber como é por dentro. Não diminua a dor de seu próximo achando que a sua é maior. Pessoas sofrem, o mundo está bem longe de ser o paraíso. Precisamos ter mais empatia pelo próximo, não precisa conhecê-lo para salvá-lo. Um sorrisos... Uma palavra... Coisas simples que costumam melhorar o dia de alguém e muitas vezes convencê-lo de que há esperança apesar de tudo.

Não deixe que sua felicidade dependa deus outra pessoa. Viva por você... Viva por aquilo que sonha e acredita...

     Se estiver passando por algo semelhante, por favor, procure por ajuda. Não tenha vergonha de querer viver, o mundo julga, mas ninguém convive o mesmo para saber a sua dor.

Obrigada pela atenção dada à TBOY! <3


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