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História THE BEST PART OF US (Camren) - Capítulo 28


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Notas do Autor


Oláaaaaaaaaa como estão?
Sei que demorei e peço desculpas!
Mas cá estou!

Capítulo 28 - Respirar nunca foi tão fácil


— Pra onde você tá me levando? Não vai me apresentar ao resto do pessoal?

— Eles nem valem a pena, acredite, estou fazendo um favor!

Ela é bipolar? O que deu nela? A gente mal se conhece e ela sai me arrastando como se eu não me importasse.

— Aqui! — ela abre a porta — Você vem?

Ela não espera minha resposta e some em meio a uma luz forte que invade o lance de escadas que acabamos de subir. Suspiro pelo cansaço e a sigo.

Espero que não seja algum tipo de trote, porque se for — Nossa...

É tudo que consigo falar. O vento forte, a sensação de liberdade, a paisagem futurista e rústica é com certeza um atrativo a mais. Dinah senta entre o alambrado. Seus cabelos ao vento, suas roupas em constante movimento quando se permite abrir os braços, como se quisesse receber tudo que ela poderia aguentar.

Me aproximo dela que está sorrindo de olhos fechados — Que bom que veio — ela me olha — Senta aqui.

Engulo seco quando olho pra baixo. É muito alto...

— Não gosto de altura... — dou um passo pra trás.

— Eu também não gosto, mas vai ser bom, você vai ver.

Ela volta a fechar os olhos e ficamos assim por um tempo, até que finalmente crio coragem e me aproximo da barreira de ferro. Conto até três e me sento ao seu lado. O frio na barriga, a breve vertigem é um pouco assustador não vou mentir, mas a frieza da brisa chega a ser acalentadora de certa forma.

— Agora, fecha os olhos — a encaro ainda nervosa, mas ela incentiva e o faço.

A euforia, o medo, o frio, o barulho que me preenche em total agonia. Nunca senti nada parecido.

— Está sentindo?

— Sim...

— Agora, abre os braços.

— O que? Não! Nem morta!

Escuto sua risada ainda de olhos fechados — Não precisa ter medo — ela segura minha mão e travo — Um de cada vez...

Ela começa a guiar minha mão e meu braço se estende. Engulo seco. O abismo da loucura vai me fazer corajosa, é isso? Realmente seria cômico!

E realmente é...

 

Estamos juntas lado a lado de braços abertos e olhos fechados, sentadas na sacada de um prédio com tantos andares que nem se quer tive o trabalho de contar. Céus! Isso é loucura! Mas é tão bom!

Respiro com tanta facilidade que meus pulmões recebem o ar em uma velocidade absurda.

— É bom né? Sentir que pode respirar sem ao menos fazer esforço.

— É, estranho — rimos juntas.

— Você vem muito aqui? — aspiro mais uma vez e sinto um breve arrepio.

— Sempre que posso. Mas e você?

— O que tem eu?

— Se está aqui é porque tem um propósito, certo?

Eu tenho? Não sei.

— Eu só gosto de cantar, escrever meus pensamentos e brincar com o violão as vezes. Isso parece um propósito?

 — Deixa eu reformular a pergunta. Por que você está aqui?

Abro os olhos e encaro o horizonte.

Por que estou aqui?

— Uma amiga conseguiu um teste então... cá estou.

Espero sua reação por algum tempo, até que ela cai na gargalhada e fico confusa sem entender.

— Qual a graça? — sua cabeça se inclina e ela me olha.

— Eu não esperava essa resposta. Desculpe.

— E o que você esperava?

— Desejo, ambição! Eu já fiz essa pergunta mais vezes que você pode imaginar e praticamente todos respondem que querem fama! Dinheiro! Ser influente. Todos querem ser mais do que são. Não me leve a mal, eu não os julgo por querer algo e fazerem tudo para conseguir, só achei sua resposta no mínimo intrigante.

— E não posso ser diferente?

— É exatamente nisso que estou pensado — ela fica de frente pra mim — Você parece ser uma pessoa legal e por isso vou ser sincera com você, Camila.

— Já sei, você vai dizer que as pessoas não são confiáveis, que só pensam neles e que não devo achar que tudo será um sonho. Acertei?

— Nossa... eu só ia falar que isso não faz o seu tipo, mas não vou tirar seu mérito, você realmente está certa quanto ao resto.

— Como assim não faz o meu tipo?

Do que ela tá falando?

— Quis dizer que você não parece querer viver disso, entende? E tudo bem.

— Por que diz isso? Você mal me conhece.

Dinah sorrir e deita no concreto.

— Eu estou errada?

Não vou mentir, o fato de gostar de cantar e falarem que sou boa nisso me fez sim pensar em ser reconhecida, ter fama, mas sempre pareceu ser algo distante, então nunca dei importância.

Não vou negar que parte de mim só está aqui para não me jogar na cara que não tentei...

— A sua demora em responder já diz tudo — a encaro — Não precisa ser dessa forma, sabe? Aqui, quando alguém chega é criada uma persona. Eles decidem como vai ser sua imagem, que estilo você combina, qual o público atingir. E vão trabalhar em cima disso. Alguns começam assim e depois de um tempo sentem dificuldade em mudar para seguir no que realmente querem, já que a imagem já está feita, digamos assim. Outros, já vem decididos, mas nesse caso já fizeram algo para chamar atenção de alguma gravadora. Entende onde quero chegar?

— Uhun.

— Você não parece ter decidido, então seria injusto eles fazerem isso por você, não acha? — ela fica de pé — Seria como se tudo não passasse de uma mentira.

Ela estende a mão — Vamos?

Aceito sua ajuda e fico de pé. Fizemos o caminho de volta em silêncio, mas suas palavras me maltratam mentalmente de forma cruel.

— Finalmente! Pensei que tinha sequestrado a novata.

— Está escutando algo Camila? Por que eu não estou! — ela termina de falar encarando o garoto de antes. Como é mesmo o nome dele? Esqueci. — Vem, vamos.

E mais uma vez saio sendo arrastada — Você é forte sabia? Nossa.

Ela sorrir — Me falam muito isso.

Por que será né?

Nós ficamos mais afastadas dos outros e conversamos, rimos, ela com certeza é muito agradável, apesar do jeito um tanto bruto e exagerado as vezes. A reunião que meu pai estava com Simon estava demorando muito e sinceramente já estava ficando preocupada.

— Você sabe onde fica a sala do Simon? — não vou ficar esperando mais.

— Sei sim.

— Pode me levar? Preciso saber porque está demorando tanto — me mexo inquieta.

— Provavelmente ele deve está interrompendo a conversa e atendendo várias ligações. Ele sempre faz isso.

— Você parece conhecer bem ele — passamos pelo corredor.

— Infelizmente não tenho escolha.

— Nós sempre temos uma escolha — ela sorrir.

— Que bom que pensa assim.

Paramos em frente a sala e alguns minutos depois a porta é aberta. Papai sai da sala e fica ao meu lado.

Simon me olha e sorrir — Olá, Camila, já íamos chama-la — ele dá espaço — Por favor, entre.

Papa me olha — Não se preocupe querida, é que além da minha assinatura é necessária à sua também.

— Dinah, você pode fazer companhia para o senhor Cabello? Não vamos demorar.

— Claro.

Entro na sala e realmente não demorou, a caneta e os papéis já estavam ali, me esperando. Cinco minutos depois e já estava saindo, recebendo olhares curiosos.

— E então?

— Já podemos ir papa. Tudo já está resolvido.

Ele sorrir e me abraça.

Dinah me olha um tanto triste, mas sorrir quando a abraço também.

— Acho que agora vamos nos ver com mais frequência daqui em diante — afirmo.

Ela sorrir — Sim, nós vamos. Mas antes de ir, toma — ela me entrega um papel dobrado — A gente se vê.

Confirmo e coloco o papel no bolso.

Já no carro, meu pai não para de falar. Ele parece feliz e ansioso pra estar em casa e em parte eu sei bem o motivo. Mas não vou negar que realmente quero minha cama, quero a paz de estar no aconchego de um certo abraço que me deixa nas nuvens.

Pego o celular e mando uma mensagem pra ela. Sei que deve está mais nervosa que eu.  Volto a coloca-lo no bolso e sinto o papel dobrado. Sorrio quando vejo do que se trata.

Ela é tão esperta, como percebeu? 


Notas Finais


E aí, como estamos?
sorry pela demora gente.
Até o próximo!


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