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História The Best Summer (Juke) - Capítulo 13


Escrita por: phantomx

Capítulo 13 - Ciúmes.


Fanfic / Fanfiction The Best Summer (Juke) - Capítulo 13 - Ciúmes.

Logo pela manhã nós visitamos alguns templos de Bali, o que me proporcionou muitas fotos incríveis. Usei a GoPro, a Polaroid e minha câmera da Cânon para aprimorar minhas formas de enxergar cada lugarzinho que eu visitei hoje. Tia Emily mesmo estando um pouco chateada comigo (que nem a minha mãe) veio me ajudar com as fotos, por que ela não podia ver uma câmera que não fosse em suas mãos que ela corri para tentar fazer parte, eu achava fofo e bem característico dela.

- Quantas fotos você tirou minha? - Luke me perguntou sério enquanto eu passava as fotos da galeria da minha Cânon. Admito ter passado dos limites nas fotos de Luke hoje, eu tinha tirado muitas!

- Em minha defesa você está mais bonito que o normal hoje! - ele revirou os olhos quando viramos para o corredor do meu quarto e eu abri a porta com a chave eletrônica. Cada um tinha ido fazer algo individual após o passeio, portanto não tinha ninguém no quarto. Deixei minhas câmeras em cima da cama, com exceção da GoPro. - Pretendo registrar nossa aula de surf hoje!

Luke sorriu, me olhando de soslaio e depois checando a área do corredor. Levei um susto quando ele me imprensou contra a parede mais próxima, deixando alguns beijos pelo meu pescoço.

- Você vai querer registrar eu fazendo isso? - ele perguntou em meio aos beijo antes de não permitir que eu respondesse por beijar meus lábios sem aviso prévio.

- Eu estava focada no surf, Luke... - suspirei por conta de suas provocações fora de hora. - Dá pra você parar?

- Não! - ele negou novamente com a cabeça, revirei os olhos e ele mordeu meu lábio, puxando para si antes de desencostar de mim, nos guiando para a área da piscina, onde pegamos a prancha indicada para novatos como eu.

- Preciso te contar uma coisa...

Luke assentiu, encaixando a prancha do hotel na areia - quando finalmente chegamos à praia - e ficando de frente para mim, esperando que eu prosseguisse.

- Eu contei ao meu pai... - sorri sem graça. - Que eu entrei no mar, que estou voltando a entrar no mar...

- É sério? - Luke perguntou animado, assenti, abrindo e fechando os olhos rapidamente para me livrar das possíveis lágrimas que iriam se formar já já. - Você é incrível!

Luke me tirou da areia, nos rodando em um abraço apertado. Assim que ele me soltou, eu senti como se eu pudesse fazer qualquer coisa no mundo. Nada era maior que Julie Molina! Nem um trauma de mar, nem uma diplomacia, nem mesmo surfar parecia impossível.

- Aposto que eu chego primeiro que você no mar! - dei um tapinha no peitoral dele que abriu a boca em surpresa quando sai correndo em direção a água, eu não consegui nem chegar na metade do caminho por que Luke Patterson me puxou por trás, me tirando da areia, girando-me no ar. Liguei a GoPro que estava presa no meu pulso e apontei a câmera para nós. - SE VOCÊ NÃO ME LARGAR AGORA, EU VOU EXPOR VOCÊ PARA TODO MUNDO!

Luke gargalhou, dando de ombros e olhando para a câmera.

- Você vai expor isso? - ele sorriu para câmera antes de espalhar vários beijos em mim. Eu não conseguia conter o meu sorriso, a câmera deveria captar toda a minha aura de abestalhada perto de Luke com muita facilidade. Desliguei a câmera, implorando para que ele me colocasse no chão e assim que ele o fez, fui virada pela cintura, o que fez com que minhas mãos parassem em seu peitoral. Luke seguiu os movimentos dos meus dedos pela sua pele exposta com os olhos e ele parecia sorrir. Aproveitei que ele estava distraído, me soltando de seus braços e correndo para a água.

- JULIE, ISSO NÃO É JUSTO! - ele reclamou comigo quando entrou na água, me abraçando. - Isso não foi um jogo limpo.

- Você que se distraiu, besta! - dei risada, tocando a pontinha da minha língua em seu nariz.

- Nojenta! - Luke fingiu reclamar, mas eu sabia que ele estava de brincadeira.

- Correção: fofa! - sorri, brincando com o cabelo dele.

- Não posso negar...

- Pode sim! - o interrompi, deixando-o confuso. - Eu não quero ser fofa! Eu quero ser gostosa!

Eu acho que a risada de Luke foi ouvida até pelo pessoal que estava no saguão do hotel a quilômetros de distância da gente.

- Mas você é...

- O que? - ele fez uma cara de tedio. - Só acredito se verbalizar!

- Gostosa! - sorri. - Mas fofa também, é os dois ao mesmo tempo. Só você mesmo, Julie Molina.

- Gostei, pode elogiar mais! - fiz um biquinho, passando meus braços pelo seu pescoço.

- Engraçada também, malucam espontânea... - eu não achei que ele fosse começar a listar qualidades minhas, o que me fez colocar minha mão em sua boca, rindo. Apontei com um aceno de cabeça para a prancha ainda cravada na areia, Luke olhou na direção que eu mandei.

- Você esqueceu o amor da sua vida.

- Mas eu tô abraçado com o amor da minha vida... - Luke brincou com as sobrancelhas, meu Deus, como esse garoto sabe flertar.

- Eu tô falando da prancha, ridículo! - Luke concordou, indo busca-la. Enquanto ele saia da água, eu tive a visão privilegiada das suas costas e dos músculos que se destacavam quando ele andava.

Eu demorei alguns longos segundos para perceber que estava sozinha no mar, não tinha muitas pessoas na praia por que esse horário as ondas não estavam tão boas nessa área, o que fazia com que os surfistas corressem para a direção oposta. O sol estava super aberto, mas o tempo pareceu fechar de uma hora para a outra. Engoli em seco, sentindo meu corpo ir e voltar junto com o embalo do mar. Um arrepio percorreu minha pele e eu senti como se estivesse na praia do Havaí a dois anos atrás com Milena e Carolynn. Minha vontade foi de gritar, mas eu parecia ter perdido a voz, eu estava congelada, petrificada no mesmo lugar, assistindo ao filme da morte da minha irmã. As lágrimas estavam começando a querer tomar conta do meu rosto quando senti a mão de Luke no meu ombro, me afastei rápido com o susto, fazendo-o franzir o cenho.

- Jules, tudo bem? - minha voz ainda não tinha voltado, eu não tinha reação alguma. Nada. - O que aconteceu?

- Nada... - consegui falar. - Foi só uma onda que me assustou...

- Jules, quase não tem onda aqui. - Luke parecia preocupado como se conseguisse enxergar por de trás das minhas mentiras com toda a facilidade.

- Não é nada, Luke... - eu achei que entraríamos em uma discussão até eu finalmente contar que por alguns segundos eu alucinei com o passado, com meu trauma, mas ele só largou a prancha, me puxando para um abraço que me fez soltar toda a respiração que eu vinha prendendo. Apertei ele com toda a força, me permitindo chorar, ele logo percebeu, mas deixou alguns beijinhos em minha cabeça, me fazendo sorrir em meio às lágrimas.

- Eu só... - falei contra o peitoral dele, tentando esconder minha cara que deveria estar ridícula no momento. - Me vi sozinha por alguns segundo e surtei.

- Você não está sozinha, Jules! - Luke me afastou do próprio corpo, me encarando. - Desculpa, eu não devia ter te deixado...

- Ei, tá tudo bem... - sorri e ele limpou algumas lágrimas minhas. - Passou já! Foi só o momento...

- Não precisamos de mais aulas hoje, ok? - assenti. - Nick vai jogar futebol hoje com alguns hóspedes. Carrie e Reggie vão assistir, podemos ir pra lá... Você quer?

- Uhum... - as mãos de Luke escorregaram até a minha nuca e ele suspirou.

- Desculpa...

- Ei, já disse que tá tudo bem! - ele assentiu mas não pareceu acreditar nas minhas palavras. Entrelacei minha mão na dele, nos guiando para fora da água do mar. Ele puxou a prancha rapidamente para acompanhar meu ritmo e pegamos nossas coisas, voltando ao hotel. Fomos cada um para nossos respectivos quartos, iríamos nos livras do cheiro do mar para assistirmos Nick jogar futebol.

Enquanto a água gelada caia sobre mim, eu tentei limpar todas as memórias ruins junto com a água salgada que estava por todo meu corpo, sai do banheiro me sentindo um pouco melhor. Vesti uma blusa branca com uns desenhos estampados, um short jeans e tênis preto. Sequei meu cabelo o máximo que pude, mandando uma mensagem para Luke dizendo que eu já estava pronta, caso ele quisesse ir logo comigo. A resposta não demorou muito para chegar e eu sorri quando em questão de segundos, ele bateu na porta do meu quarto vestindo uma bermuda azul e uma blusa branca. Sorri.

- Pronta para assistir o britânico jogar futebol? - assenti, enlaçando meu braço ao dele. Estávamos virando o corredor para pegarmos o elevador quando Carolynn apareceu em nossa frente, seus olhos foram de encontro diretamente aos nossos braços, o que me fez soltar Luke com tudo.

- Eu sabia... - Carolynn gargalhou como se acabasse de descobrir uma fórmula mágica para arruinar minha vida do jeito que ela sempre sonhou. - Reginald sabe disso?

- Não tem o que ele saber, Carolynn. - engoli em seco quando ela passou por entre eu e Luke, que estava claramente confuso.

- Se eu fosse sua melhor amiga, eu começaria a esconder os membros da minha família de você. É tipo um fetiche seu, né? - Carolynn estava com sangue nos olhos, eu podia sentir suas palavras fervendo meu sangue. Não tive tempo de responder nada por que ela entrou no nosso quarto, rindo.

- O que ela quis dizer? Isso tudo por conta de Milena e Reginald? - Luke indagou, um questionamento atrás do outro enquanto descíamos o elevador. - Ela não gostava deles juntos? Ela tem algo contra minha família? Julie?

- Carolynn não gosta de muitas coisas, Luke. Ignore que nem eu faço. - ele não falou mais nada, apenas me seguiu até a área de recreação aberta que eu tinha apelidado de cantinho da cultura. Perdi a careta chateada por conta da Carolynn quando vi a bandeira do Brasil na quadra de futebol. Reggie estava jogando no time de Nick enquanto Carrie estava na arquibancada assistindo.

- Luke! - Reggie gritou. - Joga no nosso time, estamos precisando de mais um!

Os times eram compostos por pessoas bem diferenciadas, cada um parecia ser de algum canto do mundo, o que era super legal e interessante de ver. Luke apertou minha cintura como se me avisasse que fosse jogar, apenas assenti, indo me sentar ao lado de Carrie.

- Como foi sua aula hoje? - meu coração gelou na mesma hora.

- Não tão produtiva! - falei a Carrie que fez uma careta.

- Não quero nem saber o por que, muito menos por que provavelmente você e meu irmão estavam se engolindo...

Queria eu.

- Eu jamais faria algo assim! - decidi entrar na brincadeira para afastar mais rápido o meu pânico hoje mais cedo. O jogo se iniciou e os meninos estavam com uma certa vantagem sobre o time adversário.

- Ei, tá vendo aquela loira ali no outro lado da quadra? - Carrie apontou para a outra arquibancada e eu assenti. - Eu tenho quase certeza que ela estava dando em cima do Nick.

- O que? Por que? - me virei para minha melhor amiga que revirou os olhos depois de observar bem a loira. - Como?

- Eu surfei antes de vir pra cá, Nick veio mais cedo. Quando eu cheguei aqui, ela estava cheia de sorrisos e toque com ele! - Carrie parecia uma confusão de sentimentos. Indignada e confusa.

- Eu tenho certeza que o Nick não deu bola para ela, Cars!

- Eu não ligo! - Carrie deu de ombros, ainda avaliando a loira que sorria especialmente para o time de Nick.

- Eu arranco esse sorriso dela se for diminuir seu ciúmes! - perturbei, o que me fez levar um tapa no braço.

- Eu não estou com ciúmes! - ela praticamente gritou. - Só achei meio ridículo isso que ela está fazendo.

- Se ela for solteira, ela só está fazendo o que qualquer garota normal fazia... E isso é: dar em cima de Nick já que ele é de fato um gato! - Carrie revirou os olhos. - Eu sei que você também acha. Ele é seu e você nem percebe, deixa de ser idiota!

Carrie grunhiu, apoiando a cabeça nas mãos. Dei risada da frustração dela e curti o restinho do primeiro tempo deles que logo acabou. Eu esperava que os meninos fossem vir falar com a gente, mas a loira da arquibancada oposta foi bem mais rápida. Ela se aproximou dos três, Luke, Reggie e Nick, com um sorriso de orelha a orelha. Os quatro pareciam se divertir com a conversa.

- Ok, isso talvez tenha ficado estranho! - admiti para Carrie que estava observando a cena com uma cara de enjoada. - Calma, não deve ser nada! Ela só deve estar querendo fazer amizades!

- Não com nosso melhor amigo! - Carrie falou séria. - Ou com meu irmão ou meu primo. Isso não é postura de quem só quer amizade...

- Os meninos estão caindo na pilha dela... - declarei, vendo os três que estavam rindo e esquecendo que eu e Carrie estávamos aqui na arquibancada assistindo-os.

- Que idiotas! - Carrie resmungou. - A gente tá bem aqui!

- Estamos sendo ciumentas, não é nada demais! - tentei parecer confiante em minha fala mas falhei.

- Julie, ela acabou de passar a mão pelo peitoral do Reginald! - Carrie explodiu, se levantando da arquibancada. - Vamos embora por que não sou obrigada a ver isso caso ela decida fazer o mesmo com Nick e Luke.

- Vamos deixar eles se divertindo com ela? - parecia absurdo mas também parecia o mais normal, afinal, eu e Carrie estávamos soando incrivelmente ciumentas e controladoras. Os meninos nem pareciam ter notado nossa saída já que de canto de olho, eu dei uma espiada na quadra, eles continuavam os quatro conversando e rindo. Eu consegui convencer Carrie para não irmos à praia de novo hoje, eu não estava afim de testar as habilidades do meu cérebro de recriar cenas antigas que nem ele fez hoje mais cedo.

E também por que até agora eu não tinha ido à praia sem Luke ao meu lado, por mais que parecesse besteira eu não sabia se teria coragem de chegar perto do mar sem ele para eu me sentir segura. Um dia isso teria que mudar, mas não era agora.

- Você acha que eles ainda estão conversando com aquela loira? - Carrie perguntou enquanto se jogava no sofá da sala da recreação principal que tinha só algumas crianças assistindo televisão.

- Eu não sei, provavelmente. Eles pareciam entretidos com ela. - ficamos caladas por um tempo, acho que queríamos evitar falar sobre Luke, Reggie e Nick, mas eu não conseguia parar de pensar sobre. Não depois de presenciar aquela garota se jogando no meu melhor amigo, abrindo um sorriso gigante para Luke e literalmente tocando no abdômen de Reggie como se eles fossem amigos a anos.

- Você tá com ciúmes? - Carrie perguntou, quebrando o silêncio. - De Luke?

- E do Reggie e do Nick! - suspirei. - E você?

- Dos três! - estávamos olhando para o teto como duas malucas. - Qual é! Um é meu irmão, o outro meu primo e um meu melhor amigo!

- Melhor amigo e garoto que você gosta! - corrigi ela que me deu um tapa no ombro.

- Pior que é verdade! - Carrie sussurrou mas eu consegui escutar bem. Me levantei, sentando direito no sofá e a encarando.

- Sério isso? - eu estava animada, eu torço por Carrie e Nick desde que os conheci. Ele sempre fora mega apaixonado nela, era loucura ser finalmente reciproco agora.

- Sim, não quero falar sobre! - concordei, não adiantava forçar papo com Carrie quando ela não queria. Você precisava dar tempo até que ela decidisse falar por si só, portanto apenas voltei a deitar no sofá. O silêncio prevaleceu de novo até ouvirmos vozes familiares passando pela sala de recreação, eu e Carrie olhamos para porta rápido, nossos olhares se encontraram com o de Nick, que sorriu, chamando os outros três para entrarem.

Pelo amor de Deus, Nick!

Carrie encarou entediada e depois encarou os quatro. A menina parecia bem risonha, super amiga dos meninos já.

- A gente estava procurando vocês! - Nick comentou, sorrindo. Seus cabelos todos úmidos pelo jogo, gotas de suor pingando quem nem Reggie e Luke. - Queríamos apresentar a Sophie!

Nick apontou para a loira que nos olhou de cima a baixo com um sorriso que eu diria a quilômetros de distância que foi o mais falso que eu já vi em toda a minha vida.

- Sophie Moreau. - ela estendeu a mão com descaso para mim que aceitei sem interesse algum e para Carrie que apenas sorriu de volta, ignorando-a. - Eu sou da França, vim passar alguns dia em Bali.

- Francesa... - Carrie riu. - Que legal!

Os meninos estreitaram as sobrancelhas, nos avaliando. Eu apenas engoli em seco, sentindo o clima tenso entre todos nós. Eu sabia admitir quando estava exagerando no ciúmes mas essa situação aqui, essa garota, não parecia nada de exagero.

- A Sophie chegou aqui ontem! - Nick continuou. - Vamos mostrar o hotel para ela! Vocês querem vir?

- Tô tranquila! - Carrie sorriu falsa, sentando-se no sofá que nem antes, pegando seu celular para olhar o horário.

- Prefiro ficar aqui mesmo! - dei de ombros, sentando ao lado de Carrie que não tirou os olhos do celular por nem um segundo.

- Sério que vocês vão ficar aqui sem fazer nada? - Luke indagou. - Vamos com a gente!

- Não! - Carrie finalmente olhou para cima, encarando o irmão. - Pode ir já!

- Então vamos! Eu tô louca para conhecer à praia! - a tal da Sophie falou, sorridente. A bonita tem tempo de paquerar mas não de achar o caminho sozinha até à praia, que legal!

Os meninos concordaram, se despedindo de nós, mas Reggie parou de andar antes mesmo de sair da salinha de recreação e se virou para nós, parando em nossas frentes.

- Eu conheço as minhas garotas preferidas do mundo todo. - chantagem emocional. Boa Reginald, muito boa. - E eu sei que vocês não acharam nada legal a tal da Sophie.

- Eu não achei nada legal vocês fingirem que a gente não existe e depois dar moral para loirinha lá bem na nossa frente! - Carrie disse, cruzando os braços em chateação.

- Eu sei, foi vacilo! - Reggie reconheceu. - Mas os meninos só estão assim com ela por que, bom... Ela faz algo que Luke e Nick amam.

- Encher o ego deles! - nós três falamos juntos em uníssono, rindo em seguida.

- Amanhã essa menina nem deve nos ver, vamos sair em família de qualquer forma. Deixa só eles se sentirem hoje! - Reggie pediu, concordamos sem muita paciência. Eles continuavam sendo ridículos.

- Ela tocou seu abdômen. - revirei os olhos. - Nojento!

- Nojento? - ele riu. - Eu não vou te falar nada, Molina!

Reggie piscou, eu sabia exatamente no que ele estava pensando, o que me fez rir de leve enquanto eu o observava deixar a salinha.

- Sua capacidade de flertar com todo mundo é incrível! - Carrie falou. - Você já fez isso com Nick também?

- Que? Ah não, Carrie! Ciumenta da porra, hein? - reclamei jogando uma almofada nela que riu, jogando de volta.

- Talvez eu seja ciumenta! - ela respirou fundo, fechando os olhos.

- E muito apaixonada por Nick! - perturbei, ganhando meu décimo tapa do dia.

•••

Carrie insistiu que precisava surfar para poder esquecer de Nick, seus ciúmes, a francesa, esquecer de tudo como ela dizia. Eu não queria chegar perto da praia hoje por uma segunda vez, porém eu também não estava nada afim de lidar com Carolynn agora. Na verdade, tudo que eu realmente queria era os meus pais. Suspirei fundo antes de bater na porta do quarto deles, mamãe ainda deveria estar chateada comigo por ter desrespeitado ela e tia Emily em uma única noite, mas eu odiava ficar sem falar com ela direito, o passeio hoje foi até meio chato sem eu poder abraça-la por nada ou mostrar minhas fotos.

- Jules? - meu pai sorriu ao me ver, seus cabelos estavam molhados, ele usava uma bermuda de praia e uma toalha estava pendurada pelo seu pescoço. - Achei que você estaria assistindo Nick jogar hoje!

- Estava, mas cansei de futebol! - dei de ombros, meu pai franziu o cenho me deixando entrar.

- Você cansada de futebol? - ele tocou minha testa, me analisando. - Está doente? Precisamos te levar pro Brasil agora mesmo?

- Não e sim, pode me levar pro Brasil agora mesmo! - nós dois rimos. - Onde vocês estavam?

- Praia, sua mãe estava louca para dar um mergulho hoje! - assenti, claro que ela estavam praia a e minha mãe eram um complemento uma da outra. - Ela já está saindo do banho.

Me joguei na cama deles, abraçando o primeiro travesseiro que eu vi, sorrindo ao sentir o cheiro de ambos misturados na fronha. Meu pai deitou ao meu lado, ficamos conversando um pouco até a porta do banheiro se abrir, revelando mamãe com roupas confortáveis e uma toalha nos cabelos. Ela sorriu ao me ver e meu pai se levantou para tomar o seu banho.

- Que milagre você não está grudada com Carrie? - ela semicerrou os olhos, deitando na cama ao meu lado.

- Ela foi surfar! - minha mãe assentiu. - Mãe...

- Hum? - ela murmurou, tirando a toalha dos cabelos morenos que estavam com um cheiro de shampoo bastante gostoso.

- Desculpa por ontem, pelo jantar. - minha mãe me encarou como se eu estivesse falando a maior maluquice de todas. - Eu sei que passei dos limites!

- Eu também passei dos limites! - ela sorriu com aqueles dentes brancos que sempre me faziam sorrir também. - Jules, eu só quero seu bem.

- Mãe, eu sei... - suspirei, me sentando na cama. - Mas... Eu quero mais do que direito. Eu não quero seguir as vontade de alguém ou completar o sonho da Milena!

Minha mãe ficou calada, eu sabia que estava pegando na ferida dela mas, mais cedo ou mais tarde nos teríamos que conversar sobre isso.

- Eu não sou a Milena, mãe! - ela não falou nada, apenas encarou as próprias mãos. - Eu queria até conseguir ser ela por você, mas é impossível. Ela era única e sempre vai ser. Vovô também foi único. Eu não posso deixar Julie Molina para tentar ser pessoas insubstituíveis!

Era impossível dizer se minha mãe estava chorando ou não, mas ouvi ela fungar o nariz umas duas vezes, mas seus cabelos cobriam seu rosto.

- Eu quero fazer direito, mas não para ser que nem a Milena, não para lutar por causas ambientais que nem ela... - minha mãe assentiu de leve. - Eu quero usar da minha formação para diplomacia. É meu sonho.

- Eu lembro quando você era pequena... - minha mãe, finalmente, me encarou. - Você me presenteou no meu aniversário com uma música do Aladdin em italiano. Seu avô amou sua apresentação com todo o coração.

Ill mondo è mio... - sussurrei para mim mesma, lembrando daquele dia que fiz meus pais e meus avós gargalharem bastante. Meu italiano não era tão bom na época.

- Eu sei que você é maior do que os sonhos da sua irmã ou do seu avô, Julie. - minha mãe falou, sorrindo. - Você é única! Eu sou sua mãe, sei seus sonhos com a palma da minha mão! Eu só achei que precisava te proteger e ao mesmo tempo me proteger.

- Eu sei que você sente falta deles, mas eles vivem no nosso coração, certo?

Mamãe assentiu.

- E eu sei que você tem medo que eu quebre a cara como o papai já quebrou uma vez! - segurei a mão dela, a apertando. - Eu lembro do sufoco que foi, mas eu vou ser responsável. Vou me espelhar no erro de vocês e cometer os meus mesmo assim, mas sempre tentando evitar o que eu já passei com vocês, ok?

- Desde quando você ficou tão madura? - ela sorriu, me puxando para um abraço apertado, deixando vários beijinhos em minha cabeça. Eu nem liguei que o cabelo molhado dela estava fazendo cócegas em meu rosto ou que eu estava meio sufocada no abraço apertado, tudo o que eu ligava era que minha mãe, apesar de tudo, me entendia. Ela só estava tão quebrada e machucada como eu, meu pai e minha irmã. Talvez ela fosse a que mais sofresse entre nós.

Seu próprio pai, sua própria filha, sua luta para manter uma família em pé quando meu pai não conseguia nos ajudar com o sustendo. Era uma guerra todo dia para ela e mesmo assim, Rose Molina quase nunca errava. Injustiça seria eu ficar com raiva da minha mãe que na verdade só precisava de carinho e muito cuidado.

Ouvi um barulho de foto, o que fez eu e minha mãe olharmos na direção do barulho, encontrando meu pai sorrindo com o celular em mãos.

- Essa cena foi a mais bonita do meu dia! - ele disse sorridente. - E hoje eu vi tanto templo bonito, mas nada supera os amores da minha vida assim!

Demos risada das gaiatices do meu pai que veio até a cama, ficando do meu outro lado. Eu fui esmagada por ambos naquela cama gigante do hotel. Os dois me encheram de beijos e até cócegas, arrancando sorrisos meus que eram os mais sinceros, sem duvidas.

- Sua irmã podia estar aqui conosco... - mamãe suspirou, triste.

- Talvez ela precise do próprio tempo dela, não é fácil para a Carolynn. Ela se sente culpa, mãe. - dei de ombros. - A gente pode ajudar ela, mas ela precisa de ajudar também.

Os dois concordaram meio tristes. Devia ser horrível ver a própria filha se afastar de tudo e todos e não poder fazer absolutamente nada.

- Eu acho que devíamos assistir a pequena sereia! - meu pai gritou, animado.

- Apoiado! - minha mãe gritou de volta, fazendo com que meus olhos revirassem só de perturbação.

Meus pais alugaram o filme na televisão balinesa e pedimos serviço de quarto.

E assim eu encerrei mais uma noite inesquecível em Bali... Cantando músicas da pequena sereia com meus pais.


Notas Finais


Personagem nova, será bom ou ruim? 😋


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