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História The Best Woman - Capítulo 10


Escrita por:


Notas do Autor


Oi, alguém ainda lê isso? :)

Tive alguns problemas quanto a bloqueio criativo e tive dificuldades de continuar a história. Não garanto que agora estou 100% de volta, pois talvez eu decepcione vocês haha. Mas espero voltar a atualizar a história com frequência.

Perdoem os erros, eu não tive tempo de revisar.

Capítulo 10 - Cuarentena


KIARA FERRARI

Três de dezembro.


Tirei o par de chuteiras dos meus pés e as arremessei longe. Já era a terceira vez que eu tentava correr ao redor do gramado do pequeno campinho preparatório que havia na área do departamento médico, e obviamente eu tinha falhado nas três.

— Não pode desistir assim. - Henrique, meu fisioterapeuta comentou irritado.

— Não é você quem está sentindo dor! - cruzei os braços e me sentei no gramado.

— Você está avançando, já está até andando sem as muletas. Vai querer desistir logo agora?

— Nossa sessão já acabou, será que posso ir embora? - suspirei.

A verdade é que estava sendo difícil pra mim em todos os aspectos. Ter que assistir os jogos do sofá de casa sem poder ajudar o time era uma droga.

— Pode, de qualquer forma o treino dos rapazes já acabou também. - Henrique se despediu, pegou suas coisas e saiu.

Fiz o mesmo e fui me reunir com os outros no refeitório.

— Como está sua perna, querida? - Buffon perguntou com cuidado. Como o mais velho entre nós, ele nos tratava como filhos.

— Bem melhor, em breve estarei correndo atrás de uma bola novamente.

— Uh, ela está mentindo. Não consegue ao menos correr metade do gramado. - Paulo se aproximou e sentou no assento ao meu lado enquanto comia alguns palitinhos de cenoura e falava.

— O Henrique já foi contar pra você? - cruzei os braços e o encarei.

— Você sabe que ele só quer que você fique bem logo.

— É claro que quer. Ele é pago pra isso. - Eu rebati. Por Deus, eu parecia tão amargurada.

— Vocês não vão brigar na frente da criança, não é? - Matthijs falou e apontou pra si mesmo.

— Não estamos brigando, ela que não quer se cuidar.

— Céus, todos vocês falam como se fosse fácil. É difícil pra mim ver todos vocês treinando sorridentes enquanto eu estou confinada num campo minúsculo com grama artificial e sentindo dor na minha perna o tempo todo. É complicado ver os jogos de vocês pela televisão enquanto estou com uma bolsa de gelo na perna. - confessei irritada.

Tem sido difícil pra mim, estar em casa era estar em campo. Eu sempre sonhei com isso, e agora que tenho oque sempre quis as coisas sempre acham um jeito de se complicarem.

— Eu sei como você se sente. Nós nos importamos com você, queremos ver você bem logo. - ele sussurrou baixinho como se só sou fosse ouvir, mas era meio que inútil quando se tinham oito pares de olhos concentrados na sua conversa.

— Eu sei, Dybala. Eu adoro a preocupação que todos sentem comigo, especialmente você, Paulo. Mas não consigo lidar com isso. - respondi no mesmo tom e ele me abraçou de lado.

[ ... ]

Vinte e um de fevereiro.


As coisas estavam caóticas na Itália, parecia um cenário pós apocalíptico. Os jogos tinham sido cancelados, escolas fechadas e hospitais superlotados. Pessoas estavam morrendo enquanto estávamos confinados em casa.

— O teste do Rugani para covid-19 deu positivo. - Nedvěd confessou de cabeça baixa.

Logo, suspiros e cochichos baixos foram ouvidos no salão. Se eu já não queria estar aqui devido a aglomeração, agora é que não tenho motivos pra ficar mesmo.

— Todos que tiveram contato com ele serão obrigados a ficarem de quarentena em suas casas e serão testados também. - continuou.

Naquele momento, eu sentia que poderia desmaiar facilmente a qualquer momento.

— Você está bem? Relaxa, logo tudo vai voltar ao normal. - Pjanić sorriu pra mim com expectativa.

— Sim, é oque eu espero. - acenei pra ele é caminhei até a porta de saída na lateral até a garagem subterrânea enquanto Nedvěd dava dicas e mais dicas de prevenção.

Sei que devemos ser positivos com essas coisas mas sinto que as coisas vão demorar a voltar ao normal. Minha mãe me ligava todos os dias, as coisas não estavam não ruins no Brasil como estava aqui. 

Bem, era questão de tempo até o Brasil se afundar como a Itália. O presidente também já não ajudava muito.

Mamãe chorou na ligação implorando para que eu voltasse pra casa, não pude fazer isso. Ninguém podia entrar ou sair da Itália e além disso, eu não podia arriscar ficar perto da minha família num momento como esse.

— Você está com uma cara de quem vai vomitar a qualquer momento. Mas não se preocupe, continua linda mesmo assim. - Paulo me ofereceu um sorriso e tentou me dar um beijo, o qual eu desviei.

— Sem contato, lembra? Você pode estar infectado. - perguntei enquanto um pequeno sorriso divertido se construía nos meus lábios.

— Bem, se eu estiver você está muito ferrada. Se não me engano, ontem mesmo você dormiu na minha casa e nos beijamos diversas vezes. - ele colocou uma mão na cintura e outra no queixo, como se estivesse pensando ou lembrando de algo.

Bastardo miserável.

— Você vai me levar pra casa ou não? - bati no ombro dele.

— Só se eu ganhar um beijinho pela viagem até lá, senhorita. - ele destravou seu Jeep e deixou a porta aberta pra mim.

— E antes de te conhecer eu jurava que você era como aqueles caras tímidos. Ah, que enganação. - revirei os olhos e entrei no carro.

[ ... ]


— Espera, deixa eu ver se entendi. Seu companheiro de equipe está com o fodido corona vírus e você quer ficar aqui em casa? Perto de mim, uma frágil princesa de imunidade baixa. - Karyna falou mais alto devido ao barulho do secador de cabelo, ela já havia mudado seus cabelos coloridos para o preto, sua cor natural.

— A casa é minha, garota. Você quer que eu vá para onde?

As vezes tinha vontade de jogar minha irmã num avião com uma passagem só de ida para o Brasil. Mas no momento, as circunstâncias não permitiam.

— Seu namorado tem uma casa, sabia? - ela perguntou retoricamente.

— Não somos namorados, somos amigos.

— Melhores amigos. - Paulo e eu falamos ao mesmo tempo.

— Melhores amigos não se beijam e nem fodem no carro. Vocês deveriam rever seus conceitos de amizade.

— Pelo amor de deus, vamos logo para a minha casa. A voz da sua irmã me irrita, ao menos vou te salvar da convivência com ela. - Paulo falou.

Karyna deu o dedo do meio pra ele e ele deu a língua pra ela. Quantos anos eles tinham mesmo?

— Vocês seriam ótimos melhores amigos. - joguei mais fogo ainda na disputa de ego que eles tinham.

— Nem nessa vida e muito menos na outra. Agora vá embora, querida irmã. ‐ Karyna fez um coração com os dedos e em seguida apontou para a porta.

Estou sendo expulsa da minha própria casa, o qual irônico isso seria?

[ ... ]


Paulo foi até o meio da sala de estar e abriu os braços.

— Mi casa es tu casa, cariño.

— Qual a graça de ter uma casa tão grande ao ponto de você conseguir andar com um carrinho de golf aqui dentro? - questionei.

Eu não estava nem exagerando. A maldita casa parecia a porra de um palácio. Eu poderia facilmente me perder ali dentro e nunca mais ser encontrada.

— Que bom que tenho uma casa grande assim, achava que seu ego não caberia aqui. - ele fez uma piadinha.

— Haha, você é tão bom no stand up como é no tênis. - revidei.

Uma vez nós jogamos tênis juntos, Karyna foi a juíza. Céus, ele acertou tantas bolas nela que eu estava esperando o momento dela roubar a própria raquete dele e enfia guela à baixo.

— Sabe, vamos nos dar mais bem ainda durante esses dias que iremos passar juntos. - ele sorriu malicioso.

— Ou talvez eu te mate antes mesmo que os dias de quarentena acabem, amor.


Notas Finais


Siga a kiara no instagram @/ykiaraferrari

Caso queira entrar em contato comigo, a forma mais fácil é pelo Twitter. @/ixmcass

Se leu até aqui, obrigada pelo apoio. A plataforma anda me desanimando bastante.

xoxo
— Lana


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