História The Big Play - Capítulo 45


Escrita por: e nikkafuza

Postado
Categorias Academia de Vampiros (Vampire Academy)
Personagens Adrian Ivashkov, Christian Ozera, Dimitri Belikov, Personagens Originais, Rosemarie "Rose" Hathaway, Tasha Ozera, Vasilisa "Lissa" Dragomir
Tags Academia De Vampiros, Dimitri Belikov, Mazur, Romitri, Rose Hathaway, Universo Alternativo, Vampire Academy
Visualizações 575
Palavras 5.023
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Esporte, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoal!

Não vamos nos alongar por aqui, apenas não deixem de ler o recado da Luene após as notas finais ;)

Boa leitura!

Capítulo 45 - Love Is A Battlefield


Do I stand in your way

Or am I the best thing you've had?

Believe me, believe me

I can't tell you why

But I'm trapped by your love

And I'm chained to your side

Pat Benatar

 

Eu estava brava. Não. Eu estava furiosa.

Como Dimitri pôde se descontrolar daquela forma?! Eu sei que André passou de todos os limites ao sair com Sonya e eu não o estava defendendo por isso, mas o russo tinha que armar toda aquela cena num dos locais mais movimentados de Tampa? Ainda mais depois daquele discurso que ele proferiu justamente para o cara que ele atirou na água de que ele devia confiar na própria irmã? Além do mais, quem ele pensa que é para decidir sobre quem eu considero parte da minha família ou não?

Não bastasse toda essa situação ridícula, eu ainda tinha que aturar a imprensa dizendo que Dimitri havia empurrado André na água porque havia descoberto um suposto caso entre nós. Era só o que me faltava! Esses malditos não viram a Sonya ali berrando com o irmão?

Quem me poupou de ser considerada a vadia do ano foi Jill que publicou uma matéria explicando toda aquela maldita situação. Pela primeira vez em muito tempo fiquei feliz por não ter quebrado o notebook daquela maluca na cabeça dela.

Só que isso não aliviou a situação para o lado do russo. Ele não podia simplesmente achar que ia fazer um escândalo daqueles e que não sairia impune.

Dimitri até tentou se desculpar após voltar da casa da mãe dele, mas isso não reduziu minha irritação que perdurou pelo restante do dia. Apliquei meu tão eficiente tratamento de silêncio, apenas complementando-o com uma óbvia greve de sexo. Acho que isso não o deixou nem um pouco feliz quando achou que ia me dobrar em sua tentativa de me seduzir quando nos deitamos. Confesso que não foi fácil resistir a ele, mas encarei isso bravamente.

No sexta de manhã eu estava levando Claire até a escola e comecei a cogitar que talvez fosse a hora de perdoar o russo. Acho que ele já tinha tido tempo suficiente para repensar suas atitudes e minha saudade dele estava começando a superar a minha irritação. Desde que havíamos nos acertado não havíamos conseguido ficar sem um contato mais íntimo por mais de vinte e quatro horas e isso começava a me afetar.

- Rose – Claire me chamou após me observar por um tempo. – Por que você está brava com o meu pai?

- Quem disse que estou brava com seu pai? – devolvi.

- Você não falou nada com ele durante todo o jantar ontem – ela observou. Por que essa menina tem que prestar atenção em tudo? – E depois você não quis assistir filme quando meu pai chamou.

- Eu estava com sono, Claire – expliquei.

- Mas você nunca está com sono quando meu pai te chama pra assistir filme naquela sala de TV dos pufes – a garota insistiu. – Principalmente quando ele fala que vai ser depois que me colocar na cama.

- Mas ontem eu estava com dor de cabeça – tentei uma desculpa melhor.

- Por que eu nunca posso assistir filme com vocês? – vi Claire estreitar os olhos através do retrovisor.

- Do que você está falando? – perguntei confusa. – Nós assistimos filmes juntos o tempo todo.

- Mas nunca na sala de TV em que ele assiste com você – ela deu de ombros.

- Ahh isso... – Droga! – É porque ali... Nós assistimos filmes de terror juntos, Claire.

- Quando eu vou ser grande o suficiente pra assistir filmes de terror? – ela me observou e não pude deixar de gargalhar.

- Se depender do seu pai, provavelmente quando você tiver uns trinta anos – comentei ao estacionar na frente da escola. – Precisa de ajuda?

- Não – Claire se soltou do cinto e pegou a mochila. – Matthew está me esperando, olha.

- Diga olá a ele por mim – sorri ao vê-lo esperando-a alguns metros a frente e observei-a descer do carro.

Esperei que a menina entrasse na escola com as outras crianças e me preparei para voltar para casa até que uma pessoa que estava em frente ao colégio chamou minha atenção.

Observei a tal Abby que foi babá de Claire segurando a mão de uma das crianças e levando-a até a porta. Vê-la ali me fez lembrar das coisas que me falou no nosso breve encontro há alguns meses atrás. A garota havia me dito que Dimitri costumava dar em cima de todas as babás e que inclusive ela tinha saído do emprego por medo dele agir de forma inapropriada, apesar dele nunca ter feito isso realmente.

Eu havia me esquecido completamente dessa história, ainda mais porque na época eu já havia achado aquilo um tanto esquisito. Ele já havia me assegurado que a história da traição era mentira e isso com toda certeza também devia ser, apesar de nosso relacionamento parecer provar o contrário.

As amantes eram muito da imaginação de Tasha que não aceitou ser rejeitada pelo russo e preferiu acreditar numa motivação alheia que não a simples falta de amor e interesse, porém esse boato de assediador de babás devia ter alguma outra explicação. Será que Dimitri já teve algum interesse por alguma outra babá, mesmo que não tenha traído a ex-esposa? De onde surgiu isso?

Dirigi pensativa até em casa e resolvi conversar com Dimitri assim que ele voltasse do CT. Os treinos tinham dado uma amenizada graças aos Play offs, então hoje ele só iria para uma rápida reunião com Stan. Decidi tomar uma ducha enquanto o esperava e, após alguns minutos, ouvi a porta do quarto se abrir.

- Dimitri? – chamei fechando a água do chuveiro.

- Sim? – o russo entrou no banheiro com um olhar desconfiado. Acho que ele realmente não estava esperando que eu amenizasse para seu lado tão cedo.

- Podemos conversar? – perguntei me enrolando em uma toalha e indo em sua direção.

- Rose – Dimitri suspirou. – Eu não sei mais o que te dizer sobre todo esse incidente. Eu sinto muito mesmo e...

- Não é sobre isso – eu o cortei, indo em direção ao quarto e me sentando na cama. – Na verdade há algo que eu queria entender. Você se lembra da Abby, uma da s antigas babás da Claire?

- Hmm... Uma loira? – ele me olhou confuso, encostando no batente. – O que tem ela?

- No fim de semana do seu primeiro jogo da temporada, a Claire e eu a encontramos no John's Pass e ela... – hesitei nesse ponto. Como entrar nesse assunto? – Ela contou que saiu do emprego porque tinha medo que você desse em cima dela.

- Ela o quê? – Dimitri estava totalmente surpreso.

- Parece que é uma história que corre entre as babás que trabalharam aqui... Aparentemente todas acham que você é um tipo de assediador.

- Co-como? – ele parecia realmente perplexo. – Por que eu faria algo assim?

- Pelo que a garota deu a entender o que se dizia é que você costumava seduzir as babás e quando conseguia levá-las pra cama, as demitia. Era por isso que nenhuma ficava por mais que uma temporada.

- Mas... Mas... – Dimitri ficou sem palavras. – Eu mal tinha tempo de falar com essas garotas... Eu...

- Talvez você tenha dito algo pra alguma delas que acabou sendo interpretado de forma errada e fez surgir o boato – dei de ombros. Pela reação dele estava na cara que aquilo não passava de um mal entendido.

- Rose... – ele soou receoso e em um movimento estava ajoelhado à minha frente, olhando em meus olhos. – Roza, você não acreditou nisso não é? Por favor, eu juro pra você que não é verdade.

- Dimitri, eu... – tentei acalmá-lo.

- Não, é sério. Você foi a única babá por quem me interessei e sobre quem eu sequer pensei algo impróprio. Você pode perguntar pra quem quiser – o russo continuou afobado. – Eu nem lidava com as babás antes, a Tasha que resolvia tudo e geralmente quando eu chegava em casa elas já estavam no quarto e...

Eu sorri um pouco com o desespero dele e o interrompi com um beijo. Com certeza aquilo tudo não passava de uma invenção.

- Eu acredito em você. Isso não deve passar de um boato como a história das traições – falei segurando seu rosto, mas então algo chamou minha atenção. – Era a Tasha quem resolvia tudo?

- Sim – ele demorou um instante para captar o tom sugestivo em minha voz. – Você não acha que...

- Não? – olhei bem em seus olhos. Depois de tudo o que ela inventou a meu respeito para tentar impedir que ficássemos juntos, ele não poderia ser tão inocente.

Vislumbrei um brilho de compreensão se acender em seu olhar, enquanto tudo começava a fazer sentido em sua mente e ele se levantou, xingando em russo e passando a mão pelos cabelos totalmente transtornado. Eu o observei em silêncio, tomando nota para me lembrar de nunca irritar aquele russo de verdade.

- Eu vou matar a Natasha! – ele rugiu seguindo para a porta do quarto. – Quem aquela desgraçada pensa que é pra falar uma coisa dessas?

- Dimitri... – suspirei. Espera! Ele disse MATAR? – Você não quer dizer literalmente, né?!

- Ela passou de todos os limites dessa vez – ele ignorou minha pergunta. – E vou acertar as contas com aquela mulher agora.

- Você está maluco? – soltei um tanto desesperada, me enfiando entre ele e a porta. Eu definitivamente não podia deixá-lo sair do quarto nesse estado. – Eu sei que Tasha agiu mal, mas você não vai resolver nada nesse estado.

Por mais que eu a odiasse não queria arranjar nenhuma confusão desnecessária com a jararaca. Ela não nos enchia desde o Ano Novo e eu estava curtindo bastante aquelas três semanas de paz.

- Rose, ela não pode simplesmente inventar uma coisa dessas sobre mim e sair impune – Dimitri elevou a voz. – Eu aceitei aquela maldita história das amantes porque achei que eu tinha dado motivos pra ela pensar aquilo, mas isso já é demais. Com certeza ela só inventou essa merda pra aumentar a minha fama de filho da puta.

- Você pode se resolver com ela depois que você se acalmar – tentei soar mais dura. – Até lá você vai ficar aqui.

- Deixa eu passar, Rose – Dimitri tentou me tirar da frente, enquanto eu me esforçava para empurrá-lo para longe da porta e segurar a toalha em meu corpo ao mesmo tempo. Como supostamente eu poderia conter um homem daquele tamanho?

- Não! Você fica aqui – eu me virei, trancando a porta do quarto e pegando a chave.

- Me dá a chave – ele deu um passo para frente.

- Eu não vou dar – eu o desafiei. – Já disse, camarada, nós vamos ficar aqui dentro até você esfriar a cabeça.

- Rose, me dá a porra da chave – o russo gritou, fazendo eu me encolher momentaneamente, mas rapidamente me refiz.

- Você não me assusta, Belikov – respondi com firmeza, colocando a chave entre meus seios, e me abracei para impedir que ela fosse direto para o chão, já que estava usando apenas a toalha.

- Rose! – ele rosnou tentando se aproximar enquanto eu me afastava o máximo que eu conseguia, acabando encurralada entre ele e a cama.

- Dimitri, por favor – falei devagar, analisando minhas possibilidades. Se eu fosse rápida o bastante, poderia correr e me trancar no banheiro... – Apenas me escuta. Claire não vai ficar nada feliz se você matar a mãe dela.

Ele fechou os olhos, respirando fundo, e essa foi a minha chance. Pulei para cima da cama e tentei chegar ao outro lado para seguir até o banheiro, mas aparentemente o russo não estava tão distraído quanto eu esperava. Dimitri conseguiu segurar meu tornozelo, fazendo com que eu caísse de bruços no colchão.

- Pára de me chutar e me dá a chave – ele resmungou me puxando enquanto eu lutava para me libertar.

- Me solta, Dimitri – gritei. – Eu já falei que não vou dar.

- Eu vou pegar de um jeito ou de outro, Rose – ele me virou de barriga para cima, se colocando sobre mim, prendendo minhas pernas entre as dele.

Eu comecei a tentar impedi-lo de abrir a toalha e pegar a merda da chave, fazendo um belo arranhão em seu pescoço antes de acabar sendo totalmente imobilizada. Dimitri segurou ambos meus pulsos com uma mão acima da minha cabeça e continuou mantendo minhas pernas presas com as dele. Eu estava ofegante pelo esforço, mas na mínima brecha que aquele russo idiota me desse, eu com certeza o acertaria.

Com a mão livre, Dimitri tratou de soltar a toalha que me envolvia à procura da chave, mas então ele parou. Senti seus olhos descerem por todo meu corpo nu até voltarem a mirar meu rosto. Ele estava tão ofegante quanto eu e só então ambos nos demos conta da posição na qual estávamos.

- Algo te distraiu, camarada? – provoquei. – Esqueceu o que estava pretendendo fazer?

- Não esqueci – ele umedeceu os lábios com a língua, observando meus seios subindo e descendo por conta de minha respiração rápida. – Apenas vou ter que adiar, pois percebi que tenho algo mais interessante a fazer.

Apesar de toda a situação, comecei a sentir o desejo se instaurar em mim apenas por conta de seu olhar repleto de luxúria. De certa forma toda nossa disputa foi um tanto quanto excitante.

- Você não resiste a uma mulher embaixo de você, não é? – comentei e ergui meus quadris minimamente contra os dele, sentindo sua ereção que começava a se formar.

- Não. Eu não resisto a você embaixo de mim – o russo se inclinou sobre meu corpo me prendendo ainda mais contra o colchão. Ele esfregou seu membro em minha pélvis, o que me arrancou um gemido antes dele falar ao meu ouvido. – Sabe, foi um grande erro você ter me desafiado daquela forma. Agora vai ter que sofrer as consequências.

- Que consequências? – senti meu coração começar a acelerar ao perceber quão vulnerável eu estava ali e isso estranhamente aumentou minha libido.

O russo safado apenas sorriu de forma maliciosa e então puxou a toalha da debaixo de mim, enrolando-a em torno dos meus pulsos que ele ainda segurava.

- O que você está fazendo? – perguntei quando ele pareceu terminar sua tarefa.

Apesar da óbvia intenção, aquilo não seria o bastante para me manter presa, porém Dimitri já devia saber isso, pois na sequência puxou o cinto de sua calça prendendo-o sobre a toalha.

- Você confia em mim? – ele sussurrou ao se inclinar sobre mim.

- Nesse momento não tenho certeza – balbuciei quando ele levou a tira de couro por trás do colchão. Creio que a prendeu de alguma forma no estrado, pois quando se endireitou, eu puxei meus braços, mas não consegui trazê-los de volta para baixo.

Meu olhar voou para o rosto do russo e ele parecia estar malditamente se divertindo enquanto tirava sua camisa.

Talvez aquela situação devesse me deixar amedrontada, dado o meu histórico, mas era Dimitri ali, o homem que eu amo e que era capaz de me encher de tesão com um único olhar. De fato eu confio nele, apesar do que disse.

- Você pretende me deixar presa aqui pra ir atrás da Tasha? – questionei, mordendo o lábio inferior de forma a tentá-lo. Misteriosamente, ser contida dessa forma apenas me fez ficar mais excitada.

- Não. Já disse que tenho algo mais importante pra fazer – Dimitri voltou a olhar para meus seios avidamente. – Você não devia ter me deixado tanto tempo sem sentir o seu corpo.

- Não foram mais que dois dias – ofeguei ao perceber suas mãos deslizarem suavemente por minhas coxas. – E você mereceu.

- Eu discordo – ele sorriu se erguendo da cama. – Tinha tantos planos pra você naquela noite da confusão...

- Por que você não me mostra o que pretendia fazer?

- Bom, primeiro eu teria tirado o seu vestido – Dimitri começou a tirar os sapatos e as meias, então começou a trabalhar o botão da calça. – Iria te deixar apenas de lingerie enquanto beijaria sua pele exposta.

- Só de sutiã, na verdade – comentei de forma displicente. – Eu estava sem calcinha aquela noite.

No mesmo instante ele parou suas mãos que haviam se enganchado no cós da calça.

- Ah Roza, por que você não me contou isso?

- Isso teria te impedido de fazer aquela cena?

O russo me olhou com um brilho perigoso em seus olhos e enfim terminou sua tarefa, despindo-se do restante das roupas, liberando sua ereção em riste. Deus, como esse homem é delicioso!

- Provavelmente sim. Eu jamais teria tido forças para sequer cruzar a porta de casa se soubesse desse detalhe – Dimitri dirigiu a mão direita ao seu membro quando notou a direção de meu olhar. – Esse é mais um motivo pelo qual eu terei que te punir.

- E o que tem em mente? Palmadas e chicotes? – perguntei passando a língua em meus lábios que ficaram ligeiramente ressecados quando ele começou a movimentar o punho em seu pênis, subindo e descendo.

- Não... – o russo arfou um pouco pelo pequeno prazer que dava a si mesmo.

- Então seu plano é me deixar amarrada apenas te assistindo?

Eu estava hipnotizada por aquela cena, desejando poder ser eu mesma quem o estava tocando, e isso começou a me deixar úmida entre as pernas. De forma a me aliviar tentei esfregar minhas coxas juntas, mas rapidamente Dimitri abandonou sua provocação e subiu na cama, se ajoelhando à minha frente. Ele me incitou a dobrar os joelhos, me espalhando aberta.

- Também não – ele se inclinou sobre mim, apoiando as mãos no colchão para manter seu tronco elevado e evitar tocar meu corpo com o seu. – Há formas melhores de tortura.

Ele começou a passar os lábios por meus seios, em torno das aureolas, e senti um arrepio perpassar por mim. Suas mãos foram para minhas costelas enquanto ele continuava evitando deliberadamente meus mamilos, então pequenas mordidas foram desferidas em minha carne rija.

- Dimitri... – gemi baixo.

Ele me olhou de forma sacana e sua boca desceu por minha pele, espalhando lambidas e beijos por todo o caminho até meu umbigo onde Dimitri enfiou a língua de forma sensual, como se estivesse fazendo isso em outra parte minha. Eu sentia a necessidade de me aliviar, mas a posição que eu estava não me permitia nenhum movimento já que ele me prendia firmemente contra o colchão com suas mãos que foram parar em meus quadris.

- Oh Deus... – joguei a cabeça para trás quando seus lábios voltaram a escorregar por minha pele febril, parando sobre minha coxa esquerda.

- Está entendendo o que eu quis dizer? – Dimitri perguntou com o rosto pairando sobre meu sexo, me fazendo ofegar com sua respiração. – Está sentindo como é precisar de algo é ter isso negado?

Esperei que ele finalmente acabasse com aquela tortura, mas o russo voltou a beijar a pele de meu baixo ventre, depois os lábios de meu sexo e então começou a lamber avidamente minha excitação, próximo à minha entrada. Quando eu achava que não podia ficar pior, sua língua circundou a região de meu clitóris sem alcançá-lo.

- Por favor, Dimitri... – pedi, respirando pesadamente. – Eu quero você.

- É essa a questão – o russo voltou a afastar sua boca de mim. – Você apenas quer. Isso é pouco. Você precisa entender como eu me senti.

- Eu entendo – tentei expressar meu desespero. – Isso dói.

Isso era verdade. Existia um fino limiar entre o prazer e a dor e eu estava exatamente nele. Ter a satisfação de minha excitação negada era excruciante.

- Não, você ainda não entende – Dimitri mordiscou a parte interna das minhas coxas. – Quando eu estava apaixonado por você, mas não te tinha, eu achava que vivia no limite da agonia com alguns pequenos momentos de prazer.

O russo, então, subiu suas mãos por meu tórax e repentinamente tocou ambos meus mamilos com os polegares como se fosse uma maldita sineta e soltei um pequeno grito. Eu estava tão sensível que vi estrelas por detrás de minhas pálpebras que se fecharam involuntariamente.

- Mas depois que ficamos juntos – ele continuou – eu descobri o que é perder a cabeça de verdade. O que é queimar de desejo todo o tempo e precisar de você a cada maldito instante. E quando você me nega isso é verdadeiramente desesperador.

- Eu também sinto isso, Dimitri – gani quando sua boca voltou a me torturar sem tocar o ponto que me traria alívio e as palmas de suas mãos roçaram levemente meus mamilos. – Eu quero você... Eu preciso de você. Necessito que me chupe agora. Que entre todo em mim. Por favor...

Eu não tinha a menor vergonha em suplicar naquele momento. Eu estava no meu limite e sentia que podia explodir a qualquer momento.

- Eu adoro ver sua pele ficar corada quando você está louca de tesão por mim. E adoro ainda mais quando você implora – ele riu e tive o ímpeto de chutá-lo, mas não pude fazê-lo, pois nesse preciso instante sua língua bateu em meu clitóris e um grito rasgou minha garganta.

Involuntariamente meus quadris ondularam em sua direção e Dimitri precisou trazer novamente suas mãos para baixo para me segurar contra os lençóis. A ponta de sua língua voltou a pincelar meu monte nervoso, como se ele provasse um delicioso sorvete, e pouco a pouco ele foi aumentando o ritmo.

Eu comecei a lutar com as amarras por conta da necessidade que tinha de afundar meus dedos em seus cabelos enquanto me chupava ansiosamente, me deixando louca. Senti o orgasmo se construir rapidamente dentro de mim, mas, quando estava prestes a vir à tona, Dimitri soltou meu clitóris e afundou a língua em minha entrada, retardando o prazer.

Procurei minha voz para protestar, mas ele foi mais rápido e voltou a sugar meu broto carnudo de forma mais intensa. Era tão forte e gostoso que quase machucava. Eu ofeguei e contrai os quadris, mas não podia me mover muito. Suas mãos eram macias, porém firmes, não me deixando sair do lugar. Algo sobre estar tão completamente à sua mercê fez meu desejo ainda mais potente.

- Dimitri... Eu preciso gozar – arfei ao ter isso negado uma segunda vez, sentindo o suor escorrer por minha pele.

Sua língua voltou a realizar círculos apertados sobre o ponto mais sensível do meu corpo e tudo se tornou ainda mais intenso quando dois dedos me penetraram de uma única vez. Meu mundo inteiro estava centrado onde Dimitri estava me estimulando.

Quando o clímax se construiu pela terceira vez, eu fui engolfada por uma explosão de prazer, sentindo meus músculos vaginais tremerem. Eu gritei sem saber se o que dizia fazia sentido e, de fato, não me importava.

O russo se afastou rapidamente, se posicionando sobre mim e usou a ponta grossa de seu membro para circular sobre meu clitóris, fazendo pequenos choques se espalharem por meu corpo.

- Para – implorei, incapaz de aguentar mais com meu clitóris hipersensível pulsando.

- Achei que você precisava de mim, moya malen'kaya¹ – o maldito russo parecia não estar disposto a me escutar enquanto seus olhos negros de desejo miravam meu rosto e seu rosto estava lambuzado de mim.

- Eu preciso – balbuciei quase sem forças, sentindo algumas lágrimas rolarem por meu rosto pela intensidade do meu prazer. – Eu preciso demais.

Dimitri tomou meus lábios, invadindo minha boca com sua língua e meus olhos se fecharam para saborear as sensações. Ele agarrou meus quadris, moendo sua ereção contra mim. A sensação de solidez dele esfregando contra meu clitóris sensível e o meu gosto em sua boca me fazia perder a cabeça. Eu queria tocá-lo, queria arranhar sua pele, queria pegar seu membro e encaixá-lo em mim de uma vez por todas.

Como se estivesse lendo meus pensamentos, o russo levou sua mão entre nós para se ajustar em minha entrada antes de empurrar dentro de mim. Gemi contra sua boca sentindo o prazer se espalhar por meu corpo conforme ele me preenchia, possuindo completamente meu corpo. Apertei minhas pernas com força ao redor de sua cintura e Dimitri elevou suas mãos para finalmente soltar meus braços que se apoiaram nos ombros dele. Ele ajustou seu abraço embaixo de mim até que ambas as mãos agarraram minha bunda no lugar e ficamos alguns segundos parados e totalmente enlaçados e encaixados, apenas nos olhando. A tensão era palpável no ar, como o prelúdio de uma tempestade.

Então Dimitri começou a se mover, dirigindo-se firmemente dentro de mim. Àquela altura eu não sabia dizer se aquilo machucava ou se eu me sentia tão bem que meus sentidos estavam sobrecarregados. Eu estava no paraíso e no inferno ao mesmo tempo. A única coisa que eu sabia é que iria morrer se ele parasse.

Seu membro estava tão duro e grosso que me sentia esticada ao máximo e seu corpo tremia enquanto seus músculos ficavam tensos. Meus quadris ondulavam contra os dele conforme me penetrava com força suficiente para fazer bater a cabeceira na parede.

Sua respiração irregular se revezava entra minha boca e minha garganta e a sensação da pele de seu peito roçando meus mamilos duros junto com tudo o mais que ele estava me fazendo sentir me deixaram insana. A sensação de ser tomada era tão boa que eu não poderia colocar em palavras.

Ele entrou mais rápido, batendo naquele ponto mágico dentro de meu canal que enviava faíscas de êxtase direto para o meu cérebro e gemi perdida na sensação dos nossos corpos juntos. Era um ajuste apertado e eu podia sentir cada centímetro dele. O peso de Dimitri caiu um pouco mais sobre mim, mas a massa sólida de seu corpo colocado sobre o meu era confortável ao invés de esmagadora. Eu queria ficar tão próxima dele quanto possível, até que nos fundíssemos em um só.

Meu interior começou a se comprimir e creio que ele sentiu isso, pois se moveu ainda mais rápido, me fazendo cravar as unhas em seus ombros com mais força, arrancando um urro de seus lábios. E isso foi tudo que faltava. Eu gemi mais alto quando o prazer rompeu através de meu corpo e escondi o rosto no ombro dele enquanto todos os meus músculos convulsionaram, apertando o eixo rígido de Dimitri dentro de mim.

- Oh inferno – ele rosnou e tentei forçar meus olhos a abrir para olhá-lo apesar da dificuldade em focar em algo. O prazer extremo correndo através de meu corpo era muito intenso.

O russo ergueu o peito de cima de mim, uma expressão dolorosa contorcia suas feições e ele cerrou os dentes, enquanto continuava a se movimentar em curtos e violentos impulsos até que o senti gozar também quando arremeteu mais fundo e permaneceu lá, com seu grnde corpo estremecendo. Calor pulsou dentro de mim novamente enquanto seu sêmen me preenchia e, curiosamente, senti como se uma bomba detonasse dentro de meu crânio quando outro clímax me sacudiu, emendando sobre o anterior.

Em algum lugar longínquo sentia minha respiração ofegante e meu corpo amolecer sob o peso acima de mim. Eu me sentia completamente perdida dentro de minha mente que parecia flutuar em uma névoa de prazer, tanto que mal me dei conta quando Dimitri rolou de cima de mim e começou a falar comigo.

- Roza... – sua voz foi ficando mais nítida e notei que ele parecia ligeiramente preocupado. – Você está bem? Eu te machuquei?

- Machucar? – ri apesar do pouco fôlego, ainda largada sobre a cama. – Isso foi espetacular!

- Mesmo?! – Dimitri soou um tanto inseguro e eu o olhei ao meu lado, suado e despenteado. – Quer dizer, pra mim foi demais, mas você estava...

- Parabéns, Belikov – coloquei a mão em seus lábios para impedi-lo de prosseguir. – Aparentemente você me fez descobrir que orgasmos múltiplos não são apenas lenda.

O russo sorriu para mim e me puxou para acima de si, a fim de capturar meus lábios. Nós nos beijamos de forma calma e depois ficamos apenas abraçados enquanto nossos corpos relaxavam após aquele sexo insano. Acabamos cochilando por algum tempo e quando acordamos já passava e muito da hora do almoço. Eu sei disso, pois meu estômago protestava sonoramente.

Nós tomamos uma rápida ducha e depois descemos para a cozinha onde Sonya Karp havia deixado o almoço pronto antes de ir embora. Realmente já era bem tarde.

Enquanto comíamos, o celular do russo começou a tocar e ele se afastou para atender Stan, me deixando sozinha na bancada. Kirova entrou um pouco depois na cozinha e me olhou de cima a baixo de forma reprovadora e balbuciou algo como "Que pouca vergonha..." antes de sair.

No mesmo instante comecei a rir descontroladamente.

- O que foi? – o russo me olhou de forma curiosa ao voltar a se sentar ao meu lado.

- Acho que você precisa se preparar pra contratar uma nova governanta nos próximos dias – comentei e ele me olhou sem entender, então emendei. – Deixamos velha escandalizada.

- Não é possível que Kirova tenha ouvido – Dimitri finalmente compreendeu. – A casa é grande demais. Seria muita má sorte ela estar no corredor justo naquele momento.

- Não seja inocente, Dimitri. Nada acontece nessa casa sem que a assombração fique sabendo.

- Então não temos que nos preocupar com uma demissão. Normalmente os espíritos não abandonam os locais que assombram – ele piscou me fazendo gargalhar.

- Camarada, acho que o convívio comigo está começando a te afetar – olhei-o com falso espanto. – Melhor você se afastar um pouco.

- Não acho que seja prudente, Roza – Dimitri se inclinou em minha direção e sussurrou em meu ouvido, me causando um leve arrepio. – Você viu o que acontece quando eu fico muito tempo longe de você. Melhor não arriscar.

- Acho que um pouco de distância pode ser saudável de vez em quando – provoquei, fazendo-o rir.

Passamos o restante da tarde deitados no sofá e fomos juntos buscar Claire na escola. Aparentemente a gana vingativa do russo em relação à Tasha foi completamente esquecida, já que no fim da noite pedimos algumas pizzas e comemos assistindo desenhos, sem voltar a tocar no assunto. Aquela mulher devia me agradecer por ter salvo a sua vida.

 

 _______________

¹ Minha pequena


Notas Finais


Que delicinha esses dois. Pra quem aí estava com saudade das "saliências" entre eles, acho que foram bem recompensados, não?
Vamos ver até quando as coisas entre eles vão se resolver tão facilmente ;)

Um grande beijo!
Nikka e Luene


Recadinho da Luene:
Oi gente linda do meu coração, como estão?!
Sim, eu sei que mais uma vez ficamos mais de uma semana sem capítulo e eu vim aqui justamente para falar disso. A @nikkafuza já está com quase toda a parte dela da fic escrita. Creio que faltam apenas 3 ou 4 capítulos para ela encerrar. Mas então vem a minha parte e isso que está fazendo a fic atrasar. Peço um milhão de desculpas a vocês, mas estou com um volume absurdo de trabalho, tanto que tiveram dias nessa última semana que cheguei do trabalho às 8 ou 9 horas da noite. E depois de um dia inteiro redigindo petições, atendendo clientes e comparecendo a audiências, a última coisa que consigo fazer a noite é escrever. Por isso cada capítulo vai saindo em doses parcimoniosas e só no fim de semana consigo me dedicar mais (isso quando a família deixa).
Por isso vou precisar pedir um pouco mais de paciência e compreensão de vocês. Eu vou entrar em férias no dia 20 do mês que vem graças ao recesso forense e aí sim serei todinha de TBP. Porém, enquanto isso não acontece, os capítulos vão sair assim meio espaçados, mas prometo não fazer igual a FY.
E pra não matar vocês de abstinência até lá vocês podem contar com as atualizações constantes da fic da @nikkafuza que anda torturando vocês em TSE.


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