História Mistérios de Frost Ville - Capítulo 20


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Categorias A Família do Futuro, A Origem dos Guardiões, Como Treinar o seu Dragão, Enrolados, Os Incríveis, Valente
Personagens Banguela, Bicho-papão (Pitch Black), Breu, Coelhão, Jack Frost, Mérida, Norte, Personagens Originais, Rapunzel, Soluço, Stoico, Violeta Pêra, Wilbur Robinson
Tags A Origem Dos Guardiões, Aventura, Como Treinar Seu Dragão, Ficção, Frio, Jack Frost, Merida, Mistério, Policial, Soluço, Suspense, The Big Four, Valente
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Palavras 1.084
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


E eis aqui, meus detetives, o último capítulo.
Obs: Narração na visão de Merida.

Capítulo 20 - Bônus - Epílogo.


O reflexo das sirenes brilhava na janela e policiais andavam apressados de um lado para o outro. Três telefones tocavam ao mesmo tempo, e o olhar cansado de David me dava pena. Dava pena, mas não ganhava do homem quieto e encaixotado na medonha sala de interrogatório.

Observava Devalos atentamente pelo vidro largo e espelhado. Fazia uma hora que ele estava trancado na sala, com apenas um copinho descartável de café. Parecia uma estátua, não levantava nenhuma vez, apenas olhava pro nada. Não tinha emoção e nem expressão. Não sorria, não espirrava e raramente piscava. Em alguns segundos duvidei que pudesse estar respirando. Bobeira minha.

— Vai mesmo querer fazer isso? — perguntou David, apoiando sua esguia mão no meu ombro — Posso dar conta dele sozinho.

— Quero tentar, detetive. — respondi — Preciso saber de algumas coisas. Quero encerrar isso logo, por um ponto final nesse caso todo.

— Como quiser.

David pediu mais alguns minutos, tomou mais algumas evidências, e então, finalmente, nós entramos na sala. Enquanto eu sentava em uma das cadeiras, David foi ajeitar uma câmera no canto da sala. Assim feito, sentou junto a mim e ao seu suspeito.

— E aí? Vamos ser breves? Conversar não doí — disse o detetive.

Breu o encarou de relance, mas nada disse.

— Sinto muito por Gael — pronunciei-me.

— Sente nada. — disse ele, desdenhoso — Não seja fingida, menininha. Está feliz por eu não ter conseguido. E mentir é feio, sabia? Seus pais não te ensinaram isso?

— Estou falando de antes, senhor. Do assassinato.

Devalos ficou quieto.

— Sobre o sequestro sabemos que é culpado. Mas homicídio não está concreto. Você realmente cometeu o assassinato de Mark Mason? — perguntei.

— Cometi.

— E você realmente matou aqueles homens?

— Matei.

— Por vingança?

— Ó, sim.

— Não teve remorso?

— Não, não.

— Não se sente culpado?

— Nem um pouco.

Silenciei e encarei David.

— Gael era realmente uma bruxa? — continuei.

— A melhor e mais linda que eu já vi.

— Ela realmente colocou fogo nos cortiços e matou todas aquelas pessoas?

— Ah, sim... Aquele sorriso que ela dava quando o fogo começava. Seus olhos brilhavam com a luminosidade alaranjada das chamas...

— Gael não deve ter sorrido quando ela própria foi a vítima, não é mesmo? Ou ela sorriu? Você se lembra?

Breu me encarou com raiva. Deu um forte tapa na mesa e me fez sobressaltar junto do copinho de café.

— Não tem o direito de dizer isso! — ralhou ele a mim.

— E por acaso ela teve o direito de matar todas aquelas pessoas? Não, não teve. Então estamos quites.

— Pare de brincar com o fogo, menininha...

— Que fogo? Você? — provoquei — Não é nada sem o anel, não foi isso que disse?

Remexi no meu bolso e coloquei o objeto em cima da mesa. Breu arregalou os olhos e o encarou.

— Nem pense em pegá-lo... — disse David.

— Pode falar pra mim sobre o anel? — perguntei.

— Falar o quê? Por acaso vai usá-lo? — zombou ele.

— Você não é bruxo de verdade, não é, senhor?

Breu me encarou e sorriu sorrateiro. Erguendo uma das mãos, deu um estalo com os dedos e deles, impressionantemente e como um isqueiro, surgiu fogo.

— Mandei parar de brincar com as chamas, menininha...

— Não. Sou. Menininha! — dei um soco na mesa e peguei o anel.

Com raiva, posicionei o objeto na minha mão e deixei a pedra — ou sei lá o que fosse — para baixo, e, com isso, comecei a roçá-lo contra a mesa. O barulho era agoniante para mim, mas para Devalos, pela a expressão e olhos arregalados, era a sua viciosidade sendo destruída.

— Pare com isso! — ralhou ele — É único!

— Como funciona? — perguntei.

— O Anel?

— Não, os seus dedos... — zombei, irritada — Claro que é o anel!

— Os dedos também têm segredos. Injeto uma substância. Eu mesmo criei. Pura mágica, não? Tenho meus segredos, mas Gael completou minhas habilidades com o anel. Minha querida sempre foi mais forte que eu, sabe? Pena que este é passageiro...

— Como funciona a droga do anel!? — ralhei desta vez.

— Não tenho exatamente o que explicar, garotinha. É a pedra. A magia é a pedra. Ponho o anel em meu dedo, a pedra se estabelece nas minhas veias e no meu sistema e os poderes fluem. Interessante, não é? Quer que eu te mostre como é?

Devalos tocou minha mão, David se aproximou e eu recuei sobressaltada.

— Você tinha outros planos? — perguntei.

— Como é?

— Duvido que você quisesse apenas trazer Gael de volta. Me diz. Você tinha outros planos, não tinha?

Devalos ficou quieto por um tempo. Mas só por um tempo, pois o homem logo me encarou, juntou as duas mãos e se apoiando na mesa, começou:

— Não ia ser eu a decidir isso, minha querida. Ia ser a minha amada. Mas como a conheço como ninguém, tenho certeza que ela iria ter adorado acabar com cada pessoinha medíocre dessa cidade.

Encarei David e ao homem novamente.

— Você se declara culpado por tudo qu...?

Mal terminei de falar e ouvi um código de toques no espelho da sala. David foi até a porta e a abriu, e de lá entrou um homem muito bem vestido, com terno marrom e uma maletinha. Esnobe, ele foi entrando e argumentando que era o advogado do nosso réu.

— Não diga nada para eles, Black. Deixe por minha conta.

— Olha só, Ross, não pode ir invadindo assim, sabia? — rosnou David.

— Não pode ir interrogando o meu cliente assim, sabia? — retrucou o homem — Quando vai entender que tem que esperar? Vamos, Black.

— Temos que resolver isso, Ross! Escute bem, ele vai ser julgado! Acabou de confessar várias coisas.

Ross encarou o detetive e depois a mim.

— Virou babá, David?

Meu amigo murmurou algo nada dócil e chamou-me para um cantinho do caixote. Perguntou se eu tinha tudo o que queria e argumentou que era hora de eu dar no pé.

— Espere um pouco. Ele vai ser julgado pelo o quê? Bruxaria? Isso é meio... ridículo, não acha?

David sorriu.

— Sequestro e assassinato, não se lembra? É por isso que estamos aqui. O caso de bruxaria é historinha nossa. — o detetive olhou para o advogado e seu réu — Mas agora é papo sério, Merida. O palco aqui vai pegar fogo. Você entende, não é? Preciso cuidar disso sozinho.

Assenti com a argumentação de muito bom grado, apenas contrariada por saber que ia perder a minha carona de viatura pra casa.

Despedi-me do meu amigo e do advogado charlatão.

No percurso inteiro para fora do caixote, Devalos me encarava desdenhoso e repugnante. Mas num piscar de olhos, sorriu, gesticulando um “adeusinho, querida”.

Adeusinho, eu quis dizer, Até o tribunal.


Notas Finais


Acabou :) Até a próxima história de Frost Ville que já está nas minhas histórias.


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