História The Black Magic - Capítulo 2


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Categorias Harry Potter
Personagens Andromeda Tonks, Bellatrix Lestrange, Lílian Evans, Marlene Mckinnon, Narcissa Black Malfoy, Personagens Originais, Regulus Black, Rodolfo Lestrange, Severo Snape, Sirius Black, Tiago Potter, Walburga Black
Tags Harry Potter
Visualizações 52
Palavras 1.964
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Na imagem de capa: Ben Barnes como Sirius Black

Capítulo 2 - Capítulo 2


Fanfic / Fanfiction The Black Magic - Capítulo 2 - Capítulo 2


Acordei animada já que o dia de embarcar para Hogwarts está cada vez mais próximo e hoje nós iríamos até o Beco Diagonal para comprarmos os matérias exigidos para meu primeiro ano e de Sirius e para o sexto ano de Narcisa.

Após tomar banho e me vestir, desci para tomar café da manhã. Mamãe já estava sentada à mesa com uma cara fechada junto de Narcisa. Mamãe não tolera atrasos e eu estava um pouco atrasada, mas nada se comparado a Sirius que provavelmente ainda estava dormindo. Me sentei e comecei a me servir. Após 10 minutos Sirius desceu e se sentou ao meu lado.

—Bom dia, Aly. - disse se servindo.

—Bom dia, Six.

—Terminem logo de comer porque já estamos atrasados - disse Narcisa já se levantando da mesa. —Quero chegar logo. Quanto mais cedo, mais vazio.

Terminamos de comer e aparatamos no Beco Diagonal. Aquilo não era novo pra mim, já estive aqui muitas vezes antes, mas estar aqui para comprar matérias pra mim era novo e excitante. Mamãe nos dava leves tapinhas nas costas para andarmos mais rapido.

—Primeiro iremos a Madame Malkin para comprarmos as vestes para vocês dois. Você, Narcisa, pode ir atrás dos itens da sua lista, iremos nos encontrar em frente ao três vassouras no começo da tarde para irmos embora.

Assim que entramos na loja Madame Malkin veio nos cumprimentar. Ela era uma bruxa baixa, gordinha, mas sempre sorridente, usava um conjunto de vestes rosa claro.

—Ora, veja se não são meus clientes favoritos. Vieram comprar as vestes de Hogwarts?

—Olá, Madame Malkin. - dissemos eu e Sirius em uníssono enquanto eu acenava com a cabeça em resposta a sua pergunta.

—Não acredito que já estão com 11 anos. Lembro de vocês pequeninos fazendo bagunça em minha loja. - falou rindo.

Mamãe já estava impaciente.

—Podemos ir mais rapido, Madame Malkin? Estamos com um pouco de pressa. Você pode ter seu momento nostálgico quando já tivermos as vestes prontas, não acha?

Madame Malkin nos colocou em cima de banquinhos e começou a tirar nossa medidas. Em um pouco menos de 1 hora saímos da loja com nossas vestes já prontas e seguimos para a Floreios e Borrões para comprarmos nossos livros, caldeirões, balanças para pesar os ingredientes. Em seguida fomos a farmácia e compramos um conjunto de ingredientes básicos para preparo de poções. Agora, a única coisa que faltava era comprar nossas Varinhas.

Ao contrário do Beco Diagonal, a loja de Varinhas era um ambiente totalmente novo para mim. Era uma loja pequena e um pouco feia e na porta estava escrito em ouro Olivaras: Artesãos de Varinhas de Qualidade desde 382 a.C. Assim que entramos um sininho tocou. A loja parecia menor por dentro do que realmente era. Haviam milhares de caixas empilhadas até o teto.

—Boa tarde - disse uma voz suave. Eu e Sirius demos um pequeno pulo pelo susto.

—Boa tarde. - disse sem jeito. Sirius estava ocupado demais olhando as milhares de caixas.

—Estava esperando por vocês. Se aproximem, vamos ver. - e tirou uma longa fita métrica do bolso. —Qual é o braço da varinha? - perguntou olhando na minha direção.

—Direito, senhor.

—Estique o braço. - ele me mediu do ombro ao dedo, depois do pulso ao cotovelo, do ombro ao chão. Após todas as medições ele foi em direção às prateleiras pegando caixas. —Certo, experimente essa. Ébano e pelo de unicórnio, vinte e dois centímetros, flexível.

Apanhei e fiz alguns movimentos com ela. Nada aconteceu. O Senhor Olivaras a tirou de minha mão já me entregando outra.

—Tente essa, senhorita Black. Amieiro com núcleo de pena de Fênix, vinte e quatro centímetros, levemente flexível.

Assim que apanhei a varinha senti um calor pelos meus dedos e fagulhas coloridas saíram de sua ponta.

—Bravo, ótimo. Agora, vejamos o garoto. Venha cá, Senhor Black. - Sirius caminhou até ele fazendo uma careta como resposta ao modo que foi chamado.

Após Sirius passar pelo menos procedimento de medição e testar, pelo menos, três Varinhas até achar a certa saímos da loja e fomos nos encontrar com Narcisa. Assim que chegamos em casa fui direto para meu quarto arrumar meu malão. Mesmo faltando uma semana ainda, prefiro arrumar logo para não correr o risco de esquecer nada.

(…)

Os dias passaram rápido. Eu e Sirius falávamos tanto de Hogwarts que em uma semana recebemos três gritos de Bellatrix nos mandando calar a boca, dois de mamãe e tantos de tia Walburga que perdi a conta. Quando menos esperamos já era dia primeiro de setembro.

A casa estava uma confusão só. Bellatrix reclamava com papai sobre os preparativos do casamento, tia Walburga gritava com Sirius por ele não ter arrumada o malão ainda, Regulus chorava porque também queria ir para Hogwarts. Eu e Narcisa eramos as únicas prontas.

Assim que a guerra na mansão Black foi apaziguada aparatamos perto da estação King's Cross. Era um ambiente novo pra mim já que na família Black ninguém com menos de 11 anos pisava na plataforma 9¾. E essa é uma das coisas que gosto na familia, porque apesar da curiosidade que eu tinha, pisar na plataforma pela primeira vez na vida para embarcar deveria ser mágico e por isso, Régulus ficou em casa com tia Walburga.

Quando atravessamos a barreira eu confirmei o meu pensamento. Era mágico. A plataforma estava lotada de gente e a locomotiva vermelha estava parada ali. Pessoas conversavam alto, corujas piavam umas para as outras. Me despedi de mamãe e papai e segui com Sirius para dentro do trem em busca de uma cabine vazia.

No final, acabamos entrando em uma quase vazia por exceção de um menino. Ele era magro, cabelos negros.

—Com licença. Podemos ficar nessa cabine? As outras estavam lotadas. - disse apontando para mim e para Sirius.

—Claro que podem. Sou James, muito prazer.

—Prazer, meu nome é Alya e esse é Sirius, meu primo. - disse quando percebi que Sirius estava muito distraído para prestar atenção na conversa.

Assim que Sirius começou a prestar atenção engatamos uma conversa sobre Quadribol, e mesmo não entendendo muita coisa estava participando. Uma menina ruiva entrou um pouco cabisbaixa se sentando perto da janela, parecia estar chorando.

—Olá. Sou Alya. Está tudo bem? Está precisando de alguma coisa? - disse baixinho para que os meninos não escutassem

—Prazer, Alya. Sou Lilian. - falou estendendo a mão para apertar a minha. —Tá tudo bem sim, obrigada por perguntar.

Não demorou muito para entrar um menino magro e pálido com cabelos negros longos e se sentou em frente a menina. Eles conversavam baixo enquanto mantinhamos a nossa conversa sobre quadribol.

—Acho melhor você entrar para a Sonserina. - Lilian já parecia menos triste.

—Sonserina? - James interrompeu nossa conversa e a deles. —Quem quer ir para a Sonserina? Acho que eu desistiria da escola, você não? - perguntou para Sirius. Nem eu nem Sirius rimos.

—Toda a minha família foi da Sonserina.

—Caramba - replicou James —, e eu que pensei que você fosse legal!

Sirius riu. Eu não.

—Talvez eu quebre a tradição. Para qual você iria se pudesse escolher?

James ergueu uma espada invisível.

—"Grifinória, a morada dos destemidos!" Como o meu pai.

Snape deu um muxoxo de descaso. James se virou para ele.

—Algum problema?

—Nao. - falou Snape com um sorriso debochado no rosto. — Se você prefere ter mais músculo do que cérebro…

—E para onde está esperando ir, uma vez que não tem nenhum dos dois? - interpôs Sirius.

James ria quando Lilian, ruborizada, levantou e olhou de James para Sirius com ar de desagrado.

—Vamos, Severus, vamos procurar outro compartimento.

James e Sirius imitaram seu tom de superioridade enquanto eu lançava um olhar de repreensão para eles.

Severus não conseguiu sair da cabine sem antes escutar um grito de Sirius lhe chamando de Ranhoso.

Fiquei calada o resto da viagem e os meninos não pareceram perceber que eu estava incomodada. Estava pensando na seleção das casas que aconteceria em pouco tempo e sobre o que Sirius falou. Talvez ele quebre a tradição. E eu? Para qual eu iria?

Desde muito cedo eu ouvia histórias sobre a Sonserina e os grandes bruxos que pertenceram a ela. Mas agora eu sentia como se eu tivesse uma briga interna, uma parte de mim queria seguir Sirius para onde ele fosse, já a outra parte queria seguir a tradição da família e deixar mamãe orgulhosa. Para qual casa eu iria se pudesse escolher? Perdida em meus pensamentos não consegui achar certeza nenhuma de que eu realmente queria ir para a Sonserina.

Após trocar as vestes chegamos rápido em Hogwarts. Quando descemos na pequena plataforma um homem enorme apareceu segurando uma lampada.

—Alunos do primeiro ano! Primeiro ano aqui!

Seguimos o homem até um grande lago escuro e no alto de um penhasco na margem oposta havia um castelo com muitas torres e torrinhas. No lago, vários barcos estavam a nossa espera.

—Só quatro em cada barco! - Gritou o homem. Segui Sirius e James para um dos barcos enquanto um outro garoto entrava conosco no barco.

—Olá - disse Sirius para o menino. —Meu nome é Sirius e o seu?

—Remus. Prazer - disse um pouco baixo.

Subimos pelo rio que acabou em um gramado fofo e mais a frente um escada de pedra que dava em uma grande porta de madeira.

Quando a porta foi aberta, logo uma mulher apareceu. O homem nos informou que era a Professora Minerva McGonagall.

—Obrigada, Hagrid. Eu cuido deles daqui em diante. - Fez um gesto para a acompanharmos em direção a uma sala vazia ao lado do Salão. —Bem vindo a Hogwarts. O banquete de abertura do ano letivo vai começar daqui a pouco, mas antes de se sentarem às mesas vocês serão selecionados por casas. A seleção é uma cerimônia muito importante porque, enquanto estiverem aqui, sua casa será uma espécie de família em Hogwarts. Vocês assistirão a aulas com o restante dos alunos de sua casa, dormirão no dormitório da casa e passarão o tempo livre na sala comunal. As quatro casas chama-se Grifinória, Lufa-Lufa, Corvinal e Sonserina. Cada casa tem sua própria história honrosa e cada uma produziu bruxas e bruxos extraordinários. Enquanto estiverem em Hogwarts os seus acertos renderão pontos para sua casa, enquanto os erros a farão perder. No fim do ano, a casa com o maior número de pontos receberá a taça das casas. A Cerimônia de Seleção vai realizar dentro de alguns minutos na presença de toda a escola.

Assim que terminou de falar ela se retirou da sala e na mesma hora meu estômago embrulhou. Não sabia o que aconteceria depois da Seleção.

Após um tempo, Profa. Minerva voltou para nos levar para outra sala. Em fila seguimos para o Grande Salão. O lugar era lindo, milhares de velas flutuavam sobre as quatro mesas o teto negro e estrelado, como o céu lá fora, e no extremo do salão havia mais uma mesa e ali, abaixo dela, havia um banquinho com um chapéu pontudo e remendado.

Após uma longa cantoria dele o salão inteiro prorrompeu em aplausos.

A Profa. Minerva voltou a falar, segurando um longo rolo de pergaminho.

—Quando eu chamar seus nomes, vocês porão o chapéu e se sentarão no banquinho para a seleção. Logan Brown.

Um menino com uma expressão assustada seguiu até o banquinho, pôs o chapeu, que afundou em sua cabeça. Após uma breve pausa o chapéu anunciou:

—Corvinal.

Após vários nomes chamados, chegou a vez de Sirius. Ele andou confiante até o banquinho e colocou o chapéu e não precisou nem de dois segundos para o chapéu gritar:

—Grifinória.

Era isso. A próxima seria eu e eu precisaria escolher. Se eu fosse para a Grifinória eu estaria perto de Sirius, meu melhor amigo, mas deixaria papai e mamãe decepcionados. Mas se eu fosse para a Sonserina, eu perderia Sirius, assim como perdi Andy. Para onde eu iria se pudesse escolher? Será que eu posso escolher?

Profa. Minerva chamou meu nome e, assim como foi com Sirius, ele não demorou nem dois segundos e eu não pude sequer pensar na casa que havia escolhido quando ele gritou:

—Sonserina.



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