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História The black side in your heart - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


( Warning!!!!)

Olá meus docinhos, vocês estão bem nessa quarentena? Espero que sim, e que estejam ficando em casa.
Bom, apesar da cortesia de sempre, irei explicar algumas coisas sobre o capitulo de hoje, mais especificamente o titulo dele.

"Mudanças", como dito na sinopse, eu gostaria de aprofundar alguns aspectos psicológicos dos personagens de Boku no hero, então toda vez que tiver a palavra "Mudanças" no titulo do capitulo, significa que algum personagem sera aprofundado no capitulo. Esperem que gostem e até logo.

Capítulo 6 - 0.6- Mudança: "Don't cry, please"


Fanfic / Fanfiction The black side in your heart - Capítulo 6 - 0.6- Mudança: "Don't cry, please"

P.O.V: Midoriya

Como um cavalheiro ou algo do gênero, o arroxeado resolveu me acompanhar até meu dormitório. Conseguimos chegar a tempo, antes que Ectoplasm fechasse os portões, porém esse fato não ajudou com a bronca que tivemos que levar de Hound Dog, um discurso de pelo menos quinhentas linhas sobre responsabilidades com horários e coisas do gênero.

Mesmo não sendo um aluno oficial, aquilo realmente me fez sentir na adolescência de novo, um sorriso mínimo surgiu em meus lábios no meio da bronca, e o instrutor canino apenas se deu por vencido e nos deixou passar.

Estava frio, havia esquecido minhas luvas e podia sentir meus dedos congelando aos poucos, Hitoshi me deu um olhar com dó e então um toque quente veio até minha palma direita, o maior segurou ela com todo o cuidado do mundo enquanto seu rosto se tornava em um vermelho vivo, apenas dei um gargalhada silenciosa do fundo de minha garganta e seguimos para o dormitório da U.A.

Descobri que Toga e Shinso fizeram um exame de readmissão para serem transferidos para a classe de heróis, no próximo semestre – Que se iniciaria o segundo ano o ensino médio – eles se mudariam pro dormitório da 1-A. Fiquei feliz tanto por ver que uma de minhas pacientes favoritas havia conseguido seguir seu sonho pós tratamento quanto ter alguém que eu estava interessado por perto... Vou ter que me acostumar a sentir esse sentimento ainda.

Quando ficamos na frente da porta de vidro com a placa enorme indicando que era o dormitório da classe 1-A, Hitoshi parou soltou aos poucos minha mão e parou seu movimento. A vermelhidão de seu rosto havia diminuído, agora estava um pouco rosa, mas devia ser pelo frio que fazia. Um sorriso ladino surgiu em seu rosto, antes do maior levar sua mão até seu pescoço e o coçar de leve em sinal de nervosismo.

— Estava pensando se você gostaria... — Um travamento leve na voz do arroxeado se fez presente, com a outra mão cobrindo sua boca, o maior tossiu de leve antes que continuasse a falar. —... De sair comigo algum dia... Talvez um café? — E lá estava de novo, a vermelhidão no rosto de Shinso.

— Claro, porque não? Marcamos um horário ainda essa semana —. O respondi sem rodeios, mesmo não tendo muitas experiencias amorosas, já tive que trabalhar com pessoas que tiveram essa parte da vida social bem conturbada, e tudo isso acontecia na maioria das vezes por se fazerem de difícil ou tentar afundar os sentimentos para dentro de si. Um leve choque se fez na expressão facial do maior, segui em sua direção levemente, erguendo meus pés para chegar perto de sua altura, e depositei um beijo em sua bochecha. — Boa noite, Shin —. Disse envergonhado antes de entrar no dormitório correndo.

Minhas bochechas estavam vermelhas, meu rosto estava quente e minhas orelhas na mesma temperatura, segurei minhas bochechas com minhas mãos, pensando se havia sido apressado demais com um movimento desses. Entrei a passadas rápidas para a sala de estar, o cômodo que haviam poucas pessoas, meu plano era passar reto e ir ficar paranoico como se fosse uma garota de filme de romance no meu quarto, mas uma cena conseguiu prender meu olhar e foco. Katsuki estava com sua cabeça deitada no colo de Kirishima, enquanto mexia no celular, e o avermelhado apenas com um sorriso bobo no rosto, conversando com a menina de cabelos rosas... Se não me engano seu nome era Mina.

Entendo os sinais confusos que estavam na cabeça de Eijirou em sua dimensão mental, além de que pela naturalidade no rosto da roseada, isso devia ser algo normal que ambos faziam. O garoto das fitas também estava ali, mas nada de Kaminari, acho que o mesmo deve ter se poupado para não ver uma dessas cenas do “casal”.

Sentindo minha respiração acalmar, o ar quente que vinha de dentro de mim esfriar e meus olhos mudarem de cor, ativei meus poderes para conseguir enxergar a situação um pouco além, tendo um leve choque ao fazer isso. O demônio de Katsuki havia se acalmado um pouco, bem levemente, já que suas partes corrompidas já estavam virando uma nevoa densa e o “demônio” de Eijirou havia crescido em forma, agora era um adolescente de cabelos pretos, sua cicatriz no olho estava mais visível que o normal. A quase rejeição de Bakugou deve ter feito isso, não é forte o suficiente para corrompe-lo... Mas é preocupante.

Minha presença foi notada, as risadas diminuíram e a expressão ranzinza de Katsuki se fechou por completo, antes que uma confusão se iniciasse por alguma coisa boba, apontei para as escadas e subi como se não quisesse nada, ignorando a voz de Kirishima chamando meu nome.

(...)

Bati na porta do quarto de Kaminari, verificar se ele estava okay já que não estava com seu grupinho. O loiro de mechas pretas parecia normal ao abrir a porta, trajava uma bermuda vermelha, regata cinza e com um pirulito em sua boca, um sorriso foi aberto em seus lábios assim que o mesmo me viu, me dando espaço para entrar. Sentei em sua cama enquanto o mesmo ficou sentado na cadeira na frente de seu computador, lhe contei para o mesmo sobre minha visita a casa de Aizawa, Shinso e como Bakugou fechou sua cara quando me viu.

— O roxinho? Bonitinho que estava no mercado com a menina que você já atendeu? — Denki disse sem preocupação, tirando o pirulito de sua boca. — Investe... Você merece ser feliz tanto quanto o povo que você atende —. A expressão do loiro era seria, porém se suavizou ao me ver com os olhos levemente abertos de indignação.

— Okay, eu sou o psicólogo aqui... Mas tirando o fato da minha vida romântica estar andando a passos de bebe novamente, você vai real ignorar o Katsuki com aquela cara assustadora dele pra cima de mim? —. O questionei com insegurança na voz, sua sobrancelha direita foi levantada em sinal de ironia, colocando os pés cobertos por suas meias em cima da mesa do pc.

— Ele sempre teve uma cara de bravo pra mim —. O loiro afirmou em sinal de ironia, apenas respirei fundo com a resposta, arrancando uma gargalhada de Denki por ter conseguido me tirar a paciência aparentemente. — Tá, ele parecia mal humorado na patrulha de hoje, e ficou murmurando o tempo todo sobre você ter conseguido parar os ataques dele duas vezes e blablala —. Kaminari disse, gesticulando e imitando as expressões faciais de Bakugou, me fazendo ter que segurar a risada.

— Deve ser isso então... Devo ter piorado o quadro de complexo de inferioridade dele... — Disse, com um pouco de culpa na voz e receio, parecia que eu havia conectado alguns pontos sobre o loiro... Mas ainda faltava peças nesse quebra-cabeça.

 — Hmmm —. O loiro me respondeu com esse som incompreensível enquanto se levantava da cadeira, indo até a cama e sentando ao meu lado, colocou sua mão em um de meus ombros e fez um leve carinho ali. — Tem carroço nesse angu ainda... Talvez se você pudesse fazer ele falar ou ir em uma consulta contigo —.  Denki sugeriu com bondade na voz, e seu inicio de ideia conseguiu me fazer pensar em algo que facilitaria meu trabalho ali. Um sorriso animado surgiu em meus lábios, me despedi do loiro dando-lhe um abraço, com a desculpa de que eu teria que arquivar mais algumas coisas nas fichas.

Ao entrar no meu quarto, confirmei que horas eram para pensar no que fazer exatamente com a ideia. O obvio seria tentar ajudar a todos, porém é um plano a longo prazo, necessito de um foco para agora...

P.O.V: Narrador

(Quebra de tempo)

O esverdeado havia passado metade da madrugada inteira pensando em algo que poderia acelerar o processo de sua missão. Paciência era uma virtude que as vezes faltava na personalidade de Midoriya.

Escolher seus alvos foi fácil, Tsuyu era a pessoa mais perto a “desabrochar”, Bakugou e Todoroki estavam quase se corrompendo, então teria que se apressar com os dois garotos. As palavras de Kaminari ficaram martelando na cabeça de Deku pela madrugada, até que o psicólogo teve o resto de sua ideia. Teria que fazer parecer ser natural, se não poderia pior os estados mentais dos demônios dos alunos.

Midoriya não teve muito tempo para descansar, já que assim que seu subconsciente abraçou o cansaço que havia em si para finalmente poder descansar, um barulho irritante começou a tocar em seu ouvido.

O psicólogo não era muito fã de alarmes, porém teria que acordar cedo para falar com a menina de cabelos esverdeados. Reuniu toda a força recuperada que conseguiu naquele leve cochilo para se levantar de sua confortável cama.

Quando seus pés se chocaram com o chão, um choque térmico causou arrepios em sua espinha, estava mais frio que o normal. Izuku respirou fundo, vendo que o ato recém feito fez uma pequena nuvem de vapor a sua frente.

Se sentou, esfregando levemente os olhos e espreguiçando, sentindo o cansaço ir embora aos poucos. Ao verificar seu aparelho celular, o horário indicava 9:00 da manha fria. O esverdeado apenas ignorou tudo a sua volta quando saiu de seu quarto, seguindo para o banheiro no primeiro andar para fazer suas higienes, depois seguiu para a cafeteira da cozinha e encheu um copo inteiro. Bebericando o liquido quente, que soltava fumaça por ter sido recém feita, esperou um pouco a chegada de algum aluno para que pudesse conversar ou treinar sua nova ideia.

Como se o destino estivesse jogado os dados ao seu favor, o mais novo casal de estudantes estava descendo as escadas, Tsuyu e Uraraka. Um sorriso foi esboçado pelas duas ao encontrarem Midoriya, o esverdeado se forçou a sorrir de volta apenas por educação.

A esverdeada se dirigiu diretamente para cozinha, enquanto a menina de bochechas rosas e cabelos curtos seguiu para a sala, reclamando levemente pela bagunça que o “squad” de Bakugou havia feito no sofá na noite passada. Não querendo perder a oportunidade, Izuku colocou a caneca em cima do balcão e seguiu em direção de Asui.

— Precisa de ajuda? — O psicólogo questionou, pegando um dos copos que Tsuyu carregava em suas mãos com chá verde e a seguiu até a sala. A esverdeado sentou perto de sua namorada, aproximando os corpos para se esquentar, Midoriya ficou de pé a encarando por um tempo, até que sentou no outro sofá.

— Mais o que você já fez? Se você não tivesse me encorajado aquele dia, talvez eu nem me confessaria —. Asui confessou sendo sincera, a garota não tinha papas na língua para as outras pessoas e sempre tentara ajudar, mas quando se tratava de si mesma, ela se esquecia de si as vezes. Midoriya a incentivou a pensar primeiro nela mesma do que se preocupar com a opiniões externas. O psicólogo ficou um pouco envergonhado, apesar de estar a um tempo considerável naquela profissão, seu coração de gelo não sabia receber elogios sinceros ainda.

— Já que tocou nesse assunto, pensei em fazer consultas diárias com alunos selecionados... —. O esverdeado aproveitou a oportunidade do assunto para iniciar seu plano, dizendo como se não fosse nada pensado ou alguma ideia mirabolante, apenas uma sugestão. — O que acham? — Izuku sorriu minimamente ao questionar as duas.

— É uma ideia interessante —. Uraraka se fez presente na conversa pela primeira vez, a garota admitia que Midoriya agora transmitia uma energia completamente diferente da do primeiro dia que ele veio a sala. Não estava um raio de sol, mas parecia uma lua iluminada no meio da escuridão de uma floresta. Asui nada falará, apenas concordou com a cabeça sobre o assunto.

— Queria saber se você gostaria de ser a primeira voluntaria, Tsuyu? —. Midoriya falou incerto se seria a melhor hora para dizer aquilo logo após as palavras saírem de sua boca, estava inseguro, e a esverdeado ficou um pouco surpresa pela escolha. A mão de Uraraka desceu para a de Asui, segurando por um leve momento, como se fosse uma demonstração de apoio incondicional seja qual fosse a decisão de sua namorada.

— Aceito, mas admito que estou com um pé atrás... Mas você me ajudou muito antes, então darei um voto de confiança —. As palavras da esverdeada são sempre diretas, porém sua voz quase tremeu ao falar aquela sentença, estava nervosa e insegura... Uma coisa era pedir um conselho, outro era ir em uma consulta psicológica em si. — Que horas vai ser? Que dia? — Tsuyu saiu de sua própria zona de conforto para questionar o esverdeado, o psicólogo apenas esboçou um sorriso mínimo antes de ativar seus poderes, suas pupilas ficaram alaranjadas, dando um ar um pouco sinistro e denso ao cômodo.

— Vocês devem ter planos hoje, já que deve ser o único dia de folga do estágio... — Izuku entrara no modo analise, estava tentando desvendar a expressão da esverdeado quanto via se o seu demônio não desconfiava da ideia repentina de si. — Pode ser agora? Assim vocês duas tem o resto do dia livre —. Midoriya falou antes de desativar seus poderes, ainda estava incerto... Mas parecia que sua aproximação não causou nenhuma desconfiança no demônio da esverdeada.

— Pode ser —. Asui respondeu com um sorriso no rosto, logo virando para a namorada que estava com uma expressão meio difícil de se decifrar. — Assim que acabar, vamos naquela loja de Mochis perto da agencia da Ryukyu —. A esverdeada sugeriu, recebendo um sorriso genuíno de Uraraka como resposta.

(...)

O esverdeado conseguiu entrar em contato com Aizawa antes que levasse a estudante para o “escritório” do mesmo. Teve que pedir um voto de confiança ao professor pela falta de tempo para explicar seu plano detalhadamente naquele momento, apesar da amizade de ambos, Izuku não gostava de misturar sua vida profissional com a vida pessoal naquele tipo de situação. Shouta arrumou um quarto vago no dormitório dos professores para que Midoriya pudesse atender os estudantes diariamente ali.

Seguiram para o local sem preocupação nenhuma, o dormitório dos heróis profissionais não era muito diferente da dos alunos, o psicólogo avistou de longe Midnight e cumprimentou a mesma com um sorriso falso de educação, Tsuyu apenas acenou com a mão levemente e a dupla seguiu para o elevador, apertando o botão que fora indicado por Aizawa de onde estava o mais novo escritório de Izuku.

O ruído metálico de elevador se cessou ao chegarem no andar desejado, fazendo os mais novos saírem seguirem pelo corredor. Por algum motivo que fazia o psicólogo achar que o destino estava jogando ao seu favor, haviam placas indicando os nomes dos heróis e seus aposentos, e no final do corredor, estava uma porta sem nada escrito.

Izuku respirou fundo, se sentia um pouco receoso, porém suas mãos seguiram mesmo assim para a maçaneta da porta e a giraram, abrindo a mesma logo em seguida. Era um quarto simples, havia um criado mudo grande na ponta da parede, uma cama e o que parecia uma poltrona no meio do quarto. O cômodo estava com pouco iluminação, pelo fato de que as janelas estavam fechadas, o esverdeado seguiu na direção da mesma, abrindo as cortinas e dando um ar mais leve para o lugar.

Asui ficou do lado de fora por um tempo, até o psicólogo arrumar o lugar a seu desejo. Deixou a poltrona no lugar que estava, mas arrastou a cama até o canto da parede na frente da mobília, para que os alunos que tivessem que passar por ali, se deitassem e sentissem mais confortáveis.

A esverdeada entrou um pouco tímida, se dirigindo diretamente até a cama e se sentando de frente para Midoriya, que ainda estava de pé. Ao ver sua mais nova “paciente” sentar na cama com tons azuis, o esverdeado se sentou no sofá da mesma cor e ativou sua individualidade, retornando a cor laranja de seu olhar, logo em seguida tirou um de seus cadernos de anotação do bolso de trás de sua calça. Era a mais nova peça de sua coleção, resolveu pegar um caderno novo para anotar tudo que sabia dos alunos em consultas, invés de ter que separar capítulos para cada em um pequeno espaço de suas notas antigas.

— Irei pular o nome e idade por já saber —. O psicólogo disse em um tom divertido, porém notou que a tensão dos ombros de Asui não acalmara nem um pouco, Izuku pegou uma caneta que estava dentro do caderno de anotação, era a preta e abriu na primeira página, arrumando a postura de seu corpo para começar as perguntas. — Gostaria de saber seu desempenho na escola, conseguiu se adaptar bem a sua nova vida na U.A? — A voz de Midoriya estava mais grossa que anteriormente, causando arrepios em Tsuyu, ele estava exalando uma energia mais assustadora que o normal.

— Acho que sim? — A menina respondeu incerta, colocando um dedo perto da boca e pendendo para o lado, a adaptação de todos da classe foi em conjunto então a garota de cabelos verdes teve que se acostumar com todos no mesmo ritmo que todo mundo.

— Sua motivação para ser uma heroína, vem de algum lugar ou influencia especifica? — O esverdeado estava sondando área, precisava de uma reação brusca do demônio de Asui para ver o real problema que ainda o mantinha ali.

— Desde pequena eu queria ser uma heroína profissional, uma de resgate principalmente —. Tsuyu confessou com um sorriso nostálgico no rosto, memorias inundaram a cabeça da mesma naquele momento. — Meus pais trabalhavam muito, então eu tive que cuidar de meus irmãos quando eles não estavam —. A esverdeada disse enquanto seus pensamentos iam para uma linha de raciocínio distante daquele lugar. O psicólogo apenas anotou algumas palavras chave no bloco de notas com a sobrancelha esquerda levemente levantada.

— Isso deve ter feito você perder sua infância, não? Amigos escolares e coisas do tipo —. Midoriya abriu um sorriso mínimo ao ver que conseguiu cutucar o demônio da garota de cabelos verdes, o ser que se assemelhava a um parasita pequeno de cores verdes neon estava preso no pescoço de Asui, como um ultimo recurso de tentar sugar as energias negativas mínimas de Tsuyu. — Seus colegas de sala da U.A... Conseguiu se aproximar de todos? — Izuku tentou seguir a mesma linha de raciocínio que estava questionando a garota anteriormente, percebendo o sucesso logo de cara ao ver a menina segurando as mãos temerosa por algo e o demônio estar com os olhos brilhando em verde, encarando o psicólogo de volta.

— ... —. A esverdeada permaneceu em silencio por um bom tempo, pela primeira vez havia engolido as próprias palavras por não saber ao certo o que dizer. Era uma bagunça de sentimentos ali dentro de si mesma. — Posso ir embora? Está bom para a seção de hoje... — Tsuyu tentou desviar na pergunta do jeito que podia, se levantou depressa, rumando a saída.

— Espe... — Izuku ditou, se levantando para tentar impedir Asui de se retirar daquela situação que podia libertar a mesma para sempre. O psicólogo tentou a alcançar com sua mão esquerda, sua tentativa não foi em vão ao conseguiu encostar no pulso da garota com seu dedo anelar, porém uma sensação estranha o cercou, um arrepio seguiu por toda sua espinha dorsal.

A pupila de ambos os esverdeados agora estavam em um tom mais escuro que o normal, de algum jeito, os poderes de Midoriya conseguiram afetar o espirito de Asui. Izuku nunca havia experenciado aquilo anteriormente, e antes mesmo que pudesse questionar a si mesmo o que estava acontecimento, um tipo de visão surgiu na frente dos olhos do psicólogo.

“Ele parecia estar vendo pelo ponto de vista da garota, Momo e Iida estavam a seu lado, tentando a consolar por algo, podia sentir lagrimas descendo pelos seus olhos enquanto o que parecia Kirishima de cabelos para baixo e Todoroki darem as costas para entrarem no dormitório.”

O esverdeado puxou sua mão para longe do pulso da futura heroína, quebrando a conexão mental que havia se formado ali e desativando sua individualidade inconscientemente. Asui estava com um rosto assustado, lagrimas desciam pelo seu rosto assim como naquela noite...

— Sente-se, por favor —. Midoriya pegou as mãos de Tsuyu e guiou a garota que estava tremendo levemente até a cama e a deitou, seguindo para a poltrona novamente. O psicólogo respirou fundo antes de se pronunciar novamente. — Eu assumo que você vivenciou novamente a experiencia daquela noite assim que meus poderes chegaram até você —. Izuku tentou inventar alguma desculpa para aquela forma de manifestação nova de seus poderes, a esverdeada agora o encarava com uma leve duvida no rosto. — Posso te perguntar o que aconteceu naquele dia? — O psicólogo a questionou diretamente, não poderia fazer mais rodeios e arriscar outra reação extremamente negativa quanto anteriormente. — Não precisa falar caso não... —. A empatia do esverdeado falou mais rápido que seus sentidos ao ver a garota abaixar a cabeça após o questionamento, porém a mesma reagiu de forma inesperada.

— Você deve saber do sequestro do Bakugou no acampamento das Pussydolls —. Asui começou a falar, insistindo em secar o liquido que descia de seus olhos, provando que não se sentia confortável naquela situação. — Depois daquilo, todos ficamos chocados... Fomos ao hospital visitar a Yaomomo, como uma atividade grupo —. Os olhos da esverdeada começaram a ter um tom de nostalgia vaga, parecia até recente que aquilo havia acontecido. — Kirishima e Shouto vieram com uma ideia louca de tentar salvar o Katsuki, já que a Momo tinha conseguido fazer um dispositivo de rastreamento e o grudou em um dos experimentos dos vilões —. Enquanto a garota falava, Izuku lembrara de algo como isso ter sido mencionado na entrevista após o loiro ter sido salvo. — Eu joguei verdades neles... Quebrar as regras era errado... —. A feição de Tsuyu dava uma energia de tristeza misturado com rancor ao ter que lembrar daquilo.

— Você estava preocupada com eles? — O psicólogo questionou o obvio, apesar da fala sincera doa a quem doer, a garota ainda assim se importava com a maioria de sua sala.

— Claro... Mas o pior... Minhas palavras não alcançaram seus corações de jeito nenhum... Eles as ignoraram —. As pausas na voz da menina de cabelos verdes eram por conta dos soluços causados pelos choros que insistiam em aparecer, ela não tentava mais impedir as lagrimas, de algum jeito aquilo a acalmava da dor de meses pensando naquilo. — Depois eu soube que Iida e Momo foram junto dos dois... Na noite da inauguração do dormitório, eu fui me desculpar por ter sido duro com eles... Mas eles me ignoraram mais uma vez —. No soluço antes de se calar de vez da garota, Izuku notou a peça que faltava naquele quebra cabeça, a última corrente que mantinha o demônio de Asui preso na mesma... Um complexo de abandono, misturado com o rancor de suas palavras a si mesma. O psicólogo tratava cada caso como se fosse o primeiro, e então permaneceu a sala por silencio em algum tempo até pensasse no certo a se falar.

— Caso se pergunte, você não foi egoísta em falar aquilo ou pedir desculpas após aquele conflito —. O esverdeado começou a falar, conseguindo capturar a atenção de Tsuyu pela primeira vez ali, um brilho nos olhos da garota apareceu por um momento ao ouvir a voz calma de Izuku. — Eles foram egoístas de não terem te perdoado... E não se preocupe, não é só porque eles te ignoraram que eles nunca vão te perdoar —. O psicólogo se levantou da poltrona, seguindo em direção a esverdeada enquanto falava. — Perdão leva tempo e não é só palavras os sustentam —. Deku se abaixou levemente até a altura da cama, e passou seu polegar nas lagrimas teimosas da menina, que apreciou o ato e conseguiu ver uma nova perspectiva naquela situação que a assombrava a tempos, os olhos de Izuku foram para uma cor alaranjada, demonstrando que seus poderes estavam ativados novamente. — E a Uraraka nunca faria isso como eles fizeram... Tenho certeza que ela te ama —. O psicólogo presenciou a criatura que estava se segurando no pescoço de Asui, virar pétalas brancas de margaridas... Libertando a futura heroína do que a segurava.

Midoriya se levantou e tocou o ombro de Tsuyu, antes de sair da sala de vez e deixar a garota ter seu próprio espaço naquele momento. Ao passar pela porta, deixou a mesma encostada e sentiu seu aparelho celular vibrar no bolso de trás de sua calça. Conseguiu ver pela notificação do telefone, que era o detetive Tsukauchi o ligando... Já fazia tempo que o mesmo não conversava consigo. Aceitou a ligação enquanto seguia pelo corredor.

— Detetive? Algo aconteceu? — A voz de Izuku permanecia baixa, para não chamar a atenção de nenhum professor curioso que podia ouvir a conversa. O esverdeado suou frio por motivos desconhecidos até para si mesmo.

— Deku... Conseguimos capturar um dos passarinhos mais próximos de Overhaul, gostaríamos de saber se poderia checar o “espirito” dele para ter mais informações do paradeiro de Chisaki —. Tsukauchi tinha um tom preocupado no final de sua frase, o detetive havia sido elegido como responsável para cuidar do desaparecimento do abusador de Eri, o Yakuza temido até por algumas estações policiais, Kai Chisaki.

— Claro, essa semana irei aí... Poderia me responder, qual dos aliados de Kai está sobre sua custodia? —  Midoriya estava levemente surpreso agora com a informação, tentaria de tudo para ajudar a colocar o Yakuza e sua trupe atrás das grades.

— A claro, um dos mais próximos, Shin Nemoto —. O detetive o respondeu saciando sua dúvida, os dedos de Deku falharam por um momento, fazendo com que seu celular fosse para o chão. O esverdeado tremia de nervoso naquele momento... Porque tinha que ser ele...


Notas Finais


É, definitivamente esse é um dos pontos da historia que eu mais gostei de escrever. E nossa primeira saga se encerrou agora, a que eu gosto de chamar de "introdução". Espero que tenham gostado do capitulo de hoje e que me acompanhem nas próximas sagas.

Deixarem aqui algumas das minhas fics para lerem, caso gostem da minha escrita e estejam entendiados nessa quarentena.

https://www.spiritfanfiction.com/historia/amor-nao-e-so-um-jogo-de-seducao-13532750 (Multishipper/Izuku harem) Essa fanfic se retrata de se Izuku além de sua individualidade padrão que já conhecemos, tivesse um feromonio expelido por si mesmo que deixasse os garotos loucos por si. é uma fic com bastante comedia, romance e melação.

https://www.spiritfanfiction.com/historia/por-que-voce-e-assim-18305160 (Bakudeku): Essa fanfic é focada em um mundo magico onde todos tem poderes, além do universo ser bem rico em historia, ele aborda um enemy to lovers entre o casal principal.

https://www.spiritfanfiction.com/historia/my-strange-relationship-18891321 (Shinkami): Essa fanfic é um projeto relativamente novo feita por mim, aborda uma vida dupla do personagem principal (Kaminari) e sobre um garoto misterioso que havia entrado em sua vida como um grande acaso.

Foi isso por hoje, beijos de um doce para o outro e até mais vê.


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