História The Black Swan - Capítulo 5


Escrita por:

Postado
Categorias Naruto
Personagens Izumi Uchiha, Kakashi Hatake, Karin, Kushina Uzumaki, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shino Aburame
Tags Drama, Império, Naruto, Romance, Sasusaku
Visualizações 242
Palavras 2.304
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Hentai, Lemon, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, meu amores! Sei que sumi por muito tempo e que não estou dando a vocês um capítulo, mas sim o último capítulo reescrito, como disse que faria nos avisos.
Eu disse que faria alguma alterações nos capítulos, acrescentando mais detalhes na narrativa, já que os capítulo eram bem curtos por causa da minha falta de tempo e isso tornou a história bem corrida. Mas, mesmo que eu esteja reescrevendo, não precisam ler de novo, pois nada irá mudar.
Nesse capítulo, os fatos ainda são os mesmos, mas o exclui e postei de novo porquê nos comentários houveram muitas dúvidas, então entendi que era necessário mais detalhes para que tudo ficasse bem explicado.
Fica a critério de vocês se vão reler, mas eu gostaria muito de um feedback.

Boa leitura!

Capítulo 5 - A escolha


– Ainda não entrou na minha cabeça que se casará em breve. – Dizia Mikoto, arrumando alguns detalhes na roupa do filho. – É tão jovem...

– Foi sua a ideia de me casar. – Respondeu com um meio sorriso. – Não me importaria em esperar alguns anos.

– Tudo é fácil para os homens. – Debochou, revirando os olhos. – Nós mulheres nunca poderíamos nos dar esse luxo. Esperar não é uma opção. – E de fato não era. Casar-se cedo era o costume e não se podia contraria-los.

– Certamente não me importaria em desposar uma moça mais madura. – Rebateu, esperando a mãe prender as presilhas de seu gibão. – Moças jovens são tolas. Apenas falam o que são treinadas a dizer.

Nada pôde fazer a regente além de rir, pois as palavras do filho eram uma verdade amarga. Desde de muito nova foi lhe ensinado como uma dama devia se portar, tornando sua infância uma chuva de regras e sermões.  Para ela, tudo aquilo não passava de bobagem e por vezes questionou o porquê de tal jogo de aparências, mas tudo o que recebera como resposta foram reprimendas e castigos.

Uma boa moça não questiona, uma boa moça obedece, ressoava o mantra em sua mente, como um pesadelo interminável. Tudo o que desejava eram que tais palavras fossem erradicadas, porém tudo se baseava nas tradições, e, ainda que estivesse à frente de seu tempo, o mundo permanecia preso ao passado e aos velhos hábitos.  

Contudo, a jovem monarca gerara dois filhos homens, aos quais ela sentia, ainda em seu ventre, serem destinados a grandeza. Enquanto mulher, Mikoto nada podia fazer por sua causa, mas como mãe, conseguiria guiar suas crias para a luz de uma nova era.

– Majestade. – Saldou, pegando a coroa e levando-a a Sasuke com um sorriso amável. – Que Deus faça do seu reinado próspero!

– Que consagrem minha divindade, então. – Anunciou, fazendo os olhos vermelhos fumegarem em soberbia. – Pois serei eu a fazer deste império grandioso.

Rindo de toda a pompa do filho, acariciou seu rosto e deu-lhe um beijo, esperando as reclamações que ele sempre fazia após tanto demonstração de afeto. Para sua surpresa, o imperador não queixou-se, limitando-se a dar um pequeno sorriso de agradecimento.

Encostado à porta, Itachi observava o irmão e a mãe com uma expressão de alegria e saudade, como se apreciasse algo há muito tempo perdido. Vagarosamente aproximou-se, retirando a coroa e bagunçando o cabelo de Sasuke. 

– Não lhe ensinaram a não cometer blasfêmia, irmãozinho?

– E não lhe ensinaram a bater antes de entrar? – Retrucou com escarnio, tentando ajeitar o caos que foi feito em seus fios. – Vamos, dê-me a coroa.

– Precisará ser rápido se quiser recupera-la.

Gargalhando, o rapaz desviava do imperador e seus praguejos em meios as cadeiras da sala, divertindo-se como costumavam fazer quando eram crianças.

Sentada perto ao centro, Mikoto olhava-os correr de um lado para o outro imaginando o que seu falecido marido pensaria daquela cena. Agem como crianças, falaria, com seu habitual semblante sério, porém logo se entregaria a folia e todos brincariam juntos. Por um breve momento, deixou-se devanear sobre como seriam as coisas se Fugaku ainda estivesse lá. Os dias teriam sido mais coloridos, não? Pensou, permitindo que a tristeza lhe abatesse um pouco.

Ainda lembrava seu marido quando Kakashi e Kushina irromperam na sala e uma avalanche de sentimentos a atingiu. Olhou para o marechal e perguntou a si mesma se aquilo que estavam fazendo era certo. Não havia dúvidas em seu coração de que o pai de seus filhos fora o seu grande amor e que nada poderia substitui-lo algum dia, mas sempre que olhava, tocava ou sentia o cheiro de Kakashi, o seu corpo se preenchia com uma sensação que nunca havia sentido.

– Majestade, todos estão à sua espera. – Avisou o marechal, com grande formalidade e pressa.  

– Já estamos a caminho. – Respondeu Sasuke, estranhando o comportamento do homem. – Irei assim que meu querido irmão devolver-me a minha coroa. – Há algum problema?

– Temo que os senhores do leste não estejam acostumados a esperar. Ameaçaram pegar as armas caso o baile não comece logo. – Falou preocupado. – Apesar de não acreditar que realmente façam isso, achei melhor avisa-lo, pois os outros senhores estão começando a se incomodar e não queremos uma norte conturbada.

– Fez muito bem, Kakashi. Irei o mais rápido que puder. – Então olhou a mãe, que parecia um tanto desconfortável. – Vá com ele. A senhora deve saber como acalma-los até que eu termine. É uma excelente anfitriã.

Como se saísse de um transe, Mikoto levantou-se de imediato um tanto corada, passando o olhar entre o marechal e Itachi.

– S-sim. Estou indo. – Gaguejou. Sasuke arqueou a sobrancelha, fazendo-a amaldiçoar-se mil vezes por ter vacilado. Olhou Kushina em busca de alguma ajuda.

– Meu senhor, o ajudarei a partir de agora. – Anunciou, em solidariedade a sua senhora.

A fim de evitar qualquer questionamento, Mikoto saiu às pressas, agradecendo a deus por ter uma dama de companhia tão companheira e prestativa. O marechal estava logo atrás dela, parecendo igualmente perturbado com toda a situação.

Na sala, Kushina já havia terminado de preparar toda a roupa do imperador e de alinhar novamente seu cabelo, porém, aquilo que ela temia aconteceu.

– Você sabe o que está acontecendo com aqueles dois, não sabe? – Perguntou Sasuke, deixando-a nervosa.

– Acontecendo... – Respondeu, desviando os olhos e apertando as mãos. – Eu..., meu senhor...

– Está imaginando coisas, irmãozinho. – Interveio Itachi rapidamente. – Hoje é um dia importante e todos estão nervosos. É normal que estejam um pouco estranhos. – Tentou enrolar.

– Então você também sabe. – Sorriu de canto, se perguntando o era essa grande segredo. – Seja o que for, não tem porquê esconder de mim. Tenho certeza que não é nada que vai me surpreender...

Quando estava pergunto de perguntar o que ele queria dizer com aquilo, foi bruscamente interrompido.

– Conversamos disso depois. Agora dê-me a coroa antes que meus súditos se matem.

Sorrindo, devolveu a coroa para Sasuke, tocando com dois dedos em sua testa. Como esperado, o imperador fez a sua costumeira face de reprovação e afastou os dedos do irmão.

– Sinceramente, eu tenho pena da coitada que se casar com você. – Gargalhou Itachi, debochando. – Você é incrivelmente chato e mal-humorado.

– E você é a merda de um metido.

– Você com certeza quis dizer simpático. – Brincou. – Agora vamos. As princesas já esperaram demais por nós.

Ambos saíram em direção ao salão principal, entre socos e provocações, esquecendo por um breve momento que eram senhores e precisavam reger todo um império. Lembravam-se apenas que eram irmãos e que há muito tempo não agiam como tal.

...

No salão, as cornetas enfim soaram, anunciando a chegada de quem tanto esperavam e do início de uma guerra. O grande espetáculo estava preste a começar e as damas estavam obstinadas a conquistar o prêmio da noite.

Vindas de todos os cantos do império, as princesas trouxeram a Gallía todo o resplendor de suas terras, enchendo o palácio de presentes, histórias e belezas únicas. 

O leste abençoou a corte com as maiores beldades, trazendo damas de pele acobreada e olhos vibrantes. Todas vestiam seda e enfeitavam-se com ouro, ametista e turmalina, mostrando a todos as riquezas de sua província. Também ornamentadas, as já conhecidas sulistas abusavam do apelo carnal, fazendo questão de exibir seus decotes extravagantes e toda a sua pompa e requinte. As nortenhas eram singulares, com uma beleza extremamente pura e delicada, usando roupas simples, como se fossem camponesas, e não ostentavam joias ou tecidos caros. As princesas do oeste eram misteriosas, mantendo-se sempre caladas e escondendo seus corpos com véus.

No palco, sentados em seus tronos, a caça da noite conferencia, passando olhos minuciosos em cada uma das pretendentes.

– Alguma lhe agradou? – Perguntou Mikoto.

– Devo admitir que há opções interessantes, mas temo que permanecer sentado aqui só atrairá o que não é novidade. – Reclamou Sasuke após receber lisonjas de uma moça com seios saltitantes.

 – Sempre achei que eram o seu tipo de mulher. – Debochou a mãe. – Será que me enganei?

– Realmente não vejo problema nelas, desde que frequentem apenas a minha cama. – Disse tranquilo, com um sorriso divertido.  – Afinal, estou à procura de uma imperatriz, não uma cadela adestrada.

– Um comentário cruel, mas ainda assim uma grande verdade. – Concordou Itachi, mantendo os olhos fixos na moça bem apessoada que se apresentava. – Você tem gostos peculiares, irmãozinho, e mulheres muito interessantes frequentam os seus aposentos. – Lembrou-se rindo. – Tenho certeza que quem quer que escolha terá algo de surpreendente.

– E quanto à você? Que tipo de mulher quer ter? – Perguntou o imperador. – A única com quem já o vi foi Izumi. Será que devo mandar que tragam camponesas para serem suas pretendentes? – Zombou.

– Não seria má ideia. – Considerou a brincadeira do irmão. – Como soldado conheci inúmeras plebeias e todas se mostraram mais nobres do que qualquer uma destas. – Apontou para as moças fúteis que continuavam a se exibir. – Não importa se me casarei com uma princesa. Me basta uma mulher digna.

Então o rapaz levantou-se e embrenhou na multidão, deixando Sasuke para trás com algo para se pensar.

– Sabe, eu sempre disse ao seu pai que se Itachi não fosse soldado, ele seria um poeta. – Disse Mikoto com uma expressão gentil. – Ele tem dom com as palavras. Sempre foi muito sensível.

– É por isso que faz tanto sucesso com as mulheres. – Deu um meio sorriso e olhou para a mãe. – E eu? O que seria se não fosse imperador?

– Na época não tinha como saber que seria você a governar. Além do mais, tudo mudou depois que ele morreu, não é? Digo, você...

Um dedo encostou em seus lábios, acompanhados de olhos suplicantes para que não continuasse. Ela parou de falar e apertou forte as unhas na carne da mão. Amaldiçoou-se por ter mencionado seu falecido e, mais uma vez, ter feito seu filho sofrer. Estava a ponto de chorar, mas os dedos que selaram sua boca agora acariciavam seu rosto, como consolo.

– Hoje não é dia de sofrer. – Disse, com uma voz reconfortante. – As mulheres fazem bons homens, assim como um bom exército faz um império. – Repetiu o que o pai lhe disse quando ainda era um garoto. – Seja forte. Só assim eu poderei fazer esse império prosperar.

– Você é um bom homem, meu filho. Sei que se protege do mal com sua soberba e arrogância, mas não há mal em deixar a máscara cair as vezes. – Pôs a mão junto com a do filho. – Estaremos sempre com você.

E como Itachi, a mãe foi embora, seguindo em direção das cozinhas. Sozinho, o imperador recebeu mais algumas moças, as quais falavam os mesmo discursos. Não demorou para que deixasse de escuta-las e focasse apenas em seus pensamentos.

Recordou-se da bailarina e de como sua dança o encantara e decidiu que seria ela a moça com quem iria se casar. Saiu às pressas de seu trono, procurando por Kakashi, mas acabou encontrando algo que agradou seus olhos.

Uma bela jovem de cabelos rosas estava parada em um canto conversando com outras senhoras. Possuía uma pele clara e rosto delicado, porém, o que mais fascinou Sasuke foram seus olhos incrivelmente prateados.

Entretanto, aquele não era o seu caminho. Para ser guiado na direção da luz, o jovem monarca precisava encontrar o sol e, como já delatavam seus lumes, aquela moça era apenas uma lua.

...

Em outro canto do salão, Itachi tirou a sorte grade. Conversava animadamente com uma senhora e sua dama de companhia, provocando risos e peles coradas com todas as suas mesuras e piadas.

– É difícil encontrar senhoritas tão divertidas quanto você. – Falou, visivelmente interessado. 

– Temo que elas tenham se esquecido como se ri, meu senhor. – Respondeu prontamente, com enorme escárnio. – Mas me atrevo a dizer que são excelentes em barganhar. – Acrescentou, referindo-se aos seios que todas faziam questão de mostrar. 

– Seria desrespeitoso perguntar-lhe se também participa? – Riu.

– Oh, não! – Negou, dando um meio sorriso. – Como pode ver, Deus não me concedeu tal poder de negociação.  – E apontou para as próprias mamas, que faziam pouco volume no vestido.

– Não direi que reparei, pois não quero ser indelicado ou um pervertido. – Brincou. – Mas tenho certeza que são muito bonitos.

– Mesmo que tivesse tal dote, não teria como exibi-los onde eu nasci. Eles congelariam no momento em que abrisse minha capa.

– E de onde vocês vem?

– Do extremo norte, onde sempre neva e nunca faz sol. É um reino pequeno e pacato. Não gostaria de lá. – Desviando os olhos, a moça entrelaçou os dedos e Itachi pôde perceber que o seu lar não era realmente um lar.

– Eu não posso afirmar que não gostaria, mas consigo ver que você não gosta. – Então pegou na mão da jovem e a beijou.

– O senhor é muito gentil. – Corou.

– E posso ser muito mais do que isso.

Cativados, os dois conversaram pelo restante da noite. Falaram sobre o norte, família, amor e guerra. Riram e se abriram um para o outro, como se conhecessem um ao outro há anos. Não havia como negar, eles se conectaram. Mas seria aquilo amor?

No manhã seguinte, após um bom descanso das festividades, Sasuke e o irmão deveriam mostrar suas escolhas à corte, porém, o imperador não encontrou o que buscava, pois, ainda que belas, eram todas completamente vazias. Contudo, havia algo para se mostrar. Itachi havia feito uma escolha e agora o palácio teria uma nova moradora.

Olhos curiosos buscavam na direção que o soldado mirava achar aquela que roubara seu coração, enquanto aguardavam ansiosos pelo pronunciamento oficial.

– Peço um momento de atenção. – Pediu Kakashi. – Nosso grande soldado fará uma declaração.

– Agradeço a presença de todas, belas senhoras. – Falou, com olhos fixos no fim da escadaria. – Foi um imenso prazer conhece-las e gostaria de poder cortejar a todas. – Brincou, como sempre faz. – Mas uma em especial tomou meu coração. – Então ele desceu os degraus, com um enorme sorriso e estendeu a mão à moça. – Vos apresento a futura duquesa e minha esposa, a princesa de Autriche, Sakura.   


Notas Finais


Continuo sem previsão para lançar os capítulos, mas como eu enfim me formei, estou com um tempo livre para produzir essa história e acredito que não vou demorar a postar.

Até o próximo.
Beijos!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...