História The Blind Autumn - Capítulo 12


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bottom!hoseok, Bottom!taehyung, Heoserendipity, Jikook, Lemon, Mpreg, Namgi, Primeira Temporada, Romance, Sugamon, Taeseok, Top!hoseok, Top!taehyung, Vhope, Vhope!!flex, Yaoi
Visualizações 1.830
Palavras 2.515
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - 17 de outubro


Taehyung estava quieto, apenas ouvindo o barulho que Jimin fazia enquanto preparava a janta, e o barulho da TV. Ele estava meio inquieto e indeciso se deveria ou não contar sobre a proposta de Hoseok. Jimin percebia a inquietude do amigo, porém não queria perguntar nada para não deixá-lo pressionado a contar algo que não quisesse.

— Hoseok me convidou para viajar com ele…

Taehyung jogou aquilo no ar, fazendo Jimin parar tudo o que ele estava fazendo para olhar para o amigo.

— E eu quero ir. — ele completou sua frase deixando seu hyung mais sem palavras.

— O quê? — Jimin tentou sorrir, mas a única coisa que saiu da boca foi ar. — Eu até concordo que você acredite nele e goste muito dele, mas viajar com alguém que conhece menos de um mês?

— Queria radicalizar.

— Do nada?

— Não é do nada. É que finalmente encontrei uma pessoa louca que quer me levar para as coisas.

— Viajar é algo bem perigoso, sabia?

— Ele disse que você e Jungkook estão convidados se vocês não quiserem me deixar sozinho com ele. Hyung, eu quero muito ir. Eu já não aguento ficar o ano inteiro nesse mini-apartamento. Namjoon não vai se importar se você falar: Hyung, nós vamos visitar a avó do Jungkook e queria muito levar o Taehyung.

— Hum… Taehyung, eu não sei.

— Hyung, por favor. Não vai ser nada radical, é a festa de aniversário da avó dele. Nós vamos na sexta depois da aula e voltaremos domingo. Ninguém perderá nada.

— Vou pensar.

— Me diz que sim, Jimin, pelo amor de Deus, diz que sim! — Taehyung estava quase implorando para seu amigo. — Será uma oportunidade única para mim. — ele levantou-se da cama, andando até Jimin. — Na verdade, é minha única oportunidade. Ninguém nunca quis nada comigo, e poucas pessoas querem ser meus amigos por puro preconceito. Hoseok é a primeira pessoa que gosta de mim de um jeito diferente, e ele é a primeira pessoa que eu gosto desse jeito esquisito também. Eu não quero perder a oportunidade de aproveitar as chances que estou tendo e poder sentir alguém normal de novo. Eu sei que se continuar do jeito que estou, ele vai se cansar e vai se afastar de mim.

— Olha, Tae, eu vou ver minhas aulas e conversar com Jungkook. Amanhã eu te falo.

— Posso considerar isso um sim?

— Um talvez. — ele suspirou.

— Espero muito que vire um sim. — Taehyung se afastou, sentando-se na cadeira. — Posso te perguntar uma coisa bem estranha?

— Você sempre me faz perguntas estranhas, Tae, então faz logo. — Jimin voltou a fazer a janta.

— Como dois homens namoram?

— Normal, como todo mundo. — Jimin riu.

— Digo na… Sabe…

— Sei o quê? — ele virou-se, vendo o rosto de Taehyung vermelho.

— Na… É…

— Sexo? — Taehyung confirmou com a cabeça. — Não, Taehyung, pelo amor de Deus, não me faça te explicar isso. Até fiquei quente de vergonha aqui. — ele se abanou.

— Se eu não perguntar para você, eu vou perguntar para quem?

— Não sei… Eu… Eu aprendi pesquisando na internet e praticando… Espera, você está pensando em transar? Tae, espera bastante esse tempo chegar, você nem sabe das reais intenções dele. Você deveria me perguntar como se dá um selinho.

— Isso eu sei. — ele deu de ombros. — Eu via nos doramas. Posso estar cego há mais de quinze anos, mas eu lembro com clareza como se beija.

— Beijar é diferente dos selinhos que via em doramas. — Jimin começou a ficar envergonhado com aquela conversa. — Um beijo bem dado tem umas agarrações e a língua…

— Língua?

— É. Ah, eu não concordo como seus pais te criaram, sério. Eles te privaram de tanta coisa e agora, eu me sinto como se tivesse falando com uma criança de cinco anos. Eu não vou saber te explicar, ok? Se vier a namorar alguém, ele te ensinará melhor. Ah, desculpa, Tae, mas não presto para explicar essas coisas. Pede pro Jungkook.

Taehyung se divertiu com o desespero de seu amigo e começou a rir, fazendo Jimin jogar o pano de prato no amigo. Enquanto o outro estava se divertindo, ele estava quase queimando de tanta vergonha que sentia em apenas pensar em como explicar aquilo.

Taehyung saiu quase que correndo para a cafeteria, assim que o professor encerrou a aula. Ele tentava não esbarrar em ninguém, porém em vão, já que a sua pressa não deixava-o pensar direito.

— Oi, Tae. — Jiwoo o cumprimentou.

— Oi, Jiwoo. Tudo bem?

— Sim, e você?

— Bem. — ele mordeu o lábio, esperando ouvir a voz de Hoseok.

— Hoseok? — ela perguntou, adivinhando o que seu amigo estava pensando. — Ele está trabalhando no fundo hoje. Quer ir lá?

— Gostaria.

— Ok, me dê a mão que nós vamos descer uma escada. — Taehyung estendeu a mão para Jiwoo que prontamente pegou. — Você gosta dele, né?

— O quê? — ele se fez de desentendido, fazendo a loira rir.

— Eu te conheço desde que pisou nessa universidade, oppa, eu sei que está caidinho pelo Hoseok. Quer dizer, todo mundo já percebeu.

— Meu Deus. — Taehyung ficou vermelho.

— Bem, bonito ele é. — Taehyung deu uma risada ao ouvir Jiwoo elogiando Hoseok. — Vamos descer a escada agora. — avisou preparando o amigo, que descia com o maior cuidado do mundo. — Visita para você! — ela abriu a porta.

— O que… Ah, Tae. — Hoseok sorriu vendo o mesmo e foi até a porta pegá-lo. — Obrigado.

Jiwoo encarou Hoseok por alguns segundos, dando uma risada, abaixando o rosto e saiu.

— Tudo isso foi vontade de falar comigo? — Hoseok fechou a porta, levando Taehyung até onde tinha uma cadeira para ele sentar-se.

— Por que está aqui hoje? — Taehyung perguntou, curioso.

— Arrumando o estoque. É trabalho do Matthew, mas ele precisou sair para resolver algumas coisas.

— Você está triste? — Taehyung perguntou. — Não parece está muito bem hoje.

— É, eu não estou, Taehyung. — o tom de voz dele continuava triste. — Minha mãe me ligou mais cedo e disse que meu cachorro, o qual tenho desde meus sete anos, morreu. Quebrou tanto meu coração. Estou bem triste, sim.

— Eu sinto muito. — ele se aproximou mais de seu hyung, fazendo o mesmo afastar-se alguns centímetros pela proximidade de que estavam. — Essas coisas acontecem.

— Eu sei. Só não esperava que fosse assim tão… De repente. Sabe, Taehyung, eu nunca presenciei a morte assim tão de perto. Nunca alguém que amo muito morreu, e eu não sei lidar com a morte.

— Eu já presenciei a morte dos meus avós. — ele suspirou. — Vai passar a dor. Bem, você nunca vai esquecer, mas passa.

— Ah… — Hoseok só conseguiu falar aquilo. — Meus pêsames.

— Está tudo bem agora. Pelo menos, minha última memória deles não foi vê-los no caixão, já que, graças a Deus, eu já era cego. — ele riu. — Ser cego tem suas vantagens.

— Que horror! — Hoseok ficou sem palavras.

— Nós temos que ver a parte boa de tudo. Eu não me importo de ser cego hoje em dia.

— Como é? — Hoseok, pegou a outra cadeira, sentando-se perto de Taehyung. — Sabe, é uma curiosidade, pois para mim ficar cego seria como a morte…

— E foi. — Taehyung o cortou. — Nos primeiros meses foram horríveis todas as sensações. Eu enxergava, eu via as cores, eu sabia onde estava cada coisa e do nada veio as vistas embaçadas, óculos e aí a escuridão total. Foi tão doloroso, mesmo que eu já tivesse sido avisado que poderia ficar cego. Só que depois você vai se adaptando. A frase de que o ser humano se molda a tudo é verdade. Uma hora deixou de fazer falta, e o que mais atrapalha mesmo é sempre acharem que você sempre será um bebê e que precisa ser salvo a todo tempo. Ontem, conversando com Jimin, eu percebi o quanto eu sou ingênuo. Quem diria que um rapaz de 22 anos descobriria que beijos de verdade não são como os selinhos de doramas.

— Por isso eu quero que viaje comigo. Eu poderia cuidar de você e ainda deixá-lo viver um pouco, mesmo que fosse por um final de semana.

— Hoseok, eu acho que não vai rolar. — ele mexeu em seus dedos, nervoso.

— Eu disse que pode chamar Jimin e Jungkook. A casa da minha avó é muito grande e tem espaço para eles também.

— Eu falei sobre isso, mas ele disse que ia ver. Eu sei que isso é um jeito menos agressivo de falar que não. — ele riu de lado. — Quem sabe se tivermos outra oportunidade, né?

— Dependendo de quem cuida de você, só se eu te sequestrasse. — Hoseok foi irônico, levantando-se da cadeira para voltar a arrumar as coisas.

— Eu prometo não gritar. — Taehyung riu, ajeitando-se na cadeira.

— Sexta depois da aula?

— Pode ser. — ele levantou-se da cadeira, indo até Hoseok.

O mais velho girou para ficar de frente para Taehyung, e sorriu, arrancando um sorriso tímido de Taehyung.

— É sério, né? — Hoseok perguntou.

— É. — Taehyung tateou o rosto de Hoseok. — Desculpa, só queria relembrar seu rosto novamente.

— Está tudo bem. — Hoseok pegou uma das mãos de Taehyung, acariciando a maciez da pele dele. — Você, eu deixo.

— Você é fofo comigo.

— E você comigo.

Taehyung se aproximou mais de Hoseok, fazendo-o recuar e encostar-se no armário atrás dele. Enquanto se aproximava de novo de Hoseok, a mão que estava livre tateou novamente o rosto do outro, procurando os lábios do mais velho, e assim que os encontrou, Taehyung encostou seus lábios de leve nos de Hoseok. Naquela altura, o mais velho estava surpreso pela atitude inesperada de Taehyung.

Taehyung se sentia estranho por fazer aquilo, mas ao mesmo tempo sentia-se bem. Para ele sentir coisas novas, era um grande sentimento de liberdade e satisfação consigo mesmo. Hoseok moveu seus lábios, deixando Taehyung sem jeito, porém o mesmo aceitou o movimento repentino do outro. As mãos de Hoseok subiram para os quadris de Taehyung, trocando de lugar com ele. De alguma forma, aquilo acalmou-o, já que sempre gostava de estar no controle das coisas.

Taehyung, por instinto, fechou seus olhos e Hoseok seguiu no ato. As mãos de Taehyung tocaram suavemente a nuca do rapaz, sentindo alguns fios de cabelo enrolarem-se nele. Taehyung sentia seu coração acelerado como nunca antes. Ele suspirou, assim que Hoseok moveu os lábios, tocando a sua língua quente nos seus lábios, deixando-o confortável para abrir a boca um pouco desajeitado.

O beijo acontecia bem sem jeito, principalmente pelo lado de Taehyung, que acha tudo muito estranho. Hoseok puxou o lábio inferior dele, afastando-se um pouco. Taehyung respirou fundo, passando a língua entre seus lábios e mordeu-os de leve, como se transparecesse que tivesse bem nervoso.

— Por que você fez isso? — Hoseok perguntou.

— Porque eu quis. — ele respondeu, baixo. — Mas foi muito estranho. Não é muito bom, mas também não é ruim.

— Fica melhor com o tempo. — eles riram juntos.

— Então você deveria me beijar novamente para melhorar. — ele disse quase que sussurrando, sendo atrevido pela primeira vez em sua vida.

A porta do local abriu, assustando os dois e Hoseok se afastou bruscamente de Taehyung. Somin olhou para os dois, apenas pegando uma das caixas que tinha no lugar e saindo rapidamente.

— Desculpa, Tae…

— Não conta para ninguém isso. — o mesmo ficou desesperado, tentando pegar sua bengala. — Eu preciso ir embora… Meu Deus, que vergonha!

— Taehyung, se acalma. — Hoseok pegou na mão dele. — Você pode confiar em mim. Eu realmente gosto de você, ok?

— Mesmo que seja muito estranho acreditar em alguém tão rápido assim, eu acredito em você, ok? Só não conta para ninguém… Eu preciso ir embora agora.

Hoseok puxou Taehyung para próximo dele, selando os lábios dele bem de leve, enquanto acariciava os cabelos detrás de sua orelha.

— É nosso segredo, ok? — ele beijou o rosto de Taehyung, dando um sorriso.

— Por favor, cumpra. — Taehyung sorriu. — Agora me leve para fora daqui, ok?

— Claro. — Hoseok coçou a cabeça, sentindo-se intimidado pela segurança que Taehyung disse que queria ir embora.

— Qual o motivo desse sorriso enorme no rosto?

Namjoon perguntou assim que Taehyung atravessou a porta do dormitório. Ele não tinha visto aquele sorriso no irmão há muito tempo.

— Cegos também ficam felizes, sabia, hyung? — Taehyung respondeu, trancando a porta.

— Mas assim, de repente? Logo você, que é sempre tão certinho.

— Eu sou certinho porque eu não enxergo. Eu tenho certeza que se enxergasse, eu tinha pulado de paraquedas, ok? — ele se jogou em sua cama. — Só estão acontecendo coisas boas nesse outono. Para mim, sempre poderia ser outono.

— Você está muito esquisito, de verdade. — Namjoon largou o que fazia no computador, para se aproximar do irmão. — Sabe, eu acho que você deveria me contar o que está acontecendo.

— Primeiro, não tem nada acontecendo. Eu estou feliz porque as coisas, na minha opinião, estão sendo boas, certo? Segundo, contar para quê? Vocês sempre me colocam para baixo assim que eu termino de contar as coisas. Sempre dizendo que é para meu bem, só que na realidade, vocês só quebram meu coração e fico depressivo, achando que meu destino é viver sendo um bebê de vocês que nunca poderá fazer nada.

— Se a gente, às vezes, é duro com você, é porque queremos seu bem, Tae. — Namjoon coçou a cabeça. — O mundo não é bom nem para gente, imagina para você.

— O mundo é bom para quem é feliz. — ele suspirou. — Não quero que me digam que as coisas são maravilhosas, ok? Eu apenas quero que vocês deixem de me massacrar a cada felicidade minha. Por acaso, você gosta quando está super feliz e alguém chega dizendo que nunca nada vai dar certo? — Namjoon ficou calado por um tempo, pensando na resposta. — Vou levar seu silêncio como um sim. Eu realmente queria contar tudo o que passa na minha cabeça, sendo elas platônicas ou não, só que tenho trauma. — ele bufou. — Só que não aconteceu nada, ok? É só que estou indo bem no meu curso e tirando notas boas.

— Tae, me desculpa se um dia fui muito rude com você. Você sabe que pode me contar tudo ou puxar minha orelha se tiver te machucando. Eu só aprendi com nossos pais que eu deveria te tratar de tal jeito. Afinal, eu sou apenas um ano mais velho, e meio que desde novo, eu tive a responsabilidade de te ajudar. Também não foi fácil para mim, ok? Só que eu quero ser o melhor irmão possível. Como eu posso melhorar?

— Para de me tratar como se fosse um boneco de neve no sol! — Taehyung reclamou. — Para de só me deixar fazer coisas simples, de como ir ao museu, shopping e andar no parque. De verdade, eu estou cansado. Eu queria viajar com vocês, queria ir em parques de diversões com vocês, queria ir nos shows que vocês vão também. Eu tenho a idade de vocês, sabia? Você quase matou Jimin quando ele me levou pela primeira vez em um parque de diversões. Só que é minha memória mais feliz, sabia?

— Eu estava com medo de que algo acontecesse contigo, ok? — Namjoon se defendeu. — Eu prometo que serei um irmão melhor para você. Dentro do seu possível, ok?

— … Ok. — Taehyung respondeu mesmo sem vontade.

Ele tinha certeza que Namjoon o mataria se descobrisse que ele estaria com vontade de fugir com o mais famoso “inimigo” dele e de seus amigos.


Notas Finais


Espero que tenham gostado <3
Até a próxima e beijinhos!!!


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