História The Blossoming Of Youth: Love Is a Nightmare - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias TWICE
Personagens Chaeyoung, Dahyun, Jihyo, Jungyeon, Mina, Momo, Nayeon, Sana, Tzuyu
Tags Dahmi, Datzu, Dayeon, Mihyun, Mimo, Minayeon
Visualizações 57
Palavras 2.196
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Luta, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Peço desculpas com a demora, eu estava com um pouco de dificuldades nesse capítulo. Além disso, fiquei trabalhando um pouco em projetos futuros e postei uma oneshot Mihyun comédia, para aliviar os corações pesados de drama q
Espero que gostem, se possível comentem! Até!

Capítulo 16 - The Thing About Love


 

 

“Esse é um erro ainda maior.” Reclamei de boca cheia, mastigando com pressa o meu hambúrguer.

 

“O que?” Ela continuava sendo delicada e graciosa, mesmo comendo um sanduíche daquele tamanho. Como conseguia?

 

“Nos vermos em público.”

 

“Por que?” Mina perguntou com aquele sorriso que era só seu, um sorriso inocente e sincero mas que de inocência não tinha nada.

 

“Você tem namorada e por mais que ela não esteja aqui, algum conhecido pode nos ver.” Mina suspirou, visivelmente irritada. A sua testa não franzia, os seus olhos que expressavam junto da pequena curvatura no canto dos seus lábios. E também, a mordida no seu lábio inferior. Eu ainda sabia ler, mesmo que com dificuldade, cada uma das suas expressões. Largou seus braços sobre a mesa. Ainda delicada, eu não tirava o meu olhar dos seus olhos, nem do seu corpo.

 

“Eu não vejo problema, em sair para almoçar com uma amiga.”

 

“Nós não somos amigas.” Protestei, eu sabia que meu tom parecia infantil. Mas, tentei parecer brava. “Se vissem o que nós fizemos ontem à noite, ninguém cogitaria isso.”

 

“Hm… você faria aqui para que vissem?”

 

“Não tudo.” Os seus olhos estavam fixos a mim, não perdiam nenhum dos meus movimentos. Eu mordi os meus lábios, devagar, vendo o seu corpo se pronunciar. Suas mãos agarraram firme a mesa, ela fechou seus olhos provavelmente recordando, eu me inclinei para arrumar uma mecha dos seus cabelos. “Eu beijaria você bem aqui.” Sussurrei, olhando ao redor. Não me importava em ser vista por nenhuma daquelas pessoas estranhas.

 

“Isso pode acabar com a sua carreira.” Ela disse, voltando a abrir seus olhos, transbordando uma preocupação genuína.

 

“A sua não?” Voltei a sentar-me, ainda pensando no próximo passo.

 

“Ontem eu fiz uma descoberta.” Disse, mas eu temia que deixasse assim sem maiores explicações.

 

“O que?” A minha testa franzia, eu sentia minhas mãos suarem.

 

“Eu descobri que você não sabe todos os meus pontos fracos.”

 

“Huh.” Bufei, sabendo que minhas bochechas ficaram vermelhas. Eu virei minha visão ao lado, para não fraquejar em seus olhos.

 

“Você fica linda frustrada.” Mina disse, subitamente se levantando do lugar.

 

Eu sabia disso por ter ouvido o barulho da sua cadeira, mas continuei sem olhar na sua direção. Não esperava que, novamente, ela tomasse a atitude. Aquela Mina que hesitava, onde estava aquela garota? Quem eu via, em minha frente, levantando o meu rosto pelo maxilar, parecia outra pessoa. Ela selou seus lábios aos meus, em um silencioso beijo com gosto de molho barbecue.

 

“Você é o meu ponto fraco Kim Dahyun.” Sussurrou em meu ouvido, mordendo o lóbulo da minha orelha e voltou a sentar. “Eu nunca vou ganhar de você.”

 

“Talvez você precise tentar mais.” Disse, encarando cada um dos olhos que estavam em nossa direção para que todos se afastassem. Para que percebessem que o preconceito não podia nos tocar.

 

“Um bom vencedor sabe aceitar sua derrota.” Ela fechou seus olhos novamente, eu fiz o mesmo. Sentia sua mão tocar a minha, eu me agarrei a ela como se fosse o único fio de esperança entre nós. “Dahyun eu… eu vou consertar as coisas, eu- eu sei como consertar as coisas entre nós. Eu só espero que quando eu fizer isso, você ainda se lembre de mim.”

 

Quando abri meus olhos novamente, eu vi a lágrima solitária que escapou de um dos seus olhos e andou por sua bochecha. Recepcionando meu olhar no seu, ela tentou sorrir pensando que podia me ludibriar. Mas falhou, sua lágrima recebendo companhia de outras várias. Ela começou a soluçar, tentando conter o choro que acontecia mesmo com o sorriso ainda ali. Nesse momento me bateu, que eu não era a única sofrendo. Que talvez o que eu passei durante dois anos, não era metade de tudo o que ela deveria ter passado. Eu não só queria acreditar nas suas palavras como se fossem falsas esperanças, não, o meu coração estava pronto novamente para proteger esse sentimento.

 

Coloquei o dinheiro sobre o balcão e voltei para nossa mesa, vendo o olhar confuso de Mina quando puxei seus braços e a fiz abraçar o meu corpo. O seu instinto foi afundar-se em mim, escondendo seu rosto no meu peito. Acariciei seus cabelos, os meus dedos entrelaçaram-se nos seus fios enquanto eu ainda escutava o seu choro. Quando chegamos em frente ao meu carro, eu a encostei na lataria dele, pois parecia tão frágil. Levantei seu rosto, para ver a sua feição. Os seus olhos sibilavam, a sua respiração tão fraca enquanto seus lábios vermelhos me convidavam para um beijo desesperado.

 

Mina não falou nada, mas seu semblante estava bem melhor quando dei a partida no carro. Ela vagou pelas playlists no som do carro e encontrou uma que fez o meu rosto esquentar. Se eu pudesse me esconder eu faria, mas não tinha essa possibilidade.

 

“Músicas para Mina?” Estava em escrito em inglês, mas não era uma frase difícil de se entender. Fiz que sim com a cabeça, respondendo a sua pergunta e Mina abriu um sorriso radiante.

 

“São, ahn…” Eu não conseguia formar uma frase. “... músicas que me lembram de você?”

 

“Omo! Tem a nova música do Taemin? Pensei que fosse uma playlist antiga.” Disse, colocando Move para tocar.

 

“Eu ainda adiciono músicas, de vez em quando.” Respondi, olhando apenas o trânsito na minha frente. “Essa me lembra quando você dançava ballet, na mesma hora que eu estava tocando piano. E eu ficava perdendo um monte de nota porque não conseguia me concentrar.” Ela começou a sorrir e tapou seu rosto com as mãos.

 

“Teve um dia que eu achei que você estava brava comigo, porque saiu correndo da sala sem mais nem menos. Quando eu te alcancei você falou que estava daquele jeito, porque me achava linda e me abraçou dizendo que não tinha nada de errado entre nós.”

 

“Você me levou para conhecer os seus pais depois disso!”

 

“O meu pai gosta de você até hoje, ele sempre toca no seu nome quando nos falamos por telefone ou quando nos vemos.”

 

“Eu sei que ele gosta, vive curtindo as minhas fotos no instagram.”

 

“Sério?” Mina estava realmente surpresa.

 

“Sim.”

 

“Isso ele não me contou.”

 

“Queria que meus pais fossem um pouco como os seus, assim receptivos.”

 

“Espera…” Mina olhou em volta. “Só uma pergunta… Onde estamos indo?”

 

(...)

 

Quando chegamos, Mina deixou os seus calçados na porta e seguiu comigo para dentro do apartamento. Ela estava terrivelmente quieta, não era mais aquele silêncio confortável. Eu me perguntava se teria sido uma boa ideia, essa de trazê-la aqui. O seu rosto não esboçava tristeza, por mais que carregasse certo pesar. Ela tinha seus olhos atentos a cada detalhe, me seguindo vagarosamente, deixando suas mãos flutuarem por certos objetos para sentir a veracidade do local.

 

“A Momo e a Sana, não podem chegar a qualquer momento?”

 

“É bem provável que elas nem voltem hoje.” Disse, Mina me respondeu com um acenar de cabeça e um murmúrio. Ela deve ter tentado falar algo de fato, mas sua voz não saiu? “Quer conhecer o meu quarto?” Perguntei e, subitamente, me senti envergonhada mas ela foi rápida em responder.

 

“Claro.”

 

Abri a porta e deixei Mina entrar primeiro, seguindo em seu encalço. Ela passou por cada canto do quarto, encarou cada adorno de decoração e possivelmente contou todos os meus charmanders de pelúcia. Reparou na foto sua guardada no meu gaveteiro, porque ela não pediu passagem para fazer o seu caminho. Aproveitei o seu descuido, para dar uma volta na chave e trancar a porta por precaução. Depois fui em direção ao rádio que estava sobre o gaveteiro que ela inspecionava. Liguei ele passando os braços em volta do seu corpo,  eu vi ela se arrepiar com o súbito contato.

 

“Quer beber alguma coisa?” Perguntei, procurando a música que queria. A minha voz saiu arrastada, quase rouca.

 

“Estou bem, obrigada.” Ela disse se virando na minha direção. “Você ainda guarda todos os meus presentes?” Não conseguiu me olhar nos olhos ao fazer a pergunta.

 

“Quase todos.”

 

“Ah…” Mina pareceu diminuir.

 

“Os chocolates eu comia na hora, então…” Falei e ela voltou a me encarar com um sorriso. “... você pode sentar ali na cama?”

 

“O que? Por que?”

 

“É… eu quero te mostrar uma coisa. Promete que não vai rir?” Perguntei, quase entrando em pânico e finalmente achei a música que queria.

 

“Ahn… não, claro que não. Move de novo?” Ela perguntou, vendo que era a mesma música do Taemin.

 

“Eu não danço como você, mas…” Tentei olhar na direção dela, mas não consegui pela vergonha. “... é, mas… eu… te- tentei- aprendi um pouco dessa música e POR FAVOR NÃO RI DE MIM!” Gritei, por conta do nervosismo. Eu ouvi sua pequena risada, mas quando a olhei os seus olhos eram ternos e me passaram confiança.

 

Não tinha decorado bem a música, nem teria coragem para dançar inteira, mas respirei fundo e comecei mexendo meus ombros conforme abaixava meu tronco. As minhas mãos para trás, eu achava que era assim. Quando eu consegui olhar para Mina, ela tinha sua boca aberta em um “O” e logo a tapou com suas mãos. O seu rosto todo estava vermelho e como usava pouca maquiagem, eu podia admirar suas pintas principalmente a do seu nariz. Eu gostava tanto das suas marcas, elas a tornavam tão especial como se Mina fosse uma galáxia repleta de estrelas pelo seu corpo. Não conseguindo mais dançar, tamanho o meu nervosismo, eu me joguei sobre a cama escondendo o meu rosto.

 

“Ahhhh… agora eu fiquei com vergonha.” Mina deixou seu corpo cair sobre a cama por completo, deitando ao meu lado. Eu abri um dos olhos para espiá-la.

 

“Você é fofa, mesmo quando está sendo sexy.” Voltei a fechar os meus olhos, toquei o travesseiro que havia colocado sobre minha cabeça na sua direção. “Lembra quando eu contei sobre a cicatriz da Momo?”

 

“Lembro sim, por que?” Perguntei me sentando na cama, Mina fez o mesmo.

 

“Você prometeu que nunca me machucaria naquela noite. Tem certeza que não vai machucar o meu coração?” Ela indagou, os olhos transpareciam uma profunda tristeza.

 

“Um Lannister sempre paga suas dívidas.” Respondi com um sorriso, não queria aquele clima pesado entre nós.

 

“Não estamos no Game Of Thrones!” Reclamou me dando um tapa, eu segurei sua mão e a puxei mais para perto. Assim eu podia abraçá-la.

 

“Que bom, isso significa que não estamos mortas!” Exclamei, recebendo um tapa no ombro e sendo puxada para um beijo rápido e caloroso. Mina suspirou quando nos separamos.

 

“Você sempre me faz sorrir, quando quero chorar.”

 

“Ufa! Se fosse o contrário eu iria me sentir mal.” Ela me encarava seriamente, eu me senti estranha por não receber nem um sorriso.

 

“Você me perdoa? Consegue me perdoar mesmo com toda a dor que eu te causei?”

 

“Com uns beijinhos passa.” Brinquei fazendo bico, recebi outro tapa.

 

“Por que tão idiota?”

 

“Porque te amo.” Falei rápido e gelei, eu não planejava dizer aquilo.

 

“Não dizem que o primeiro amor a gente nunca esquece?” Ela voltou a olhar o teto, suas mãos tampando seu rosto.

 

“Eu não quero que você seja uma memória.”

 

“Ah…” Ela suspirou, me olhando completamente corada. “O que eu faço?” Colocou uma de suas mãos sobre o peito, a outra veio ao meu rosto.

 

“Seja minha.” Sussurrei me aproximando um tanto mais. “Deixa eu te fazer minha de novo, como ontem à noite.” Eu não demorei em capturar seus lábios.

 

(...)

 

Acordar ouvindo aquela doce melodia vindo da sala, para abrir a porta e me deparar com a Myoui sentada em frente ao piano era uma das memórias que eu iria guardar para sempre. Ela usava uma camisa minha, listrada, que era grande demais mesmo para mim e acredito que não estivesse usando nada mais. Avancei em passos surdos, para a surpreender com um abraço.

 

“Eu escuto você.” Ela disse, sem me olhar.

 

“Eu também te escuto, com essas notas erradas ai.” Sentei ao seu lado.

 

“Desculpa, estou tentando lembrar como era.” Conhecia bem a música que ela se referia. “Tem café na cafeteira. Não se importa de eu ter usado, não é?”

 

“Claro que não, vou pegar uma xícara.” Dei um beijo na sua bochecha.

 

“Acho melhor você me mostrar ela de novo, afinal a profissional aqui não sou eu.” Ela disse quando voltei, dei um gole no meu café adoçado e lhe alcancei a xícara. Mina bebeu o meu café, não sei por qual motivo. “Yah! Muito doce!”

 

“Não alcancei para você beber.”

 

“Eu sei, mas eu queria provar. Problema?”

 

“Nenhum.” Estralei meus dedos.

 

Sem demora, os meus dedos começaram a dançar pelas teclas. Eu sabia aquela música de cor, por ser criação minha. A música que eu fiz para Mina, na comemoração de algum mês do nosso namoro. Mina escorou sua cabeça no meu ombro e envolveu meus braços com os seus, eu me perdia na melodia e no seu aroma frutado. Como as as teclas estavam decoradas, eu podia tirar minha atenção delas vez em quando para admirar seu rosto. O nosso amor ainda estava ali entre nós, não tinha nada capaz de extinguir ele. Não havia água no mundo, que pudesse apagar os meus sentimentos flamejantes.

 


Notas Finais


Em um momento quase pegam fogo, no outro são mais fofas que algodão doce!
The Thing About Love é que ele não acaba e ele sempre vai aproximar duas pessoas de novo. Talvez?
Musiquinha: https://www.youtube.com/watch?v=hLe9LZQQ98s


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